LEISHMANIOSE: EUTANÁSIA NECESSÁRIA?

A Leishmaniose canina é uma doença endêmica no Sul da Europa, Norte de África, Médio Oriente, China e América do Sul, que também afeta o Homem. É causada por um parasita denominado Leishmania infantum que se localiza, sobretudo, na medula óssea, nos gânglios linfáticos, no baço, no fígado e na pele. O cão é o principal hospedeiro e hospedeiro reservatório. Este protozoário necessita de dois tipos de hospedeiros, sendo um hospedeiro vertebrado (homem, canídeos) e um hospedeiro invertebrado (mosquito palha).No hospedeiro vertebrado ele penetra através da picada do mosquito infectado e alcança as vísceras (medula óssea, baço, fígado, sistema linfático) e se reproduz por fissão binária na forma amastigota. No mosquito, que se infecta ingerindo líquido tissular e sangue de um animal ou homem infectado, ele se reproduz sob a forma promastigota, permanecendo no trato digestivo do inseto. Desta forma este protozoário se mantém na natureza.

No Brasil, a LVC é transmitida através da picada do mosquito pertencente à família dos flebotomídeos, ao gênero Lutzomyia e à espécie Lutzomyia longipalpis. Este vetor é conhecido popularmente, por mosquito-palha, birigui ou tatuquiras e, se constitui no principal vetor brasileiro. O mosquito-palha é um inseto muito pequeno, que costuma se reproduzir em locais com muita matéria orgânica em decomposição.

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GRANDES ANIMAIS: Pitiose

A pitiose é uma enfermidade granulomatosa crônica, principalmente do tecido subcutâneo, causada pelo Oomiceto Pythium insidiosum que acometem humanos e animais. A espécie equina é a mais atingida, havendo vários relatos da doença no Brasil.

A enfermidade destaca-se pela dificuldade de tratamento, representando um risco importante para a vida de animais e humanos afetados. A doença possui outros nomes como “swamp cancer”, zigomicose, dermatite granular, “bursattee”, “Florida leeches”, granuloma ficomicótico e hifomicose). Nos estados de MT e MS, o nome popular mais conhecido é “ferida da moda”. O termo hifomicose inclui outras doenças causadas por fungos, especialmente Conidiobolus ranarum e Basidiobolus haptosporum, além de membros da ordem Mucorales.

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GRANDES ANIMAIS: Brasil passará a exportar 1 bilhão de litros de leite em quatro anos, prevê entidade

Para associação Viva Lácteos, abertura de novos mercados poderá quase triplicar atual volume enviado para o exterior.

Os resultados do setor lácteo brasileiro devem ser impulsionados pelo avanço das exportações e abertura de novos mercados em 2016, segundo a Associação Brasileira de Laticínios (Viva Lácteos). A entidade projeta que o mercado russo deve se consolidar ao longo do período e que há a possibilidade do início de vendas para a China.

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Vet Smart convida veterinários de pequenos animais de SP e região para o curso: I DESMISTIFICANDO O SISTEMA CARDIOVASCULAR DE CÃES E GATOS

I DESMISTIFICANDO O SISTEMA CARDIOVASCULAR DE CÃES E GATOS: Curso ministrado pela PET COR CARDIOLOGIA E NUTRIÇÃO CLÍNICA com o enfoque de ‘Esclarecimentos sobre enfermidades do sistema cardiovascular que acometem animais da espécie canina e felina’.

Local: Espaço Maestro, Rua Maestro Cardim 1.170, Paraíso, São Paulo-SP
Quando: 5/03/2015
Inscrições: www.petcor.com.br
Informações: cursos@petcor.com.br

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PEQUENOS ANIMAIS: Intoxicações – o novo mal dos animais de companhia

Atualmente é bastante comum observarmos em consultórios uma humanização dos animais de companhia. Estes estão cada vez mais próximos dos seres humanos, muitas vezes suprindo a necessidade de afeto e atenção das pessoas. Consequentemente, os Pets são constantemente expostos aos mesmos riscos de acidentes em geral, igualmente às crianças, e um dos principais é a intoxicação.

São os mais diversos tipos de intoxicação, pelos mais variados tipos de produtos encontrados em casa, como, produtos de limpeza, plantas leitosas, medicamentos mal armazenados, alimentos como chocolate, alho e cebola, dentre outros. Dessa forma, a discussão de hoje se baseia em como deve agir o veterinário que se preocupa em informar e educar os tutores de seus pacientes em relação aos riscos da intoxicação.

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GRANDES ANIMAIS: Diarréia Viral Bovina (BVDV)

O vírus da Diarréia Viral Bovina (BVDV) é considerado um dos principais patógenos de bovinos. A BVD é uma doença causada por um Pestivirus e transmitida pelo contato direto ou indireto. O bovino apresenta uma variabilidade em seus sinais clínicos, podendo ter febre, diarréia, erosões bucais, falência reprodutiva, aborto até morte rápida do animal e considera-se um dos desafios da produção.

O vírus possui distribuição mundial e é considerado um dos principais patógenos de bovinos. A infecção e as enfermidades associadas ao BVDV têm sido descritas no Brasil desde os anos 60. Diversos relatos sorológicos, clínico-patológicos e de isolamento do agente demonstram a ampla disseminação da infecção no rebanho bovino brasileiro. Além de sorologia positiva em níveis variáveis em bovinos de corte e leite, anticorpos contra o BVDV têm sido ocasionalmente detectados em suínos, javalis, caprinos, cervos e bubalinos.

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CFMV aprova resolução que permite a pessoas físicas e jurídicas o reparcelamento de seus débitos

O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) aprovou, no dia 19 de dezembro, a Resolução  CFMV nº 1102/2015, que permite que, a partir de 30 de março de 2016, os CRMVs, por meio de resolução própria, estabeleçam critérios para o reparcelamento de seus débitos.

A Resolução nº 1102 altera a Resolução CFMV nº 867/2007, que permite a pessoas jurídicas ou físicas o parcelamento de seus débitos perante o Sistema CFMV/CRMVs. O texto anterior vedava o reparcelamento no caso de inadimplência, constatada por ausência de pagamento de duas prestações da dívida.

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Uso indiscriminado de medicamentos veterinários: a desvalorização que custa caro

Atualmente percebe-se uma crescente atividade de casas agropecuárias e pet shops: a prescrição indiscriminada de medicamentos restritos ao uso veterinário, para tratamento de diversas enfermidades que acometem cães, gatos e animais de produção. A indicação do uso desses fármacos por pessoas não qualificadas além de gerar uma desvalorização do Médico Veterinário, essencial na função prescritiva e analítica em situações clínicas, gera o falso diagnóstico que pode levar o animal a óbito, causando perdas financeiras e emocionais aos tutores/proprietários. Hoje a Vet Smart traz essa discussão frente à primeira pauta de 2016.

A prescrição de medicamentos de uso veterinário por balconistas em farmácias veterinárias concorre para utilização indiscriminada de fármacos. De acordo com Heineck et al. (1998) e Ribeiro (2004), a utilização de medicação por conta própria ou por indicação de terceiros e obtenção de drogas diretamente em farmácias sem apresentação da prescrição do medico veterinário, ou adquirida ilegalmente (contrabandeadas), estão computadas entre as formas mais comuns de automedicação em nosso meio. É frequente o registro nos consultórios, clínicas e hospitais veterinários de animais padecendo não de doenças e sim das consequências de “tratamentos” indicados por leigos sem compromisso com a vida e o bem-estar do paciente. Como por exemplo, problemas de magnitudes diversas como possíveis intoxicações, reações adversas e em longo prazo, problemas crônicos, isso pela administração do fármaco inadequado e/ou dosagens erradas (Mello et al., 2008).

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#CFMV – Conheça os vencedores do concurso que premiou os melhores métodos substitutivos ao uso prejudicial de animais em sala de aula

Há 15 anos a médica veterinária Julia Maria Matera, professora do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de São Paulo (USP), começou a trabalhar com cadáveres em sala de aula. À época, a prática ainda era incomum e pouco abordada.

Hoje, o Brasil já possui várias iniciativas que usam métodos substitutivos e Maria Julia, uma das pioneiras no uso de cadáveres em técnicas cirúrgicas, pode afirmar que sua atuação inspirou outras universidades a adotarem práticas similares.

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#GRANDES ANIMAIS #2016 #Cepea – Consumo e exportação podem manter a pecuária no positivo

Os impactos da forte estiagem no Centro-Sul do Brasil em 2013 e 2014 devem cessar em 2016, com os índices zootécnicos do setor pecuário voltando ao normal e favorecendo alguma recuperação da oferta de animais, de acordo com análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP). Ao mesmo tempo, as perspectivas macroeconômicas brasileiras não são das melhores.

 

Apesar disso, a pecuária bovina de corte pode considerar certa sustentação do consumo de carne por parte dos brasileiros em relação ao visto em 2015, respaldada no hábito consolidado e também no desempenho promissor no mercado externo. Com a renda menor, a demanda por proteínas mais baratas que a bovina pode aumentar, mas situações passadas e estudos econômicos evidenciam a versatilidade da própria carne bovina para se manter presente nas refeições. De forma agregada, mesmo com vários indicadores econômicos apontando dificuldades para o consumidor, o volume demandado no País pode se manter em relativo equilíbrio com o do ano que termina.

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