Puro-sangue Inglês

Nome da Raça

Puro-sangue Inglês

Altura na Cernelha

1,55 a 1,70 m

Temperamento

Nervoso, indocilidade e exigente em relação ao regime.

Introdução

Origem

A raça Puro-sangue Inglês (Puro-sangue de Corrida) foi formada na Inglaterra, no início do século XVIII, durante o reinado de Charles II.

Teve como base alguns garanhões Árabes, destacando-se, entre eles, Darley Arabian, Bierley Turk e Godolphin Barb, que foram cruzados com éguas selecionadas.

A seleção da raça foi feita objetivando-se a disputa de corridas de longa distância.

Por suas características nacionais bem definidas pelo rigoroso processo de seleção dos últimos 300 anos, o Puro-sangue Inglês é muito utilizado como melhorador de outras raças, produzindo excelentes exemplares aptos para tração leve e para o esporte, como salto e adestramento, tendo entrado na formação de diversas raças, como Quarto-de-Milha, Mangalarga, Anglo-árabe, etc.

País de origem

Inglaterra

Curiosidades

É considerado o cavalo mais veloz do mundo em média distância, entre 800 e 3.000m, sendo esta, portanto sua principal função, mas também tem aptidão para salto e adestramento.

Características gerais

Aspectos raciais

Cabeça alongada, seca, de perfil pouco convexo, fronte estreita, com orelhas médias, aproximadas e alertas, chanfro estreito, narinas abertas, ganachas fortes e olhos vivos, pescoço longo, cernelha longa e bem alta, membros longos, aparentando um trem posterior de altura exagerada, a garupa pode ser horizontal como inclinada, do que resulta uma cauda de inserção alta ou baixa.

Peso: Médio de 450kg.

Pelagem

As pelagens dominantes são as escuras tapadas: zaino, alazão, preto e também castanho. Os tordilhos são raros.

Aptidões

Além de seu emprego em corridas rasas, encontra aplicações em corridas de obstáculos, como trotadores, etc. Seus mestiços dão bons animais para polo, equitação, montaria de oficiais, carruagens leve e de luxo, e mesmo cavalos de serviço.

Seu andamento é o trote.

Comportamento e cuidados

Vacinação e vermifugação

As vacinas previnem e/ou minimizam a ação de agentes que possam vir a causar doenças e gerar grandes perdas econômicas. Todos os equinos de uma mesma propriedade devem ser vacinados com o mesmo programa de vacinação. Os programas variam de acordo com a região em que o animal vive ou para qual será transportado.

As vacinas mais utilizadas em equinocultura são a contra influenza, tétano e encefalomielite equina. Em casos de propriedades com problemas de aborto equino a vírus, as éguas prenhas devem receber reforço adicional no 5º, 7º e 9º meses de gestação. Nos equinos os endoparasitas podem causar cólicas, anemias, diarréias, constipações e retardos no crescimento.

Programas de vermifugação devem ser implantados de acordo com o número de animais, extensão da propriedade, sendo importante a alternância do princípio ativo para evitar resistência parasitária e atingir todos os tipos de vermes.

Manejo

Alimentar

O alimento natural dos equinos são os volumosos. Os volumosos são ricos em fibras como as pastagens e as forragens que suprem parcialmente as necessidades nutricionais dos equinos.

Devido às maiores exigências decorrentes do esporte, concentrados enérgicos e/ou protéicos (rações, grãos), foram adicionados à dieta como complemento do volumoso, com quantidade oferecida de acordo com a categoria do animal. O aumento de consumo de concentrados pode causar diversas enfermidades graves como miopatia de esforço, laminite ou cólicas.

Adotar uma periodicidade do horário de alimentar os equinos, evitando longos períodos em jejum. Devidos as perdas constantes de minerais, a suplementação com sal é importante para evitar deficiências.

Casqueamento e ferrageamento

Os cascos de um cavalo devem ser limpos diariamente, principalmente antes do exercício. Um bom casqueamento e ferrageamento nos cascos dos equinos, previne o aparecimento de afecções no aparelho locomotor e oferece proteção do casco dos impactos com o solo, respectivamente.

Confinamento

Água limpa, fresca e a vontade deve estar sempre ao alcance do animal. Manter cavalos em baias é antinatural. Um cavalo chega a se deslocar por dia a distância de 9 a 12 quilômetros. Oferecer baias grandes com ventilação adequada, boa cama, cochos e bebedouros com altura adequada são fundamentais.

Odontológico

As alterações dentárias influenciam na mastigação e digestão dos alimentos, causando menor aproveitamento dos nutrientes, perda de peso, queda de desempenho e problemas no trato gastrointestinal. Os cavalos devem passar por manejo odontológico com um médico veterinário capacitado a cada 6 meses.

Vacinação e vermifugação

As vacinas previnem e/ou minimizam a ação de agentes que possam vir a causar doenças e gerar grandes perdas econômicas. Todos os equinos de uma mesma propriedade devem ser vacinados com o mesmo programa de vacinação. Os programas variam de acordo com a região em que o animal vive ou para qual será transportado.

As vacinas mais utilizadas em equinocultura são a contra influenza, tétano e encefalomielite equina. Em casos de propriedades com problemas de aborto equino a vírus, as éguas prenhas devem receber reforço adicional no 5º, 7º e 9º meses de gestação. Nos equinos os endoparasitas podem causar cólicas, anemias, diarréias, constipações e retardos no crescimento.

Programas de vermifugação devem ser implantados de acordo com o número de animais, extensão da propriedade, sendo importante a alternância do princípio ativo para evitar resistência parasitária e atingir todos os tipos de vermes.

Referências bibliográficas

CINTRA, A. G. de C. O Cavalo: Características, Manejo e Alimentação. Editora ROCA. 2014.

TORRES, A. P.; JARDIM, W.R. Criação do cavalo e de outros eqüinos. Livraria Nobel. 1987.

Imagem disponível em: http://www.turfebrasil.not.br/qm_mitos_lendas_verdades.htm