Sela Francesa

Nome da Raça

Sela Francesa

Altura na Cernelha

1,44 até 1,48 m

Temperamento

Raça forte, ágil, muito veloz, de bom caráter e boa adestrabilidade

Introdução

Origem

O Cavalo de Sela Francesa foi criado através do cruzamento de raças como o Árabe, o Puro sangue Inglês e Anglo Árabe.

A raça surgiu com o nome “Cheval de Selle Français” há apenas 50 anos. No entanto, para entender sua formação é preciso voltar a 1663, quando um ministro do Rei Luiz XIV, Jean-Baptiste Colbert cria o Haras Real, na região da Normandia, França.

Foi nessa data que se iniciaram os primeiros cruzamentos com o objetivo de obter cavalos mais rápidos e adaptados para a guerra. Até então, os cavalos da Normandia eram essencialmente animais de tração. Assim, os criadores começam a cruzar éguas francesas com o Puro Sangue Inglês, trazido da Inglaterra.

Nascia o anglo-Normando, que seria um dos principais formadores do cavalo Sela Francês. O Anglo-Normando, devido à sua elasticidade e seu galope reduzido, passou a ter ótimos resultados nas competições eqüestres.

Em 1958, resultou na cruza dos cavalos franceses com o Anglo-Árabe do sudoeste. Foi nesse ano que a raça finalmente recebeu seu nome atual.

País de origem

França

Curiosidades

Um dos cavalos Sela Francesa mais conhecidos no Brasil e no mundo é o Baloubet du Rouet, duas vezes medalhista olímpico pela equipe brasileira e o primeiro tri-campeão (1998-2000) da Copa do Mundo de Salto.

Características gerais

Aspectos raciais

Cabeça média, de perfil reto ou subconvexo, cernelha destacada, linha do dorso-lombar média. Garupa forte semi-oblíqua e arredondada, espáduas inclinadas, membros fortes e andamentos extensos com muita impulsão.

Pelagem

São admitidas todas as pelagens, sendo predominante a castanha, alazã e baio.

Aptidões

Esses cavalos possuem galopes velozes, saltos elegantes e muita inteligência. Depois de quase 300 anos de aprimoramento da raça, os franceses chegaram a um cavalo polivalente, ideal para provas de salto, adestramento e concurso completo de equitação.

Comportamento e cuidados

Vacinação e vermifugação

As vacinas previnem e/ou minimizam a ação de agentes que possam vir a causar doenças e gerar grandes perdas econômicas. Todos os equinos de uma mesma propriedade devem ser vacinados com o mesmo programa de vacinação. Os programas variam de acordo com a região em que o animal vive ou para qual será transportado.

As vacinas mais utilizadas em equinocultura são a contra influenza, tétano e encefalomielite equina. Em casos de propriedades com problemas de aborto equino a vírus, as éguas prenhas devem receber reforço adicional no 5º, 7º e 9º meses de gestação. Nos equinos os endoparasitas podem causar cólicas, anemias, diarréias, constipações e retardos no crescimento.

Programas de vermifugação devem ser implantados de acordo com o número de animais, extensão da propriedade, sendo importante a alternância do princípio ativo para evitar resistência parasitária e atingir todos os tipos de vermes.

Manejo

Alimentar

O alimento natural dos equinos são os volumosos. Os volumosos são ricos em fibras como as pastagens e as forragens que suprem parcialmente as necessidades nutricionais dos equinos.

Devido às maiores exigências decorrentes do esporte, concentrados enérgicos e/ou protéicos (rações, grãos), foram adicionados à dieta como complemento do volumoso, com quantidade oferecida de acordo com a categoria do animal. O aumento de consumo de concentrados pode causar diversas enfermidades graves como miopatia de esforço, laminite ou cólicas.

Adotar uma periodicidade do horário de alimentar os equinos, evitando longos períodos em jejum. Devidos as perdas constantes de minerais, a suplementação com sal é importante para evitar deficiências.

Casqueamento e ferrageamento

Os cascos de um cavalo devem ser limpos diariamente, principalmente antes do exercício. Um bom casqueamento e ferrageamento nos cascos dos equinos, previne o aparecimento de afecções no aparelho locomotor e oferece proteção do casco dos impactos com o solo, respectivamente.

Confinamento

Água limpa, fresca e a vontade deve estar sempre ao alcance do animal. Manter cavalos em baias é antinatural. Um cavalo chega a se deslocar por dia a distância de 9 a 12 quilômetros. Oferecer baias grandes com ventilação adequada, boa cama, cochos e bebedouros com altura adequada são fundamentais.

Odontológico

As alterações dentárias influenciam na mastigação e digestão dos alimentos, causando menor aproveitamento dos nutrientes, perda de peso, queda de desempenho e problemas no trato gastrointestinal. Os cavalos devem passar por manejo odontológico com um médico veterinário capacitado a cada 6 meses.

Vacinação e vermifugação

As vacinas previnem e/ou minimizam a ação de agentes que possam vir a causar doenças e gerar grandes perdas econômicas. Todos os equinos de uma mesma propriedade devem ser vacinados com o mesmo programa de vacinação. Os programas variam de acordo com a região em que o animal vive ou para qual será transportado.

As vacinas mais utilizadas em equinocultura são a contra influenza, tétano e encefalomielite equina. Em casos de propriedades com problemas de aborto equino a vírus, as éguas prenhas devem receber reforço adicional no 5º, 7º e 9º meses de gestação. Nos equinos os endoparasitas podem causar cólicas, anemias, diarréias, constipações e retardos no crescimento.

Programas de vermifugação devem ser implantados de acordo com o número de animais, extensão da propriedade, sendo importante a alternância do princípio ativo para evitar resistência parasitária e atingir todos os tipos de vermes.

Referências bibliográficas

CINTRA, A. G. de C. O Cavalo: Características, Manejo e Alimentação. Editora ROCA. 2014.

TORRES, A. P.; JARDIM, W.R. Criação do cavalo e de outros eqüinos. Livraria Nobel. 1987.

Portal São Francisco. Cavalo de Sela Francesa. Disponível em: http://www.portalsaofrancisco.com.br/animais/cavalo-de-sela-francesa>. Acesso em: 13 Dez. 2017.

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