Campolina

Nome da Raça

Campolina

Altura na Cernelha

1,38 m a 1,50 m

Temperamento

Dócil

Introdução

Origem

Esta raça deve seu nome ao seu fundador, Cassiano Campolina, que tinha uma fazenda de criação no munícipio de Entre Rios (Minas). Por sua morte, sem descendentes diretos, sua tropa passou para as mãos do Cel. Joaquim Pacheco de Rezende, cujos netos hoje se esmeram no aperfeiçoamento da raça.

O campolina resultou do cruzamento de éguas comuns, escolhidas, com garanhões provenientes da Coudelaria Real de Cachoeira do Campo, fundada por D. João VI para a criação de cavalos de Álter, uma variedade portuguesa do Andaluz.

Admite-se ter recebido no processo de melhoramento, a infusão de sangue de diversas raças estrangeiras que lhe comunicaram nobreza, altura e compacidade, equivalente aos bons cavalos trotadores.

Dos cavalos brasileiros é o que apresenta maior peso (500 kg) e maior estatura (154 cm). É um animal elegante, vivo, bastante forte, notadamente no trem anterior, mas compensado por um desenvolvimento igualmente poderoso do posterior, como acontece com os melhores trotadores e marchadores.

País de origem

Brasil

Curiosidades

É o cavalo do fazendeiro rico, não só em Minas, como nos estados do Rio, Bahia, Espírito Santo, Pernambuco, etc. Provavelmente muitos ainda o preferem a andar de jipe, mesmo custando o mesmo preço.

Entre os cavalos nacionais, o Campolina é provavelmente aquele que mais se aproxima do que deveria ser o Andaluz primitivo.

Seu melhoramento nos últimos 30 anos é indiscutível, eliminando ou diminuindo certos defeitos de conformação, melhorando a estatura, talvez a velocidade e, sobretudo, dando à raça maior uniformidade e fixidez.

Características gerais

Aspectos raciais

A cabeça suavemente convexilínia deve ser proporcional ao pescoço rodado de formato trapezoidal, destacando expressivas orelhas lanceoladas de tamanho médio e bem implantadas. Seus olhos vivos e grandes, suas crinas fartas e sedosas e sua garupa ampla e longa, suavemente inclinada também fazem que o Campolina seja reconhecido e marque presença por onde quer que passe.

Seu padrão racial faz do Campolina o maior marchador brasileiro tornando-o a primeira escolha para cavaleiros que apreciam uma montaria acima da média.

Pelagem

Embora se admitam todas as pelagens, a cor mais frequente nesta raça é a baia, seguindo-se a alazã, a negra e qualquer outra que não seja albina, mesmo que parcial.

Aptidões

Seus andamentos característicos são laterais: a guinilha ou andadura interrompida, a que dão comumente o nome de marcha picada, batida, etc. e andadura. São muitos cômodos para o cavaleiro de maneira que estes animais são muito apreciados para pequenas viagens e administração de fazendas. Diz-se que podem fazer 10 a 20 por hora, mas normalmente se anda a 8km/hora.

Comportamento e cuidados

Vacinação e vermifugação

As vacinas previnem e/ou minimizam a ação de agentes que possam vir a causar doenças e gerar grandes perdas econômicas. Todos os equinos de uma mesma propriedade devem ser vacinados com o mesmo programa de vacinação. Os programas variam de acordo com a região em que o animal vive ou para qual será transportado.

As vacinas mais utilizadas em equinocultura são a contra influenza, tétano e encefalomielite equina. Em casos de propriedades com problemas de aborto equino a vírus, as éguas prenhas devem receber reforço adicional no 5º, 7º e 9º meses de gestação. Nos equinos os endoparasitas podem causar cólicas, anemias, diarréias, constipações e retardos no crescimento.

Programas de vermifugação devem ser implantados de acordo com o número de animais, extensão da propriedade, sendo importante a alternância do princípio ativo para evitar resistência parasitária e atingir todos os tipos de vermes.

Manejo

Alimentar

O alimento natural dos equinos são os volumosos. Os volumosos são ricos em fibras como as pastagens e as forragens que suprem parcialmente as necessidades nutricionais dos equinos.

Devido às maiores exigências decorrentes do esporte, concentrados enérgicos e/ou proteicos (rações, grãos), foram adicionados à dieta como complemento do volumoso, com quantidade oferecida de acordo com a categoria do animal. O aumento de consumo de concentrados pode causar diversas enfermidades graves como miopatia de esforço, laminite ou cólicas.

Adotar uma periodicidade do horário de alimentar os equinos, evitando longos períodos em jejum. Devidos as perdas constantes de minerais, a suplementação com sal é importante para evitar deficiências.

Casqueamento e ferrageamento

Os cascos de um cavalo devem ser limpos diariamente, principalmente antes do exercício. Um bom casqueamento e ferrageamento nos cascos dos equinos, previne o aparecimento de afecções no aparelho locomotor e oferece proteção do casco dos impactos com o solo, respectivamente.

Confinamento

Água limpa, fresca e a vontade deve estar sempre ao alcance do animal. Manter cavalos em baias é antinatural. Um cavalo chega a se deslocar por dia a distância de 9 a 12 quilômetros. Oferecer baias grandes com ventilação adequada, boa cama, cochos e bebedouros com altura adequada são fundamentais.

Odontológico

As alterações dentárias influenciam na mastigação e digestão dos alimentos, causando menor aproveitamento dos nutrientes, perda de peso, queda de desempenho e problemas no trato gastrointestinal. Os cavalos devem passar por manejo odontológico com um médico veterinário capacitado a cada 6 meses.

Vacinação e vermifugação

As vacinas previnem e/ou minimizam a ação de agentes que possam vir a causar doenças e gerar grandes perdas econômicas. Todos os equinos de uma mesma propriedade devem ser vacinados com o mesmo programa de vacinação. Os programas variam de acordo com a região em que o animal vive ou para qual será transportado.

As vacinas mais utilizadas em equinocultura são a contra influenza, tétano e encefalomielite equina. Em casos de propriedades com problemas de aborto equino a vírus, as éguas prenhas devem receber reforço adicional no 5º, 7º e 9º meses de gestação. Nos equinos os endoparasitas podem causar cólicas, anemias, diarréias, constipações e retardos no crescimento.

Programas de vermifugação devem ser implantados de acordo com o número de animais, extensão da propriedade, sendo importante a alternância do princípio ativo para evitar resistência parasitária e atingir todos os tipos de vermes.

Referências bibliográficas

CINTRA, A. G. de C. O Cavalo: Características, Manejo e Alimentação. Editora ROCA. 2014.

TORRES, A. P.; JARDIM, W.R. Criação do cavalo e de outros eqüinos. Livraria Nobel. 1987.

ABCCC. Cavalo Campolina. Imagem disponível em: http://www.campolina.org.br/portal/morfologia.php

ABCCC. Morfologia. Disponível em: http://www.campolina.org.br/portal/morfologia.php