Grandes Animais – Brucelose: principais diretrizes do combate à enfermidade

Em linhas gerais a brucelose trata-se de uma zoonose infectocontagiosa que tem como agente etiológico bactérias do gênero Brucella. Tem distribuição mundial e gera importantes problemas sanitários e prejuízos econômicos no território nacional, sendo motivo de restrições ao mercado internacional. Atualmente no Brasil, o Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT) tem atuado em ações na implementação de protocolos a fim de erradicar totalmente a doença em solo nacional. Continuar lendo Grandes Animais – Brucelose: principais diretrizes do combate à enfermidade

Grandes Animais – Febre do leite: desafios da reprodução

A hipocalcemia é um distúrbio metabólico no qual o mecanismo de regulação dos níveis de cálcio no sangue é perturbado pelo aumento súbito e acelerado da mobilização desse elemento no início do período de produção de colostro e leite. É uma doença comum em vacas leiteiras de alta produção, aparecendo em geral, a partir da segunda lactação e entre 24 e 48 horas após o parto. O quadro clínico do problema é bastante evidente: há um excitamento nervoso, com tremores de cabeça e tetania ou contração muscular, notadamente das grandes massas musculares, além de protusão ou exposição da língua. As vacas ficam tristes, com sintomas de apatia e abertura dos membros posteriores e ataxia ou falta de coordenação dos movimentos, dando ao animal um aspecto de cavalete, seguido de prostração ao cair ao chão.

A hipocalcemia é resultante da queda da concentração de cálcio no sangue. Na maioria das vezes, esta queda ocorre na ocasião do parto devido à alta demanda de cálcio para a produção do colostro. Animais que apresentam a forma clínica da hipocalcemia possuem níveis abaixo de 6,0 mg de cálcio/100 ml de sangue. Quando a concentração de cálcio no sangue encontra-se entre 6,5 a 8,0 mg/100 ml ocorre a hipocalcemia subclínica. Este distúrbio é facilmente tratado com aplicações intravenosas de borogluconato de cálcio a 23% . Como o cálcio é cardiotóxico, a sua aplicação deve ser lenta e acompanhada de auscultação cardíaca.  Na maioria dos animais a recuperação acontece imediatamente após o tratamento ou até 2 horas após. Os sinais indicativos de melhora clínica durante o tratamento são: tremores  musculares finos, aumento da intensidade dos batimentos cardíacos, o pulso se torna evidente, retorno da defecação e eructação e tentativa do animal em se manter em pé. Quando o diagnóstico é feito corretamente e as vacas são tratadas em tempo hábil, a maioria se recupera.

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Grandes Animais: Intoxicação por antibióticos ionóforos – mecanismos de ação farmacológicos

Os antibióticos ionóforos são utilizados desde 1970 como coccidiostáticos, antimicrobianos, promotores do crescimento para muitas espécies animais e como reguladores do pH ruminal. Essas drogas formam complexos lipídeo-solúveis com cátions mono e divalentes, que alteram a permeabilidade da membrana, facilitam o fluxo de íons para o seu interior e comprometem o equilíbrio osmótico e eletrolítico dos microorganismos, o que leva a turgidez e degeneração dos mesmos. Essas substâncias são metabólitos de fungos e são adicionadas à ração dos animais visando o melhoramento dos parâmetros produtivos. AI são utilizados principalmente em criações de aves, suínos e bovinos.

Apesar dos seus efeitos benéficos, os ionóforos são tóxicos quando doses altas são fornecidas, sendo encontradas na literatura descrições de intoxicações em cavalos, muares, bovinos, ovinos, cães, camelos, perus e frangos. A intoxicação pode ocorrer por ingestão excessiva de AI em função de erro na mistura da droga à ração, engano no cálculo das dosagens, utilização em espécies mais susceptíveis ou uso em associação com drogas que potencializam seus efeitos. Além disso, pode acometer com maior facilidade os equinos, pois os ionóforos são muito tóxicos para esta espécie, mas, mesmo nas doses recomendadas para bovinos, ela é letal quando ingerida pelos equídeos.

Os ionóforos possuem propriedades que facilitam a difusão catiônica através das membranas biológicas; portanto, os sinais de toxicidade resultam de sua habilidade em destruir os gradientes de concentração no mecanismo de transporte dos cátions entre as membranas. Os ionóforos medeiam trocas de cátions por prótons através das membranas celulares sem usar os canais iônicos, promovendo a passagem de um íon específico (K+, Na+ ou Ca++) para dentro da célula. A monensina liga-se preferencialmente com íons sódio enquanto que a salinomicina e a nasarina ligam-se preferencialmente com íons potássio. O lasalocid é um composto divalente que se liga com cátions divalentes, como o cálcio e magnésio.

Após entrar na célula levando um íon, o ionóforo sai carreando um próton e, depois de liberá-lo, forma um novo complexo iônico, repetindo um novo ciclo. O aumento no sódio intracelular estimula a bomba de Na+/K+, dependente de ATP, que procura regularizar o gradiente osmótico – coccídios não conseguem produzir ATP em quantidade suficiente, consequentemente, perdem a capacidade de osmoregulação, permitindo a entrada de água na célula e a morte. Essa ação da bomba de Na+/K+ indiretamente acarreta um aumento de cálcio intracelular (troca de sódio por cálcio). O lasalocid também tem capacidade de transportar diretamente o cálcio para dentro da célula. Essa elevação no cálcio intracelular pode provocar a liberação de catecolarninas, responsáveis por alguns sinais observados, sobretudo pela sua ação sobre o coração.

O aumento do cálcio intracelular, geralmente mantido em concentrações micromolares, ocorre para manter a homeostase osmótica. As mitocôndrias passam a ficar saturadas de cálcio e o processo de fosforilação oxidativa irá falhar, acarretando menor fornecimento de ATP, diminuindo a eficiência da bomba de Na+/K+. Seguem-se edema e morte da mitocondria, cujo rompimento provocará uma liberação do cálcio acumulado, que resulta em períodos de contração muscular, e promoverá a liberação de enzimas líticas, favorecendo necrose de musculatura esquelética e cardíaca, decorrente da deficiência energética devida à lise celular enzimática. A liberação do cálcio acumulado também potencializará os efeitos das catecolaminas, piorando o quadro clínico. Tecidos menos dependentes de ATP, não demonstram sinais de forma tão intensa.

Para saber mais sobre essa patologia, diagnóstico e tratamento acesso nosso Guia de Patologias em nosso App: (Intoxicação por antibióticos ionóforos)

Texto adaptado para conteúdo virtual por Larissa Florêncio de Assis, colaboradora do Setor de Patologia Veterinária da Universidade Federal de Lavras e Editora Chefe Vet Smart.

Fontes:

Nogueira V. A., França T. N., Peixoto P. V. Intoxicação por antibióticos ionóforos em animais. Artigo de Revisão. Pesquisa Veterinária Brasileira 29(3):191-197, março 2009. Disponível em: < https://drive.google.com/file/d/0B0b2QD3_5bd9MjdjNGU0MDQtMjA4Yy00MWRjLTljZmYtNmFmZTM5MzhkNzBh/view >. Acesso em 30 de Abril de 2017.

Borgel A. S., Silva D. P. G., Gonçalves R. C., Kuchembuck M. R. G., Chiacchio S. B., Mendes L. C. N., Bandarra Ê. P. Ionóforos e equinos: uma combinação fatal. Rev. educ. Cont. CRMV-SP / Continuous Education Journal CRMV-SP, São Paulo. volume 4. fascfcu/o 2. p. 33·40.200. Disponível em: < http://revistas.bvs-vet.org.br/recmvz/article/download/3316/2521 >. Acesso em 30 de Abril de 2017.

GRANDES ANIMAIS – Diretrizes da carne orgânica no brasil: bem estar, tecnologia e qualidade

Primeiramente, é preciso definir o que é a carne orgânica. A carne orgânica certificada é uma carne produzida a partir de um sistema produtivo ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável. O sistema orgânico de produção de carne bovina é aquele em que sejam adotadas tecnologias que façam uso sustentável dos recursos produtivos, onde haja preservação e ampliação da biodiversidade do ecossistema local, conservação do solo, água e ar. Além disso, deve ser independente em relação a fontes energéticas não renováveis e eliminando os insumos artificiais tóxicos, como os agrotóxicos, organismos geneticamente modificados e outras substâncias contaminantes que possam prejudicar a saúde da população e o meio ambiente.

O manejo orgânico visa o desenvolvimento econômico e produtivo que não polua, não degrade e nem destrua o meio ambiente e que, ao mesmo tempo, valorize o homem como o principal integrante do processo. A filosofia da produção orgânica é fornecer condições que cumpram as necessidades em saúde e comportamento natural dos animais. Portanto, a criação orgânica prioriza acesso ao campo livre, ar fresco, água, sol, grama e pasto e alimentação orgânica 100%. Os abrigos fornecidos devem ser designados para permitir o conforto do animal e oportunidade para exercícios.

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GRANDES ANIMAIS: Vamos falar sobre colostro?

A alimentação e o manejo adotado na criação de bezerras leiteiras refletem diretamente, não apenas na sua sobrevivência, mas, sobretudo, na sua produção de leite futura. Recentes estudos têm mostrado uma relação positiva entre consumo inicial de nutrientes e ganho de peso durante os primeiros meses de vida e até mesmo na produção de leite durante a primeira lactação. A oferta do colostro para as bezerras logo após o nascimento é um manejo de extrema importância no sistema de criação da pecuária leiteira porque está diretamente relacionada à saúde e ao desenvolvimento das futuras matrizes do rebanho.

A qualidade da transmissão da imunidade passiva colostral depende de vários fatores que podem ser agrupados em três categorias: – Fatores ligados à vaca (qualidade do colostro); – Fatores ligados à bezerra (atitude de mamar, capacidade de absorção intestinal das imunoglobulinas) e; – Fatores ligados ao criador (modalidade de administração do colostro). O colostro bovino consiste em uma mistura de secreções lácteas e constituintes do soro sanguíneo, principalmente imunoglobulinas e outras proteínas séricas, que se acumulam na glândula mamária durante o período final de gestação. A oferta de colostro para as bezerras recém-nascidas é fundamental porque os bovinos e outros ruminantes possuem uma placenta diferenciada de outros mamíferos. A placenta da vaca não permite a passagem de anticorpos da mãe para o feto. Desta forma os bezerros são totalmente dependentes do consumo de colostro para adquirir imunidade, chamada de imunidade passiva, até que seu organismo comece a produzir seus próprios anticorpos, chamado de imunidade ativa. A primeira ordenha após o parto é verdadeiramente denominada de colostro, do ponto de vista da qualidade de anticorpos. O produto obtido nas demais ordenhas subsequentes é denominado de leite de transição.

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Diagnóstico de gestação: ultrassom ou palpação?

O diagnóstico de gestação em bovinos e equinos tem grande importância econômica quando o assunto é produção animal. Isso porque quanto mais precoce é o diagnóstico, maiores são as chances de minimizar os custos de produção devido à possibilidade de descarte de animais improdutivos ou ainda, a remissão de problemas gestacionais quando reconhecidos rapidamente. Além disso, com o diagnóstico precoce é possível manejar melhor os animais com o planejamento de alocação, nutrição balanceada e em quantidades suficientes fazendo com que se ganhe eficiência produtiva.

O que é levado em consideração no momento do diagnóstico é a eficiência, caracterizada pela precocidade, segurança e eficácia do mesmo. O método de palpação retal é o método mais antigo e invasivo, mas pode significar menores custos. Já a ultrassonografia é um método não invasivo, que garante maiores chances de acerto, mas requer treinamento e maior disponibilidade financeira para investir em bons equipamentos. Atualmente a questão mais fomentada nas fazendas e que ainda causa certas dúvidas em produtores é: qual o método mais eficiente para diagnosticar precocemente a prenhez do rebanho?

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Boas práticas e importância da vacinação de rebanhos

A vacinação do rebanho de bovinos, seja de gado de corte ou gado leiteiro, é fundamental para prevenir doenças e obter carne de qualidade. “A prevenção de doenças via vacinação se faz necessária, tanto para a qualidade do produto quanto para a saúde do rebanho”, diz Tayrone Prado, técnico de campo do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). No Brasil, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) preconiza a vacinação obrigatória para algumas doenças como febre aftosa, raiva e brucelose. A prática de vacinação contra clostridioses, rinotraqueíte infecciosa bovina (IBR), diarreia viral bovina (BVD), leptospiroses, entre outras, previne vários prejuízos causados por elas.

Há três tipos de aplicação de medicamentos: intravenosa, intramuscular e a subcutânea. Para a forma de vacinação subcutânea, que é a mais conhecida e popular nas fazendas, a recomendação é para que sejam usadas agulhas menores. O calibre pode variar de acordo com a consistência do medicamento. A má aplicação pode causar redução de apetite, febre e abscessos. Segundo informações do Senar, cada abscesso no animal causa uma perda de até dois quilos de carne.

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GRANDES ANIMAIS – Tromboflebite da Veia Cava Caudal

A toxemia por sobrecarga alimentar, uma atonia aguda do rúmen, ocorre em consequência da ingestão excessiva de carboidratos com desenvolvimento de acidose láctica. A toxemia por sobrecarga é vista em bovinos mais frequentemente que em outros ruminantes e usualmente ocorre quando animais, acostumados a certo nível de carboidratos na dieta, têm, subitamente, acesso a uma quantidade muito maior ou são, inadvertidamente, alimentados em excesso com carboidratos. A várias condições secundárias à acidose láctica, incluindo rumenite química, rumenite necrobacilar, rumenite micótica, abscessos hepáticos e síndrome da veia cava.

O rúmen de bovinos que morrem de toxemia por sobrecarga está distendido e contém excesso de líquido e de alimentos ricos em carboidratos. O pH ruminal está abaixo de 4,5 e os animais estão desidratados. As lesões de acidose láctica são microvesículas contendo granulócitos e localizadas no epitélio das papilas do rúmen. Essas lesões constituem porta de entrada para a invasão por Fusobacterium necrophorum e por outros microorgnismos. Uma das complicações da acidose ruminal e ruminite é a pneumonia metastática ou tromboflebite da veia cava caudal também conhecida, tromboembolismo pulmonar, aneurisma pulmonar embólico ou síndrome da veia cava, que é caracterizada pela presença de êmbolos sépticos na corrente sanguínea, que são formados a partir de trombos da veia cava caudal que obliteram o lúmen vascular, causando hipóxia tecidual.

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GRANDES ANIMAIS – Miíases: desafios da produção

Vulgarmente conhecida como “bicheira”, a miíase ocorre em diversas espécies animais, domésticas ou silvestres, e, inclusive, no ser humano, ocasiona redução na produção, aumento de infecções bacterianas secundárias e em casos severos, mutilações e a morte dos animais massivamente parasitados. Miíases são definidas como infestações dos tecidos humanos ou de animais por larvas de dípteros. As miíases são classificadas, de acordo com o tipo de relacionamento das larvas com os hospedeiros, em miíases obrigatórias, facultativas e pseudomiíases.

Os agentes das miíases facultativas são larvas de vida livre, que geralmente crescem na matéria orgânica em decomposição e ocasionalmente podem desenvolver-se em tecidos necrosados (mortos) de animais vivos. As pseudomiíases ocorrem quando ovos ou larvas de moscas são ingeridas acidentalmente pelos hospedeiros. Nas miíases obrigatórias, as larvas desenvolvem-se exclusivamente em tecidos vivos e dependem de hospedeiros para que seu ciclo de vida se complete. Cochliomyia hominivorax é um parasita obrigatório dos vertebrados homeotérmicos e as fêmeas desta espécie ovipõem sobre feridas, abrasões cutâneas, tecidos traumatizados ou orifícios naturais, não sendo atraídas por tecido morto ou por cadáveres.

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GRANDES ANIMAIS: Carbúnculo sintomático ou manqueira – desafios produtivos

O carbúnculo sintomático é uma doença infecciosa aguda causada pela bactéria Clostridium chauvoei. Causa inflamação nos músculos, toxemia grave e alta mortalidade, é de extrema importância devido às grandes perdas econômicas que ocorrem nas criações bovinas. Essa doença também é chamada de “manqueira” devido à intensa claudicação apresentada pelos bovinos afetados. A morbidade da doença é elevada, pois muitos animais podem albergar esporos dormentes em suas massas musculares, devido à alta contaminação do solo pelos esporos. Geralmente acomete bovinos entre seis meses a dois anos de idade. A taxa de letalidade do carbúnculo sintomático se aproxima dos 100%. O carbúnculo sintomático verdadeiro (endógeno) só é comum em bovinos, podendo ocorrer em ovinos, mas a infecção que se inicia por traumatismo (edema maligno) ocorre em outros animais.

É uma enfermidade resultante da multiplicação e produção de toxinas pela bactéria Clostridium chauvoei na musculatura e tecido subcutâneo de bovinos, ovinos e caprinos com lesão local e toxemia. A infecção ocorre quando os bovinos ingerem os esporos, presentes no solo durante o pastejo, e esses esporos alcançam o intestino e penetram pela mucosa entérica e por meio da circulação alcançam o fígado e massas musculares. O Clostridium chauvoei tem preferência por se albergar nas grandes massas musculares dos membros posteriores e também se localizam nos músculos dorsais, cervicais, diafragma e coração. Vários fatores tal como intervenções cirúrgicas, traumas, isquemias vasculares, tumores e outras infecções bacterianas aeróbias e anaeróbias podem desencadear esta infecção. Os esporos permanecem dormentes nos vasos das massas musculares e quando ocorre um trauma na região, como coice ou quedas, cria-se um ambiente anaeróbio (sem oxigênio), que favorece a germinação dos esporos e produção das toxinas bacterianas, a partir daí forma-se o quadro de gangrena e consequentemente desencadeia os sinais da “manqueira”.

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