GRANDES ANIMAIS: Fisiologia do Exercício – Equinos

A fisiologia do exercício começou a ser estudada na década de 1920, com a espécie humana. Posteriormente, em 1960, por meio da utilização de testes de esforço realizados no campo para avaliação do desempenho, tornou-se ferramenta fundamental no estabelecimento da intensidade do treinamento e avaliação de atletas da espécie equina. O emprego sistemático de esteira ergométrica permite, sob condições laboratoriais controladas, evidenciar as respostas metabólicas e musculares esqueléticas que ocorrem frente à prática de esforço físico, de modo que tais observações podem ser utilizadas para diversos estudos relacionados ao desempenho esportivo dos cavalos. A fisiologia do exercício tem como objetivo principal avaliar o desempenho atlético por meio da determinação da dinâmica de variáveis fisiológicas, como frequência cardíaca, limiar de lactato, hematologia e as respostas endócrinas.

Dentre as subdivisões da fisiologia do exercício, destaca-se a parte que avalia o desempenho atlético por meio de testes físicos realizados tanto em esteiras como a campo, que determinam a dinâmica de variáveis fisiológicas, como o limiar de lactato e a frequência cardíaca (FC). O emprego de testes para a avaliação do desempenho atlético realizados a campo (pista), juntamente com as respostas fisiológicas obtidas pela ação do exercício e do treinamento, pode ser uma valiosa ferramenta para maximização dos resultados obtidos nas competições. O programa de treinamento deixa de ser realizado somente de maneira empírica tornando-se um processo técnico, com embasamento clínico e fisiológico. Além disso, os testes a campo possuem utilidade clínica no monitoramento de enfermidades respiratórias e musculoesqueléticas.

Continuar lendo GRANDES ANIMAIS: Fisiologia do Exercício – Equinos

EQUOTERAPIA: UM BEM SOCIAL

Cavalos são conhecidos por sua sensibilidade e personalidade, há mais de 30 anos são utilizados na Europa e nos EUA como método terapêutico que utiliza de uma abordagem interdisciplinar nas áreas de saúde, educação e equitação que busca o desenvolvimento psicossocial de pessoas com deficiência e/ou com necessidades especiais, a equoterapia. Segundo a fisioterapeuta Regilane Vilasboas, o cavalo é o único animal que possui movimentos semelhantes ao do ser humano. Dessa forma, para os pacientes é como se estivessem andando com as próprias pernas enquanto praticam.

Os benefícios da equoterapia são a melhora do equilíbrio e postura, desenvolvimento da coordenação motora, estimulação da sensibilidade tátil, visual e auditiva, melhora de tônus e força musculares, desenvolvimento de movimentos finos, aumento da auto estima e da auto confiança, estimulação de afeto devido contato com o animal, sendo esses todos reconhecidos pelo Conselho Federal de Medicina e Conselho Federal de Fisioterapia Ocupacional.

Em relação ao cavalo e ao ambiente, é importante que o terapeuta os conheça e aos estímulos que eles oferecem, os movimentos do cavalo e seus tipos de andaduras, quando se está montado em sela ou em mantas ou estando em decúbitos ventral ou dorsal. Devem-se considerar todas estas variantes ao se percorrer os diversos tipos de terreno que podem ser utilizados pela equoterapia, dependendo do que pode ser visto como estímulos úteis ao praticante (CIRILLO, 1998). A Equoterapia é indicada para o tratamento de espasticidade, hipotonia, plegia ou paresia, déficit de equilíbrio, incoordenação motora, falta de orientação espaço-temporal, alterações posturais, relaxamento, esterotipias, movimentos corésicos ou atetósicos, defensividade tátil, ataxia e deficiência mental.

Está comprovado que a equoterapia é uma proposta alternativa eficaz, uma vez que auxilia na aquisição de padrões essenciais do desenvolvimento, preparando o paciente para uma atividade motora subseqüente mais complexa, ampliando a sua socialização dando condições para que possam desenvolver simultaneamente outras habilidades que estão internamente relacionadas com o desenvolvimento da capacidade motora global. Além disso, permite inferir que a relação animal/humano é benéfica, como mostra a reciprocidade de afeto e positividade dessa interação.

Fonte:
http://www.ufla.br/ascom/2014/05/20/ufla-na-comunidade-projeto-oferece-equoterapia-a-pacientes-de-lavras-e-regiao/

http://publicacoes.unifran.br/index.php/investigacao/article/viewFile/190/144

http://equoterapia.org.br/articles/index/article_detail/142/2022

 

Larissa Florêncio de Assis 
Discente de Medicina Veterinária e colaboradora no departamento de Patologia pela Universidade Federal de Lavras.