PEQUENOS ANIMAIS – Neoplasia mamária em cadela: patologias da rotina

Os tumores mamários são uma das neoplasias mais comuns na cadela. A sua incidência aumenta com a idade sendo que a faixa etária mais afetada é a de 10-12 anos. Infelizmente esta patologia é ainda uma das mais comuns devido à existência de uma grande percentagem de cadelas não esterilizadas. A Ovariohisterectomia (esterilização) precoce confere uma proteção e diminuição da incidência de tumores mamários. Por outro lado, a obesidade e a utilização de contraceptivos aumentam a incidência deste tipo de neoplasia.

Os tumores mamários caninos constituem, aproximadamente, 52% de todas as neoplasias que afetam as fêmeas desta espécie, com cerca de 50% dos tumores mamários apresentando características de malignidade. Na gênese das neoplasias mamárias em cadelas estão envolvidos fatores de natureza genética, ambiental e hormonal. O conceito da influência hormonal no tumor de mama em mulheres foi primeiramente descrito por Cooper em 1836, o qual observou que os tumores variavam em tamanho durante o ciclo menstrual, apresentando pequeno tamanho macroscópico no início do ciclo menstrual e na menopausa.

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PEQUENOS ANIMAIS: Osteossarcoma em Cães

Osteossarcoma (OSA) é o tumor ósseo primário mais observado em cães. Desenvolve-se principalmente em ossos longos sendo observado com maior frequência em cães de raças grandes e gigantes de meia idade e idosos. São comumente apresentados com claudicação aguda ou crônica e inchaço no membro afetado e embora um diagnóstico de OSA apendicular, em cães, é sugerido, frequentemente, por único achado radiográfico, a citologia e a histopatologia são necessárias para confirmação do diagnóstico. A cirurgia raramente resulta em cura quando realizada isoladamente. Quimioterapia é necessária para diminuir a carga total do tumor, prolongar o intervalo livre da doença e melhorar a qualidade de vida do paciente.

O osteossarcoma (OSA) ou sarcoma osteogênico é a neoplasia óssea primária mais frequentemente diagnosticada no cão, sendo responsável por mais de 85% das neoplasias com origem no esqueleto. É caracterizado pela proliferação de células mesenquimais primitivas malignas, com diferenciação osteoblástica, que produzem osteóide ou osso imaturo, não sendo esta matriz óssea de caráter reativo ou metaplásico.

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