Paso Peruano

Nome da Raça

Paso Peruano

Altura na Cernelha

Macho 1,10-1,18 m; Fêmea 1,0-1,16 m

Introdução

Origem

Este cavalo, apesar de ter no seu nome o lugar que é o seu lar atualmente, tem a sua origem em terras europeias. Estes cavalos têm a sua origem no Peru e é graças aos colonizadores que estes animais chegaram às terras deste país.

Atualmente este cavalo é patrimônio deste país e em geral é uma raça protegida pela lei desta nação.

Dentro da história destes cavalos, estão as suas longas décadas de seleção, as quais deram como resultado final um cavalo com proporções caraterísticas no seu corpo e também com um particular andar de lado lateral.

Este cavalo, atualmente habita o norte do Peru, especialmente em regiões como Liberdade e Piura, as quais foram os sítios de origem e criação tradicional.

Quando a raça de Paso Fino foi introduzida nos EUA, o cavalo Paso Peruano era considerado como sendo da raça Paso Fino. O Registro Genealógico era o mesmo. Somente na década de 80 o cavalo Paso Peruano ganhou uma associação americana independente.

Apesar da origem genética ser a mesma da raça Paso Fino, ou seja, a base de sangue Bérbere e Andaluz, o cavalo Paso Peruano foi criado sob condições de meio somente encontradas no Peru.

País de origem

Peru

Curiosidades

A marcha é a mesma, do tipo marcha picada, porém há duas diferenças. A primeira diferença é que a marcha do Paso Fino está menos lateralizada, porque houve introdução de sangue de cavalos de marcha batida, através dos “trochadores” colombianos.

Ao contrário, na raça Paso Peruano os acasalamentos foram, e ainda são, conduzidos somente entre animais de marcha picada, o que muitas vezes tende a gerar produtos de marcha picada com excesso de lateralidade. Mas nos julgamentos tem ocorrido uma valorização dos animais portadores de marcha picada mais equilibrada, o que é um aspecto relevante para o avanço no aprimoramento zootécnico da seleção funcional.

Uma segunda diferença é quanto ao estilo, pois o cavalo Paso Peruano apresenta o “término”, que é uma elevação extrema dos membros anteriores, com oscilação para fora, sendo que em alguns animais os cascos rotacionam-se até a altura próxima às espáduas. O “termino” é o orgulho do criador do cavalo Paso Peruano, fazendo destes cavalos os mais elegantes para os desfiles de rua, tradicionais no estado do Peru, conhecidos como “Paradas”.

Características gerais

Aspectos raciais

Os cavalos Paso Peruano são animais de corpos muito fortes e compactos. Além disto destacam-se pela sua boa musculatura e também pelo seu corpo amplo.

Da mesma forma que este cavalo possui patas de bom comprimento e também de grande potência e força, são também animais com uma cabeça plana e de traços amplos. Em geral todo o seu corpo e membros são musculosos.

As metas de seleção desenvolveram um cavalo de tronco mais robusto em relação ao Paso Fino.

Pelagem

Quanto à cor das pelagens deste cavalo, destaca-se a cor castanha. Embora também possam apresentar-se nos alazões.

Aptidões

Raça considerada a melhor de sela do mundo, por sua marcha, pisada ou andadura típica e que nenhum outro animal da espécie tem, oferecendo conforto ao cavaleiro.

Comportamento e cuidados

Vacinação e vermifugação

As vacinas previnem e/ou minimizam a ação de agentes que possam vir a causar doenças e gerar grandes perdas econômicas. Todos os equinos de uma mesma propriedade devem ser vacinados com o mesmo programa de vacinação. Os programas variam de acordo com a região em que o animal vive ou para qual será transportado.

As vacinas mais utilizadas em equinocultura são a contra influenza, tétano e encefalomielite equina. Em casos de propriedades com problemas de aborto equino a vírus, as éguas prenhas devem receber reforço adicional no 5º, 7º e 9º meses de gestação. Nos equinos os endoparasitas podem causar cólicas, anemias, diarréias, constipações e retardos no crescimento.

Programas de vermifugação devem ser implantados de acordo com o número de animais, extensão da propriedade, sendo importante a alternância do princípio ativo para evitar resistência parasitária e atingir todos os tipos de vermes.

Manejo

Alimentar

O alimento natural dos equinos são os volumosos. Os volumosos são ricos em fibras como as pastagens e as forragens que suprem parcialmente as necessidades nutricionais dos equinos.

Devido às maiores exigências decorrentes do esporte, concentrados enérgicos e/ou protéicos (rações, grãos), foram adicionados à dieta como complemento do volumoso, com quantidade oferecida de acordo com a categoria do animal. O aumento de consumo de concentrados pode causar diversas enfermidades graves como miopatia de esforço, laminite ou cólicas.

Adotar uma periodicidade do horário de alimentar os equinos, evitando longos períodos em jejum. Devidos as perdas constantes de minerais, a suplementação com sal é importante para evitar deficiências.

Casqueamento e ferrageamento

Os cascos de um cavalo devem ser limpos diariamente, principalmente antes do exercício. Um bom casqueamento e ferrageamento nos cascos dos equinos, previne o aparecimento de afecções no aparelho locomotor e oferece proteção do casco dos impactos com o solo, respectivamente.

Confinamento

Água limpa, fresca e a vontade deve estar sempre ao alcance do animal. Manter cavalos em baias é antinatural. Um cavalo chega a se deslocar por dia a distância de 9 a 12 quilômetros. Oferecer baias grandes com ventilação adequada, boa cama, cochos e bebedouros com altura adequada são fundamentais.

Odontológico

As alterações dentárias influenciam na mastigação e digestão dos alimentos, causando menor aproveitamento dos nutrientes, perda de peso, queda de desempenho e problemas no trato gastrointestinal. Os cavalos devem passar por manejo odontológico com um médico veterinário capacitado a cada 6 meses.

Vacinação e vermifugação

As vacinas previnem e/ou minimizam a ação de agentes que possam vir a causar doenças e gerar grandes perdas econômicas. Todos os equinos de uma mesma propriedade devem ser vacinados com o mesmo programa de vacinação. Os programas variam de acordo com a região em que o animal vive ou para qual será transportado.

As vacinas mais utilizadas em equinocultura são a contra influenza, tétano e encefalomielite equina. Em casos de propriedades com problemas de aborto equino a vírus, as éguas prenhas devem receber reforço adicional no 5º, 7º e 9º meses de gestação. Nos equinos os endoparasitas podem causar cólicas, anemias, diarréias, constipações e retardos no crescimento.

Programas de vermifugação devem ser implantados de acordo com o número de animais, extensão da propriedade, sendo importante a alternância do princípio ativo para evitar resistência parasitária e atingir todos os tipos de vermes.

Referências bibliográficas

CINTRA, A. G. de C. O Cavalo: Características, Manejo e Alimentação. Editora ROCA. 2014.

TORRES, A. P.; JARDIM, W.R. Criação do cavalo e de outros eqüinos. Livraria Nobel. 1987.

Raças-Cavalos. Cavalos Paso Peruano. Disponível em: <http://www.racas-cavalos.com/cavalos-paso-peruano>. Acesso em: 21 Jan. 2018.

Marchador Web. Paso Peruano. Disponível em: <http://www.marchaweb.com.br/Artigos_MarchaPicada2.html>. Acesso em: 21 Jan. 2018.

Imagem disponível em: http://www.racas-cavalos.com/imagens-cavalo-paso-peruano-castanho-jpg