Medicina Veterinária de Pequenos Animais: MIASTHENIA GRAVIS – Diagnóstico Correto

A miastenia grave (MG) é uma doença causada por uma falha na transmissão da sinapse neuromuscular (GUYTON AC; HALL, 2000) caracterizada pelos sinais clínicos de fraqueza muscular generalizada, fadiga, ventroflexão da cabeça após exercícios, passos instáveis e curtos, regurgitação de massas cilíndricas decorrente de megaesôfago (HACKETT et al., 1995; YAM; SHELTON; SIMPSON, 1996).

A mesma se apresenta de duas formas: congênita e adquirida. Na forma congênita teoricamente nenhum fator imunológico contribui para a anormalidade dos receptores de acetilcolina nicotínicos (AChRs), podendo ocorrer baixa afinidade para acetilcolina, falha na síntese AChRs, aceleração da degradação AChRs e defeitos na membrana pós-sináptica. Além disso, tem sido descritas como hereditárias em algumas raças de cães, como nos Fox Terrier (MILLER et all., 1983), Schnauzer, Pastor Alemão, Dogue Alemão, Golden Retrevier e Setter Irlandês (GAYNOR; SHOFER; WASHABU, 1997). Na forma adquirida, há destruição dos receptores de acetilcolina e das membranas pós-sinápticas mediadas por anticorpos (TILLEY; SMITH, 2003). A miastenia grave frequentemente está associada a massas mediastínicas, em geral do timo, as quais podem ser a fonte de anticorpos contra os receptores ou dos antígenos (KANDEL et all., 2000). A forma adquirida prevalece nas raças Akita, Pastor Alemão, Fox Terrier, Jack Russel, Pointer, Chihuahua, Rottweiler, Doberman Pinscher e Dálmatas (SHELTON; SCHULE; KASS, 1997; NELSON; COUTO, 2006).

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