Trakehner

Nome da Raça

Trakehner

Altura na Cernelha

Varia entre 1,54 m e 1,64 m

Temperamento

Enérgico, dócil, resistente

Introdução

Origem

Esta raça, como é hoje conhecida, formou-se por influência de sangue oriental e posteriormente pelo Puro Sangue de Corrida no Haras Imperial de Trakehner, na Prússia Oriental. O primitivo cavalo da região de tipo de tiro, foi a cruzado com Árabe, e mais tarde, com a anglomania que se verificou na Europa no século XIX, com o Puro-sangue Inglês.

Atualmente a raça tem aproximadamente 25% de sangue indígena, 25% Árabe e 50% Inglês, por este motivo ela se parece extremamente com esta última raça. Recebiam o nome de Trakehner os cavalos produzidos na coudelaria oficial e que se destinavam principalmente aos côches reais. O mesmo tipo, produzido por particulares denominava-se Ost-Preussen. Ambos destinavam à remonta militar.

País de origem

Alemanha

Curiosidades

As éguas meio-sangues ou ¾ Trakehner seriam recomendadas para a produção de muares grandes e enérgicos, quando acasaladas com jumentos de bom porte e forrageadas convenientemente.

Características gerais

Aspectos raciais

Tem uma cabeça bela de perfil direito, ora levemente côncava ora levemente convexa como se observa também no Inglês. O pescoço é piramidal, musculoso, porém em harmonia com seu conjunto reforçado. A cernelha é alta, o dorso e o lombo direitos, fortes e curtos; a garupa ampla e horizontal; o peito e o tórax amplos; membros fortes (um pouco grossos), musculosos, com curvilhão aberto.

Pelo seu tipo é um animal de carruagem de boa estatura (160 cm), compacto, mas muito bem equilibrado.

Pelagem

As pelagens dominantes são a alazã e a castanha, raramente a tordilha.

Aptidões

Pelo seu tipo é um animal de carruagem. É enérgico, dócil, resistente, e possui certa vivacidade, de maneira que poderia ser utilizado para sela e remonta.

Domina o trote largo.

Comportamento e cuidados

Vacinação e vermifugação

As vacinas previnem e/ou minimizam a ação de agentes que possam vir a causar doenças e gerar grandes perdas econômicas. Todos os equinos de uma mesma propriedade devem ser vacinados com o mesmo programa de vacinação. Os programas variam de acordo com a região em que o animal vive ou para qual será transportado.

As vacinas mais utilizadas em equinocultura são a contra influenza, tétano e encefalomielite equina. Em casos de propriedades com problemas de aborto equino a vírus, as éguas prenhas devem receber reforço adicional no 5º, 7º e 9º meses de gestação. Nos equinos os endoparasitas podem causar cólicas, anemias, diarréias, constipações e retardos no crescimento.

Programas de vermifugação devem ser implantados de acordo com o número de animais, extensão da propriedade, sendo importante a alternância do princípio ativo para evitar resistência parasitária e atingir todos os tipos de vermes.

Manejo

Específico da raça

Devemos assinalar, contudo que, por ser uma raça grande e robusta, é também muito exigente quer como animais puros, quer como mestiços. Para a produção de meio sangue, devem-se escolher éguas grandes e reforçadas e proporcionar aos produtos pastagens de primeira qualidade, suplementos minerais, especialmente cálcio e fósforo, e se possível ou quando necessário alguma ajuda em concentrados proteicos (torta).

Sem estes cuidados, podem-se obter cavalos de boa estampa, porém frouxos, não produzindo os serviços que dele se deveria esperar.

Alimentar

O alimento natural dos equinos são os volumosos. Os volumosos são ricos em fibras como as pastagens e as forragens que suprem parcialmente as necessidades nutricionais dos equinos.

Devido às maiores exigências decorrentes do esporte, concentrados enérgicos e/ou protéicos (rações, grãos), foram adicionados à dieta como complemento do volumoso, com quantidade oferecida de acordo com a categoria do animal. O aumento de consumo de concentrados pode causar diversas enfermidades graves como miopatia de esforço, laminite ou cólicas.

Adotar uma periodicidade do horário de alimentar os equinos, evitando longos períodos em jejum. Devidos as perdas constantes de minerais, a suplementação com sal é importante para evitar deficiências.

Casqueamento e ferrageamento

Os cascos de um cavalo devem ser limpos diariamente, principalmente antes do exercício. Um bom casqueamento e ferrageamento nos cascos dos equinos, previne o aparecimento de afecções no aparelho locomotor e oferece proteção do casco dos impactos com o solo, respectivamente.

Confinamento

Água limpa, fresca e a vontade deve estar sempre ao alcance do animal. Manter cavalos em baias é antinatural. Um cavalo chega a se deslocar por dia a distância de 9 a 12 quilômetros. Oferecer baias grandes com ventilação adequada, boa cama, cochos e bebedouros com altura adequada são fundamentais.

Odontológico

As alterações dentárias influenciam na mastigação e digestão dos alimentos, causando menor aproveitamento dos nutrientes, perda de peso, queda de desempenho e problemas no trato gastrointestinal. Os cavalos devem passar por manejo odontológico com um médico veterinário capacitado a cada 6 meses.

Vacinação e vermifugação

As vacinas previnem e/ou minimizam a ação de agentes que possam vir a causar doenças e gerar grandes perdas econômicas. Todos os equinos de uma mesma propriedade devem ser vacinados com o mesmo programa de vacinação. Os programas variam de acordo com a região em que o animal vive ou para qual será transportado.

As vacinas mais utilizadas em equinocultura são a contra influenza, tétano e encefalomielite equina. Em casos de propriedades com problemas de aborto equino a vírus, as éguas prenhas devem receber reforço adicional no 5º, 7º e 9º meses de gestação. Nos equinos os endoparasitas podem causar cólicas, anemias, diarréias, constipações e retardos no crescimento.

Programas de vermifugação devem ser implantados de acordo com o número de animais, extensão da propriedade, sendo importante a alternância do princípio ativo para evitar resistência parasitária e atingir todos os tipos de vermes.

Referências bibliográficas

CINTRA, A. G. de C. O Cavalo: Características, Manejo e Alimentação. Editora ROCA. 2014.

TORRES, A. P.; JARDIM, W.R. Criação do cavalo e de outros eqüinos. Livraria Nobel. 1987.

Imagem disponível em: http://www.globetrotting.com.au/horse-breed-trakehner/

American Trakehner Association. Conformation Guide, Part II. Disponível em: http://americantrakehner.com/trakehners/conformation/SHCpart2.htm