Boas festas! Leia nossa mensagem de otimismo para todos os veterinários do país!

O ano de 2016 foi marcado por incertezas e muitos desafios, e mesmo em tempos de crise econômica, o setor veterinário segue fortalecido e consequentemente unido.

Jamais desistam, persistam! Resiliência e otimismo devem ser nossa pauta para 2017.

Nós do Vet Smart buscamos inspiração em você! Contamos com sua devoção!

Estaremos juntos em cada plantão, atendimento, cirurgia. Essa parceria diária, que críamos com médicos veterinários e estudantes de todo o Brasil, que nos dá motivação para crescermos.

Seguimos acreditando no seu trabalho e criando soluções inovadoras para sua rotina clínica, auxiliando na busca e prescrição do melhor produto veterinário para seus animais e pacientes.

Nossos produtos

Aplicativos iOS e Android:

  • Vet Smart Cães e Gatos e Vet Smart Bovinos e Equinos: principais aplicativos de veterinária de do Brasil. Informações técnicas de produtos veterinários como medicamentos, rações, suplementos e diagnóstico. Biblioteca de doenças, valores de referência, calculadoras e conteúdos dos principais laboratórios e empresas veterinárias. Biblioteca de raças (em breve).

Nossos sites:

  • Vet Smart Prescrição Inteligente: Um site gratuito que te ajuda a criar, enviar e organizar documentos veterinários de forma precisa e rápida. Crie prescrições, atestados e encaminhamentos em poucos cliques. Extraia o documento no melhor formato para sua rotina. Não tem receituário padrão impresso? O sistema permite que você crie seu layout.
  • Vet Smart Bulário Veterinário: Versão web, acessível de qualquer navegador, disponibilizando informações técnicas de 5.000 produtos atualizados constantemente.  Salve favoritos, crie anotações e avalie produtos. Integrado com os aplicativos Vet Smart.
  • Vet Smart TV – Transmissões ao vivo: Site onde realizamos transmissões periódicas de palestras online e ao vivo. Os temas abordados são discussões atuais sobre doenças, diagnóstico e tratamento apresentados por grandes nomes da medicina veterinária de nosso país.  Conteúdo gratuitos para clínicos veterinários de pequenos e grande animais.

Contem conosco sempre.

Vet Smart

Ceva adquire Hertape e Inova para entrar no top 5 das empresas de saúde animaldo Brasil

Aquisição aumentará a participação global da Ceva em biológicos com uma entrada significativa nomercado de ruminantes, de febre aftosa e uma primeira participação em vacinas de animais de companhia.

A Ceva Santé Animale (Ceva) anunciou na quinta-feira, 24 de novembro, a aquisição da Hertape SaúdeAnimal Ltda. e Inova Biotecnologia Saúde Animal Ltda., duas empresas farmacêuticas veterinárias brasileiras. O fechamento está previsto para o final de 2016, sujeito à aprovação das Autoridades Brasileiras de Defesa da Concorrência (CADE).

Além da inovadora gama de vacinas contra a febre aftosa que a Inova produz em seu complexo de alta segurança, as três empresas compartilham fortes complementaridades que potencialmente estabelecerão o novo negócio no top 5 do mercado de saúde animal brasileiro.

 A Ceva e a Hertape têm marcas bem estabelecidas nos segmentos de ruminantes, suínos, equinos e animais de companhia com o recente desenvolvimento de uma vacina para a prevenção da leishmaniose em cães, fornecendo uma ferramenta adicional interessante para o compromisso da Ceva de combater a crescente ameaça global de doenças zoonóticas.

Para Marc Prikazsky, Presidente & CEO da Ceva: “A aquisição da Inova e Hertape é um passo estratégico para a Ceva. O site de fabricação de alta qualidade da Inova e seu grande conhecimento nessa área permitirá à Ceva entrar no segmento-chave do mercado global de febre aftosa.  Além disso, quando combinarmos a força de nossas posições locais em ruminantes e animais de companhia, isso nos dará massa crítica para entrar no top 5 do Brasil. Vamos investir mais em Juatuba para criar um Campus global dedicado ao desenvolvimento e produção de vacinas pararuminantes “.

Para Ricardo Renault, CEO, Hertape e Hugo Zanocchi, CEO, Inova:Ceva é uma grande oportunidade para Inova e Hertape. Descobrimos durante as negociações que nossas empresas compartilham valores muito semelhantes, especialmente em relação ao espírito empreendedor. Estamos ansiosos para nos juntar à Ceva e continuar o crescimento do nosso site, desenvolvendo nossa experiência no Brasil einternacionalmente “.

Sobre Ceva

A Ceva Santé Animale, 6ª empresa global de saúde animal, está focada na pesquisa, desenvolvimento, produção e comercialização de produtos farmacêuticos e vacinas para animais de estimação, gado, suínos eaves. A empresa teve faturamento de € 856M em 2015 e emprega 4.000+ pessoas em todo o mundo. Sede localizada em Libourne, França. Website: www.ceva.com

Sobre Hertape

Hertape, 8ª empresa brasileira de saúde animal, é especializada no desenvolvimento, fabricação ecomercialização de medicamentos veterinários e especialidades. Localizada no coração de Minas Geiras, uma das maiores regiões agroindustriais, a Hertape tem apresentado um crescimento contínuo e agora desempenha um papel importante na prevenção e tratamento de doenças animais. A empresa atua no Brasile na América Latina. Hoje a Hertape emprega mais de 300 pessoas no Brasil. O CEO da Hertape é Ricardo Renault. Website: www.hertape.com.br

Sobre Inova

A Inova Biotecnologia é uma joint venture entre Hertape e Eurofarma. A empresa é especializada na fabricação e comercialização de vacinas contra a febre aftosa. A JV atua no Brasil e na América Latina, empregando hoje mais de 100 pessoas em Juatuba. O CEO da Inova é Hugo Zanocchi. Website: http://www.inovabiotecnologia.com.br/

Mercado pecuário: perspectivas para 2017

O ano de 2016 tem sido um ano de grandes surpresas tanto políticas quanto econômicas para o Brasil. Esse cenário é um tanto quanto preocupante e divide opiniões sobre as possíveis melhoras no mercado agropecuário. As previsões do governo são otimistas e prometem melhorias. Entretanto, especialistas afirmam o contrário e se mostram receosos quanto às perspectivas.

Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) o agronegócio deve ter crescimento de 2% em 2017. O setor aumentou a sua participação no PIB de 2015 para este ano, com alteração do percentual de 21,5% para 23%. Para o superintendente técnico da CNA, Bruno Lucchi, a tendência é de continuidade do crescimento do percentual de participação do setor na economia. Para ele, no próximo ano, o segmento sucroenergético vai expandir impulsionado pelo aumento de preços do açúcar e etanol. “O café ainda precisa recuperar a produção”, disse. O mesmo ainda acrescentou que o crescimento de outros segmentos, como de proteína animal, vai depender da recuperação da economia para que as pessoas tenham renda para comprar. O setor agropecuário representa 48% das exportações totais do País, segundo a CNA. Em 2016, os produtos do agronegócio deverão garantir saldo comercial significativo ao País: US$ 72,5 bilhões.

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Mercado pecuário: perspectivas para 2017

O ano de 2016 tem sido um ano de grandes surpresas tanto políticas quanto econômicas para o Brasil. Esse cenário é um tanto quanto preocupante e divide opiniões sobre as possíveis melhoras no mercado agropecuário. As previsões do governo são otimistas e prometem melhorias. Entretanto, especialistas afirmam o contrário e se mostram receosos quanto às perspectivas.

Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) o agronegócio deve ter crescimento de 2% em 2017. O setor aumentou a sua participação no PIB de 2015 para este ano, com alteração do percentual de 21,5% para 23%. Para o superintendente técnico da CNA, Bruno Lucchi, a tendência é de continuidade do crescimento do percentual de participação do setor na economia. Para ele, no próximo ano, o segmento sucroenergético vai expandir impulsionado pelo aumento de preços do açúcar e etanol. “O café ainda precisa recuperar a produção”, disse. O mesmo ainda acrescentou que o crescimento de outros segmentos, como de proteína animal, vai depender da recuperação da economia para que as pessoas tenham renda para comprar. O setor agropecuário representa 48% das exportações totais do País, segundo a CNA. Em 2016, os produtos do agronegócio deverão garantir saldo comercial significativo ao País: US$ 72,5 bilhões.

Já a projeção da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) é que o Setor Agropecuário deve seguir em alta na próxima safra. A pesquisa aponta que, apesar do arrefecimento da economia, a atividade seguiu em trajetória distinta à queda do PIB (que encolheu 3,8%) e subiu 1,8% em 2015. As perspectivas, feitas anualmente, são elaboradas a partir de ferramentas estatísticas, observando aspectos tecnológicos, econômicos e produtivos, além dos cenários interno e externo, preços e condições da oferta e demanda. Nesta edição o estudo demonstrou tendência para um mercado favorável para os produtos com rentabilidade positiva e recuperação de margens, o que poderá contribuir para a recuperação da produção brasileira de grãos.

Para o segmento de carnes a Conab comenta que para este ano a receita com exportações das proteínas de frango, suína e bovina, poderá crescer aproximadamente 1,3% alcançando a cifra de cerca de U$13 bilhões. Já os volumes a serem vendidos ao exterior em 2016 deverão aumentar em cerca de 11,8% em relação a 2015, estimados em 6,8 milhões de toneladas líquidas. A receita com as exportações de carnes em 2015 atingiu a cifra de U$14,1 bilhões, sendo que a carne bovina teve a participação de 41%; a de frango 50% e a suína de 9%.

Ainda sobre a carne bovina, a Conab cita estudo do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), comentando sobre a drástica redução na produção – e consequentemente exportação – de carne bovina na Austrália, em decorrência de problemas climáticos. Porém a disponibilidade de animais prontos para o abate no Brasil continua restrita, “limitando oportunidades de expansão das exportações”. No tocante a carne de frango e suína, a expansão dos exportadores pode esbarrar no cenário “bastante restritivo” de milho para ração, que pode resultar na diminuição da produção.

O analista Hyberville Neto afirmou no Encontro de Analistas promovido pela Scot Consultoria, em São Paulo, que 2017 vai brotar menos turbulento, porém, o “céu não deverá ser ainda de brigadeiro. Em 2016, custos altos da alimentação, inflação generalizada e arroba do boi estabilizada, trouxeram o desânimo”, diz. “Já a reposição, seja bezerro ou garrote, em alta nos anos anteriores, cede em 2016 e deverá cair ainda mais em 2017”. Na área do confinamento, por exemplo, houve queda no volume de bois em 2016.

Para 2017, uma coisa parece certa: “A oferta de animais deverá ser maior, diferentemente de 2016, caracterizado pela baixa disponibilidade de bois para abate e carne sobrando”, afirma Hyberville. Segundo ele, dispondo mais de gado, os frigoríficos procurarão conter o preço da arroba. A esperança é de um aumento no consumo interno, que caiu neste ano. Um refresco virá com a possível baixa no preço da comida para o gado, principalmente do milho, com as boas safras brasileira e dos EUA. “Particularmente, acredito que está havendo aumento na confiança das famílias, o que se traduz em melhora no consumo de carne”, diz Hyberville. Ele aposta na queda dos preços dos animais de reposição, o que dará fôlego aos pecuaristas incrementando o confinamento.

Outro analista conceituado, o professor Sergio de Zen aconselha o produtor a gerir bem os custos de produção dando foco também no incremento da produtividade. Ele concorda que 2017 será um ano difícil para o pecuarista. Diversos fatores faz o professor acreditar que o preço da arroba não deverá superar os R$ 150, cotação que praticamente pautou os anos de 2015 e o atual.

Ou seja, o momento é de fazer as contas na ponta do lápis e observar as perspectivas para 2017 com cautela. A pecuária leiteira assina para uma breve melhora com redução nos custos de produção, mas mesmo assim as recomendações são investimentos em pastagens e mais do que isto em sistemas integrados de produção, consorciando pastagens, lavouras e florestas – para que se reduzam ainda mais os custos na produção.

Texto articulado por Larissa Florêncio de Assis, colaboradora do Setor de Patologia da Universidade Federal de Lavras e Editora Vet Smart.

Fontes:

http://www.uagro.com.br/editorias/agroindustria/laticinios/2016/10/28/pecuaria-leiteira-custos-de-producao-so-devem-baixar-em-2017.html

http://revistagloborural.globo.com/Colunas/sebastiao-nascimento/noticia/2016/11/2017-nao-sera-um-ano-facil-para-pecuaria-de-corte.html

http://www.brasil.gov.br/economia-e-emprego/2016/12/agronegocio-deve-ter-crescimento-de-2-em-2017

http://www.canalrural.com.br/noticias/agricultura/agropecuaria-brasileira-deve-seguir-alta-2017-63855

Mercado Pet e perspectivas para 2017

Como todos sabemos 2016 foi um ano de grandes reviravoltas políticas e econômicas, nosso país foi palco de grandes escândalos de corrupção, Impeachment, corte de gastos e reformas em políticas sociais. O cenário econômico brasileiro atual é de incertezas e inseguranças, mas em meio a toda essa turbulência uma luz no fim do túnel parece surgir.

A máxima de que o cachorro é o melhor amigo do homem já não consegue mais descrever plenamente a relação dos humanos com seus animais de estimação. Mais do que companheiros fiéis, os pet são hoje vistos e tratados como verdadeiros integrantes das famílias. Essa relação cada vez mais próxima e humanizada movimenta o mercado de negócios especializados, que se diversifica em relação a produtos e serviços e se torna mais rentável e profissionalizado. O nicho no Brasil, entretanto, ainda está longe de alcançar o amadurecimento de outros países, como os europeus e os Estados Unidos, o que representa oportunidades para as empresas que atuam no setor.

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Mercado Pet e perspectivas para 2017

Como todos sabemos 2016 foi um ano de grandes reviravoltas políticas e econômicas, nosso país foi palco de grandes escândalos de corrupção, Impeachment, corte de gastos e reformas em políticas sociais. O cenário econômico brasileiro atual é de incertezas e inseguranças, mas em meio a toda essa turbulência uma luz no fim do túnel parece surgir.

A máxima de que o cachorro é o melhor amigo do homem já não consegue mais descrever plenamente a relação dos humanos com seus animais de estimação. Mais do que companheiros fiéis, os pet são hoje vistos e tratados como verdadeiros integrantes das famílias. Essa relação cada vez mais próxima e humanizada movimenta o mercado de negócios especializados, que se diversifica em relação a produtos e serviços e se torna mais rentável e profissionalizado. O nicho no Brasil, entretanto, ainda está longe de alcançar o amadurecimento de outros países, como os europeus e os Estados Unidos, o que representa oportunidades para as empresas que atuam no setor.

Há peculiaridades importantes a serem consideradas neste mercado. O segmento mais maduro é o de ração, que responde pela maior parte do faturamento e é dominado por grandes empresas. Os demais segmentos ainda são marcados pela pulverização de diversos pequenos negócios, cujo diferencial para conquista do cliente está no atendimento personalizado e na localização. Os donos de pet costumam buscar unidades próximas a suas residências e valorizam a consultoria de vendedores que possam indicar novos produtos e serviços que estejam disponíveis.

Um levantamento realizado pela Consumoteca apresenta as nuances do comportamento dos donos de animais no Brasil. De acordo com esse estudo, essas pessoas se dividem em dois grupos de consumidores: os engajados e os deslumbrados. Por engajados, subentendem-se consumidores que tem um envolvimento com causas relacionadas à proteção dos animais, geralmente adotam pets ao invés de comprar e não tem tantos gastos supérfluos com os bichos de estimação. Já os consumidores deslumbrados são aqueles que costumam comprar adereços e terceirizar os cuidados básicos dos pets, como banho, tosa e aplicações de medicamentos, ao contrário dos engajados.

A pesquisa mostra que os pet lovers são consumidores das classes A, B e C, distribuídos por várias classes etárias e que vem a si mesmos como tutores, ou pais/mães dos animais. Estes são considerados “membros” da família, vistos sob uma perspectiva humanizada.  Os novos pet-consumers possuem uma agenda atribulada de compromissos e preferem optar por serviços que facilitem sua vida no tratamento dos animais. Entretanto, isso não significa que eles não estejam barganhando. Sites de comparação de preços vêm ajudado esse público a encontrar ofertas mais interessantes para os animais. As rações, por exemplo, podem varia entre R$9,00 e R$250,00 – dependendo da marca e tamanho. De olho nessa tendência, o site Dica de Preço incluiu entre os produtos analisados os artigos de pet shop. Na ferramenta é possível ainda ter um comparador, que informa com quantos por cento de desconto aquele produto está naquele momento e suas variações ao longo dos últimos dias ou meses.

No ano de 2015 o mercado Pet atingiu R$ 18 bilhões e até o final deste ano deve chegar a R$ 19,2 bilhões, somando os segmentos de pet food (67,5% desse faturamento); pet serv (serviços como banho e tosa e outras atividades, 16,3%); pet care (equipamentos, acessórios, produtos de higiene e beleza animal, 8,1%) e pet vet (medicamentos veterinários, 8,1%). O Brasil deve permanecer em terceiro lugar no ranking do mercado mundial do setor, respondendo a 5,3% do faturamento global, atrás dos Estados Unidos, país responsável por 42% de todo o mercado mundial, e Reino Unido, segundo colocado com 6,7%. Em todo o mundo, em 2016, o setor deve faturar US$ 103,7 bilhões, alta de 1,5% sobre o ano anterior. A projeção para 2017 é de um crescimento de 6,6%. A alta tem estimulado a abertura de lojas e até de empresas para a capacitação de profissionais.

O momento é de reflexão e de levantamentos sobre como foi o ano. As perspectivas para o mercado Pet são positivas e podem garantir melhorias, mas a cautela e a execução cuidadosa de planejamentos ainda são as ferramentas mais efetivas para garantir um balanço positivo no ano que está para chegar.

Texto articulado por Larissa Florêncio de Assis, colaboradora do Setor de Patologia Clínica Veterinária da Universidade Federal de Lavras e Editora Vet Smart.

Fontes:

https://www.mundodomarketing.com.br/ultimas-noticias/36773/na-contramao-da-economia-mercado-pet-cresce-e-ganha-evento.html

https://www.mundodomarketing.com.br/index.php/inteligencia/pesquisas/305/quem-sao-os-pet-lovers-brasileiros.html

https://www.mundodomarketing.com.br/mais-mundo-do-marketing/estudos/306/panorama-do-mercado-pet-brasileiro.html?flag=-5

http://cbn.globoradio.globo.com/editorias/economia/2016/11/12/MERCADO-DE-PETS-NO-BRASIL-MOVIMENTA-R-192-BILHOES-NO-ANO.htm

http://economia.ig.com.br/2016-08-22/focus-crescimento-economia.html

http://revistanegociospet.com.br/

Diagnóstico de gestação: ultrassom ou palpação?

O diagnóstico de gestação em bovinos e equinos tem grande importância econômica quando o assunto é produção animal. Isso porque quanto mais precoce é o diagnóstico, maiores são as chances de minimizar os custos de produção devido à possibilidade de descarte de animais improdutivos ou ainda, a remissão de problemas gestacionais quando reconhecidos rapidamente. Além disso, com o diagnóstico precoce é possível manejar melhor os animais com o planejamento de alocação, nutrição balanceada e em quantidades suficientes fazendo com que se ganhe eficiência produtiva.

O que é levado em consideração no momento do diagnóstico é a eficiência, caracterizada pela precocidade, segurança e eficácia do mesmo. O método de palpação retal é o método mais antigo e invasivo, mas pode significar menores custos. Já a ultrassonografia é um método não invasivo, que garante maiores chances de acerto, mas requer treinamento e maior disponibilidade financeira para investir em bons equipamentos. Atualmente a questão mais fomentada nas fazendas e que ainda causa certas dúvidas em produtores é: qual o método mais eficiente para diagnosticar precocemente a prenhez do rebanho?

A palpação retal é um modo simples, barato, precoce, seguro e eficaz (a partir dos 45 dias pós-fecundação) que permite diagnóstico de gestação, assistência obstétrica, avaliar a fase do ciclo estral, causas de infertilidade e diagnosticar distúrbios puerperais. Além disso, permite observar o animal com respeito a sua saúde e capacidade de conceber, por meio da percepção das condições do trato reprodutivo, se há anomalias, se o corpo do útero está saudável, se os cornos uterinos estão simétricos, o tamanho dos ovários, se cérvix e vulva estão em bom estado de saúde/edemaciadas. Ou seja, é o método que pode predizer as condições de saúde de vacas e éguas reprodutoras ou ainda o momento do cio por meio de características típicas das mesmas. Para o diagnóstico é necessário que se siga a estimativa da idade gestacional nos bovinos através de sinais palpáveis no útero.

A ultrassonografia é um método não invasivo que permite avaliar a vesícula embrionária entre o 17º e 19º dia pós-fecundação (vaca), diagnosticar a prenhez, determinar o número de fetos, confirmar a viabilidade fetal e possui variedade de equipamentos. Essa técnica apresenta grande eficácia, uma vez que possibilita a visualização em tempo real das estruturas a serem analisadas. Porém, para o correto uso da técnica é imprescindível, a correta interpretação das imagens formadas, bem como o correto manuseio dos aparelhos e transdutores disponíveis além de ter o custo mais elevado em relação à palpação retal, uma vez que é necessário o investimento em equipamentos.

Até o início da utilização da ultrassonografia em medicina veterinária, a avaliação semiológica do trato reprodutivo, e particularmente dos ovários de grandes animais, estava limitada aos achados oriundos da técnica de palpação retal e de técnicas invasivas, como a laparotomia e laparoscopia. As limitações destas técnicas são evidentes, no caso da palpação retal, pela subjetividade ou inexatidão na avaliação dos parâmetros e no caso laparotomia e laparoscopia pela eventual lesão tecidual. Em tempos em que o bem-estar animal e a precisão de diagnósticos são os principais focos a palpação retal tem cedido espaço ao ultrassom mesmo tendo custo elevado. O médico veterinário prefere optar pelo investimento em equipamentos e cursos de diagnóstico por imagem para garantir previsões corretas e precisas em relação à gestação e assim, reduzir problemas na produção alcançando melhores resultados.

Por Larissa Florêncio de Assis, colaboradora do Setor de Patologia Clínica Veterinária da Universidade Federal de Lavras e Redatora e Editora para Vet Smart.

Fontes:

https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/26390/1/CT0196.pdf

http://www.uece.br/lfcr/dmdocuments/diagnostico%20prenhez.pdf

http://www.cstr.ufcg.edu.br/grad_med_vet/mono2010_1/mono_leonardo.pdf

Diagnóstico de gestação: ultrassom ou palpação?

O diagnóstico de gestação em bovinos e equinos tem grande importância econômica quando o assunto é produção animal. Isso porque quanto mais precoce é o diagnóstico, maiores são as chances de minimizar os custos de produção devido à possibilidade de descarte de animais improdutivos ou ainda, a remissão de problemas gestacionais quando reconhecidos rapidamente. Além disso, com o diagnóstico precoce é possível manejar melhor os animais com o planejamento de alocação, nutrição balanceada e em quantidades suficientes fazendo com que se ganhe eficiência produtiva.

O que é levado em consideração no momento do diagnóstico é a eficiência, caracterizada pela precocidade, segurança e eficácia do mesmo. O método de palpação retal é o método mais antigo e invasivo, mas pode significar menores custos. Já a ultrassonografia é um método não invasivo, que garante maiores chances de acerto, mas requer treinamento e maior disponibilidade financeira para investir em bons equipamentos. Atualmente a questão mais fomentada nas fazendas e que ainda causa certas dúvidas em produtores é: qual o método mais eficiente para diagnosticar precocemente a prenhez do rebanho?

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Identificando a dor do paciente por meio de um bom histórico

Os efeitos prejudiciais de dores não tratadas em pacientes veterinários e sua recuperação de doenças, injúrias e cirurgias já são bem conhecidos. Gerenciar a dor pode ser considerado o básico quando se trata de cuidados, mas reconhecer os sinais pode ser um desafio e a dor é ainda subtratada em cães e gatos. Mudanças de comportamento são um dos sinais mais comuns de dor, mas ainda podem ser negligenciados. Por isso, durante o conhecimento do histórico do paciente, a equipe veterinária deve questionar cuidadosamente seus clientes sobre mudanças de comportamento de seus Pets.

Tutores podem ser desconhecedores dos sinais clínicos associados à dor de seus Pets porque os animais, às vezes, podem esconder os sinais apresentando somente pistas sutis, tornando-se reclusos ou desenvolvendo comportamentos anormais. A dor pode estar associada às doenças subjacentes, ocorrer na ausência de danos teciduais óbvios e persistir após a resolução de causas incitantes.

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Identificando a dor do paciente por meio de um bom histórico

Os efeitos prejudiciais de dores não tratadas em pacientes veterinários e sua recuperação de doenças, injúrias e cirurgias já são bem conhecidos. Gerenciar a dor pode ser considerado o básico quando se trata de cuidados, mas reconhecer os sinais pode ser um desafio e a dor é ainda subtratada em cães e gatos. Mudanças de comportamento são um dos sinais mais comuns de dor, mas ainda podem ser negligenciados. Por isso, durante o conhecimento do histórico do paciente, a equipe veterinária deve questionar cuidadosamente seus clientes sobre mudanças de comportamento de seus Pets.

Tutores podem ser desconhecedores dos sinais clínicos associados à dor de seus Pets porque os animais, às vezes, podem esconder os sinais apresentando somente pistas sutis, tornando-se reclusos ou desenvolvendo comportamentos anormais. A dor pode estar associada às doenças subjacentes, ocorrer na ausência de danos teciduais óbvios e persistir após a resolução de causas incitantes.

Variedade de Sinais

A dor severa pode se estender de aguda e severa a subliminar e amena. Alguns sinais, como por exemplo, letargia e redução de apetite são extremamente não específicos, mas outros como pronunciada mudança de movimento e postura, especialmente com vocalização são mais óbvias.  Um cão com abdômen dolorido pode sentar-se encurvado na posição de oração; um gato com dores no pescoço pode parecer rígido e relutante em movê-lo; um cão com dor ortopédica ou musculoesquelética pode parecer fraco, se levantar vagarosamente e ficar de “pé” ou andar com dificuldade.

Outros sinais sutis, como diminuição de apetite, pouca disposição, agressividade, inquietude, adquirir o hábito de se esconder, tremores e pitialismo podem não ser reconhecidos como indicadores de dor. Tutores também podem não reconhecer sinais de dor crônica, pois podem pensar que são mudanças compatíveis com atitudes normais.

Gatos com dores podem ser um desafio em potencial. Eles interagem menos com seus tutores e se tornam mais reclusos, se escondem e se tornam menos móveis, até mesmo os veterinários podem encontrar dificuldades em acessá-los. Um estudo descobriu que 90% dos gatos tinham evidências radiográficas de doença articular degenerativa (DAD), sendo que apenas 4% desses mesmos gatos apresentavam sinais clínicos detectáveis. Um subsequente estudo com 23 gatos com DAD radiografados mostrou que os gatos se tornaram mais significativamente ativos, dispostos e aptos a saltar e melhoraram seu asseio após o início da terapia analgésica. Desta forma, tutores reconheceram retrospectivamente os sinais de dor somente após o tratamento adequado.

 Diferentes Manifestações

A dor se manifesta de diferentes formas em cães e gatos. Por isso, a equipe veterinária deve desenvolver um compreensivo entendimento das diferenças para melhor guiar seus questionamentos direcionados ao tutor.

Por exemplo, o dono de um gato de apartamento com progressiva osteoartrite pode citar mudanças sobre os hábitos na caixinha de areia, como defecar ou urinar fora da mesma para evitar pisar nas bordas. Se reconhecido precocemente, a solução mais simples será promover analgesia e usar uma caixinha de areia mais baixa ou desenhada para diminuir o impacto na qual o animal possa entrar facilmente e que tenha uma localização acessível que não requeira esforços, como subir escadas.

Os tutores podem ser questionados sobre a diminuição do asseio do animal, outro possível sinal de dor em gatos, considerando que a diminuição de asseio de uma área particularmente dolorosa é percebida tanto em cães quanto em gatos. Cães, entretanto, tendem a exibir sinais clínicos de dor mais claros, incluindo a marcha/andamento, inquietude, lamber a boca/focinho, latidos ou lamúria com sonidos e uivos. Questionando e orientando tutores sobre o comportamento relacionado à dor, principalmente em Pets senis é essencial para facilitar uma intervenção precoce.

Exame Físico

Para completar o histórico, é importante observar o paciente na clínica e realizar o exame físico que pode ajudar na identificação da dor. Usando uma escala de dor para as diferentes espécies pode ajudar a reduzir interpretações subjetivas e melhorar o manejo da dor.

Por Shelly J. Olin, DVM, DACVIM (SAIM), University of Tennessee, Knoxville e M. Katherine Tolbert, DVM, PhD, DACVIM (SAIM), University of Tennessee, Knoxville.

Traduzido e adaptado por Larissa Florêncio de Assis, colaboradora do Setor de Patologia Clínica Veterinária da Universidade Federal de Lavras, Redatora e Editora para Vet Smart.

Texto original em: http://www.veterinaryteambrief.com/article/starting-right-good-history-help-identify-pain