Shire

Nome da Raça

Shire

Altura na Cernelha

Média 1,60 m

Temperamento

Dócil e gentil.

Introdução

Origem

A raça Shire possui uma história fascinante, fortemente ligada ao desenvolvimento da própria sociedade inglesa.

Os primeiros registros dessa raça datam do século XI, o que a faz ser uma das mais antigas e bem definidas raça de cavalos de sangue frio do mundo.

O nome Shire é derivado da palavra Saxônica Schyran e significa condado. Foi aplicado à raça de cavalos pela primeira vez pelo Rei Henrique VIII no início do século XVI. Antes disso, a raça era mais conhecida como War Horse (Cavalo de Guerra).

Em razão da docilidade e calma dos cavalo Shire, é difícil imaginarmos que eles tenham sido utilizados em guerras. No entanto, é exatamente para esse uso que a raça foi desenvolvida.

Cavalos ingleses nativos eram pequenos e leves, tais como os pôneis selvagens existentes hoje em regiões da Inglaterra como New Forest, Dartmoor e Exmoor. Quando cavaleiros medievais começaram a usar armaduras pesadas, que, somadas ao peso do cavaleiro, alcançavam facilmente os 200 kg, esses cavalos mostraram-se incapazes de carregá-los.

Raças mais pesadas da Europa continental (especialmente da Holanda, Alemanha e Bélgica) foram introduzidas na Inglaterra e, por meio de cruzamentos selecionados, o Cavalo de Guerra surgiu.

A partir de 1760, com o início da Revolução Industrial, o crescimento das cidades estimulou a demanda por bens alimentícios produzidos na zona rural. A chegada das ferrovias é normalmente vista como o sinal do começo do declínio do transporte urbano por cavalos. No entanto, eles acessoriamente se mantiveram úteis.

De fato, documentos mostram que, em 1893, as empresas ferroviárias possuíam uma manada de mais de 6.000 cavalos para auxiliá-las a distribuir as mercadorias encaminhadas por trens. Além disso, somente as empresas de transporte londrinas empregavam ao menos outros 19.000 cavalos. Desses cavalos, a grande maioria eram Shires.

No entanto, com o surgimento dos veículos à combustão, o uso dos cavalos declinou. Com isso, o número de cavalos Shire na Inglaterra diminuiu de acima de um milhão para alguns poucos milhares, pela década de 1960, e a raça passou a correr sério risco de extinção.

Em julho de 2014 o potro Lucky Lad embarcou em direção ao Brasil, após dois meses cumprindo trâmites sanitários e burocráticos. Trata-se do primeiro (e único) exemplar da raça Shire na América do Sul. Com 1 ano de idade, já possuía 1,63m de cernelha e pesava 500 kg.

País de origem

Inglaterra

Características gerais

Aspectos raciais

Cabeça longa e esguia, nem muito grande nem muito pequena; Olhos largos, bem colocados e com expressão dócil; Narinas largas; Pescoço longo, levemente arqueado; Garupa curta, forte e muscular; Costelas arredondadas e profundas; Pelos abundantes nas patas, finos, lisos e sedosos.

Peso entre 900 1.100 kg.

Pelagem

Cores preta, marrom, baia ou tordilha.

Aptidões

No entanto, a raça vem recentemente ganhando grande popularidade, tanto como animal de trabalho como de sela.

Cavalos Shire têm se destacado em diversas atividades equestres, tais como adestramento, atrelagem, cavalgadas a lazer e cross country, entre outras.

Comportamento e cuidados

Vacinação e vermifugação

As vacinas previnem e/ou minimizam a ação de agentes que possam vir a causar doenças e gerar grandes perdas econômicas. Todos os equinos de uma mesma propriedade devem ser vacinados com o mesmo programa de vacinação. Os programas variam de acordo com a região em que o animal vive ou para qual será transportado.

As vacinas mais utilizadas em equinocultura são a contra influenza, tétano e encefalomielite equina. Em casos de propriedades com problemas de aborto equino a vírus, as éguas prenhas devem receber reforço adicional no 5º, 7º e 9º meses de gestação. Nos equinos os endoparasitas podem causar cólicas, anemias, diarréias, constipações e retardos no crescimento.

Programas de vermifugação devem ser implantados de acordo com o número de animais, extensão da propriedade, sendo importante a alternância do princípio ativo para evitar resistência parasitária e atingir todos os tipos de vermes.

Manejo

Alimentar

O alimento natural dos equinos são os volumosos. Os volumosos são ricos em fibras como as pastagens e as forragens que suprem parcialmente as necessidades nutricionais dos equinos.

Devido às maiores exigências decorrentes do esporte, concentrados enérgicos e/ou protéicos (rações, grãos), foram adicionados à dieta como complemento do volumoso, com quantidade oferecida de acordo com a categoria do animal. O aumento de consumo de concentrados pode causar diversas enfermidades graves como miopatia de esforço, laminite ou cólicas.

Adotar uma periodicidade do horário de alimentar os equinos, evitando longos períodos em jejum. Devidos as perdas constantes de minerais, a suplementação com sal é importante para evitar deficiências.

Casqueamento e ferrageamento

Os cascos de um cavalo devem ser limpos diariamente, principalmente antes do exercício. Um bom casqueamento e ferrageamento nos cascos dos equinos, previne o aparecimento de afecções no aparelho locomotor e oferece proteção do casco dos impactos com o solo, respectivamente.

Confinamento

Água limpa, fresca e a vontade deve estar sempre ao alcance do animal. Manter cavalos em baias é antinatural. Um cavalo chega a se deslocar por dia a distância de 9 a 12 quilômetros. Oferecer baias grandes com ventilação adequada, boa cama, cochos e bebedouros com altura adequada são fundamentais.

Odontológico

As alterações dentárias influenciam na mastigação e digestão dos alimentos, causando menor aproveitamento dos nutrientes, perda de peso, queda de desempenho e problemas no trato gastrointestinal. Os cavalos devem passar por manejo odontológico com um médico veterinário capacitado a cada 6 meses.

Vacinação e vermifugação

As vacinas previnem e/ou minimizam a ação de agentes que possam vir a causar doenças e gerar grandes perdas econômicas. Todos os equinos de uma mesma propriedade devem ser vacinados com o mesmo programa de vacinação. Os programas variam de acordo com a região em que o animal vive ou para qual será transportado.

As vacinas mais utilizadas em equinocultura são a contra influenza, tétano e encefalomielite equina. Em casos de propriedades com problemas de aborto equino a vírus, as éguas prenhas devem receber reforço adicional no 5º, 7º e 9º meses de gestação. Nos equinos os endoparasitas podem causar cólicas, anemias, diarréias, constipações e retardos no crescimento.

Programas de vermifugação devem ser implantados de acordo com o número de animais, extensão da propriedade, sendo importante a alternância do princípio ativo para evitar resistência parasitária e atingir todos os tipos de vermes.

Referências bibliográficas

CINTRA, A. G. de C. O Cavalo: Características, Manejo e Alimentação. Editora ROCA. 2014.

TORRES, A. P.; JARDIM, W.R. Criação do cavalo e de outros eqüinos. Livraria Nobel. 1987.

Shire Horses. História da Raça. Disponível em: <http://www.shirehorses.com.br/history.html>. Acesso em: 13 Dez. 2017.

Shire Horses. Shires no Brasil. Disponível em: <http://www.shirehorses.com.br/brasil.html>. Acesso em: 13 Dez. 2017.

Imagem disponível em: http://www.shirehorses.com.br/history.html