Grandes Animais – Anemia infecciosa equina: manejos empregados e procedimentos

A Anemia Infecciosa Equina (AIE) é uma doença viral crônica, causada por um vírus da família Retroviridae, gênero Lentivirus, limitada a equinos, asininos e muares, caracterizada por episódios periódicos de febre, anemia hemolítica, icterícia, depressão, edema e perda de peso. A transmissão pode ser vertical – intrauterina – ou horizontal, por meio de utensílios contaminados como agulhas, freios, esporas e outros, leite materno, sêmen ou insetos hematófagos. Entretanto, a transmissão do vírus da AIE (VAIE) é, geralmente, relacionada com a transferência de sangue de um cavalo infectado a um receptor sadio, o qual pode desenvolver sinais clínicos da doença em torno de 15 a 60 dias após a exposição, antes mesmo de o animal vir a ser diagnosticado como positivo.

Embora seja possível eliminar-se completamente a transmissão do VAIE pela intervenção do homem, o mesmo não ocorre com relação ao risco de transmissão, no campo, por insetos hematófagos. O risco de transmissão entre animais positivos para AIE e animais sadios aumenta com a prevalência da doença na propriedade, a diversidade e abundância dos vetores e a proximidade entre animais. Vários outros fatores podem influenciar a transmissão mecânica do vírus, particularmente o estado clínico e o título do vírus no sangue do cavalo infectado. Altos títulos aumentam o risco de sucesso na transmissão. A maioria dos cavalos infectados não parece demonstrar nenhuma das anormalidades clínicas, isso demonstra que animais assintomáticos são fontes de infecção e a transmissão mecânica é importante.

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