Carne fraudada, responsabilidade ética e corrupções

No cenário brasileiro, escândalos de corrupção, fraudes e incoerências são cada vez mais recorrentes. Falar sobre a política que atualmente rege nosso país tornou-se mais que um assunto da roda de bar, tornou-se rotina. As atuais vertentes econômicas brasileiras não são as melhores, estados estão passando por dificuldades, falta de repasse de verbas e com quase 13% da população desempregada, estar empregado é quase um luxo. Como o ditado já dizia: “a ocasião faz o ladrão”… E quantas ocasiões, hein? O mais frequente escândalo de corrupção que se tem notícias no Brasil é a “Operação Carne Fraca”, a maior já realizada pela polícia federal.

Tudo começou quando o médico veterinário Daniel Gouveia Teixeira, lotado na Superintendência Federal da Agricultura no estado do Paraná como chefe substituto do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SIPOA), denunciou o gigantesco esquema de corrupção no qual constatou que funcionários do Órgão eram transferidos para outras unidades de atuação para atender ao interesse de fiscalizados. Segundo a Polícia Federal, médicos veterinários fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) recebiam propina para liberar licenças sem realizar a fiscalização adequada nos frigoríficos. A investigação indica que eram usados produtos químicos para maquiar carne vencida, e água era injetada nos produtos para aumentar o peso.

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GRANDES ANIMAIS – Diretrizes da carne orgânica no brasil: bem estar, tecnologia e qualidade

Primeiramente, é preciso definir o que é a carne orgânica. A carne orgânica certificada é uma carne produzida a partir de um sistema produtivo ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável. O sistema orgânico de produção de carne bovina é aquele em que sejam adotadas tecnologias que façam uso sustentável dos recursos produtivos, onde haja preservação e ampliação da biodiversidade do ecossistema local, conservação do solo, água e ar. Além disso, deve ser independente em relação a fontes energéticas não renováveis e eliminando os insumos artificiais tóxicos, como os agrotóxicos, organismos geneticamente modificados e outras substâncias contaminantes que possam prejudicar a saúde da população e o meio ambiente.

O manejo orgânico visa o desenvolvimento econômico e produtivo que não polua, não degrade e nem destrua o meio ambiente e que, ao mesmo tempo, valorize o homem como o principal integrante do processo. A filosofia da produção orgânica é fornecer condições que cumpram as necessidades em saúde e comportamento natural dos animais. Portanto, a criação orgânica prioriza acesso ao campo livre, ar fresco, água, sol, grama e pasto e alimentação orgânica 100%. Os abrigos fornecidos devem ser designados para permitir o conforto do animal e oportunidade para exercícios.

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Bolha veterinária, faculdade à distância e desemprego

O ano de 2016 foi um ano extremamente turbulento e o mesmo terminou cheio de incertezas. O último trimestre do ano foi marcado por uma taxa de desemprego de 11,3%, segundo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Os mais recentes números do Conselho Federal de Medicina Veterinária – CFMV atestam que atualmente no Brasil existam 84.151 médicos veterinários ativos em mais de 50 áreas de atuação. Para complementar esses números, formam-se a cada ano cerca de cinco mil novos profissionais e a pergunta que ecoa cada vez mais e preocupa diariamente estudantes e profissionais da área é: há emprego garantido a todos nós?

Os números não mentem, somos o país com mais médicos veterinários no mundo. Possuímos uma das maiores extensões territoriais e também a quarta maior população de animais de companhia do planeta, superando até mesmo a população infantil do país. Mesmo assim a preocupação não é ilegítima. Muitos clínicos têm reclamado da competição desleal e da frequente desvalorização da profissão devido o expressivo número de clínicas que tratam animais de companhia e, além disso, do atendimento barateado por colegas de trabalho.

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Mercado pecuário: perspectivas para 2017

O ano de 2016 tem sido um ano de grandes surpresas tanto políticas quanto econômicas para o Brasil. Esse cenário é um tanto quanto preocupante e divide opiniões sobre as possíveis melhoras no mercado agropecuário. As previsões do governo são otimistas e prometem melhorias. Entretanto, especialistas afirmam o contrário e se mostram receosos quanto às perspectivas.

Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) o agronegócio deve ter crescimento de 2% em 2017. O setor aumentou a sua participação no PIB de 2015 para este ano, com alteração do percentual de 21,5% para 23%. Para o superintendente técnico da CNA, Bruno Lucchi, a tendência é de continuidade do crescimento do percentual de participação do setor na economia. Para ele, no próximo ano, o segmento sucroenergético vai expandir impulsionado pelo aumento de preços do açúcar e etanol. “O café ainda precisa recuperar a produção”, disse. O mesmo ainda acrescentou que o crescimento de outros segmentos, como de proteína animal, vai depender da recuperação da economia para que as pessoas tenham renda para comprar. O setor agropecuário representa 48% das exportações totais do País, segundo a CNA. Em 2016, os produtos do agronegócio deverão garantir saldo comercial significativo ao País: US$ 72,5 bilhões.

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Mercado Pet e perspectivas para 2017

Como todos sabemos 2016 foi um ano de grandes reviravoltas políticas e econômicas, nosso país foi palco de grandes escândalos de corrupção, Impeachment, corte de gastos e reformas em políticas sociais. O cenário econômico brasileiro atual é de incertezas e inseguranças, mas em meio a toda essa turbulência uma luz no fim do túnel parece surgir.

A máxima de que o cachorro é o melhor amigo do homem já não consegue mais descrever plenamente a relação dos humanos com seus animais de estimação. Mais do que companheiros fiéis, os pet são hoje vistos e tratados como verdadeiros integrantes das famílias. Essa relação cada vez mais próxima e humanizada movimenta o mercado de negócios especializados, que se diversifica em relação a produtos e serviços e se torna mais rentável e profissionalizado. O nicho no Brasil, entretanto, ainda está longe de alcançar o amadurecimento de outros países, como os europeus e os Estados Unidos, o que representa oportunidades para as empresas que atuam no setor.

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Quer entender os rumos econômicos da Medicina Veterinária de pequenos animais? O Vet Smart te mostra em primeira mão.

O Vet Smart realizou 1ª Pesquisa nacional da história do país para ajudar a compreender e nortear a perspectiva econômica da veterinária de pequenos animais no Brasil.

Mais de 900 médicos veterinários responderam nosso questionário online. Uma amostra expressiva para gerar um termômetro realista sobre o tema.

Os resultados serão divulgados ao vivo na Conpavepa e VET EXPO (principal congresso de medicina veterinária do Brasil) no dia 15.9, às 18:30. Compareça amigo(a) veterinário(a)!

Posteriormente os resultados também serão exibidos em nosso aplicativo Vet Smart Cães e Gatos.

Equipe Vet Smart

GRANDES ANIMAIS: Raiva bovina – um alerta aos prejuízos econômicos

A raiva é uma doença aguda do Sistema Nervoso Central (SNC) que pode acometer todos os mamíferos, inclusive os seres humanos. É caracterizada por uma encefalomielite fatal causada por vírus do gênero Lyssavirus. A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em seu Código Sanitário para os Animais Terrestres, lista a raiva na categoria das enfermidades comuns a várias espécies.

A raiva bovina é geralmente transmitida pela mordedura de morcegos hematófagos, que atuam como portadores, reservatórios e transmissores do vírus da raiva. No Brasil, a espécie mais importante é a Desmodus rotundus. O vírus encontra-se na saliva do animal e, obviamente, é necessário que a saliva tenha contato com a ferida, pois o vírus não atravessa a pele íntegra. Existem também relatos da transmissão por via aérea que ocorre em cavernas (muito importante entre os morcegos) e locais fechados que abrigam animais doentes. Pode-se ainda, ocorrer a transmissão acidental através da utilização de vacinas vivas e durante a necropsia de animais afetados pela doença.

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GRANDES ANIMAIS: Brasil passará a exportar 1 bilhão de litros de leite em quatro anos, prevê entidade

Para associação Viva Lácteos, abertura de novos mercados poderá quase triplicar atual volume enviado para o exterior.

Os resultados do setor lácteo brasileiro devem ser impulsionados pelo avanço das exportações e abertura de novos mercados em 2016, segundo a Associação Brasileira de Laticínios (Viva Lácteos). A entidade projeta que o mercado russo deve se consolidar ao longo do período e que há a possibilidade do início de vendas para a China.

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#GRANDES ANIMAIS #2016 #Cepea – Consumo e exportação podem manter a pecuária no positivo

Os impactos da forte estiagem no Centro-Sul do Brasil em 2013 e 2014 devem cessar em 2016, com os índices zootécnicos do setor pecuário voltando ao normal e favorecendo alguma recuperação da oferta de animais, de acordo com análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP). Ao mesmo tempo, as perspectivas macroeconômicas brasileiras não são das melhores.

 

Apesar disso, a pecuária bovina de corte pode considerar certa sustentação do consumo de carne por parte dos brasileiros em relação ao visto em 2015, respaldada no hábito consolidado e também no desempenho promissor no mercado externo. Com a renda menor, a demanda por proteínas mais baratas que a bovina pode aumentar, mas situações passadas e estudos econômicos evidenciam a versatilidade da própria carne bovina para se manter presente nas refeições. De forma agregada, mesmo com vários indicadores econômicos apontando dificuldades para o consumidor, o volume demandado no País pode se manter em relativo equilíbrio com o do ano que termina.

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#economia #pecuária – Preço do boi deve se manter acima da inflação em 2016

Analistas acreditam que mercado continuará firme por mais um ano, com o ciclo de queda se iniciando em 2017.

O atual ciclo de alta na pecuária deve permanecer forte no próximo ano, segundo analistas e pesquisadores da cadeira produtiva da carne. O tema foi debatido no Encontro de Analistas da Scot Consultoria, realizado sexta-feira (27), em São Paulo.

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