Lipizzaner

Nome da Raça

Lipizzaner

Temperamento

Dócil

Introdução

Origem

Originário da Áustria, o Lipizzaner é descendente dos cavalos Berberes e Napolitanos cruzados com Andaluzes importados da Espanha no início do século XVIII.

Depois de várias introduções de sangue Árabe, a raça foi fixada no haras de Lipica, na Eslovênia. No Haras de Lipica as éguas reprodutoras dão cria e os jovens garanhões são educados.

Os cavalos adultos vivem em haras Austríacos, e os melhores são selecionados para a Escola Espanhola de Viena. A docilidade do Lipizzaner, aliada às suas aptidões físicas, transformaram-no na montaria exclusiva desta instituição, fundada em 1729, e que preserva intactas as tradições da equitação clássica. As reprises apresentam cavalos tanto na guia quanto montados, em trabalho individual ou em grupo. Os garanhões mais dotados são reservados ao uso dos escudeiros.

Outros produtos são procurados para o adestramento, mas, sobretudo, para a atrelagem, modalidade em que sua obediência e potência são muito apreciadas. A homogeneidade de sua pelagem oferece ainda mais elegância sob os arreios.

País de origem

Áustria

Curiosidades

Com antecedentes nas tradições militares que datam da Grécia Antiga, até pouco tempo os cavalos Lipizzaners da Escola eram sempre treinados e montados exclusivamente por homens. Em 2008, as duas primeiras mulheres foram admitidas em 436 anos na tradicional Escola: a britânica Sojourner Morrell, 18, e a austríaca Hannah Zeitlhofer, 21. Em 2011, mais uma mulher foi aceita, Theresa Stefan.

Os garanhões são sempre tordilhos. Nascem escuros e sua pelagem vai clareando com o passar do tempo até ficar completamente branca. Os cavalos nunca são tosados, então usam capas para mantê-los sempre aquecidos, evitando assim o desenvolvimento de uma pelagem mais longa e grossa no inverno.

Características gerais

Aspectos raciais

Esse cavalo exibe membros poderosos, garupa chata e cabeça forte. Sua crina, longa e sedosa, lembra a do andaluz.

A primeira coisa que se nota em sua cabeça são os olhos grandes e atraentes.

É facilmente observada a influência do sangue árabe na forma de sua cabeça, nas orelhas alertas, pequenas e no nariz. O pescoço é poderoso e curto. Os ombros são pesados, os quartos traseiros são bem arredondados e as extremidades são curtas e fortes, com tendões bem definidos e juntos.

Pelagem

O potro nasce negro e, com o passar do tempo, torna-se tordilho e, finalmente branco.

Aptidões

Os cavalos adultos vivem em haras austríacos, e os melhores são selecionados para a Escola Espanhola de Viena. A docilidade do Lipizzaner, aliada às suas aptidões físicas, transformaram-no na montaria exclusiva desta instituição, fundada em 1729, e que preserva intactas as tradições da equitação clássica.

As reprises apresentam cavalos tanto na guia quanto montados, em trabalho individual ou em grupo. Os garanhões mais dotados são reservados ao uso dos escudeiros.

Outros produtos são procurados para o adestramento, mas, sobretudo, para a atrelagem, modalidade em que sua obediência e potência são muito apreciadas. A homogeneidade de sua pelagem oferece ainda mais elegância sob os arreios.

Comportamento e cuidados

Vacinação e vermifugação

As vacinas previnem e/ou minimizam a ação de agentes que possam vir a causar doenças e gerar grandes perdas econômicas. Todos os equinos de uma mesma propriedade devem ser vacinados com o mesmo programa de vacinação. Os programas variam de acordo com a região em que o animal vive ou para qual será transportado.

As vacinas mais utilizadas em equinocultura são a contra influenza, tétano e encefalomielite equina. Em casos de propriedades com problemas de aborto equino a vírus, as éguas prenhas devem receber reforço adicional no 5º, 7º e 9º meses de gestação. Nos equinos os endoparasitas podem causar cólicas, anemias, diarréias, constipações e retardos no crescimento.

Programas de vermifugação devem ser implantados de acordo com o número de animais, extensão da propriedade, sendo importante a alternância do princípio ativo para evitar resistência parasitária e atingir todos os tipos de vermes.

Manejo

Específico da raça

Sua alimentação é composta por oito quilos de feno, divididos em duas porções diárias, e três porções de uma mistura de cereais que incluem três quilos de aveia, além de um quilo de cenouras e um quilo de maçãs, consumidos em cochos de mármore.

Alimentar

O alimento natural dos equinos são os volumosos. Os volumosos são ricos em fibras como as pastagens e as forragens que suprem parcialmente as necessidades nutricionais dos equinos.

Devido às maiores exigências decorrentes do esporte, concentrados enérgicos e/ou protéicos (rações, grãos), foram adicionados à dieta como complemento do volumoso, com quantidade oferecida de acordo com a categoria do animal. O aumento de consumo de concentrados pode causar diversas enfermidades graves como miopatia de esforço, laminite ou cólicas.

Adotar uma periodicidade do horário de alimentar os equinos, evitando longos períodos em jejum. Devidos as perdas constantes de minerais, a suplementação com sal é importante para evitar deficiências.

Casqueamento e ferrageamento

Os cascos de um cavalo devem ser limpos diariamente, principalmente antes do exercício. Um bom casqueamento e ferrageamento nos cascos dos equinos, previne o aparecimento de afecções no aparelho locomotor e oferece proteção do casco dos impactos com o solo, respectivamente.

Confinamento

Água limpa, fresca e a vontade deve estar sempre ao alcance do animal. Manter cavalos em baias é antinatural. Um cavalo chega a se deslocar por dia a distância de 9 a 12 quilômetros. Oferecer baias grandes com ventilação adequada, boa cama, cochos e bebedouros com altura adequada são fundamentais.

Odontológico

As alterações dentárias influenciam na mastigação e digestão dos alimentos, causando menor aproveitamento dos nutrientes, perda de peso, queda de desempenho e problemas no trato gastrointestinal. Os cavalos devem passar por manejo odontológico com um médico veterinário capacitado a cada 6 meses.

Vacinação e vermifugação

As vacinas previnem e/ou minimizam a ação de agentes que possam vir a causar doenças e gerar grandes perdas econômicas. Todos os equinos de uma mesma propriedade devem ser vacinados com o mesmo programa de vacinação. Os programas variam de acordo com a região em que o animal vive ou para qual será transportado.

As vacinas mais utilizadas em equinocultura são a contra influenza, tétano e encefalomielite equina. Em casos de propriedades com problemas de aborto equino a vírus, as éguas prenhas devem receber reforço adicional no 5º, 7º e 9º meses de gestação. Nos equinos os endoparasitas podem causar cólicas, anemias, diarréias, constipações e retardos no crescimento.

Programas de vermifugação devem ser implantados de acordo com o número de animais, extensão da propriedade, sendo importante a alternância do princípio ativo para evitar resistência parasitária e atingir todos os tipos de vermes.

Referências bibliográficas

CINTRA, A. G. de C. O Cavalo: Características, Manejo e Alimentação. Editora ROCA. 2014.

TORRES, A. P.; JARDIM, W.R. Criação do cavalo e de outros eqüinos. Livraria Nobel. 1987.

Equinocultura. Raça Lipizzaner. Disponível em: <http://www.equinocultura.com.br/2014/09/raca-lipizzaner.html>. Acesso em: 20 Dez. 2017.

Brasil Hipismo. Escola Espanhola de Equitação de Viena | Bastidores da Mais Antiga Instituição de Adestramento de Alta Escola Do Mundo. Disponível em: <http://www.brasilhipismo.com.br/tag/lipizzaner>. Acesso em: 20 Dez. 2017.

Via Rural. Lipizzano. Disponível em: <http://br.viarural.com/animais/a-equinos/exteriorequinos/asoccriadoresexterior-lipizzano.htm>. Acesso em: 20 Dez. 2017.

Imagem disponível em: http://www.brasilhipismo.com.br/tag/lipizzaner