Bérbere

Nome da Raça

Bérbere

Altura na Cernelha

Macho: mínimo de 1,52 m e Fêmea: mínimo de 1,47 m

Temperamento

Dócil, ágil

Introdução

Origem

O cavalo Bérbere, Barbo ou Norte Africano formou-se no litoral do Mediterrâneo, ao Norte da África, em época anterior ao cavalo Árabe e admite-se sua origem Asiática, porque 2000 A.C. não existia este animal na região. As migrações dos povos árabes provocaram uma mestiçagem desordenada dos cavalos dos cavalos Bérberes com Árabes, de maneira que nos tempos atuais restam apenas poucas cavalariças da remonta militar francesa e norte africano que pretendem recuperar a raça primitiva.

O nosso interesse pelo cavalo Bérbere é mais histórico e científico, porque ele atuou na formação de muitas raças de cavalos atuais, notadamente dos cavalos nacionais, que possuem alta dose de seu sangue. Quando os mouros dominaram a Península Ibérica, por seis séculos, ali introduziram cavalos dessa raça em quantidade e, possivelmente, uma pequena minoria de Árabes.

Grande parte dessa cavalhada permanecia ainda em estado puro, porém muitas éguas do tipo germânico, trazidas pelos Vândalos na sua invasão da Espanha, foram cobertas pelos cavalos dos mouros, do que resultou a raça Andaluza, de maior corpulência que o Árabe e o Bérbere.

País de origem

África

Curiosidades

Talvez mais de 90% dos cavalos comuns nacionais são cavalos Bérberes, mais ou menos isentos de outro sangue.

Características gerais

Aspectos raciais

O cavalo Bérbere difere do Árabe por ser muito mais esguio – estreito de corpo, e possuir formas mais alongadas. Sua cabeça é longa e estreita, de perfil convexo, orelhas grandes e aproximadas, fronte larga (doliocefálico), e focinho longo. Os olhos são apagados e o focinho estreito, com narinas pouco abertas.

O conjunto geral é pouco musculado: assim o peito é estreito, a linha dorso lombar cortante e os membros pouco fornidos. A garupa é inclinada e a cauda de inserção baixa. Os jarretes são geralmente fracos e fechados. É mais alto que o Árabe, com 1,50m ou mais.

Pelagem

As pelagens mais comuns são a tordilha e a rosilha, vindo depois a castanha, alazã, baia, negra, etc.

Aptidões

Apesar da sua aparência pouco agradável, é um animal dócil, resistente, sóbrio, ágil, excelente saltador, que pode adquirir vários andamentos, embora o trote domine. Na França suas colônias foram consideradas o melhor cavalo militar. É excelente corredor no galope e no trote. Secundariamente presta-se para tiro leve.

Comportamento e cuidados

Vacinação e vermifugação

As vacinas previnem e/ou minimizam a ação de agentes que possam vir a causar doenças e gerar grandes perdas econômicas. Todos os equinos de uma mesma propriedade devem ser vacinados com o mesmo programa de vacinação. Os programas variam de acordo com a região em que o animal vive ou para qual será transportado.

As vacinas mais utilizadas em equinocultura são a contra influenza, tétano e encefalomielite equina. Em casos de propriedades com problemas de aborto equino a vírus, as éguas prenhas devem receber reforço adicional no 5º, 7º e 9º meses de gestação. Nos equinos os endoparasitas podem causar cólicas, anemias, diarréias, constipações e retardos no crescimento.

Programas de vermifugação devem ser implantados de acordo com o número de animais, extensão da propriedade, sendo importante a alternância do princípio ativo para evitar resistência parasitária e atingir todos os tipos de vermes.

Manejo

Alimentar

O alimento natural dos equinos são os volumosos. Os volumosos são ricos em fibras como as pastagens e as forragens que suprem parcialmente as necessidades nutricionais dos equinos.

Devido às maiores exigências decorrentes do esporte, concentrados enérgicos e/ou protéicos (rações, grãos), foram adicionados à dieta como complemento do volumoso, com quantidade oferecida de acordo com a categoria do animal. O aumento de consumo de concentrados pode causar diversas enfermidades graves como miopatia de esforço, laminite ou cólicas.

Adotar uma periodicidade do horário de alimentar os equinos, evitando longos períodos em jejum. Devidos as perdas constantes de minerais, a suplementação com sal é importante para evitar deficiências.

Casqueamento e ferrageamento

Os cascos de um cavalo devem ser limpos diariamente, principalmente antes do exercício. Um bom casqueamento e ferrageamento nos cascos dos equinos, previne o aparecimento de afecções no aparelho locomotor e oferece proteção do casco dos impactos com o solo, respectivamente.

Confinamento

Água limpa, fresca e a vontade deve estar sempre ao alcance do animal. Manter cavalos em baias é antinatural. Um cavalo chega a se deslocar por dia a distância de 9 a 12 quilômetros. Oferecer baias grandes com ventilação adequada, boa cama, cochos e bebedouros com altura adequada são fundamentais.

Odontológico

As alterações dentárias influenciam na mastigação e digestão dos alimentos, causando menor aproveitamento dos nutrientes, perda de peso, queda de desempenho e problemas no trato gastrointestinal. Os cavalos devem passar por manejo odontológico com um médico veterinário capacitado a cada 6 meses.

Vacinação e vermifugação

As vacinas previnem e/ou minimizam a ação de agentes que possam vir a causar doenças e gerar grandes perdas econômicas. Todos os equinos de uma mesma propriedade devem ser vacinados com o mesmo programa de vacinação. Os programas variam de acordo com a região em que o animal vive ou para qual será transportado.

As vacinas mais utilizadas em equinocultura são a contra influenza, tétano e encefalomielite equina. Em casos de propriedades com problemas de aborto equino a vírus, as éguas prenhas devem receber reforço adicional no 5º, 7º e 9º meses de gestação. Nos equinos os endoparasitas podem causar cólicas, anemias, diarréias, constipações e retardos no crescimento.

Programas de vermifugação devem ser implantados de acordo com o número de animais, extensão da propriedade, sendo importante a alternância do princípio ativo para evitar resistência parasitária e atingir todos os tipos de vermes.

Referências bibliográficas

CINTRA, A. G. de C. O Cavalo: Características, Manejo e Alimentação. Editora ROCA. 2014.

TORRES, A. P.; JARDIM, W.R. Criação do cavalo e de outros eqüinos. Livraria Nobel. 1987.

Imagem disponível em: http://avidaentrecavalos.blogspot.com.br/2014/12/cavalo-berbere.html

Portal São Francisco. Bérbere, Cavalo, Características, Origem, História, Bérbere. Disponível em: http://www.portalsaofrancisco.com.br/animais/cavalo-berbere