Manejo terapêutico e profilático da dermatite interdigital em bovinos

A dermatite interdigital é definida como uma inflamação de origem bacteriana na região interdigital do casco dos bovinos que pode afetar tanto a face dorsal quanto a plantar e palmar, entre o bulbo dos talões. Em geral, não causa claudicação e encontra-se intensamente difundida nos rebanhos leiteiros em sistema intensivo de produção. Esta doença tem sido associada especialmente em vacas de primeira lactação e a problemas de higiene e umidade das instalações. Tem prevalência elevada em locais de alta concentração de animais onde as condições ambientais de excessiva umidade, calor, acúmulo de urina e fezes enfraquecem a pele interdigital e favorecem a penetração da bactéria na camada epidérmica.

Soares e Oliveira apresentam como uma importante ferramenta para controle dos problemas de casco em rebanhos leiteiros o escore de locomoção. Esta ferramenta serve para o monitoramento da prevalência, incidência e severidade de manqueiras, além de identificar as vacas a serem casqueadas. O escore de locomoção é baseado na observação de vacas em estação e locomovendo-se com especial ênfase na região posterior dos animais. A observação deve ser feita em superfície plana que permita que as vacas caminhem normalmente. O escore de locomoção deve ser realizado a cada dois meses no rebanho, e o resultado acompanhado, definindo metas e as ações corretivas. Ao iniciar o trabalho em uma fazenda, o profissional deve seguir um método de trabalho a fim de reduzir os problemas de casco.

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Grandes Animais – Anemia infecciosa equina: manejos empregados e procedimentos

A Anemia Infecciosa Equina (AIE) é uma doença viral crônica, causada por um vírus da família Retroviridae, gênero Lentivirus, limitada a equinos, asininos e muares, caracterizada por episódios periódicos de febre, anemia hemolítica, icterícia, depressão, edema e perda de peso. A transmissão pode ser vertical – intrauterina – ou horizontal, por meio de utensílios contaminados como agulhas, freios, esporas e outros, leite materno, sêmen ou insetos hematófagos. Entretanto, a transmissão do vírus da AIE (VAIE) é, geralmente, relacionada com a transferência de sangue de um cavalo infectado a um receptor sadio, o qual pode desenvolver sinais clínicos da doença em torno de 15 a 60 dias após a exposição, antes mesmo de o animal vir a ser diagnosticado como positivo.

Embora seja possível eliminar-se completamente a transmissão do VAIE pela intervenção do homem, o mesmo não ocorre com relação ao risco de transmissão, no campo, por insetos hematófagos. O risco de transmissão entre animais positivos para AIE e animais sadios aumenta com a prevalência da doença na propriedade, a diversidade e abundância dos vetores e a proximidade entre animais. Vários outros fatores podem influenciar a transmissão mecânica do vírus, particularmente o estado clínico e o título do vírus no sangue do cavalo infectado. Altos títulos aumentam o risco de sucesso na transmissão. A maioria dos cavalos infectados não parece demonstrar nenhuma das anormalidades clínicas, isso demonstra que animais assintomáticos são fontes de infecção e a transmissão mecânica é importante.

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Agenda de Eventos Veterinários – Março de 2017 – Grandes Animais

CURSO DE TRANSFERÊNCIA DE EMBRIÕES

Data: De 08/03/2017 a 11/03/2017
Local: Viçosa – MG
Informações: Este curso tem por objetivo, transmitir os conhecimentos sobre os principais aspectos da fisiologia reprodutiva de bovinos, os protocolos de superovulação de doadoras e sincronização de receptoras, com intensivo treinamento prático da realização das técnicas de coleta e inoculação de embriões dentro de um programa de Transferência de Embriões em Bovinos.

Site: http://www.cptcursospresenciais.com.br/curso/curso-de-transferencia-de-embrioes-em-bovinos/

CURSO DE GESTÃO DA EMPRESA PECUÁRIA

Data: 10 e 11/03/2017
Local: Jaboticabal – SP
Informações: O objetivo do curso é, por meio de dinâmicas, análises e exercícios baseados em casos reais, capacitar os pecuaristas e técnicos a diagnosticar a atual produtividade e rentabilidade da fazenda, fornecendo fatos e dados para a tomada de decisões que proporcionarão aumento na lucratividade da fazenda-empresa em curto, médio e longo prazo.

Site: https://eventos.funep.org.br:448/Eventos/Detalhes#/exibir/1040

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Lista de notificação compulsória da OIE: o que mudou?

Resoluções aprovadas pelo Comitê Internacional e recomendações emitidas pelas Comissões Regionais instruíram as Sedes do OIE (World Organization for Animal Health, em português, Organização Mundial da Saúde Animal) a estabelecer uma única lista de Notificação Compulsória de doenças de animais terrestres e aquáticos para substituir as antigas Listas A e B.

O objetivo em elaborar uma lista única era unificar as terminologias do Acordo Sanitário e Fitossanitário da Organização Mundial do Comércio (World Trade Organization), por meio da classificação de doenças como riscos específicos e garantindo a todas as doenças listadas o mesmo grau de importância no comércio internacional.

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Eventos veterinários de Grandes Animais – Fevereiro 2017

SHOW RURAL COPAVEL

Data: De 06 a 10/02/2017
Local: Cascavel – PR
Informações: O principal objetivo do Show Rural Coopavel 2017 é a difusão de tecnologias voltadas ao aumento de produtividade de pequenas, médias e grandes propriedades rurais

Site: http://www.showrural.com.br/

CURSO DE INTERPRETAÇÃO DE EXAMES LABORATORIAIS EM GRANDES ANIMAIS

Data: 07/02/2017
Local: Viçosa – MG
Informações: O objetivo deste curso é proporcionar aos alunos conhecimentos teóricos e práticos relativos à seleção, execução e interpretação de exames laboratoriais necessários ao estabelecimento do diagnóstico, tratamento e prognóstico na avaliação da saúde de equinos e bovinos. Para a interpretação adequada dos resultados dos exames laboratoriais é fundamental que se conheçam os processos fisiológicos de cada espécie, de modo a entender como essas alterações podem ser detectadas nos exames laboratoriais.

Site: http://www.cptcursospresenciais.com.br/curso/curso-de-interpretacao-de-exames-laboratoriais-em-grandes-animais-hematologia-bioquimica-clinica-e-fluidos-cavitarios/#tab1

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Diagnóstico de gestação: ultrassom ou palpação?

O diagnóstico de gestação em bovinos e equinos tem grande importância econômica quando o assunto é produção animal. Isso porque quanto mais precoce é o diagnóstico, maiores são as chances de minimizar os custos de produção devido à possibilidade de descarte de animais improdutivos ou ainda, a remissão de problemas gestacionais quando reconhecidos rapidamente. Além disso, com o diagnóstico precoce é possível manejar melhor os animais com o planejamento de alocação, nutrição balanceada e em quantidades suficientes fazendo com que se ganhe eficiência produtiva.

O que é levado em consideração no momento do diagnóstico é a eficiência, caracterizada pela precocidade, segurança e eficácia do mesmo. O método de palpação retal é o método mais antigo e invasivo, mas pode significar menores custos. Já a ultrassonografia é um método não invasivo, que garante maiores chances de acerto, mas requer treinamento e maior disponibilidade financeira para investir em bons equipamentos. Atualmente a questão mais fomentada nas fazendas e que ainda causa certas dúvidas em produtores é: qual o método mais eficiente para diagnosticar precocemente a prenhez do rebanho?

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Boas práticas e importância da vacinação de rebanhos

A vacinação do rebanho de bovinos, seja de gado de corte ou gado leiteiro, é fundamental para prevenir doenças e obter carne de qualidade. “A prevenção de doenças via vacinação se faz necessária, tanto para a qualidade do produto quanto para a saúde do rebanho”, diz Tayrone Prado, técnico de campo do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). No Brasil, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) preconiza a vacinação obrigatória para algumas doenças como febre aftosa, raiva e brucelose. A prática de vacinação contra clostridioses, rinotraqueíte infecciosa bovina (IBR), diarreia viral bovina (BVD), leptospiroses, entre outras, previne vários prejuízos causados por elas.

Há três tipos de aplicação de medicamentos: intravenosa, intramuscular e a subcutânea. Para a forma de vacinação subcutânea, que é a mais conhecida e popular nas fazendas, a recomendação é para que sejam usadas agulhas menores. O calibre pode variar de acordo com a consistência do medicamento. A má aplicação pode causar redução de apetite, febre e abscessos. Segundo informações do Senar, cada abscesso no animal causa uma perda de até dois quilos de carne.

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Grandes Animais: Eventos de novembro de 2016

XXV CONGRESSO LATINO-AMERICANO DE PRODUÇÃO ANIMAL & XI CONGRESSO NORDESTINO DE PRODUÇÃO ANIMAL

Data: De 07 a 10/11/2016
Local: Recife – PE
Informações: Os eventos serão realizados simultaneamente entre os dias 07 a 10 de novembro  e irão possibilitar encontros de especialistas do mundo inteiro na discussão de temas tão relevantes que são a segurança alimentar e a produção animal
Site: http://www.alpa2016.com.br/bra/index.php?teacher=folder/home#

I SIMPÓSIO BRASILEIRO DE CLAUDICAÇÃO EM RUMINANTES E I WORKSHOP INTERNACIONAL EM PODOLOGIA BOVINA

Data: De 07 a 09/11/2016
Local: Curitiba – PR
Conteúdo Programático:

  • Nomenclatura brasileira e internacional;
  • Desafios para a claudicação sob a ótica da Nova Zelândia;
  • Diagnóstico e tratamento da DDB e DIB / profilaxia da DDB e DIB;
  • Diagnóstico, tratamento e profilaxia da Úlcera de sola e Doença da linha branca;
  • Assistência Veterinária em podologia no Brasil;
  • Diagnóstico, tratamento e profilaxia da necrobacilose interdigital e hiperplasia interdigital;
  • Claudicação em gado de leite na prática – Visão técnica guiada na Bovinocultura Leiteira na Fazenda Experimental Gralha Azul da PUCPR com enfoque em podologia e bem estar;
  • Apara funcional e intervenções cirúrgicas

Site: http://www.crmv-pr.org.br/?p=inicial/evento_detalhes&id=1561

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GRANDES ANIMAIS – Tromboflebite da Veia Cava Caudal

A toxemia por sobrecarga alimentar, uma atonia aguda do rúmen, ocorre em consequência da ingestão excessiva de carboidratos com desenvolvimento de acidose láctica. A toxemia por sobrecarga é vista em bovinos mais frequentemente que em outros ruminantes e usualmente ocorre quando animais, acostumados a certo nível de carboidratos na dieta, têm, subitamente, acesso a uma quantidade muito maior ou são, inadvertidamente, alimentados em excesso com carboidratos. A várias condições secundárias à acidose láctica, incluindo rumenite química, rumenite necrobacilar, rumenite micótica, abscessos hepáticos e síndrome da veia cava.

O rúmen de bovinos que morrem de toxemia por sobrecarga está distendido e contém excesso de líquido e de alimentos ricos em carboidratos. O pH ruminal está abaixo de 4,5 e os animais estão desidratados. As lesões de acidose láctica são microvesículas contendo granulócitos e localizadas no epitélio das papilas do rúmen. Essas lesões constituem porta de entrada para a invasão por Fusobacterium necrophorum e por outros microorgnismos. Uma das complicações da acidose ruminal e ruminite é a pneumonia metastática ou tromboflebite da veia cava caudal também conhecida, tromboembolismo pulmonar, aneurisma pulmonar embólico ou síndrome da veia cava, que é caracterizada pela presença de êmbolos sépticos na corrente sanguínea, que são formados a partir de trombos da veia cava caudal que obliteram o lúmen vascular, causando hipóxia tecidual.

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GRANDES ANIMAIS – Miíases: desafios da produção

Vulgarmente conhecida como “bicheira”, a miíase ocorre em diversas espécies animais, domésticas ou silvestres, e, inclusive, no ser humano, ocasiona redução na produção, aumento de infecções bacterianas secundárias e em casos severos, mutilações e a morte dos animais massivamente parasitados. Miíases são definidas como infestações dos tecidos humanos ou de animais por larvas de dípteros. As miíases são classificadas, de acordo com o tipo de relacionamento das larvas com os hospedeiros, em miíases obrigatórias, facultativas e pseudomiíases.

Os agentes das miíases facultativas são larvas de vida livre, que geralmente crescem na matéria orgânica em decomposição e ocasionalmente podem desenvolver-se em tecidos necrosados (mortos) de animais vivos. As pseudomiíases ocorrem quando ovos ou larvas de moscas são ingeridas acidentalmente pelos hospedeiros. Nas miíases obrigatórias, as larvas desenvolvem-se exclusivamente em tecidos vivos e dependem de hospedeiros para que seu ciclo de vida se complete. Cochliomyia hominivorax é um parasita obrigatório dos vertebrados homeotérmicos e as fêmeas desta espécie ovipõem sobre feridas, abrasões cutâneas, tecidos traumatizados ou orifícios naturais, não sendo atraídas por tecido morto ou por cadáveres.

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