Grandes Animais – Listeriose bovina: principais aspectos e fármacos

Listeriose, também conhecida como doença giratória ou doença da silagem, geralmente é causada pela espécie Listeria monocytogenes. Constitui-se de uma célula pequena, móvel, gram positiva, não esporulada, saprófita que vive no solo, nas plantas e podendo ser encontrada em secreções de animais aparentemente sadios. Pode sobreviver por até dois anos no solo seco, fezes e é capaz de crescer sob temperaturas variando entre 4 e 44 oC.

Em animais, a L. monocytogenes causa frequentemente encefalite (30% de mortalidade), aborto e mastite, especialmente em animais imunodeprimidos como, por exemplo, fêmeas prenhes e neonatos. A rota de infecção pode ocorrer via mucosa bucal, enquanto a septicemia e aborto acontecem via inalação. Esses relatos são mais comuns em ovinos que em bovinos.
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Grandes Animais – Principais manejos no tratamento de empiema de bolsa gutural

As bolsas guturais são divertículos da tuba auditiva, delimitadas dorsalmente pelo atlas e cranioventralmente pela faringe, com a qual se comunica através do orifício guturo-faríngeo, que possui 2,5 cm de diâmetro. As paredes das bolsas guturais são sobrepostas e formam o septo medial. Cada bolsa é dividida em compartimentos medial e lateral pelo osso estiloioide, que evolui através da face caudo-lateral de cada bolsa.

Os compartimentos mediais se opõem entre si, na linha média. As paredes laterais de cada bolsa contêm os nervos craniais VII (facial), IX (glossofaríngeo), X (vago), XI (acessório espinal), e XII (hipoglosso), o tronco simpático cranial, a artéria carótida interna, e ramos da artéria carótida externa. A íntima relação destes vasos e nervos com a membrana mucosa que reveste as bolsas guturais explica por que epistaxe e disfunções nervosas frequentemente acompanham as moléstias das bolsas guturais.
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Alteração de comportamento e estresse em pets: problemas que podem ser solucionados através da homeopatia

Calm Sigo ajuda manter animais tranquilos e saudáveis

Agitação, estresse, mudança de comportamento e humor não são problemas que atingem apenas os humanos. Devido a uma série de fatores externos e cotidianos, os animais também estão propensos a sofrer com crises comportamentais, o que causa sofrimento ao bicho e desconforto aos donos.
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Grandes Animais – Brucelose: principais diretrizes do combate à enfermidade

Em linhas gerais a brucelose trata-se de uma zoonose infectocontagiosa que tem como agente etiológico bactérias do gênero Brucella. Tem distribuição mundial e gera importantes problemas sanitários e prejuízos econômicos no território nacional, sendo motivo de restrições ao mercado internacional. Atualmente no Brasil, o Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT) tem atuado em ações na implementação de protocolos a fim de erradicar totalmente a doença em solo nacional. Continuar lendo Grandes Animais – Brucelose: principais diretrizes do combate à enfermidade

Grandes Animais – Dermatofilose: caracterizando e manejando animais acometidos

A dermatofilose, também conhecida como “estreptotricose”, é uma enfermidade infectocontagiosa aguda ou crônica e se apresenta em forma de dermatite hiperplásica ou exsudativa, caracterizando-se por erupções cutâneas crostosas e escamosas, acometendo diversas espécies de mamíferos, com relatos em bovinos, ovinos, caprinos, suínos, equinos e também em humanos. Nos equinos é prevalente em animais jovens, de até 2 anos de idade e é considerada autolimitante em indivíduos imunocompetentes.

A ocorrência da dermatofilose está limitada a presença de animais portadores, entretanto por se tratar de um agente oportunista, a bactéria é encontrada na pele íntegra (flora residente) podendo penetrar e colonizar o folículo piloso mediante condições ambientais favoráveis. Fatores estressantes como desmama precoce, carência alimentar e traumatismos por manejo inadequado, associados a períodos chuvosos e quentes, levam ao desequilíbrio das barreiras superficiais de defesa imunológica e inespecíficas (pH, ácidos graxos e flora normal) quebrando a integridade da pele e permitindo que os zoósporos de D. congolensis invadam o tegumento produzindo a dermatite bacteriana.
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Pequenos Animais – Fármacos utilizados no tratamento de encefalopatia hepática

O fígado possui diversas funções biológicas que contribuem para o correto funcionamento do organismo. A encefalopatia hepática (HE) é uma anormalidade reversível da função neuronal associada com a exposição do sistema nervoso central a substâncias neurotóxicas devido a uma doença hepatocelular primária, como por exemplo, insuficiência hepática grave ou com desvio da circulação portal do fígado. A fisiopatologia da EH em cães ainda não foi completamente elucidada, mas é considerada multifatorial. Embora sua patogênese ainda não esteja completamente elucidada, seu tratamento é voltado primariamente para a redução da absorção e produção da amônia, proveniente da degradação bacteriana de substratos proteicos no cólon. Estratégias comuns baseiam-se no uso de lactulose, de antibióticos e da adição de fibras à dieta, muitas vezes associada à restrição proteica.

Antibióticos:

Os antibióticos mais indicados em pacientes com EH são metronidazol e amoxicilina, drogas efetivas para microorganismos anaeróbios, e o sulfato de neomicina, atuando contra microorganismos gram negativos, redutores de ureia. Há poucos efeitos adversos pelo uso prolongado da neomicina, embora nefrotoxicidade e má absorção tenham sido relatadas em algumas ocasiões. É administrada a menor dose de metronidazol para evitar a neurotoxicidade como um potencial efeito adverso da excreção hepática retardada. Continuar lendo Pequenos Animais – Fármacos utilizados no tratamento de encefalopatia hepática

Bronquite crônica: tratamento da tosse persistente em caninos

A bronquite crônica canina é uma síndrome definida como tosse que ocorre na maioria dos dias, durante dois ou mais meses consecutivos, na ausência de outra doença ativa. Caracteriza-se por inflamação crônica dos brônquios associada com a hipersecreção de muco que acarretará em obstrução das vias aéreas inferiores. As causas do processo inflamatório podem ser por infecção, alergias, irritantes ou toxinas.

O tratamento da bronquite crônica é basicamente sintomático, com tratamento específico somente para doenças subjacentes ou complicantes diagnosticadas. O tratamento dos sinais clínicos da bronquite crônica com glicocorticoides é bem sucedido em cães. A dosagem de glicocorticoides deve ser adaptada para o indivíduo de acordo com a gravidade dos sinais clínicos, cronicidade da doença e o estado de saúde geral do animal.
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Manejo terapêutico e profilático da dermatite interdigital em bovinos

A dermatite interdigital é definida como uma inflamação de origem bacteriana na região interdigital do casco dos bovinos que pode afetar tanto a face dorsal quanto a plantar e palmar, entre o bulbo dos talões. Em geral, não causa claudicação e encontra-se intensamente difundida nos rebanhos leiteiros em sistema intensivo de produção. Esta doença tem sido associada especialmente em vacas de primeira lactação e a problemas de higiene e umidade das instalações. Tem prevalência elevada em locais de alta concentração de animais onde as condições ambientais de excessiva umidade, calor, acúmulo de urina e fezes enfraquecem a pele interdigital e favorecem a penetração da bactéria na camada epidérmica.

Soares e Oliveira apresentam como uma importante ferramenta para controle dos problemas de casco em rebanhos leiteiros o escore de locomoção. Esta ferramenta serve para o monitoramento da prevalência, incidência e severidade de manqueiras, além de identificar as vacas a serem casqueadas. O escore de locomoção é baseado na observação de vacas em estação e locomovendo-se com especial ênfase na região posterior dos animais. A observação deve ser feita em superfície plana que permita que as vacas caminhem normalmente. O escore de locomoção deve ser realizado a cada dois meses no rebanho, e o resultado acompanhado, definindo metas e as ações corretivas. Ao iniciar o trabalho em uma fazenda, o profissional deve seguir um método de trabalho a fim de reduzir os problemas de casco.

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Alteração de comportamento e estresse em pets: problemas que podem ser solucionados através da homeopatia

Calm Sigo ajuda manter animais tranquilos e saudáveis.

Agitação, estresse, mudança de comportamento e humor não são problemas que atingem apenas os humanos. Devido a uma série de fatores externos e cotidianos, os animais também estão propensos a sofrer com crises comportamentais, o que causa sofrimento ao bicho e desconforto aos donos.

Para casos como este, é indicado tratamento e a homeopatia é grande aliada, oferecendo solução sem efeito colateral. A linha sul-mato-grossense Sigo Pet desenvolveu o produto Calm Sigo, indicada para os casos de irritabilidade, estresse, medo e desvios de comportamento, entre outros problemas.

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Vetnil – excelência no mercado de saúde animal

Fundada em 1994 pelo médico veterinário Dr. João Carlos Ribeiro, a Vetnil, empresa 100% nacional, atua em pesquisas e no desenvolvimento de produtos para a saúde e performance de pets e de equinos. Referência nesses segmentos e atuante no setor de animais de produção, é recomendada pelos melhores veterinários, criadores e treinadores do Brasil.

Sempre preocupada com qualidade e eficiência de seus produtos, a companhia realiza diversos testes laboratoriais e a campo antes de comercializá-los. Para isso, tem parceria com criadores, associações e hospitais universitários, apoiando diversos deles. Também promove eventos com o intuito de manter os profissionais e os futuros médicos veterinários sempre informados sobre as novidades do setor.

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