Eutanásia em animais: quando a morte é a melhor opção?

Quantos já se depararam com situações complexas e de difícil solução em suas carreiras? Casos entre vida e morte, pacientes abatidos e tutores desesperados movidos por um intenso afeto, que clamam pelo salvamento de seres, que sempre estiveram ao seu lado sendo protagonistas de diversas memórias. A dura realidade do médico veterinário traz diariamente questionamentos sobre as fronteiras entre o viver e o morrer. Existe realmente o momento certo para encerrarmos nossas intervenções?

O tema eutanásia tem suscitado, em todo o mundo, grande interesse de vários segmentos da ciência, do ensino, das autoridades sanitárias e da sociedade civil como um todo. Os desafios são muitos e o controle da eutanásia é um tema complexo. A própria origem do termo nos remete a dúvidas. Pois, se considerarmos que a eutanásia – palavra de origem grega, na qual eu = bom e thanatos = morte – a sua tradução seria a boa morte ou morte sem sofrimento. Mas existe uma boa morte? Partindo da premissa de que os animais submetidos à eutanásia são seres sencientes, portanto, capazes de sentir, interpretar e responder a estímulos dolorosos e ao sofrimento há a necessidade imperiosa de se conhecer e avaliar minuciosamente cada aspecto dos pacientes e cada caso em particular.

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