Appaloosa

Nome da Raça

Appaloosa

Altura na Cernelha

Média de 1,50 m

Temperamento

Dócil

Introdução

Origem

A raça Appaloosa, também conhecida como “Cavalo dos índios”, tem sua origem na América do Norte no século XIX, selecionada pela tribo dos Nez Perce, às margens do rio Paloose, daí a origem do nome. Nesses primórdios, os cavalos foram selecionados pela sua pintura característica, em que ocorre a incidência de uma manta branca na garupa do animal, podendo se estender por todo o corpo, dando características peculiares à raça.

Apesar de inicialmente ser selecionado por sua pintura, hoje a Associação registra animais denominados sólidos, sem as manchas características, que devem passar por um controle genético – análise de ácido desoxirribonucleico (DNA) ou tipagem sanguínea – e são chamados de Appaloosa CG.

A sociedade preservadora da raça só foi fundada em 1938, havendo ainda muita liberalidade no registro de animais, porém para desfile, exposições, carreira, os animais devem possuir a pelagem típica e todas as qualidades de um bom cavalo de sela, principalmente para vaqueiro.

Só em 1968 foram registrados mais de 10.000 animais, ocupando o 3° lugar em expansão, logo depois do PSC. Sua pelagem esquisita de cavalo “de índio” chama realmente a atenção do público.

Foi introduzido no Brasil na década de 1970, possuindo hoje mais de 23.000 animais registrados e 450 criadores por todo o país.

País de origem

América do Norte

Curiosidades

Além das características peculiares da pelagem, outras particularidades são encontradas na raça Appaloosa, como despigmentação ao redor dos olhos, além da esclerótica branca evidente (área ao redor da córnea), despigmentação ao redor do focinho, cascos rajados e despigmentação na genitália, observadas em machos e fêmeas.

Características gerais

Aspectos raciais

Cabeça pequena e leve, com fronte ampla e de perfil retilíneo, ganachas são cheias, grandes e muito musculosas. Orelhas pequenas, alertas, bem distanciadas entre si, e com boa movimentação. Olhos grandes e bem afastados entre si permitindo um amplo campo de visão.

Narinas grandes. Boca pouco profunda, permitindo grande sensibilidade às embocaduras. Focinho pequeno. Pescoço de comprimento médio e de forma piramidal, a musculatura  é bem pronunciada. Cernelha bem definida, de altura e espessura média. Dorso bem musculado. Garupa longa, discretamente inclinada. Cauda medianamente inserida, elegante com pelos grossos. Peso em média de 500 kg. Possuem leucodermia característica em focinho, e o prepúcio e períneo normalmente são despigmentados.

Pelagem

Admite-se que o Appaloosa possa apresentar pelagem alazã, alazã tostada, baia de alazã, palomina, baia, preta, zaina, castanha, tordilha, rosilha, lobuna, podendo ter ou não variação na pelagem.

Sobre uma pelagem fundamental variável, mas frequentemente escura, possui uma malha branca grande que se estende do dorso, para a garupa, sobre a qual aparecem dispersas malhas de cor fundamental, arredondadas ou ovais, de até 10 cm de diâmetro. A pele também apresenta pequenas manchas escuras e os cascos são raiados de cima para baixo de negro e branco. Em torno da íris vê-se o branco da esclerótica, como no olho humano.

Aptidões

Primeiramente selecionado pelos colonizadores americanos para lida com gado, com base principalmente em sua pelagem, hoje o cavalo Appaloosa é muito utilizado com destaque em provas de trabalho, como apartação, baliza, laço de bezerro, laço em dupla, maneabilidade e velocidade, rédeas, tambor e team penning, entre outras.

Comportamento e cuidados

Vacinação e vermifugação

As vacinas previnem e/ou minimizam a ação de agentes que possam vir a causar doenças e gerar grandes perdas econômicas. Todos os equinos de uma mesma propriedade devem ser vacinados com o mesmo programa de vacinação. Os programas variam de acordo com a região em que o animal vive ou para qual será transportado.

As vacinas mais utilizadas em equinocultura são a contra influenza, tétano e encefalomielite equina. Em casos de propriedades com problemas de aborto equino a vírus, as éguas prenhas devem receber reforço adicional no 5º, 7º e 9º meses de gestação. Nos equinos os endoparasitas podem causar cólicas, anemias, diarréias, constipações e retardos no crescimento.

Programas de vermifugação devem ser implantados de acordo com o número de animais, extensão da propriedade, sendo importante a alternância do princípio ativo para evitar resistência parasitária e atingir todos os tipos de vermes.

Manejo

Alimentar

O alimento natural dos equinos são os volumosos. Os volumosos são ricos em fibras como as pastagens e as forragens que suprem parcialmente as necessidades nutricionais dos equinos. Devido às maiores exigências decorrentes do esporte, concentrados enérgicos e/ou protéicos (rações, grãos), foram adicionados à dieta como complemento do volumoso, com quantidade oferecida de acordo com a categoria do animal. O aumento de consumo de concentrados pode causar diversas enfermidades graves como miopatia de esforço, laminite ou cólicas.

Adotar uma periodicidade do horário de alimentar os equinos, evitando longos períodos em jejum. Devidos as perdas constantes de minerais, a suplementação com sal é importante para evitar deficiências.

Casqueamento e ferrageamento

Os cascos de um cavalo devem ser limpos diariamente, principalmente antes do exercício. Um bom casqueamento e ferrageamento nos cascos dos equinos, previne o aparecimento de afecções no aparelho locomotor e oferece proteção do casco dos impactos com o solo, respectivamente.

Confinamento

Água limpa, fresca e a vontade deve estar sempre ao alcance do animal. Manter cavalos em baias é antinatural. Um cavalo chega a se deslocar por dia a distância de 9 a 12 quilômetros. Oferecer baias grandes com ventilação adequada, boa cama, cochos e bebedouros com altura adequada são fundamentais.

Odontológico

As alterações dentárias influenciam na mastigação e digestão dos alimentos, causando menor aproveitamento dos nutrientes, perda de peso, queda de desempenho e problemas no trato gastrointestinal. Os cavalos devem passar por manejo odontológico com um médico veterinário capacitado a cada 6 meses.

Vacinação e vermifugação

As vacinas previnem e/ou minimizam a ação de agentes que possam vir a causar doenças e gerar grandes perdas econômicas. Todos os equinos de uma mesma propriedade devem ser vacinados com o mesmo programa de vacinação. Os programas variam de acordo com a região em que o animal vive ou para qual será transportado.

As vacinas mais utilizadas em equinocultura são a contra influenza, tétano e encefalomielite equina. Em casos de propriedades com problemas de aborto equino a vírus, as éguas prenhas devem receber reforço adicional no 5º, 7º e 9º meses de gestação. Nos equinos os endoparasitas podem causar cólicas, anemias, diarréias, constipações e retardos no crescimento.

Programas de vermifugação devem ser implantados de acordo com o número de animais, extensão da propriedade, sendo importante a alternância do princípio ativo para evitar resistência parasitária e atingir todos os tipos de vermes.

Referências bibliográficas

CINTRA, A. G. de C. O Cavalo: Características, Manejo e Alimentação. Editora ROCA. 2014.

TORRES, A. P.; JARDIM, W.R. Criação do cavalo e de outros eqüinos. Livraria Nobel. 1987.

ABCCA. A Raça. Padrão Racial. Disponível em: <http://www.appaloosa.com.br/>.Acesso em: 17 Jan. 2018.

Imagem disponível em: http://montandoumsonho.com/2015/09/guia-de-racas-appaloosa/