Discussão em foco: Experimentação no tratamento de pitiose equina

A zigomicose constitui um conjunto de afecções micóticas de estreita semelhança anatomopatológica, que acomete a pele e o tecido subcutâneo, o trato digestório e o respiratório, especialmente de equinos. Constitui um grupo complexo de doenças piogranulomatosas que inclui a pitiose, a conidiobolomicose e a basidiobolomicose causadas pelo Pythium insidiosum, Conidiobolus coronatus e Basidiobolus haptosporus (Basidiobolus ranarum), respectivamente. A pitiose é uma doença cutânea, gastrintestinal ou multissistêmica, granulomatosa, que atinge equinos, caninos, bovinos, ovinos, felinos e humanos, sendo que não há predisposição de raça e sexo. Além disso, ocorre em áreas tropicais, subtropicais ou temperadas.

O agente etiológico é pertencente ao reino Stramenopila, filo Oomycota, classe Oomycetes, ordem Peronosporales e família Pythiaceae. E esse organismo encontra-se em ambientes aquáticos, em especial em regiões alagadas, com temperatura superior a 25ºC como o Pantanal Mato Grossense. Em equinos, a enfermidade causa lesões cutâneas granulomatosas eosinofílicas e ulcerativas de caráter progressivo com a presença de massas necróticas denominadas “kunkers”, localizadas mais frequentemente na porção distal dos membros e em menor escala, na região tóraco-abdominal ventral, peitoral e cabeça.

Continuar lendo Discussão em foco: Experimentação no tratamento de pitiose equina

Falando com clientes sobre doenças zoonóticas

Orientar nossos clientes não é algo difícil, mas ensiná-los a respeito das zoonoses é sempre um desafio. A clínica veterinária caminha sobre a fina linha da conscientização de seus clientes, dessa forma, as recomendações veterinárias orientam os mesmos sobre os potenciais riscos à saúde da família. O clínico veterinário é a chave para a comunicação com os clientes. São eles que despendem de tempo para explicar os princípios das transmissões de doenças, orientar os mesmos sobre a profilaxia e ajudá-los a idealizar as recomendações em casa.

Estabelecer, educar e preparar

  1. Estabelecer uma prática e por sua vez, clínicos informados em doenças zoonóticas e vetores potenciais

    Como técnicos devemos reforçar o relacionamento veterinário-cliente-paciente. Para isso é necessário um domínio sobre a intenção de orientar os clientes, e então informar-se sobre as incidências, prevenções, testes, terapias e produtos relacionados às doenças zoonóticas e seus vetores, visando beneficiar tanto da saúde animal quanto humana. Os clientes devem desenvolver consideração pelas zoonoses sem desenvolver um injustificado medo de doenças em seus Pets ou em si mesmos.

Continuar lendo Falando com clientes sobre doenças zoonóticas

#CFMV #lista #doençaseagravos – Profissionais de saúde devem ficar atentos à lista nacional de doenças e agravos que devem ser notificados e monitorados

O Ministério da Saúde divulgou duas novas portarias que definem, respectivamente, a Lista Nacional de Notificação Compulsória de doenças, agravos e eventos de saúde públicos e privados em todo o território nacional e a lista de doenças e agravos que devem ser monitorados por meio da estratégia de vigilância em unidades sentinelas. As portarias nº 204 e nº 205 foram publicadas no Diário Oficial do dia 17 de fevereiro.

Entre as doenças que devem ser notificadas pelos profissionais de saúde, como médicos veterinários, e estabelecimentos de saúde, estão a Dengue e doenças pelo vírus Zika, a Esquistossomose, Leptospirose, Malária, Hantavirose, além de acidentes por animais peçonhentos e animais potencialmente transmissores da raiva, entre outras. Todos os casos suspeitos deverão ser comunicados às autoridades de saúde.

Continuar lendo #CFMV #lista #doençaseagravos – Profissionais de saúde devem ficar atentos à lista nacional de doenças e agravos que devem ser notificados e monitorados

LEISHMANIOSE: EUTANÁSIA NECESSÁRIA?

A Leishmaniose canina é uma doença endêmica no Sul da Europa, Norte de África, Médio Oriente, China e América do Sul, que também afeta o Homem. É causada por um parasita denominado Leishmania infantum que se localiza, sobretudo, na medula óssea, nos gânglios linfáticos, no baço, no fígado e na pele. O cão é o principal hospedeiro e hospedeiro reservatório. Este protozoário necessita de dois tipos de hospedeiros, sendo um hospedeiro vertebrado (homem, canídeos) e um hospedeiro invertebrado (mosquito palha).No hospedeiro vertebrado ele penetra através da picada do mosquito infectado e alcança as vísceras (medula óssea, baço, fígado, sistema linfático) e se reproduz por fissão binária na forma amastigota. No mosquito, que se infecta ingerindo líquido tissular e sangue de um animal ou homem infectado, ele se reproduz sob a forma promastigota, permanecendo no trato digestivo do inseto. Desta forma este protozoário se mantém na natureza.

No Brasil, a LVC é transmitida através da picada do mosquito pertencente à família dos flebotomídeos, ao gênero Lutzomyia e à espécie Lutzomyia longipalpis. Este vetor é conhecido popularmente, por mosquito-palha, birigui ou tatuquiras e, se constitui no principal vetor brasileiro. O mosquito-palha é um inseto muito pequeno, que costuma se reproduzir em locais com muita matéria orgânica em decomposição.

Continuar lendo LEISHMANIOSE: EUTANÁSIA NECESSÁRIA?

Dia 28/9, Conscientização sobre o Dia Mundial de Combate a Raiva

Há nove anos a Organização Não Governamental (ONG) Global Alliance for Rabies Control (GARC – http://rabiesalliance.org) promove no dia 28 de setembro o Dia Mundial Contra a Raiva, dia escolhido por ser o aniversário de morte do célebre pesquisador Louis Pasteur, que entre tantas contribuições à ciência desenvolveu a primeira vacina antirrábica. A ONG atua principalmente com projetos e ações nos continentes africano e asiático, onde ocorre a maioria dos casos de raiva em humanos, principalmente por agressão canina.

Continuar lendo Dia 28/9, Conscientização sobre o Dia Mundial de Combate a Raiva