Vet Smart fará transmissão online ao vivo da Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose – 2015. Participe conosco gratuitamente.

Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose – 2015

Nós do Vet Smart ficamos honrados em comunicar que faremos a cobertura e transmissão ao vivo de um dos maiores eventos de combate a Leishmaniose do país. Inscreva-se aqui gratuitamente para participar e ser avisado da transmissão.

Considerando a condição endêmica e urbanizada da leishmaniose visceral em Campo Grande-MS e para a realização e cumprimento dos objetivos da Semana, estamos organizando um ciclo de palestras técnicas entre os dias 10 e 13 de agosto de 2015, no anfiteatro da FAMEZ-UFMS. O público-alvo são Médicos Veterinários e outros profissionais de saúde, estudantes de medicina veterinária e outros cursos, proprietários e demais interessados, com estimativa de público de 60 pessoas por dia (total de 240 pessoas).

Além das palestras técnicas, será realizada no dia 15 de agosto uma ação no centro da cidade e todos os parceiros estarão presentes para levar à população a educação em saúde em leishmaniose visceral, com entrega de panfletos e cartilhas, apresentação de palestras, teatro, feira de ciências e outras atividades de conscientização sobre prevenção e controle da leishmaniose visceral e posse responsável. A estimativa de público é de 700 pessoas.

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Vacina: Prevenção ou Superdosagem?

Quando chega um novo paciente peludo na clínica, o médico veterinário faz a anamnese, examina e verifica as vacinas. Se o animal não tiver recebido todas as vacinas necessárias, o veterinário vai recomendar que sejam feitas, para segurança do próprio animal, certo? Qualquer aluno de 2º ano de medicina veterinária, que tenha feito imuno, sabe que a vacinação ainda é uma das melhores formas de prevenção de muitas doenças.

O que muitos estudantes e médicos veterinários formados não sabem é que há uma linha de profissionais que acredita que o excesso de vacinação é prejudicial (vide o sarcoma vacinal em felinos ou o aumento do caso de alergias). O protocolo individualizado não é uma novidade. Há cinco anos que alguns professores já falam sobre essa tendência mundial.

Enquanto estudantes, muitos se perguntam sobre o motivo de estudar imunologia. Muitas vezes é uma matéria ministrada juntamente com microbiologia e só faz o aluno perder noites em claro, para entender a diferença e funções dos linfócitos e monócitos. Todo esse esforço é desnecessário, quando a empresa de vacina já vende seu produto com o protocolo que deve ser usado. E o que fazer com todas aquelas noites em claro, jogar no lixo?

Quem deve decidir qual o protocolo deve ser usado é o próprio veterinário. As empresas de vacina fornecem os produtos que o profissional escolherá, de acordo com as necessidades de cada paciente. Exatamente pensando nisso, que a Zoetis continua produzindo a V10 e a V8. “Se o cão não tem contato com ratos ou ambientes que possam ter roedores, não há necessidade de vaciná-lo com a V10; a V8 já basta para as necessidades básicas. O mesmo vale para quíntupla, quádrupla e tríplice felina” comenta Tiago Papa, diretor da linha de animais de companhia da Zoetis. Outras empresas também apostam no protocolo diferenciado. “O programa Nobivac Sob Medida é feito para o médico veterinário decidir quais as vacinas e em que situações elas devem ser usadas”, afirma Andrei Nascimento, médico veterinário, Gerente Técnico da Linha de Animais da MSD Saúde Animal. “Para 2016, lançaremos outras vacinas, com menos sorovários, para que o veterinário possa escolher qual deve ministrar e em qual periodicidade”, complementa. A Merial não se manifestou até o fechamento dessa matéria.

De acordo com o médico veterinário Cérar Augusto Dinola Pereira, professor titular em imunologia e bem estar da Anhembi-Morumbi e Unisa, o protocolo individualizado é uma tendência mundial. “Eu não posso dar as mesmas vacinas, com a mesma periodicidade, para um gato de apartamento e um errante. Eles têm necessidades distintas e estão expostos a agentes diferentes” alerta Dr. César. “O médico veterinário deve ser capaz de decidir qual é o melhor protocolo a ser usado e se deve ou não aplicar a vacina naquele momento” complementa a médica veterinária Andrea Favero professora de imunologia e microbiologia da Universidade Anhembi-Morumbi.

Há estudos que mostram que algumas vacinas tem duração maior a um ano. “É obrigatório, por lei, vacinar anualmente cães e gatos contra raiva” lembra Renato Papa. “Apenas 17% da população brasileira de cães e gatos é vacinada. Enquanto houver animais morrendo por parvovirose e cinomose, devemos vacinar”, completa.

Faltam dados

O maior inimigo do médico veterinário é a falta de informação e dados. Como não há um levantamento exato de quantos casos de cada doença ocorrem nas diversas regiões do país, fica ainda mais difícil pensar em um plano de prevenção. O ideal seria que tivesse um banco de dados, para que os veterinários reportassem os casos de leptospirose, cinomose, parvovirose, entre outras doenças. “Essa deve ser uma iniciativa conjunta, entre profissionais, conselho, governo, universidades e as empresas de vacina” sugere Dr. César.

A maioria dos dados existentes vem das universidades e trabalhos científicos. Só com a união e um plano global poderá haver diminuição dos casos de óbito por doenças, que poderiam ser combatidas com vacinas.

E agora, como proceder?

Todos os citados concordam sobre a primovacinação: a primeira dose deve ser ministrada por volta da 6ª semana de vida do animal. “Fazer a primeira dose antes desse período, pode inviabilizar a total efetividade da vacina. Os anticorpos recebidos pela mãe, através do colostro, estarão ativos e poderão combater os princípios da vacina” lembra Dra. Andrea. A segunda dose deve ser feita 30 dias após a primeira. A terceira, a quarta dose e a dose anual são questionadas por alguns profissionais. Há uma linha que defende a verificação dos anticorpos por meio da sorologia. “Não há necessidade de aplicar mais vacinas se já houve resposta positiva e o número total de anticorpos, para uma determinada doença, já estiver suficiente” recomenda Dra. Andrea.

Já tem algumas empresas que vendem o kit com testes. O grande problema é que muitas vezes o veterinário abre o kit de 8 ou 15 testes para usar 4 ou 5. Por isso, o valor para o proprietário fica mais caro. Porém, se o médico veterinário explicar ao proprietário a importância de fazer a sorologia e mais testes forem feitos, o valor reduz. Incentivar esse novo protocolo é mais do que necessário. A MSD já ofereceu duas palestras com renomados pesquisadores internacionais que defendem a necessidade do protocolo individualizado. Se você quiser entender melhor sobre esse novo protocolo, pergunte ao representante da marca.

Socialização X vacinação

Um grande contraponto ao calendário de vacinação é a socialização de cães e gatos. Naquele momento crucial, que eles precisam ser apresentados a outros animais e situações, entre 2 e 5 meses, são proibidos de ir à rua, devido à imunização.

Para resolver esse dilema, e não colocar em risco a saúde do animal, foram criadas as aulas para filhotes. Em ambientes seguros e esterilizados, os filhotes podem socializar e aprender. Obviamente que todos passam por uma cautelosa seleção. Não é qualquer animal que está aprovado para participar das aulas. Assim, clínicos e comportamentalistas ficam tranquilos para poder melhor estimular cada fase dos animais, sem receios.

Por que muitos veterinários continuam utilizando o mesmo protocolo há 20 anos?

Quando questionados, todos os profissionais foram unânimes em dizer: falta de atualização! Muitas vezes, o médico veterinário aprende a vacinar, no estágio. Quem ensina é o veterinário mais velho, que aprendeu quando fez estágio, com outro veterinário mais velho. Ao não se atualizar sobre as pesquisas na área, padrões vão se repetindo, por ser “mais fácil”.

Pensar no bem estar do animal é fundamental. Apensar de essa ser uma área nova, que muitas faculdades não abordam, não podemos esquecer da importância em levar em consideração. Para que dar tantas vacinas, causando dor, estresse, febre e até efeitos mais severos, como o sarcoma vacinal em felinos? Fidelizar o cliente é extremamente importante, principalmente se for feito através da confiança.

A consulta anual continua sendo necessária. Será feita a sorologia e nova anamnese para observar se o animal teve mudanças em seus hábitos. Com esses dados em mãos será feita, ou não, a vacinação. O importante, que traz a confiança, é explicar para o proprietário o porquê e a importância de cada procedimento. O objetivo é mostrar para o proprietário, que o médico veterinário também está preocupado com o “filhinho peludo”. O estudo não termina ao final da faculdade ou especialização! “A nossa missão com o lançamento do Programa Nobivac Sob Medida e da vacina Nobivac DHPPi +L é promover a educação continuada do médico veterinário brasileiro e colocá-lo em sintonia com os avanços da medicina veterinária, para que ele possa oferecer o melhor para os seus clientes” ressalta Andrei Nascimento.

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Luiza Cervenka de Assis

Bióloga, com mestrado em psicobiologia (comportamento animal) e pós-graduação em jornalismo. Porém, sua paixão por animais vem desde sua infância. Há 5 anos trabalha como terapeuta de animais na sua empresa Bichoterapeuta. Já teve como pacientes golfinhos, tartarugas marinhas, cães, gatos e até galinhas. Assina o Blog Comportamento Animal do Estadão.

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luiza@bichoterapeuta.com.br

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