Homeopatia veterinária: fórmulas combinadas garantem solução no campo e maior lucratividade ao produtor

Economia, eficiência e praticidade no manejo. Esses são os principais benefícios dos produtos combinados da SIGO Homeopatia Veterinária. São fórmulas que reúnem dois ou três protocolos na  mesma embalagem e que tratam e previnem doenças variadas em animais de campo.

As fórmulas SIGOPEC foram desenvolvidas para tratar curativa e preventivamente as enfermidades mais comuns na pecuária de corte, de leite e na ovinocultura, entre elas: mastite, afecções de casco,  sodomia ,parasitas como verminoses, carrapatos, moscas do chifre e estábulo e bernes, entre outros. Outro diferencial do tratamento homeopático é o seu caráter melhorador, como o incremento na engorda,  agregado também aos produtos combinados.

“Os produtos SIGO foram desenvolvidos sob  o pilar do amplo conhecimento em Homeopatia e a experiência de muitos anos no trato pecuário dos técnicos criadores das fórmulas. Nosso objetivo é levar solução ao produtor, verificar o que ele precisa e oferecer fórmulas que atendam a sua necessidade, aliado ao atendimento técnico pós venda altamente especializado”, avalia Mônica Souza, médica veterinária e diretora da SIGO.

A veterinária explica que a grande vantagem na apresentação combinada de seus produtos é a facilidade de aplicação ( não precisa abrir um monte de embalagens) e principalmente, a economia . Ao adquirir produtos combinados, o produtor não paga o equivalente a três fórmulas , sem falar no menor  impacto ambiental com descarte de embalagens,  uma das grandes preocupações da empresa.

“Para o produtor, além de ser mais fácil administrar um produto para três problemas, há muita vantagem na relação custo-benefício, já que vai pagar por dois produtos o equivalente ao valor de a 1,5 item. Também há menos produção de embalagem, ou seja, menos resíduo na natureza”, avalia.

Produtos combinados:

  1. EngordSigo – dois produtos conjugados: controle de sodomia ( desvio de comportamento onde os bois não castrados se machucam)  aliado ao maior rendimento de carcaça oferecido pelo desvio de gordura das vísceras para a carcaça;
  2. ParaboiSigo (EngordSigo+ SodoSigo+EndectoSigo) – é a união dos protocolos de controle de endo e ecto parasitas ( carrapatos, moscas, bernes e vermes)  com controle de sodomia e incremento da engorda, garantindo maior cobertura de gordura na carcaça. Esse produto de apresentação 3 em 1 confere 1% a mais em peso de carcaça pela deposição de gordura , 1 arroba a mais nos animais por serem mantidos  inteiros e controle de parasitas, evitando recolhidas dos animais no curral para aplicação de produtos parasiticidas.

Essa combinação resulta em ótima relação custo: benefício de mais de 10:1;

  1. LactoSigo – É a solução para as principais doenças que atingem as vacas leiteiras, como mastite, carrapato, mosca do estábulo e problemas no casco;
  2. OvinoSigo- Trata a principal inimiga da ovinocultura, a verminose,  da ceratoconjuntivite, além de controle de afeções do fígado, como a fotossensibilização e as diarreias causadas por coccidioses em apriscos.Publicado por Sigo Homeopatia

Dia 28/9, Conscientização sobre o Dia Mundial de Combate a Raiva

Há 11 anos a Organização Não Governamental (ONG) Global Alliance for Rabies Control (GARC – http://rabiesalliance.org) promove no dia 28 de setembro o Dia Mundial Contra a Raiva, dia escolhido por ser o aniversário de morte do célebre pesquisador Louis Pasteur, que entre tantas contribuições à ciência desenvolveu a primeira vacina antirrábica. A ONG atua principalmente com projetos e ações nos continentes africano e asiático, onde ocorre a maioria dos casos de raiva em humanos, principalmente por agressão canina.

Estima-se que 70.000 pessoas morrem de raiva anualmente e no 28 de setembro a GARC faz um chamado para que outros países se envolvam e promovam ações de educação em saúde sobre a raiva. Em 2015 o tema central da campanha é, em tradução livre, “juntos acabamos com a raiva” – End Rabies Together. E pensar que a raiva é uma enfermidade viral 100% prevenível através de vacinação, 100% letal e uma das mais negligenciadas!

No Brasil tivemos uma grande evolução em relação ao controle da raiva urbana, com a implantação das campanhas anuais de vacinação a partir da década de 1970. A vacinação massal de cães e gatos foi praticamente a única medida adotada no país para controle da raiva urbana e prevenção à raiva humana, até então transmitida principalmente pela mordedura de cães. Apesar da drástica diminuição da incidência de raiva, infelizmente ainda não erradicamos a raiva humana, que persiste em áreas vulneráveis como na região Nordeste ou na fronteira com a Bolívia. Em 2015 pelo menos três mortes tiveram relativo destaque na imprensa, duas crianças agredidas por gatos em cidades diferentes de Pernambuco, uma um ano e outra de nove, e um adulto agredido por cão em Corumbá-MS, fronteira seca com a Bolívia. Estes três casos deixam clara a situação de negligência em relação à vacinação de cães e gatos. E como aconteceu isso? Com o passar dos anos a incidência de raiva canina e humana foi diminuindo, de modo que atualmente “pouco se ouve falar” de raiva em ambiente urbano. Com a diminuição da incidência veio também a diminuição da preocupação com a doença e o “esquecimento” da importância da vacinação anual, a exemplo do que tem acontecido com outras doenças como influenza, sarampo, rubéola e caxumba. Esta falta de preocupação ou, em alguns lugares do mundo o “movimento anti-vacina”, faz com que as doenças até então controladas / eliminadas se tornem reemergentes e anos de trabalho e investimento público em prevenção venham por água abaixo.

Na nossa realidade atual o mecanismo de transmissão mais importante para pessoas não é mais o ciclo cão-homem, mas sim outros perfis epidemiológicos envolvendo morcegos hematófagos e não hematófagos, animais silvestres e o ainda tão presente ciclo rural, com a raiva dos herbívoros. Várias cidades do Brasil estão passando pelo processo de urbanização desordenada, acarretando elevado impacto ambiental, e ainda a verticalização, com as cidades crescendo para o alto. E onde os morcegos não hematófagos, que vivem nas cidades (e são tão importantes para o ecossistema no controle de insetos, polinização e veiculação de sementes), vão construir suas colônias? Em vãos de dilatação de prédios, em saídas de ar, em construções abandonadas, em ocos das poucas árvores que sobraram. Não se trata de radicalismo ecológico e sim de compreensão do mundo atual: menos áreas verdes, mais prédios. Mais prédios, mais gatos (por serem mais adaptáveis a este ambiente, mas se aplica a cães também). Mais gatos em apartamento, mais janelas abertas. Mais morcegos não hematófagos entrando pela janela e, acidentalmente, transmitindo a raiva para os pets – que agridem seus proprietários. Fim. Esta pequena história explica um pouco da manutenção da raiva urbana no Brasil, pois existem variantes do vírus rábico adaptadas a morcegos não hematófagos e estes, ao acidentalmente agredirem ou serem agredidos por outros mamíferos, perpetuam o ciclo. Quando associado à decrescente cobertura vacinal de cães e gatos, maior ainda o risco de transmissão e manutenção da doença.

Apesar de não termos à disposição mecanismos mais eficientes para controle da raiva em morcegos não hematófagos, a vigilância ativa e o monitoramento de colônias é fundamental para as ações de saúde pública, seja intensificação da vacinação focal e perifocal, seja educação em saúde nas áreas vulneráveis. Quanto à vigilância passiva, a população deve ser instruída a acionar o serviço de vigilância caso encontre morcegos em suas propriedades, sobretudo morcegos ‘sintomáticos’, que voam durante o dia, desorientados ou mortos, e jamais realizar a captura sem os devidos cuidados. Em casos de acidente, a pessoa deve imediatamente lavar o local com água e sabão em abundância e em seguida se dirigir ao serviço de saúde para que as medidas de vacinação pós-exposicional sejam tomadas, evitando assim mais óbitos humanos.

Veja que o controle da raiva é simples, basta vacinar adequadamente os animais, manter a vigilância ativa e passiva, realizar a educação em saúde e instruir as pessoas sobre o que fazer caso encontrem animais suspeitos e caso sejam agredidas. Muito simples. E tão negligenciado. ‘Não é porque não vemos que a doença não existe’. Todos temos que fazer a nossa parte e prevenir pois em muitas situações realmente não há remédio. E você, o que vai fazer neste 28 de setembro?

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Juliana Arena Galhardo CRMV4626-MS é professora de zoonoses e saúde pública na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Desde 2011 coordena o Projeto de Extensão Universitária ‘LeishNão: para prevenção e controle da leishmaniose visceral’ que atua em instituições de ensino públicas e privadas levando atividades paradidáticas sobre educação em saúde em leishmaniose e posse responsável. Conheça o projeto (leishnao.blogspot.com) e compartilhe a educação em saúde (facebook.com/leishnao)

Médico veterinário tem grande propensão a fadiga e desânimo profissional

Embora o vínculo emocional do brasileiro com os pets seja cada vez maior, proximidade do Dia Nacional do Médico-Veterinário, 09 de Setembro, levanta uma reflexão: os tutores reconhecem a importância deste profissional para a saúde e bem-estar dos pets?

A profissão do médico veterinário é regulamentada há mais de 46 anos. Esses profissionais vêm mostrando a importância de seu trabalho para o desenvolvimento econômico e social do Brasil. São diversos serviços prestados à sociedade no cuidado com a saúde e bem-estar dos animais, preservação da saúde pública, produção de alimentos saudáveis e em atividades voltadas para garantir a sustentabilidade ambiental do planeta. São mais de 80 especialidades dentro da medicina veterinária.

De acordo com o IBGE, o país possui, atualmente, 52,2 milhões de cães e 22,1 milhões de gatos sendo que, dos 65 milhões de domicílios do país, 44,3% possuem pelo menos um cão e 17,7% pelo menos um gato. Ou seja, cães e gatos passaram a fazer parte da composição familiar do brasileiro.

Com a proximidade da data dedicada ao Médico-Veterinário, comemorada no Brasil em 09 de Setembro, uma importante reflexão se faz necessária: o brasileiro reconhece a importância deste profissional para a saúde e bem-estar dos pets?

O estudo, encomendado ao IBOPE pela Mars, revelou que a frequência de ida à clínica veterinária, incluindo serviços de higiene e cuidados com a saúde, é maior entre os tutores de cães do que entre os tutores de gatos: a média é de 2,8 vezes por ano contra 2,3 por ano.

Entre os principais motivos que levam o tutor a procurar o Médico-Veterinário estão: consulta de rotina e vacinação (79%), aparecimento de doenças (26%), higiene (17%) e emergência (9%).

Outros pontos interessantes foram identificados, como o fato de o médico-veterinário ter sido apontado como a principal fonte de informação para os tutores. Outros fatores sobre o profissional também identificados:

  • A importância reconhecida de realizar a vacinação sempre com um Médico-Veterinário;
  • Animais de raças precisam visitar mais o Médico-Veterinário, já que possuem mais problemas de doenças do que os animais sem raça definida;
  • Pets adotados acabam precisando do serviço veterinário por motivo de emergência;
  • A percepção de que ter gatos é mais barato porque raramente adoecem e necessitam de idas ao consultório veterinário;
  • Pets que ficam e dormem dentro de casa tem frequência maior de ida à clínica veterinária do que os que vivem fora de casa;

Realidade

Apesar da pesquisa dar uma luz no fim do túnel na vida do médico veterinário, este profissional ainda sofre muito com a baixa valorização.

A psicóloga Alice de Carvalho Frank, é mestre em ciências pela FMVZ/USP e estuda burnout em médicos veterinários. Ela explica que a exaustão emocional relacionada ao trabalho e inefetividade no mesmo é comum em médicos veterinários. Isso acontece devido aos veterinários lidarem diretamente com sofrimento, tanto por parte dos pacientes animais, quanto dos humanos que os acompanham. Isso sem falar na eutanásia.

As faculdades de medicina veterinária brasileiras liberam cada vez mais profissionais anualmente no mercado. Um em cada quatro veterinários no mundo é brasileiro. Nenhum país tem tanto médico veterinário, quanto o Brasil.

O veterinário está sob diversas pressões, como a competição. Apesar do alto investimento financeiro nos cinco anos de faculdade, a sua fonte de renda depende de uma base de clientes, o que nem sempre resulta em um bom salário, quando comparado a outras profissões.

Ainda hoje, o grande estigma do veterinário é que ele deveria realizar diversos procedimentos gratuitamente, devido ao amor pelos animais. Com longa jornada de trabalho, baixa remuneração e pouca valorização, a taxa de depressão, gastrite, síndrome do pânico, abuso de álcool e drogas e até suicídio entre esses profissionais é uma das mais altas entre todas as carreiras.

No mundo, estima-se que veterinários têm risco de suicídio quatro vezes mais que a população geral. Em uma grande pesquisa nacional realizada nos Estados Unidos em 2015 pelo Centro de Controle de Doenças, evidenciou-se que 1 em cada 11 veterinários apresentava algum tipo grave de problema psicológico.

Segundo Alice, a grande questão que difere o veterinário dos outros profissionais é a eutanásia. “O profissional já está em contato com a morte em uma frequência alta, uma vez que a maioria dos animais vive menos tempo que o homem. Além disso, ele ainda é responsável pela decisão de diversas dessas mortes. Não são decisões fáceis, são dilemas éticos cotidianos que exigem muito do profissional” alerta.

Entenda o médico veterinário

É de extrema importância criar um laço de confiança entre o tutor e o médico veterinário. O profissional deve ser sempre o aliado dos tutores na busca pela promoção de saúde e bem-estar de seus animais. Para que o tratamento seja bem sucedido, esta parceria deve estar em sintonia para que todas as recomendações do veterinário sejam seguidas pelo tutor, que está todos os dias com o animal.

Como aponta a psicóloga, o tutor é muito valioso para o médico veterinário, pois viabiliza o tratamento e traz informações sobre o comportamento e as mudanças do animal. “É essencial que o vínculo seja de confiança por ambas as partes e que o veterinário seja reconhecido por suas competências, sem exigir dele gratuidade por seu trabalho” ressalta.

O que pode ser feito?

Diversas medidas podem e devem ser tomadas. Alice aponta que as equipes em clínicas, hospitais, indústrias, haras, etc, devem estar atentas aos sinais que indicam o burnout (falta de concentração, baixa frequência no trabalho, falta de cuidado no manejo com os animais, brigas com colegas, problemas em casa, irritabilidade, apatia, intolerância, frustração, insônia, dores de cabeça, etc.).

As empresas da área podem realizar rotações, discussões de casos, supervisões e workshops. Os órgãos de classe podem organizar eventos chamando atenção para o tema, diminuindo o estigma em torno da saúde mental, que infelizmente ainda é realidade no Brasil. As faculdades podem incluir disciplinas voltadas diretamente para manejo de dilemas éticos e eutanásia.

Mas nada disso é suficiente se o próprio médico veterinário não conseguir enxergar os sintomas em si e buscar ajuda. O primeiro passo é entender que aquela dor de cabeça constante pode ser muito mais que uma simples fadiga. Procurar um médico ou psicólogo, o quanto antes, para entender o que pode estar acontecendo ainda é a melhor opção. Não espere os sintomas agravarem. Falta de tempo não é desculpa. Aliás, é o que o tutor mais fala para não levar seu animal ao especialista.

Luiza Cervenka
Bióloga e Mestre em Comportamento Animal
www.luizacervenka.com.br
www.youtube.com/luizacervenka

R$100 de desconto – 3º Congresso Internacional da Associação Brasileira de Endocrinologia Veterinária

3º Congresso Internacional da Associação Brasileira de Endocrinologia Veterinária. Receberemos palestrantes nacionais e internacionais, todos referências em suas áreas de pesquisa e atuação.

PROMOÇÃO

Usuários do aplicativo Vet Smart terão direito a desconto especial de R$100,00 na inscrição do CIABEV 2017. Basta usar o cupom de desconto #vetsmart no momento da compra.

* Cupom não cumulativo e desconto não cumulativo com outras promoções.
** Cupom válido somente até 30/09/2017
LINK PARA INSCRIÇÕES

DATA
13 a 15 de Novembro de 2017

LOCAL
Casa Grande Hotel Resort & Spa (Guarujá – SP)
PALESTRANTES INTERNACIONAIS
Sara Galac (Holanda)
Federico Fracassi (Itália)
PALESTRANTES NACIONAIS
Archivaldo Reche Junior
Carolina Zaghi Cavalcante
Daniella Ramos
Flávia Tavares
Márcia Mery
Márcio Brunetto
Marconi Rodrigues de Farias
Márcia Jericó
Ricardo Duarte
Rodrigo Ubukata
Sofia Borin
Viviani De Marco
LINK PARA PÁGINA DA PROGRAMAÇÃO
LINK PROGRAMAÇÃO COMPLETA (PDF)

Número de Gatos aumenta no Brasil

Como os felinos ficam em ambientes fechados é necessária uma alimentação balanceada e com componentes que auxiliem a vivência dentro de lugares pequenos

Os pets são mais de 130 milhões no mundo inteiro: cachorros, gatos, aves, peixes e alguns tipos mais exóticos.

Um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) mostrou que o Brasil tem a segunda maior população de pets do mundo, com 22,1 milhões de felinos e 52,2 milhões de cachorros. O ponto mais interessante é sobre a população de gatos, que se multiplica em maior proporção e deve predominar em menos de dez anos.

O Brasil é um dos poucos países no mundo em que o cão ainda é o companheiro preferido, mas segundo a Abinpet a verticalização dos grandes centros e a mudança no estilo de vida das pessoas são fatores que fazem com que os brasileiros optem por um animal de estimação mais independente e de fácil adaptação aos ambientes menores.

Para o médico veterinário da Equilíbrio e Gerente Técnico Nacional da Total Alimentos, Marcello Machado, como o aumento de felinos é predominante, o tutor deve dar importância a castração e os cuidados após a cirurgia. “A castração é de grande relevância, principalmente para evitar o número de gatos abandonados nas ruas, mas como o felino é um animal que se adapta facilmente a apartamentos e lugares pequenos, ele pode ficar mais preguiçoso após a cirurgia, o que pode resultar em ganho de peso, por isso é ideal oferecer alimentos para gatos castrados, que possuem L-carnitina e calorias reduzidas para auxiliar no controle do peso”, explica.

Segundo a Gerente de Produto da linha Equilíbrio Super Premium, Érika Miklos, outra preocupação com o aumento do número de gatos nos lares é a forma de alimentá-los. “Como eles ficam fechados em espaços pequenos, é necessária uma alimentação balanceada, rica em proteínas, de ótima digestibilidade e ingredientes que auxiliem na redução do odor das fezes”, acrescenta.

Dessa forma, seguindo as tendências do mercado e da mudança de hábitos dentro dos lares, a linha Equilíbrio Super Premium investe constantemente no portfólio de produtos para gatos. “Temos opções para todas as fases da vida e necessidades nutricionais, desde sensibilidade digestiva, manutenção do peso, prevenção de bolas de pelos até alimentos que são coadjuvantes no tratamento de doenças”, finaliza Érika

Sobre Equilíbrio Gatos:

A Equilíbrio possui alimentos para todas as fases da vida dos gatos e tem produtos específicos para os felinos com paladar exigente (Equilíbrio Preference), para os mais sensíveis (Equilíbrio Sensitive), para gatos de pelos longos ou castrados (Equilíbrio Pelos Longos e Equilíbrio Castrados, cujo possuem uma combinação de ingredientes que previnem acúmulo de bolas de pelos no trato digestivo). Além de Snacks light, que ajudam no controle e manutenção do peso.

Rica em antioxidantes naturais e ingredientes nobres, Equilíbrio Gatos é formulada com prebióticos e probióticos, com inibidores do odor das fezes, tem níveis balanceados de ômegas 3 e 6, e ajuda na manutenção da saúde do trato urinário.  Os produtos mais recentes da linha são:  Equilíbrio Gatos Preference, alimento para gatos com paladar caprichoso – por isso é elaborado com atum e possui partículas com formatos atraentes; e Equilíbrio Gatos Sensíveis, elaborado com lula e destinado a gatos com pele e estômago mais delicados.

Sobre a Total Alimentos:

A Total Alimentos atua no mercado de nutrição animal com o compromisso de oferecer produtos de alta qualidade para animais de estimação e de produção. É fabricante das marcas super premium, EQUILÍBRIO e EQUILÍBRIO VETERINARY, premium especial MAX, NATURALIS e K&S, standard NERO e LÍDER, e dos snacks DOGLICIOUS e CATLICIOUS.

Fundada em 1975, a empresa, localizada em Três Corações (MG), investe constantemente em tecnologia, fórmulas inovadoras e ingredientes diferenciados para a fabricação de rações e snacks – carnes especiais (como cordeiro e peru), frutas, cereais e sementes nobres fazem parte da composição de alimentos para pets.

A Total Alimentos é uma das poucas empresas do segmento certificada em ISO 9001, GMP (Boas Práticas de Fabricação) e HACCP (Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle, sigla em inglês) contribuindo para a fabricação de produtos de altíssimo nível de qualidade para o mercado nacional e internacional.

Há 40 anos, a Total Alimentos S/A aprimora procedimentos industriais e investe em equipamentos de última geração. Hoje, está presente em todo o território nacional, nos cinco continentes e está entre os parques fabris mais modernos do mundo.

Saiba mais em: http://www.totalalimentos.com.br/

Doença intestinal pode causar desnutrição em cães

Problemas no trato gastrointestinal também acomete cães

Diarreia crônica ou aguda, ventre enrijecido e fezes com coloração mais escurecida são sinais de que talvez o cãozinho tenha algum problema gastrointestinal. Entre os distúrbios mais comuns estão as gastrites e as colites, que podem acometer cães de todas as raças e portes.
De acordo com o médico veterinário da Equilíbrio e Gerente Técnico Nacional da Total Alimentos, Marcello Machado, muitos pacientes com problemas intestinais podem desenvolver quadros de desnutrição, causada pela inabilidade do organismo em desempenhar suas funções normais de absorção de nutrientes. Segundo Machado, o cão precisa consumir alimentos específicos para amenizar as crises: “O manejo nutricional de uma doença gastrointestinal exige alimentos formulados com ingredientes específicos, como a proteína de soja, glutamina e prebióticos, que proporcionam alta absorção e ajudam na digestibilidade”.
A dieta especial é coadjuvante à terapia farmacológica e pode ser necessária por toda a vida do animal: “em quadros agudos, crises, o alimento especial deve ser utilizado, no máximo, durante um mês, mas nos caos crônicos o pet precisa consumir ao longo da vida, sempre com acompanhamento veterinário”, completa o médico veterinário da Equilíbrio Super Premium.

Indicação de produto para afecções intestinais:
EQUILÍBRIO VETERINARY Intestinal Cães contém proteína hirolisada de soja, fonte protéica de alta absorção e digestibilidade, e os prebióticos FOS e MOS, capazes de favorecer a saúde intestinal associados aos probióticos.
Esse alimento, de prescrição veterinária, ainda possui nível ideal de energia metabolizável, o que permite ao animal consumir menos alimento para obter a quantidade de calorias necessárias para organismo. Além disso, o fracionamento das refeições e a redução da quantidade de alimento contribuem para um descanso gástrico.
EQUILÍBRIO VETERINARY Intestinal Cães é formulado com glutamina: aminoácido que funciona como agente nutracêutico em distúrbios gastrointestinais, reduzindo a atrofia da mucosa.

Sobre Equilíbrio Veterinary:

Equilíbrio Veterinary é uma linha de alimentos coadjuvantes, de prescrição veterinária, ideal para o manejo dietético de cães e gatos que apresentam doenças crônicas, com a obesidade. Lançada em 2012, Equilíbrio Veterinary é o resultado de anos de estudos em nutrição animal e de pesquisas da Total Alimentos, em parceria com a Universidade de Illinois, nos Estados Unidos.
A linha possui alimentos indicados para cães com problemas cardíacos, de pele, renais, hepáticos, intestinais e urinários, e também para os obesos, diabéticos. Para os gatos, possui alimentos que auxiliam na redução dos sintomas de doenças intestinais, renais, urinárias e no cuidado da obesidade e diabetes.

Sobre a Total Alimentos:

A Total Alimentos atua no mercado de nutrição animal com o compromisso de oferecer produtos de alta qualidade para animais de estimação. É fabricante das marcas super premium, EQUILÍBRIO e EQUILÍBRIO VETERINARY, premium especial MAX, NATURALIS, premium MAX CAT e K&S, standard NERO e LÍDER, e dos snacks DOGLICIOUS e CATLICIOUS.
Fundada em 1975, a empresa, localizada em Três Corações (MG), investe constantemente em tecnologia, fórmulas inovadoras e ingredientes diferenciados para a fabricação de rações e snacks.
A Total Alimentos é uma das poucas empresas do segmento certificada em ISO 9001, GMP (Boas Práticas de Fabricação) e HACCP (Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle, sigla em inglês) contribuindo para a fabricação de produtos de altíssimo nível de qualidade para o mercado nacional e internacional.
Há 40 anos, a Total Alimentos aprimora procedimentos industriais e investe em equipamentos de última geração. Hoje, está presente em todo o território nacional, nos cinco continentes e está entre os parques fabris mais modernos do mundo.

Saiba mais em: http://www.totalalimentos.com.br/

Vet Smart convida para XI Curso Intensivo em Fisioterapia Veterinária – 10% de desconto

Resumo sobre o Curso: Nosso curso será divido em 2 Módulos complementares com  4 palestrantes experientes, atualizados, com graduações internacionais e atuantes na área de Ortopedia e Reabilitação Animal.

Público Alvo: Somente veterinários e estudantes de veterinária que estiverem cursando pelo menos o 2º semestre (primeiro ano) poderão realizar o curso.

Acompanhamento prático: Nossos alunos poderão acompanhar por 160 horas a rotina das 9 UNIDADES da Fisio Care Pet. Totalizando quase 200 horas de aprendizado

Descontos: 10% de desconto no valor total do Curso para usuários Vet Smart (mencionar no momento da inscrição). Descontos de até R$1.500,00 em equipamentos e materiais de nossos patrocinadores.

Local do Curso:Sede Fisio Care Pet (Av  dos Bandeirantes 4555, ao lado do aeroporto de Congonhas).

Quando: 23 e 24 de Setembro e 21 e 22 de Outubro 2017

Observação: Esse curso será obrigatório para os processos de seleção para novas vagas na Fisio care Pet e para a compra de Franquias da Rede Pet Fisio.

Mais informações e Ficha de Inscrição pelo e-mail: caramicofisiovet@gmail.com


Programação

Módulo 1 – Afecções Ortopédicas e Neurológicas na rotina de um Centro de Reabilitação Animal , principais artropatias e Obesidade canina

Sábado, dia 22 de Setembro, das 08:00 às 18:00

Principais Artropatias em Pequenos Animais:  Tratamento Clínico, Cirúrgico e Fisioterápico

Temas: Displasia Coxo-femoral, Luxação Patelar, Ruptura do Ligamento Cruzado Cranial, Necrose Asséptica da Cabeça Femoral, Displasia de Cotovelo, Afecções em Ombro.

Aula Prática: Semiologia Ortopédica e Neurológica,  Avaliação Radiográfica das principais afecções. Como realizar a consulta fisioterápica.

Aula Extra: Como montar um centro de reabilitação de alta eficiência e qualidade

Domingo, dia 23 de Setembro , das 08:00 às 17:00

Afecções Neurológicas do Aparelho Locomotor: Fisiopatologia e Tratamento Clínico, Cirúrgico e Fisioterápico.

Temas: Anatomia  da Coluna, Sistema Vestibular e Nervos Periférico; Protusão e Extrusão Discal;  Trauma Medular; Fraturas e Luxações Vertebrais; Sindrome de Woobler, Embolia Fibrocartilagionosa; Síndrome da Cauda Equina; Mielopatia Degenerativa; Avulsão de Plexo Braquial; Lesões Traumáticas de Nervos

Princípios da Biomecânica de Fraturas;, da Consolidação Óssea  e de Implantes Ortopédicos e suas complicações


Módulo 2 –, Principais Modalidades Fisioterápicas

Sábado, dia 21 de Outubro,  das 08:00 às 18:00

Cinesioterapia e Massoterapia
Termoterapia
Hidroterapia
Ultrassom
Magnetoterapia
Eletroterapia (FES /  Corrente Russa / TENS /  IFC)
Laserterapia

Domingo, dia 22 de Outubro , das 08:00 às 18 00

Aula Prática –  Cinesioterapia, Massoterapia, Exercícios Terapêuticos, Hidroterapia,  Termoterapia, Utilização de Ultra-som , Laser e Eletroterapia

Discussão de casos: Obesidade Canina: Controle e Tratamento através de exercícios físicos


Prof. Esp. Ricardo S. Lopes

Professor de Fisioterapia Veterinária Convidado na Universidade Anhanguera

Membro do Laboratório de Ortopedia e Traumatologia Comparada (LOTC) da FMVZ-USP (2006-2008)

Pós-Graduado em Ortopedia e Traumatologia Veterinária pela USP

AOVet Certified – Módulo Básico de Fraturas em Pequenos Animais

Formação em Neurologia pelo Curso Extensivo teórico e prático do Prof. Ronaldo Casimiro da Costa

Membro da comissão organizacional Canine Certified Rehabilitation Practice – UNIVERSITY OF TENNESSE E– USA na América Latina.

Proprietário e Diretor da FISIO CARE PET e Rede Pet Fisio

Profa.  Esp. Marcella Sanches

Formada em Medicina Veterinária pela UNESP-Botucatu

Especialização em acupuntura veterinária pelo instituto Bioetichus

Aperfeiçoamento em Fisioterapia Veterinária pelo Caring Canine Rehabilitation Center, USA

Certificada em Fisioterapia  Veterinária pela Canine Physical Rehabilitation, Tennessee University, EUA

Profa Esp. Miriam Caramico

Pós-Graduada em Fisioterapia Veterinária há 6 anos

Veterinária Responsável por 3 UNIDADES da Fisio Care Pet

Professora de Fisioterapia Veterinária convidada na UNG e Anhembi-Morumbi

Diretora do Setor de Curso e Capacitação da FISIO CARE PET

Prof. Dr. Bruno Lins

Diplomado como Especialista em Cirurgia pelo CBCAV

AOVET Faculty

Doutorado pelo Instituto de Ortopedia – Faculdade de Medicina – USP

Mestrado em Cirurgia Veterinária pela Unesp Botucatu

Residência FMVA – Unesp

Graduado pela Universidade de Brasília

Serviço de Referência em Cirurgia e Ortopedia


Mais informações e Ficha de Inscrição pelo e-mail: caramicofisiovet@gmail.com

Nossa singela homenagem no dia do Médico Veterinário

Quando em 1762 fora criado o primeiro curso de medicina veterinária no mundo não era possível vislumbrar os avanços médicos e tecnológicos que o mesmo traria para a sociedade moderna.

A profissão, que tem mais de 200 anos de existência, é responsável por estabelecer novas diretrizes na saúde como um todo por meio do desenvolvimento de vacinas, cuidado e prevenção de zoonoses e também zelo e conservação da flora e fauna.

Entretanto, nada disso seria possível sem a existência de profissionais plenamente capazes e apaixonados, que acreditam naquilo que realizam.

É por essa razão que a Vet Smart, nesse dia 09 de Setembro se lembra com carinho, respeito e profunda admiração dos mais de 110 mil Médicos Veterinários espalhados pelo Brasil.

Deixamos aqui o nosso muito obrigado e ressaltamos que é graças a esses brilhantes profissionais que nos sentimos cada vez mais motivados a trazer desenvolvimento e produzir tecnologias veterinárias

Equipe Vet Smart

Boas Práticas de Manejo | Bezerros – Ao Nascimento

Categoria: Boas Práticas de Manejo
Título: Bezerros – Ao Nascimento
Autores: Mateus J. R. Paranhos da Costa – Departamento de Zootecnia, FCAV-UNESP,  Jaboticabal-SP, Anita Schmidek – Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios – APTA,  Pólo Regional Alta Mogiana, Colina -SP, Luciandra Macedo de Toledo – Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios – APTA,  Instituto de Zootecnia, Nova Odessa-SP
Realização: Funep, Grupo Etco, Zoetis
Apoio: FAO
Referências:
P837m
Paranhos da Costa, Mateus J.R.
Boas Práticas de Manejo, Bezerros ao Nascimento / Mateus J. R. Paranhos da Costa, Anita Schmidek, Luciandra Macedo de Toledo. — Jaboticabal : Funep, 2006

[E-BOOK]
36 p.: il. ; 19cm
Não inclui bibliogra a
ISBN 85-7805-101-7
1. Parto. 2. Bovinos de corte. 3. Manejo racional. I. Schmidek, Anita. II. Toledo, Luciandra Macedo de. III. Título. CDU 636.2

Indíce

Apresentação
Cuidados sanitários antes do parto
O parto
O ambiente ideal para o parto
Rotinas de visitas ao pasto maternidade
Cuidados no dia seguinte ao nascimento
Identificação, assepsia do umbigo e pesagem do bezerro
Quando é necessário ajudar o bezerro na primeira mamada
Acompanhando  o desenvolvimento  dos bezerros
Registro de informações
O manejo de bezerros recém-nascidos passo a passo
Considerações finais
Agradecimentos

Apresentação

Para obter alta eficiência na produção, as vacas de cria devem parir um bezerro todo ano, a fim de que a atividade  seja lucrativa.

Entretanto, não basta que a vaca faça nascer um bezerro por ano, é necessário que o mesmo sobreviva.

O custo de uma vaca cujo bezerro morreu é bastante superior ao daquela que não concebeu, uma vez que a prenhe ingere maior quantidade de alimento e muitas vezes lhe  são dedicados os melhores pastos.

Outra fonte importante de custos na fase de cria refere-se à morbidade, ou seja, bezerros que ficam doentes e  necessitam de remédios para evitar a morte.

Porém, mesmo evitada a morte, somam-se aos custos de medicamentos, os custos  relativos à queda no desempenho destes bezerros, que certamente ocorrerão.

Sabemos que o estresse pode causar queda de imunidade, com isso os bezerros ficam doentes mais frequentemente e podem até morrer.

Assim, o manejo dos bezerros deve ser o menos agressivo possível.

A par dessas informações, buscamos os motivos para tais  perdas, que ocorrem principalmente quando há dificuldades no parto, baixo vigor dos bezerros e cuidados maternais  deficientes.

Estes problemas são mais comuns quando os  bezerros são muito pequenos ou muito grandes.

Há ainda  a possibilidade de ocorrer acidentes com os bezerros, que  podem ser minimizados evitando-se situações que colocam  suas vidas em risco.

Por exemplo, devemos evitar pastos  maternidades pequenos, com alta densidade, com buracos e com curvas de nível  profundas, que acumulem água.


BEZERRO COM DIARREIA

Para enfrentar estes problemas é preciso conhecer bem como se dá o parto e as necessidades de vacas e bezerros.

Desenvolvimento validação dos procedimentos

Este manual foi desenvolvido com base nos conhecimentos adquiridos ao longo de 10 anos de estudos, quando  foram realizadas observações do comportamento de vacas e bezerros logo após o parto, bem como de suas  interações  com   humanos durante a realização  dos  manejos  de rotina.

Após a elaboração do manual tivemos o cuidado de testar as recomendações na prática, em fazendas comerciais.  Com isto pudemos identificar pontos críticos e proceder às correções e ao detalhamento necessários. Entretanto,  apesar de todo este cuidado, ainda existem pontos que podem ser melhorados. Solicitamos aos leitores que nos  enviem suas opiniões e sugestões, pelas quais agradecemos antecipadamente.

Acreditamos que o conteúdo deste manual será útil para grande parte das fazendas que desenvolvem a fase de cria de bovinos de corte.

Opiniões de quem usa os procedimentos

“A mudança no manejo dos bezerros foi boa. Ficou mais fácil pegar os bezerros um dia depois de nascidos. Curando o umbigo na hora certa e de maneira correta, o número de bezerros com bicheira diminuiu bastante”.

Carlos Eduardo de Souza (Fazendas Agrocondor, Alta Floresta-MT, capataz).

“O manejo racional ao nascimento é menos estressante para as vacas, ao meu ver isto ajuda a diminuir o período  de serviço. Uma grande vantagem é o pequeno número de bezerros machucados, além da possibilidade de terem uma condição mais próxima do natural. Um ponto importante: é preciso estar preparado para executar o manejo,  principalmente  com  a   formação  de lotes pequenos  (com  no máximo 30 vacas), evitando mudar os animais de lotes”.

José da Rocha Cavalcanti (Fazenda Providência do Vale Verde, São Miguel do Araguaia-GO, proprietário).


Cuidados sanitários antes do parto

Os cuidados com a saúde do bezerro começam antes do seu nascimento, quando preparamos as matrizes para a cobertura.

Nesta fase é fundamental protegermos o feto contra as doenças que podem causar sua expulsão, ou  seja, o aborto.

É recomendável a realização do exame ginecológico das matrizes e, em certos casos, exames laboratoriais complementares para identificar a prevalência de doenças como a Brucelose, Leptospirose, Rinotraqueíte Infecciosa  Bovina (IBR) e Diarréia Viral Bovina  (BVD), entre outras que  causam o aborto e até a infertilidade das vacas.

Diante dos dados zootécnicos e sanitários do rebanho, o médico veterinário deve montar o calendário de vacinação das matrizes, minimizando as perdas fetais.

Sempre que for observado um aborto, é recomendável a coleta de partes do feto e placenta para exame laboratorial.

Com isto é mais fácil identificar o microorganismo que está causando a mortalidade fetal.

Como coletar material para análise

– Utilize luvas e materiais descartáveis para a manipulação do feto.

Fetos com até três meses: deve ser enviado inteiro, juntamente com partes da placenta que contenham placentomas.

– Acondicionar em saco plástico limpo, colocar em caixa térmica com gelo e enviar, até 24 horas após o aborto, para o laboratório.

Fetos com mais de 4 meses: retirar partes do feto, como: fígado, pulmão, baço, coração, cérebro inteiro, rins inteiros, exsudato toráxico e abdominal e, conteúdo gástrico (5ml), juntamente com partes da placenta que contenham placentomas.

– Acondicionar em saco plástico limpo, colocar em caixa térmica com gelo e enviar para o laboratório.


O parto

Um pouco antes de parir as vacas ficam inquietas, param de comer e geralmente se afastam do rebanho em busca de um local para o parto, andam, arqueiam as costas, andam em círculos, deitam e levantam. Este período pode durar entre 4 e 24 horas. Com a ruptura da bolsa a vaca tende a permanecer no local onde esta estourou, lambendo o fluído amniótico.

Vacas muito gordas ou muito magras apresentam maior risco de problemas de parto; as gordas por apresentarem contrações mais fracas e as magras podem não terem a energia necessária para o trabalho de parto.


VACA COMENDO PLACENTA

A maioria das vacas que parem facilmente permanece deitada até o nascimento do bezerro,  finalizando o parto ao se levantar, o que resulta no rompimento do cordão umbilical. Nas nossas observações, partos com as vacas em pé resultaram em maior taxa de mortalidade de bezerros (16,1%) em relação às que pariram deitadas (4,2%). O fato de a vaca parir em pé pode estar relacionado às causas ambientais (presença de cães ou urubus no pasto), à dificuldade de parto (bezerro fraco, muito grande, condição corporal não adequada da vaca) e à inexperiência, no caso de novilhas.

Em condições normais o parto tem duração entre 30 minutos e 4 horas. A expulsão da placenta ocorre de 4 a 5 horas após o parto, não devendo ultrapassar 24 horas, o que é indicativo de retenção de placenta. Em geral a vaca ingere a placenta.

O ideal é que o bezerro mame pela primeira vez em até 3 horas após o parto. Este tempo é geralmente maior no caso de novilhas, que são mais sensíveis ao estresse do parto e inexperientes no cuidado com os  filhotes, elas geralmente apresentam movimentos que dificultam o acesso dos bezerros ao úbere ou agridem os bezerros com coices e cabeçadas. Estes comportamentos ocorrem frequentemente nas primeiras horas após o parto, diminuindo ou cessando à medida que as novilhas se acostumam com os bezerros.


O ambiente ideal para o parto

Os cuidados com o recém-nascido começam antes do parto, com o manejo de vacas no final de gestação. O uso de pastos exclusivos para vacas nesta fase visa facilitar a implementação de uma rotina de acompanhamento dos partos e o manejo de vacas e bezerros ao nascimento.

O manejo de vacas prenhes, especialmente ao final da gestação, deve ocorrer apenas quando for realmente necessário. Nestes casos, o manejo deve ser muito calmo, conduzindo as vacas sempre ao passo, evitando aglomerações (no curral, remanga ou corredor), agressões e uso de choque. Submeter vacas prenhes a situações estressantes pode induzir abortos.

Um pasto maternidade adequado é aquele que oferece espaço, sombra, água e alimento à vontade para todas as vacas. Este local deve ser calmo, longe da movimentação da fazenda (como currais, casas de funcionários e estradas), pois no momento do parto, vaca e bezerro passam por um processo de reconhecimento mútuo.

Os estímulos externos podem prejudicar o reconhecimento entre mãe e filhote. Sabemos que em áreas com muito movimento as vacas geralmente interrompem o contato com o bezerro, deixando de cuidar da cria para car em vigilância. Com isto, há um aumento no tempo que os bezerros levam para se levantar e mamar.

O ideal é que os lotes de parição sejam formados bem cedo, se possível logo após a con rmação da prenhez, minimizando o estresse provocado pela formação de novos lotes na proximidade do parto pois, como se sabe, quando há formação de novos grupos há um aumento de brigas que podem resultar em acidentes.

Antes do início da estação de parição, as cercas devem ser vistoriadas para diminuir o risco de que bezerros recém-nascidos passem para o pasto vizinho. Isto é comum quando definimos a maternidade em áreas pequenas, o que aumenta a probabilidade das vacas parirem ao lado das cercas, aumentando o risco de “caírem no pasto ao lado” quando tentam se levantar e muitas vezes não conseguem voltar junto de sua mãe.


BEZERRO DO OUTRO LADO DA CERCA

Não permita que outros animais, como cães e galinhas, tenham acesso às vacas recém-paridas, pois sua presença pode levá-las a reagir com movimentos bruscos que podem causar acidentes com os bezerros.

Vacas de primeira cria: um caso à parte

As fêmeas de primeira cria (novilhas) devem ser mantidas em pastos separados das vacas já experientes, pois vacas em trabalho de parto podem mostrar interesse por bezerros recém-nascidos de outras vacas. Considerando que normalmente as vacas mais velhas são dominantes sobre as novilhas, este tipo de interferência pode levar uma novilha a abandonar seu lhote, resultando em maior número de bezerros guaxos (abandonados), que apresentam elevado risco de morte.

Além disso, problemas durante e após o parto são mais comuns em novilhas (dificuldade para parir, falta de interesse pelo bezerro, etc.). Assim, é necessário realizar as visitas para acompanhamento dos partos com maior frequência. Isto é facilitado quando as novilhas cam em pastos exclusivos.

Atenção! Novilhas com baixa habilidade materna no primeiro parto podem ser ótimas mães da segunda cria em diante, por isso devemos analisar com cuidado o descarte destas matrizes.


Rotinas de visitas ao pasto maternidade

As visitas aos pastos maternidade devem ser realizadas ao menos duas vezes por dia, logo pela manhã e ao nal da tarde, permitindo acompanhar as vacas em trabalho de parto e diagnosticar os problemas mais comuns encontrados na época dos nascimentos, com este procedimento as providências necessárias podem ser tomadas em tempo hábil.

Nestas visitas frequentes ao local do parto, é possível detectar problemas com as vacas em trabalho de parto e com os bezerros recém-nascidos, como em casos de:

– dificuldades de parto;
– baixa habilidade materna;
– baixo vigor do bezerro;
– falhas na primeira mamada;
– trocas de bezerros;
– condições climáticas severas, com extremos de temperatura e umidade; – condições desfavoráveis no local do parto (buracos, lama, etc).

Atenção às condições dos bezerros


BEZERROS EM BOAS CONDIÇÕES, INDICATIVO DE VIGOR ADEQUADO


BEZERRO PROSTRADO, INDICATIVO DE BAIXO VIGOR


BEZERRO COM O VAZIO FUNDO, INDICATIVO DE FALHA NA PRIMEIRA MAMADA

O materneiro

O materneiro é a pessoa responsável pelo bom acompanhamento dos partos e dos primeiros dias de vida dos bezerros, portanto, deve estar atento a tudo que ocorre no pasto maternidade, registrando todas as ocorrências e  buscando soluções para os problemas encontrados.

Por exemplo, ao notar que uma vaca está demorando muito para parir, o materneiro deve avaliar a  situação,  ajudando-a no parto ou chamando o veterinário para fazê-lo.

Recomendações para ajudar a vaca a parir

  • Conter a vaca com segurança, protegendo sua cabeça e outras partes do corpo que ficam em contato direto com o chão.
  • Utilizar luvas  descartáveis,  que protegem todo o braço (luva  de inseminação).
  • Lavar bem a região do ânus e vulva com água e sabão. Podem ser utilizadas soluções desinfetantes (iodo, cloro, etc.).
  • Não introduzir materiais  cortantes  dentro  do útero da vaca.
  • Caso seja necessário amarrar os membros do bezerro para auxiliar a retirada, utilize para esse fim material limpo e
  • A retirada do bezerro deve  ser   feita  com   cautela  e   segurança. Não utilize força demasiada.
  • Após a retirada do bezerro, observe se o mesmo consegue respirar normalmente e se necessário, retire as secreções placentárias da sua boca e narinas e faça movimentos cadenciados  com as duas mãos comprimindo  seu  tórax.
  • Deixe o bezerro e a mãe sozinhos, mas fique por perto para observar se a vaca consegue se levantar e se o bezerro consegue mamar.

Nos casos em que ocorrer abandono ou troca de bezerros deve-se aproximar a mãe de seu  lho, mantendo-os juntos em local tranquilo para que possam formar os laços materno-liais.


TETOS MAMADOS

Nos casos de vacas com úberes pendulosos ou com tetos grandes e grossos, o materneiro deve estar mais atento às di culdades para a primeira mamada, ajudando o bezerro a mamar sempre que necessário.

Este procedimento deve ser repetido até que o bezerro consiga mamar sem ajuda.


TETO NÃO MAMADO

Em dias frios, principalmente nos partos que ocorreram no início da manhã, os bezerros  cam mais lentos e, portanto, mais sujeitos a atrasos ou falhas na primeira mamada. Lembre-se sempre disso! Dê atenção especial aos bezerros que nascerem sob essas condições, principalmente em dias de chuva.

No caso de bezerros “guaxos” (rejeitados ou órfãos) é importante ajudá-los a mamar em outra vaca recém-parida ou ter um banco de colostro (colostro congelado, geralmente obtido das leiteiras recém-paridas da fazenda).

É fundamental que o materneiro registre todos os problemas ocorridos e as ações desenvolvidas para resolvê-los. Estas informações serão importantes para as tomadas de decisões sobre o manejo e o descarte de vacas.


MAMADA NATURAL


AUXÍLIO PARA MAMAR


Cuidados no dia seguinte ao nascimento

Antes do início da estação de nascimentos verifique se os materiais e produtos necessários para a identificação e cuidados com os bezerros estão disponíveis, tanto em quantidade como em qualidade.

Providencie a compra dos materiais que estiverem em falta no estoque, com data de validade vencida ou em mal estado de conservação.

Os procedimentos para identi cação, assepsia do umbigo, aplicação de vermífugo e pesagem dos bezerros devem ser efetuados no dia seguinte ao parto, para não interferir na formação do vínculo materno-lial.

Quando estes manejos são realizados no dia do nascimento há maior risco de rejeição materna e da vaca pisotear o bezerro.

Por outro lado, se os manejos ocorrem mais tarde, a partir do terceiro dia de vida do bezerro, será mais difícil contê-lo, pois nesta idade já é bastante ágil e, além disso, há maior risco da ocorrência de bicheiras no umbigo.

Ao realizar o manejo do nascimento no pasto maternidade, a segurança do pessoal envolvido neste trabalho deve ser priorizada.

O vaqueiro que realiza a contenção e identi cação do bezerro deve se sentir seguro, protegido de investidas das vacas; assim o trabalho será executado com calma e tranquilidade, garantindo que a identificação e aplicação de medicamentos serão bem feitas.

O manejo deve ser realizado por pelo menos duas pessoas experientes, montadas a cavalo, sendo uma delas responsável pela contenção e cuidados com o bezerro (que deve ser feito no solo) e a outra responsável em manter a vaca afastada, cuidando da segurança do companheiro.

Os equipamentos (tatuador, balança, etc.) e materiais (tinta de tatuagem, medicamentos, etc.) devem estar preparados antes da contenção do bezerro, de forma a agilizar o processo, diminuindo tempo de contenção e o risco de acidentes.


CUIDANDO DO BEZERRO NO LOCAL DO NASCIMENTO

Quando for necessário conduzir vacas e bezerros faça-o de maneira calma, ao passo, sem gritaria e agressões.

O manejo dos bezerros deve ser prioritário. Não deixe de vistoriar os pastos maternidades e de manejar os bezerros e vacas recém paridas para realizar outro tipo de atividade da fazenda (pesagem, vacinação, etc.).

Não deixe o bezerro separado da mãe por longos períodos, a separação causa estresse.

Contenção do bezerro

A contenção do bezerro deve ser feita de maneira calma e cuidadosa. Após separá-lo da mãe, o vaqueiro deve apear próximo ao bezerro, segurando-o pela virilha e pelo pescoço.

Não jogue o bezerro no chão, levante-o um pouco do solo e utilize sua perna como apoio para descê-lo ao chão. A contenção para manter o bezerro deitado deve ser feita sem força exagerada.


BEZERRO CONTIDO COM EFICIÊNCIA

O bezerro é a principal fonte de renda da fazenda de cria.

Portanto, devemos evitar que o manejo seja agressivo, pois o estresse causado pode resultar em acidentes, doenças e mortes.


EVITE MANEJAR OS BEZERROS DE FORMA AGRESSIVA

O outro vaqueiro deve permanecer atento, não permitindo a aproximação da vaca em direção ao companheiro, até que ele esteja sobre o cavalo novamente.

Após a conclusão do trabalho o vaqueiro deve levantar o bezerro ou deixá-lo em posição que seja fácil se levantar.

Antes de deixar o local, os vaqueiros devem estar certos de que vaca e bezerro se reencontraram e permaneceram juntos.


Identificação, assepsia do umbigo e pesagem do bezerro

A correta identificação dos bezerros é fundamental para o  gerenciamento da fazenda, pois facilita a detecção de pontos  críticos e permite a tomada de decisões sobre o manejo,  descarte de vacas pouco produtivas e seleção de futuros  reprodutores.

O número de identificação deve ser de fácil leitura e permanecer inalterado durante toda a   vida do animal.


TATUAGEM

O método mais comum adotado para identificação de bezerros é a tatuagem, que deve ser feita com cuidado entre as duas nervuras superiores da orelha, usando tinta de boa qualidade.

Antes de pegar o bezerro prepare o tatuador e realize um teste em papel para  ter certeza que o número está correto.

Passe a tinta no local a ser tatuado, tatue o bezerro assegurando que as agulhas penetraram bem na orelha e, imediatamente, esfregue o dedo no local tatuado para que a tinta penetre nos furos antes de sair sangue.

Antes de realizar a assepsia do umbigo verifique o comprimento  do cordão umbilical, cortando-o quando for muito grande. Corte-o  deixando cerca de 5 cm (aproximadamente três dedos). O corte deve ser feito com tesoura limpa e afiada, aplique em seguida solução de  iodo ou produto específico para este fim. Para evitar problemas com  bicheiras é recomendada a aplicação de antiparasitários com ação  larvicida. O risco de bicheira no umbigo é alto, podendo até levar o bezerro à morte.


UMBIGO INFLAMADO

É recomendado pesar os bezerros no dia seguinte ao nascimento. O ideal é usar balanças portáteis para que possam ser levadas ao pasto-maternidade. Caso não haja disponibilidade de balança na fazenda pode-se avaliar o peso dos bezerros considerando três categorias: leve, médio e pesado.


UMBIGO COM BICHEIRA

Em casos específicos, como os de bezerros com umbigos in amados e bezerros muito fracos, pode ser aconselhável a utilização de antibióticos, que devem ser recomendados pelo veterinário responsável.


ASSEPSIA DO UMBIGO


Quando é necessário ajudar o bezerro na primeira mamada

Durante as vistorias no pasto maternidade é importante observar se o bezerro enfrenta dificuldades para mamar. Isto pode ser feito observando seus comportamentos, além dos tetos da vaca e a barriga do bezerro.

Se o bezerro estiver abatido, fraco, se os tetos estiverem cheios e brilhantes ou se o bezerro estiver com a barriga vazia (vazio fundo), é sinal que não mamou. Isto acontece com maior frequência em vacas com tetos grandes e úberes pendulosos e é comum também com vacas de primeira cria ou em partos de gêmeos.

No momento da identificação, no mais tardar, devemos checar se o bezerro mamou e no caso de não ter mamado devemos ajudá-lo, caso contrário sua morte é certa. Quando perceber que o bezerro não mamou conduza-o com a vaca ao curral, procedendo a apartação e contenção da vaca no tronco, para em seguida amarrar suas patas de trás.


AJUDANDO O BEZERRO A MAMAR

Quando a vaca estiver bem contida massageie levemente o úbere, tirando dois ou três jatos de leite de cada teto. Logo em seguida posicione o bezerro próximo ao úbere e com dois dedos alise o céu de sua boca até que ele comece a chupá-los. Então, com a outra mão, comece a espirrar leite em sua boca para, pouco a pouco, aproximá-la de um dos tetos até que o bezerro o abocanhe e mame.

Caso o bezerro perca o teto, repita o processo.

O ideal é deixar o bezerro mamar até que fiique satisfeito, apresentando a barriga cheia.

No caso do pasto maternidade estar distante do curral, é recomendado que a vaca seja conduzida ao passo, porém o bezerro deve receber ajuda, podendo ser levado ao curral na cabeça do arreio, em carreta ou outro transporte disponível. Impor longas caminhadas a bezerros fracos e que não tenham mamado pode esgotá-los, deixando-os ainda mais fracos. No caso do bezerro ser levado a cavalo, é recomendado que uma ou duas pessoas conduzam a vaca à frente, pois nesta situação, muitas vacas  cam nervosas, podendo oferecer risco à quem leva o bezerro.


Acompanhando o desenvolvimento dos bezerros

Após os cuidados iniciais com os bezerros mantenha a rotina de visitas diárias ou pelo menos a cada três dias, monitorando tudo que acontece com os animais. Estas visitas têm como objetivo identificar problemas, tais como: bezerros fracos, abandonados, com bicheiras e diarréias. Uma vez detectado um problema, medidas corretivas devem ser tomadas imediatamente, minimizando os riscos de morte de bezerros.

Atenção especial deve ser dada para vacas e bezerros que mugem com insistência. Também aos bezerros que se mantém afastados da mãe e com baixa condição corporal e pouca agilidade. Estas condições são indicativas de problemas.

Verifique se há água limpa nos bebedouros, checando sempre o funcionamento das bóias e a condição de aguadas. Cheque também se há suplemento mineral nos cochos.

Mudanças de pastos

Em condições ideais, vacas e bezerros devem permanecer no mesmo lote e no mesmo local desde o pré-parto. Entretanto, há situações em que isto não é possível, sendo necessário conduzi-los a outros pastos. Para que isto não resulte em acidentes alguns cuidados são importantes.

A condução de vacas e bezerros deve ser realizada apenas quando os bezerros já apresentarem boa agilidade e resistência, o que ocorre com uma a duas semanas de vida. Caso o deslocamento tenha que ser feito antes, assegure-se de que vacas e bezerros já se conheçam para evitar risco de abandono.

Conduza sempre pequenos lotes de animais (nunca com apenas uma vaca e seu filhote e nem em lotes muito grandes) e de maneira lenta, com o deslocamento ao passo, permitindo que vacas e bezerros mantenham contato durante o percurso. Após serem soltos no novo pasto os vaqueiros devem esperar que vacas e crias estejam juntas.


Registro de informações

Tenha sempre à mão canetas e bloco de anotações. A cada visita ao pasto maternidade registre a data, o horário e os números das vacas em trabalho de parto ou recém-paridas.

Em relação aos bezerros, registrar o número de identi cação, seu peso (ou tamanho) e vigor (bom ou fraco).

Registre também qualquer ação executada que não faça parte da rotina (por exemplo, ajudar a mamar, aplicação de antibiótico, etc.).

Os números das vacas que apresentaram dificuldades no parto e que precisaram de ajuda humana para parir devem ser registrados, bem como os números daquelas que apresentarem úbere penduloso e tetos grandes ou falta de interesse pelo bezerro.

No caso de morte (mesmo para natimortos) anote o número de identi cação do bezerro ou o de sua mãe; registre também: data, local onde o bezerro foi encontrado e provável causa da morte.

Apesar da morte de bezerros ser um ponto muito desagradável num sistema de cria, a anotação dos óbitos é muito importante, pois permitirá evitar que o problema se repita, otimizando a e ciência do sistema.


Manejo de bezerros recém-nascidos passo a passo

  1. Vistorie o local da maternidade antes do início das parições, tape buracos e assegure-se de que cercas e bebedouros estejam em ordem.
  2. Providencie os equipamentos e materiais que serão utilizados na identi cação e no cuidado com os bezerros (medicamentos, tatuador, pasta para tatuagem, aplicador de brincos, brincos, tesoura, pinça, agulhas, balança, etc.).
  3. Separe as vacas em nal de gestação, levando-as aos pastos maternidade um mês antes da data provável do parto.
  4. O ideal é deixar as novilhas em um pasto, separadas das demais matrizes.
  5. De na quem será o responsável pelo acompanhamento dos partos, o materneiro.
  6. Visite o pasto maternidade pelo menos duas vezes ao dia (pela manhã e pela tarde).
  7. Leve sempre uma caderneta para anotações de campo e lápis ou caneta.
  8. Esteja atento às di culdades de parto, rejeição da cria e bezerro fraco, registre o fato e comunique o administrador ou o veterinário para que sejam tomadas as providências necessárias.
  9. Registre na caderneta qualquer problema ocorrido (frio, chuva, ataque de urubus, troca de piquetes, etc.).
  10. Não maneje bezerros recém-nascidos, faça-o de preferência após 6 horas do nascimento. Quando for 
detectado algum problema aja imediatamente.
  11. Contenha o bezerro segurando-o pela virilha e pescoço. Não jogue o bezerro no chão! Levante-o um pouco e apóie-o na perna fazendo-o escorregar até o solo.
  12. Cuide do cordão umbilical.
  13. Identi que o bezerro, preferencialmente com uso de tatuagem.
  14. Pese o bezerro sempre que possível.
  15. Observe se o bezerro ingeriu o colostro e em caso negativo, ajude-o a mamar. Anote na caderneta as prováveis causas (tetos e úbere grandes, bezerro fraco, rejeição materna). Estes animais devem ser ajudados até que consigam mamar por conta própria.
  16. Mantenha a rotina de visitas diárias, ou com a maior frequência possível, para diagnosticar qualquer problema como bezerros fracos, apartados, com diarréia, etc.


    Considerações finais

    Mesmo tomando todos os cuidados, ainda  que em menor número, provavelmente irão morrer alguns bezerros. Nesses casos, retire as  carcaças do pasto, levando-as para um local  distante, sendo preferencialmente incineradas. É de grande importância anotar a data do óbito assim como a  provável causa da perda.Adotando os cuidados acima descritos  podemos esperar uma melhoria progressiva  quanto ao número e qualidade dos bezerros desmamados.


    Agradecimentos

    Agradecemos aos pesquisadores e funcionários da Estação Experimental de Zootecnia de Sertãozinho que têm  colaborado com as pesquisas sobre comportamento materno-filial de bovinos de corte há mais de dez anos. Parte de nossos estudos também foi realizada na Fazenda Canchim (Embrapa-Pecuária Sudeste), somos gratos também aos  funcionários  e   pesquisadores  que  lá  atuam.  As pesquisas foram financiadas pela FAPESP e pelo CNPq.Muitas das recomendações propostas neste manual foram inspiradas, desenvolvidas ou testadas em propriedades  particulares. Agradecemos aos proprietários e funcionários dessas fazendas (Agropecuária Jacarezinho, Fazendas  Agrocondor, Fazenda Dona Amélia, Fazenda Mundo Novo, Fazenda Providência do Vale Verde e Fazenda São  Dimas) pela oportunidade e hospitalidade.Especial agradecimento a Cleber Souza Silva pela contribuição com o conteúdo deste manual e a todos os  integrantes do Grupo ETCO que colaboraram com este trabalho. A todos que se sentirem parte deste trabalho,  nossos  agradecimentos.As fotos utilizadas neste manual são de autoria de Anita Schmidek e de Murilo Henrique Quintiliano, integrantes  do Grupo ETCO.À equipe técnica da Zoetis pela colaboração com informações e imagens, que muito contribuíram para confecção  deste material.

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