Grandes Animais – Listeriose bovina: principais aspectos e fármacos

Listeriose, também conhecida como doença giratória ou doença da silagem, geralmente é causada pela espécie Listeria monocytogenes. Constitui-se de uma célula pequena, móvel, gram positiva, não esporulada, saprófita que vive no solo, nas plantas e podendo ser encontrada em secreções de animais aparentemente sadios. Pode sobreviver por até dois anos no solo seco, fezes e é capaz de crescer sob temperaturas variando entre 4 e 44 oC.

Em animais, a L. monocytogenes causa frequentemente encefalite (30% de mortalidade), aborto e mastite, especialmente em animais imunodeprimidos como, por exemplo, fêmeas prenhes e neonatos. A rota de infecção pode ocorrer via mucosa bucal, enquanto a septicemia e aborto acontecem via inalação. Esses relatos são mais comuns em ovinos que em bovinos.
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Grandes Animais – Brucelose: principais diretrizes do combate à enfermidade

Em linhas gerais a brucelose trata-se de uma zoonose infectocontagiosa que tem como agente etiológico bactérias do gênero Brucella. Tem distribuição mundial e gera importantes problemas sanitários e prejuízos econômicos no território nacional, sendo motivo de restrições ao mercado internacional. Atualmente no Brasil, o Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT) tem atuado em ações na implementação de protocolos a fim de erradicar totalmente a doença em solo nacional. Continuar lendo Grandes Animais – Brucelose: principais diretrizes do combate à enfermidade

Grandes Animais – Febre do leite: desafios da reprodução

A hipocalcemia é um distúrbio metabólico no qual o mecanismo de regulação dos níveis de cálcio no sangue é perturbado pelo aumento súbito e acelerado da mobilização desse elemento no início do período de produção de colostro e leite. É uma doença comum em vacas leiteiras de alta produção, aparecendo em geral, a partir da segunda lactação e entre 24 e 48 horas após o parto. O quadro clínico do problema é bastante evidente: há um excitamento nervoso, com tremores de cabeça e tetania ou contração muscular, notadamente das grandes massas musculares, além de protusão ou exposição da língua. As vacas ficam tristes, com sintomas de apatia e abertura dos membros posteriores e ataxia ou falta de coordenação dos movimentos, dando ao animal um aspecto de cavalete, seguido de prostração ao cair ao chão.

A hipocalcemia é resultante da queda da concentração de cálcio no sangue. Na maioria das vezes, esta queda ocorre na ocasião do parto devido à alta demanda de cálcio para a produção do colostro. Animais que apresentam a forma clínica da hipocalcemia possuem níveis abaixo de 6,0 mg de cálcio/100 ml de sangue. Quando a concentração de cálcio no sangue encontra-se entre 6,5 a 8,0 mg/100 ml ocorre a hipocalcemia subclínica. Este distúrbio é facilmente tratado com aplicações intravenosas de borogluconato de cálcio a 23% . Como o cálcio é cardiotóxico, a sua aplicação deve ser lenta e acompanhada de auscultação cardíaca.  Na maioria dos animais a recuperação acontece imediatamente após o tratamento ou até 2 horas após. Os sinais indicativos de melhora clínica durante o tratamento são: tremores  musculares finos, aumento da intensidade dos batimentos cardíacos, o pulso se torna evidente, retorno da defecação e eructação e tentativa do animal em se manter em pé. Quando o diagnóstico é feito corretamente e as vacas são tratadas em tempo hábil, a maioria se recupera.

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Manejo terapêutico e profilático da dermatite interdigital em bovinos

A dermatite interdigital é definida como uma inflamação de origem bacteriana na região interdigital do casco dos bovinos que pode afetar tanto a face dorsal quanto a plantar e palmar, entre o bulbo dos talões. Em geral, não causa claudicação e encontra-se intensamente difundida nos rebanhos leiteiros em sistema intensivo de produção. Esta doença tem sido associada especialmente em vacas de primeira lactação e a problemas de higiene e umidade das instalações. Tem prevalência elevada em locais de alta concentração de animais onde as condições ambientais de excessiva umidade, calor, acúmulo de urina e fezes enfraquecem a pele interdigital e favorecem a penetração da bactéria na camada epidérmica.

Soares e Oliveira apresentam como uma importante ferramenta para controle dos problemas de casco em rebanhos leiteiros o escore de locomoção. Esta ferramenta serve para o monitoramento da prevalência, incidência e severidade de manqueiras, além de identificar as vacas a serem casqueadas. O escore de locomoção é baseado na observação de vacas em estação e locomovendo-se com especial ênfase na região posterior dos animais. A observação deve ser feita em superfície plana que permita que as vacas caminhem normalmente. O escore de locomoção deve ser realizado a cada dois meses no rebanho, e o resultado acompanhado, definindo metas e as ações corretivas. Ao iniciar o trabalho em uma fazenda, o profissional deve seguir um método de trabalho a fim de reduzir os problemas de casco.

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Grandes Animais: Agenda de Eventos Veterinários – Mês de Abril 2017

Curso de Inseminação Artificial e Estratégias de IATF em Bovinos

Data: De 01 a 04/04/2017
Local: Viçosa – MG
Informações: O objetivo do curso é capacitar os profissionais para aplicar a técnica de Inseminação Artificial, IATF e estação de monta e contribuir para o melhoramento genético de bovinos.

Site: http://www.cptcursospresenciais.com.br/curso/curso-de-inseminacao-artificial-e-estrategias-de-iatf-em-bovinos/#tab1

27º Treinamento sobre Suplementação para Bovinos de Corte

Data: De 04 a 06/04/2017
Local: Piracicaba – SP
Conteúdo Programático:
-Conceitos básicos e aplicados sobre nutrição e suplementação de ruminantes;
-Análise Bromatológica;
-Manejo das pastagens e o desempenho animal;
-Qualidade de forragem;
-Suplementação com alimentos volumosos;
-Uso de suplementação com alimentos concentrados no período das “águas” e das “secas” para diferentes categorias de animais;
-Intensificação do sistema de produção de bovinos de corte e os sistemas de suplementação;
-Outras técnicas relacionadas ao tema.

Site: http://fealq.org.br/informacoes-do-evento/?id=499

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Agenda de Eventos Veterinários – Março de 2017 – Grandes Animais

CURSO DE TRANSFERÊNCIA DE EMBRIÕES

Data: De 08/03/2017 a 11/03/2017
Local: Viçosa – MG
Informações: Este curso tem por objetivo, transmitir os conhecimentos sobre os principais aspectos da fisiologia reprodutiva de bovinos, os protocolos de superovulação de doadoras e sincronização de receptoras, com intensivo treinamento prático da realização das técnicas de coleta e inoculação de embriões dentro de um programa de Transferência de Embriões em Bovinos.

Site: http://www.cptcursospresenciais.com.br/curso/curso-de-transferencia-de-embrioes-em-bovinos/

CURSO DE GESTÃO DA EMPRESA PECUÁRIA

Data: 10 e 11/03/2017
Local: Jaboticabal – SP
Informações: O objetivo do curso é, por meio de dinâmicas, análises e exercícios baseados em casos reais, capacitar os pecuaristas e técnicos a diagnosticar a atual produtividade e rentabilidade da fazenda, fornecendo fatos e dados para a tomada de decisões que proporcionarão aumento na lucratividade da fazenda-empresa em curto, médio e longo prazo.

Site: https://eventos.funep.org.br:448/Eventos/Detalhes#/exibir/1040

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Eventos veterinários de Grandes Animais – Fevereiro 2017

SHOW RURAL COPAVEL

Data: De 06 a 10/02/2017
Local: Cascavel – PR
Informações: O principal objetivo do Show Rural Coopavel 2017 é a difusão de tecnologias voltadas ao aumento de produtividade de pequenas, médias e grandes propriedades rurais

Site: http://www.showrural.com.br/

CURSO DE INTERPRETAÇÃO DE EXAMES LABORATORIAIS EM GRANDES ANIMAIS

Data: 07/02/2017
Local: Viçosa – MG
Informações: O objetivo deste curso é proporcionar aos alunos conhecimentos teóricos e práticos relativos à seleção, execução e interpretação de exames laboratoriais necessários ao estabelecimento do diagnóstico, tratamento e prognóstico na avaliação da saúde de equinos e bovinos. Para a interpretação adequada dos resultados dos exames laboratoriais é fundamental que se conheçam os processos fisiológicos de cada espécie, de modo a entender como essas alterações podem ser detectadas nos exames laboratoriais.

Site: http://www.cptcursospresenciais.com.br/curso/curso-de-interpretacao-de-exames-laboratoriais-em-grandes-animais-hematologia-bioquimica-clinica-e-fluidos-cavitarios/#tab1

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GRANDES ANIMAIS: Vamos falar sobre colostro?

A alimentação e o manejo adotado na criação de bezerras leiteiras refletem diretamente, não apenas na sua sobrevivência, mas, sobretudo, na sua produção de leite futura. Recentes estudos têm mostrado uma relação positiva entre consumo inicial de nutrientes e ganho de peso durante os primeiros meses de vida e até mesmo na produção de leite durante a primeira lactação. A oferta do colostro para as bezerras logo após o nascimento é um manejo de extrema importância no sistema de criação da pecuária leiteira porque está diretamente relacionada à saúde e ao desenvolvimento das futuras matrizes do rebanho.

A qualidade da transmissão da imunidade passiva colostral depende de vários fatores que podem ser agrupados em três categorias: – Fatores ligados à vaca (qualidade do colostro); – Fatores ligados à bezerra (atitude de mamar, capacidade de absorção intestinal das imunoglobulinas) e; – Fatores ligados ao criador (modalidade de administração do colostro). O colostro bovino consiste em uma mistura de secreções lácteas e constituintes do soro sanguíneo, principalmente imunoglobulinas e outras proteínas séricas, que se acumulam na glândula mamária durante o período final de gestação. A oferta de colostro para as bezerras recém-nascidas é fundamental porque os bovinos e outros ruminantes possuem uma placenta diferenciada de outros mamíferos. A placenta da vaca não permite a passagem de anticorpos da mãe para o feto. Desta forma os bezerros são totalmente dependentes do consumo de colostro para adquirir imunidade, chamada de imunidade passiva, até que seu organismo comece a produzir seus próprios anticorpos, chamado de imunidade ativa. A primeira ordenha após o parto é verdadeiramente denominada de colostro, do ponto de vista da qualidade de anticorpos. O produto obtido nas demais ordenhas subsequentes é denominado de leite de transição.

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Mercado pecuário: perspectivas para 2017

O ano de 2016 tem sido um ano de grandes surpresas tanto políticas quanto econômicas para o Brasil. Esse cenário é um tanto quanto preocupante e divide opiniões sobre as possíveis melhoras no mercado agropecuário. As previsões do governo são otimistas e prometem melhorias. Entretanto, especialistas afirmam o contrário e se mostram receosos quanto às perspectivas.

Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) o agronegócio deve ter crescimento de 2% em 2017. O setor aumentou a sua participação no PIB de 2015 para este ano, com alteração do percentual de 21,5% para 23%. Para o superintendente técnico da CNA, Bruno Lucchi, a tendência é de continuidade do crescimento do percentual de participação do setor na economia. Para ele, no próximo ano, o segmento sucroenergético vai expandir impulsionado pelo aumento de preços do açúcar e etanol. “O café ainda precisa recuperar a produção”, disse. O mesmo ainda acrescentou que o crescimento de outros segmentos, como de proteína animal, vai depender da recuperação da economia para que as pessoas tenham renda para comprar. O setor agropecuário representa 48% das exportações totais do País, segundo a CNA. Em 2016, os produtos do agronegócio deverão garantir saldo comercial significativo ao País: US$ 72,5 bilhões.

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GRANDES ANIMAIS – Tromboflebite da Veia Cava Caudal

A toxemia por sobrecarga alimentar, uma atonia aguda do rúmen, ocorre em consequência da ingestão excessiva de carboidratos com desenvolvimento de acidose láctica. A toxemia por sobrecarga é vista em bovinos mais frequentemente que em outros ruminantes e usualmente ocorre quando animais, acostumados a certo nível de carboidratos na dieta, têm, subitamente, acesso a uma quantidade muito maior ou são, inadvertidamente, alimentados em excesso com carboidratos. A várias condições secundárias à acidose láctica, incluindo rumenite química, rumenite necrobacilar, rumenite micótica, abscessos hepáticos e síndrome da veia cava.

O rúmen de bovinos que morrem de toxemia por sobrecarga está distendido e contém excesso de líquido e de alimentos ricos em carboidratos. O pH ruminal está abaixo de 4,5 e os animais estão desidratados. As lesões de acidose láctica são microvesículas contendo granulócitos e localizadas no epitélio das papilas do rúmen. Essas lesões constituem porta de entrada para a invasão por Fusobacterium necrophorum e por outros microorgnismos. Uma das complicações da acidose ruminal e ruminite é a pneumonia metastática ou tromboflebite da veia cava caudal também conhecida, tromboembolismo pulmonar, aneurisma pulmonar embólico ou síndrome da veia cava, que é caracterizada pela presença de êmbolos sépticos na corrente sanguínea, que são formados a partir de trombos da veia cava caudal que obliteram o lúmen vascular, causando hipóxia tecidual.

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