Mangalarga Marchador

Nome da Raça

Mangalarga Marchador

Altura na Cernelha

1,47 a 1,52 m

Temperamento

Inteligente, dócil e ativo

Introdução

Origem

O início da criação do cavalo Mangalarga Marchador, também erroneamente conhecido como Mangalarga Mineiro em razão dos primórdios de sua criação no Estado de Minas Gerais, mais precisamente no Sul de Minas Gerais, se confunde com a do Mangalarga.

Em 1812, Gabriel Francisco Junqueira, o Barão de Alfenas, recebeu do príncipe regente Dom João VI um cavalo da Codelaria Álter do Chão. O Barão então utilizou este cavalo em cruzamento com suas éguas. Nasceu assim a base do Mangalarga Marchador.

Fundada em 1949, em Belo Horizonte, a Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador tem registrado em seu Stud Book mais de 300.000 animais e conta com mais de 8.000 associados espalhados por todo o Brasil, com predominância nos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e Espírito Santo.

País de origem

Brasil

Curiosidades

As bases de seleção do cavalo Mangalarga Marchador priorizam a marcha, denominada de marcha batida ou então marcha picada, que se caracterizam pelo apoio tripedal, ou tríplice apoio, isto é, em determinado momento da marcha, três membros do animal se apoiam no solo, dando característica mais cômoda ao andamento.

Características gerais

Aspectos raciais

Destacam-se sua cabeça longa e seus olhos escuros, grandes e inteligentes. A espádua é obliqua, e a cernelha, saliente. Seu dorso é curto, seu lombo forte, e sua garupa arredondada e musculosa, com a cauda de inserção baixa. Suas pernas são longas e resistentes. Uma das principais características é a marcha batida, um andamento bastante confortável. São bastante dóceis.

Peso médio de 400 kg.

Pelagem

São admitidas todas as pelagens, à exceção da pelagem albina.

Aptidões

Hoje, o cavalo Mangalarga Marchador é muito utilizado em provas de conformação, provas de marcha, enduro, cavalgadas e até mesmo para salto, como vem sendo selecionado pela Coudelaria Desempenho, no interior do Rio de Janeiro, com resultados bastante expressivos.

Comportamento e cuidados

Vacinação e vermifugação

As vacinas previnem e/ou minimizam a ação de agentes que possam vir a causar doenças e gerar grandes perdas econômicas. Todos os equinos de uma mesma propriedade devem ser vacinados com o mesmo programa de vacinação. Os programas variam de acordo com a região em que o animal vive ou para qual será transportado.

As vacinas mais utilizadas em equinocultura são a contra influenza, tétano e encefalomielite equina. Em casos de propriedades com problemas de aborto equino a vírus, as éguas prenhas devem receber reforço adicional no 5º, 7º e 9º meses de gestação. Nos equinos os endoparasitas podem causar cólicas, anemias, diarréias, constipações e retardos no crescimento.

Programas de vermifugação devem ser implantados de acordo com o número de animais, extensão da propriedade, sendo importante a alternância do princípio ativo para evitar resistência parasitária e atingir todos os tipos de vermes.

Manejo

Alimentar

O alimento natural dos equinos são os volumosos. Os volumosos são ricos em fibras como as pastagens e as forragens que suprem parcialmente as necessidades nutricionais dos equinos.

Devido às maiores exigências decorrentes do esporte, concentrados enérgicos e/ou protéicos (rações, grãos), foram adicionados à dieta como complemento do volumoso, com quantidade oferecida de acordo com a categoria do animal. O aumento de consumo de concentrados pode causar diversas enfermidades graves como miopatia de esforço, laminite ou cólicas.

Adotar uma periodicidade do horário de alimentar os equinos, evitando longos períodos em jejum. Devidos as perdas constantes de minerais, a suplementação com sal é importante para evitar deficiências.

Casqueamento e ferrageamento

Os cascos de um cavalo devem ser limpos diariamente, principalmente antes do exercício. Um bom casqueamento e ferrageamento nos cascos dos equinos, previne o aparecimento de afecções no aparelho locomotor e oferece proteção do casco dos impactos com o solo, respectivamente.

Confinamento

Água limpa, fresca e a vontade deve estar sempre ao alcance do animal. Manter cavalos em baias é antinatural. Um cavalo chega a se deslocar por dia a distância de 9 a 12 quilômetros. Oferecer baias grandes com ventilação adequada, boa cama, cochos e bebedouros com altura adequada são fundamentais.

Odontológico

As alterações dentárias influenciam na mastigação e digestão dos alimentos, causando menor aproveitamento dos nutrientes, perda de peso, queda de desempenho e problemas no trato gastrointestinal. Os cavalos devem passar por manejo odontológico com um médico veterinário capacitado a cada 6 meses.

Vacinação e vermifugação

As vacinas previnem e/ou minimizam a ação de agentes que possam vir a causar doenças e gerar grandes perdas econômicas. Todos os equinos de uma mesma propriedade devem ser vacinados com o mesmo programa de vacinação. Os programas variam de acordo com a região em que o animal vive ou para qual será transportado.

As vacinas mais utilizadas em equinocultura são a contra influenza, tétano e encefalomielite equina. Em casos de propriedades com problemas de aborto equino a vírus, as éguas prenhas devem receber reforço adicional no 5º, 7º e 9º meses de gestação. Nos equinos os endoparasitas podem causar cólicas, anemias, diarréias, constipações e retardos no crescimento.

Programas de vermifugação devem ser implantados de acordo com o número de animais, extensão da propriedade, sendo importante a alternância do princípio ativo para evitar resistência parasitária e atingir todos os tipos de vermes.

Referências bibliográficas

CINTRA, A. G. de C. O Cavalo: Características, Manejo e Alimentação. Editora ROCA. 2014.

TORRES, A. P.; JARDIM, W.R. Criação do cavalo e de outros eqüinos. Livraria Nobel. 1987.

Imagem disponível em: http://www.abccmm.org.br/principal.aspx