ACUPUNTURA NA VETERINÁRIA: MAIS QUE ALTERNATIVA

A acupuntura é uma técnica chinesa datada de mais de cinco mil anos e consiste na aplicação de finas agulhas (próprias para o procedimento) sobre a pele a fim de estimular pontos específicos, conhecidos como ‘pontos de acupuntura’. “Esses ativam no cérebro a produção de substâncias que atuam como, analgésicas, antiinflamatórias e antidepressivas – como a endorfina, o cortisol e a serotonina, respectivamente. Ao entrar na pele, a agulha provoca uma microinflamação, que aciona a produção natural dessas substâncias. Desta forma, a resposta do organismo é mais rápida, diminuindo de vez a intensidade dos sintomas”.

“Os princípios da acupuntura se baseiam na energia vital Qi que está distribuída pelo corpo, e seus aspectos antagônicos: o negativo Yin e o positivo Yang. Os chineses creem que qualquer pequeno desequilíbrio que ocorra nessas forças provocaria distúrbios físicos e psicológicos. Com a introdução das agulhas em pontos específicos do corpo, a harmonia é restabelecida, dando fim às doenças. É uma concepção um pouco mística, mas os resultados são tão palpáveis que a acupuntura, hoje, é reconhecida como especialidade médica pelo Conselho Federal de Medicina e a Associação Médica Brasileira”.

O tratamento com acupuntura é indicado para uma série de doenças tais como, distúrbios músculo-esqueléticos, neuropatias, discopatias, paralisias; em equinos: laminite, cólicas, diarreias, problemas respiratórios e metabólicos, dermatopatias e dores em geral. Os efeitos da acupuntura podem ser comprovados em relatos como, por exemplo, no tratamento complementar a parvovirose, no qual os animais apresentam-se estabilizados minimizando o risco de óbito e período de internação. Ou ainda, no tratamento a discopatia toracolombar, na qual o cão apresentava paralisia de membros pélvicos de evolução aguda, escaras de decúbito e incontinência urinária. O animal após 4 meses a cirurgia com ausência de alteração no quadro foi submetido a 10 sessões de acupuntura, entre agulhamento simples e eletroacupuntura.

Após 4 sessões, o animal apresentou melhora significativa com controle de micção e retorno parcial das funções motoras dos membros pélvicos. Em ambos os casos relatados foi possível inferir à acupuntura como a grande responsável pela redução parcial dos sintomas. Entretanto, vale destacar que o tratamento com a acupuntura não exclui o tratamento alopático. Além disso, a técnica é indolor, o que contribui para a diminuição do estresse dos animais em recuperação, aspecto importante ao veterinário que busca eficácia em seus tratamentos e se preocupa com o bem estar de seus pacientes.

FONTES:

http://www.abarj.com.br/acupuntura.htm

http://www.acupunturaveterinaria.com.br/acupuntura/

http://revistas.bvs-vet.org.br/recmvz/article/view/16828/17704

http://www.seer.ufu.br/index.php/vetnot/article/view/18714/10031

 

Larissa Florêncio de Assis 
Discente de Medicina Veterinária e colaboradora no departamento de Patologia pela Universidade Federal de Lavras.

2 thoughts on “ACUPUNTURA NA VETERINÁRIA: MAIS QUE ALTERNATIVA”

Comente e expresse sua opinião!