Bretão

Nome da Raça

Bretão

Altura na Cernelha

Média de 1,48 m

Temperamento

Dócil e de fácil manejo

Introdução

Origem

A origem da raça Bretão teve início em 1830 na França, mais precisamente na região da Bretanha.

O Bretão teve como raças formadoras as raças Suffolk (inglesa), Ardennes e Percheron (francesas), que foram sendo cruzadas com éguas nativas de médio e grande porte do noroeste da França e que, após anos de selecionamento, conseguiram um padrão no qual se dividia em três tipos: Trait, Postier e Petit Breton, sendo hoje o tipo Trait o mais difundido.

O Bretão foi trazido para o Brasil pelo exército, que precisava do animal para puxar os equipamentos de artilharia. As primeiras importações ocorreram em 1927 pelo Estado de São Paulo.

A Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Bretão (ABCCB) foi fundada em 1982.

País de origem

França

Curiosidades

Uma excelente característica da raça é que as fêmeas são excelentes produtoras de leite, podendo chegar a 32 litros diários, sendo então muito procuradas como amas de leite e receptoras de embrião.

Características gerais

Aspectos raciais

Cabeça relativamente pequena em proporção ao corpo, perfil côncavo, chanfro ligeiramente convexo, orelhas pequenas, baixas, os olhos são grandes, narinas dilatadas, pescoço curto, rodado, com abundantes crinas grossas. O corpo é cilíndrico, compacto, curto, com cernelha longa e musculosa, o dorso e lombo são curtos e largos e a garupa é inclinada e musculosa.

Sua altura pode chegar a 1,70m.

Peso médio de macho: 850kg, e peso médio de fêmea: 650kg, mas podem chegar a pesar 1.100kg.

Pelagem

Alazã e castanha e suas variações, incluindo a rosilha, não sendo admitidas tordilha, pampa e albina.

Aptidões

O cavalo Bretão, no Brasil, é muito utilizado para atrelagem, volteio, sela, trabalho florestal, potência, ama de leite e receptora de embrião.

Seus andamentos são o passo, trote, com movimentação ampla e desenvolta e galope curto.

Comportamento e cuidados

Vacinação e vermifugação

As vacinas previnem e/ou minimizam a ação de agentes que possam vir a causar doenças e gerar grandes perdas econômicas. Todos os equinos de uma mesma propriedade devem ser vacinados com o mesmo programa de vacinação. Os programas variam de acordo com a região em que o animal vive ou para qual será transportado.

As vacinas mais utilizadas em equinocultura são a contra influenza, tétano e encefalomielite equina. Em casos de propriedades com problemas de aborto equino a vírus, as éguas prenhas devem receber reforço adicional no 5º, 7º e 9º meses de gestação. Nos equinos os endoparasitas podem causar cólicas, anemias, diarréias, constipações e retardos no crescimento.

Programas de vermifugação devem ser implantados de acordo com o número de animais, extensão da propriedade, sendo importante a alternância do princípio ativo para evitar resistência parasitária e atingir todos os tipos de vermes.

Manejo

Alimentar

O alimento natural dos equinos são os volumosos. Os volumosos são ricos em fibras como as pastagens e as forragens que suprem parcialmente as necessidades nutricionais dos equinos.

Devido às maiores exigências decorrentes do esporte, concentrados enérgicos e/ou protéicos (rações, grãos), foram adicionados à dieta como complemento do volumoso, com quantidade oferecida de acordo com a categoria do animal. O aumento de consumo de concentrados pode causar diversas enfermidades graves como miopatia de esforço, laminite ou cólicas.

Adotar uma periodicidade do horário de alimentar os equinos, evitando longos períodos em jejum. Devidos as perdas constantes de minerais, a suplementação com sal é importante para evitar deficiências.

Casqueamento e ferrageamento

Os cascos de um cavalo devem ser limpos diariamente, principalmente antes do exercício. Um bom casqueamento e ferrageamento nos cascos dos equinos, previne o aparecimento de afecções no aparelho locomotor e oferece proteção do casco dos impactos com o solo, respectivamente.

Confinamento

Água limpa, fresca e a vontade deve estar sempre ao alcance do animal. Manter cavalos em baias é antinatural. Um cavalo chega a se deslocar por dia a distância de 9 a 12 quilômetros. Oferecer baias grandes com ventilação adequada, boa cama, cochos e bebedouros com altura adequada são fundamentais.

Odontológico

As alterações dentárias influenciam na mastigação e digestão dos alimentos, causando menor aproveitamento dos nutrientes, perda de peso, queda de desempenho e problemas no trato gastrointestinal. Os cavalos devem passar por manejo odontológico com um médico veterinário capacitado a cada 6 meses.

Vacinação e vermifugação

As vacinas previnem e/ou minimizam a ação de agentes que possam vir a causar doenças e gerar grandes perdas econômicas. Todos os equinos de uma mesma propriedade devem ser vacinados com o mesmo programa de vacinação. Os programas variam de acordo com a região em que o animal vive ou para qual será transportado.

As vacinas mais utilizadas em equinocultura são a contra influenza, tétano e encefalomielite equina. Em casos de propriedades com problemas de aborto equino a vírus, as éguas prenhas devem receber reforço adicional no 5º, 7º e 9º meses de gestação. Nos equinos os endoparasitas podem causar cólicas, anemias, diarréias, constipações e retardos no crescimento.

Programas de vermifugação devem ser implantados de acordo com o número de animais, extensão da propriedade, sendo importante a alternância do princípio ativo para evitar resistência parasitária e atingir todos os tipos de vermes.

Referências bibliográficas

CINTRA, A. G. de C. O Cavalo: Características, Manejo e Alimentação. Editora ROCA. 2014.

TORRES, A. P.; JARDIM, W.R. Criação do cavalo e de outros eqüinos. Livraria Nobel. 1987.

Imagem disponível em: http://www.cavalo-bretao.com.br/nacional-2017-c12z2