PEQUENOS ANIMAIS – Hiperadrenocorticismo em Pets

O Hiperadrenocorticismo (HAC) ou Síndrome de Cushing foi descrito pela primeira vez em humanos pelo cirurgião Harvey Cushing em 1910. Em cães, os primeiros casos relatados datam da década de 70 sendo considerada atualmente uma das endocrinopatias mais comuns em rotinas clínicas e é mais comumente diagnosticada em cães de meia idade e idosos.

Caracteriza-se por uma produção excessiva de cortisol (hormônio sintetizado pelo córtex da adrenal) de origem neoplásica ou hipofisária, com exceção do HAC iatrogênico, o qual é resultante da administração crônica de glicocorticoides. A glândula adrenal é dividida em duas áreas principais: cortical e medular. Esta ultima representa 10 a 20% da glândula e o córtex de 80 a 90%. O córtex da adrenal é dividido em três zonas: glomerulosa, fasciculada e reticular, responsáveis pela produção de glicocorticóides e mineralocorticóides. As células corticais possuem alta capacidade de regeneração após lesão química, por isso o tratamento para hipercortisolismo que destrua as células corticais devem ser repetidos periodicamente. Já as células da medula são de natureza nervosa e não se regeneram.

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