Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Betametasona

Classificaçāo

Anti-inflamatório Esteroidal

Receita

Receita Simples

Espécies

Bovinos e Equinos

COMPOSIÇÃO

Cada comprimido de Celestone® 0,5 mg contém:

betametasona 0,5 mg

excipientes q.s.p. 1 comprimido

(lactose monoidratada, amido, gelatina, estearato de magnésio e corante FDC azul n° I).


Cada comprimido de Celestone® 2 mg contém:

betametasona 2 mg

excipientes q.s.p. 1 comprimido

(povidona, lactose monoidratada, amido, celulose microcristalina e estearato de magnésio).


Cada mL do elixir contém:

betametasona 0,1 mg

veículos q.s.p. 1 mL

(propilenoglicol, cloreto de sódio, benzoato de sódio, sorbitol, ácido cítrico, corante FDC amarelo n°. 6, álcool etílico, aroma artificial de laranja, aroma artificial de cereja, sacarose e água).


Cada mL * da solução gotas contém:

betametasona 0,5 mg

veículos q.s.p. 1 mL

(ácido cítrico, fosfato de sódio dibásico, edetato dissódico, benzoato de sódio, sacarose, sorbitol, propilenoglicol, aroma creme de chocolate, aroma artificial de laranja, hidróxido de sódio e água).


* Cada mL da solução gotas contém 26 gotas e cada gota da solução contém:

- 0,019 mg de betametasona

INFORMAÇÕES AO CLIENTE

Não interrompa o tratamento sem orientação do médico veterinário.

ARMAZENAMENTO

Conservar em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C). Proteger da luz e umidade.

Apresentações e concentrações

Este produto ainda não tem informações de Apresentações e concentrações

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

Glucocorticóide anti-inflamatório, antipruriginoso e imunossupressor.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

Não usar em gestantes; usar com cautela em lactantes, animais em crescimento e portadores de infecções bacterianas (sem cobertura antibiótica adequada) ou fúngicas, processos cicatriciais (principalmente da córnea e ossos), hiperadrenocorticismo, ulcerações do trato gastrointestinal, pancreatite, diabetes rnellitus e insuficiência renal.

EFEITOS ADVERSOS

A retirada abrupta do tratamento com glicocorticoides pode ocasionar efeitos como febre, mialgia e artralgia, podendo ser confundidos com a exacerbação dos sintomas prévios da doença tratada (MACEDO e OLIVEIRA, 2010). Os glicocorticoides podem causar diversos efeitos adversos, que podem porém, ser controlados com o ajuste adequado da dose durante o tratamento, dentre eles estão: Distúrbios eletrolíticos como retenção de sódio e edema (poliúria), excreção aumentada de potássio (polidipsia), excreção aumentada de cálcio (polifagia), náuseas, vômitos, úlcera péptica, esofagite, pancreatite, hipercortisolismo, insuficiência suprarrenal secundária, diabete melito, hipertensão arterial, tromboembolismo, glaucoma, fraqueza muscular, fraturas ósseas, necrose asséptica da cabeça do fêmur, neutrofilia, eosinopenia, linfopenia, monocitopenia e púrpuras (ROCHA e JOAQUIM, 2012). Em equinos pode aumentar as chances de cocorrência de laminite.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Utilizar com cautela em lactantes. Não recomendado para gestantes. Pode induzir o parto prematuro.

SUPERDOSAGEM

Quando utilizado em doses maiores do que o recomendado para a espécie pode causar aumento dos efeitos adversos listados.

Administração e doses

Via(s)

EV

Bezzerros e Potros

Recomendado

Bovinos e Equinos

2 - 10 mg / animal

Bovinos e Equinos Adultos

Recomendado

Bovinos e Equinos

20 - 30 mg / animal

OBSERVAÇÕES

Interações medicamentosas: A administração concomitante com Anfotericina B, anti-inflamatórios não esteroidais, aspirina, barbituratos cetoconazol, ciclofosfamida, ciclosporina, ciclopsporida, digitálicos, digitálicos, diuréticos, estrógenos, insulina, isoniazida, mitotano, neostigmina e vacinas podem modificar a absorção dessas substâncias e causar efeitos adversos.

Interações medicamentosas

Anfotericina B

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Hipocalemia

Conduta

Evitar o uso

Anticoagulantes

Tipo de Interação

Sinergismo/Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico aumentado ou diminuido dos anticoagulantes

Mecanismo de Ação

Desconhecido

Conduta

Evitar o uso

Antiinflamatórios não-esteróides

Tipo de Interação

Toxicidade

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Aumento da incidência ou gravidade de úlceras gastrointestinais

Conduta

Evitar o uso

Barbitúricos

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido da betametasona

Mecanismo de Ação

Estimulação do metabolismo do corticosteróide secundária a indução das enzimas hepáticas pelo fenobarbital

Conduta

Evitar o uso

Digitálicos

Tipo de Interação

Toxicidade

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Arritmia e toxicidade digitálica

Conduta

Evitar o uso

Diuréticos

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido dos diuréticos

Conduta

Ajustar dose

Fenitoína

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido de ambas substâncias

Mecanismo de Ação

Aumento do metabolismo do corticóide, devido a indução enzimática pela fenitoína. A betametasona aumenta a eliminação hepática da fenitoína

Conduta

Ajustar dose

Rifampicina

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico da betametasona diminuido

Mecanismo de Ação

A rifampicina aumenta o metabolismo hepático da betametasona

Conduta

Ajustar dose

Salicilatos

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido dos salicitados

Mecanismo de Ação

Betametasona estimula o metabolismo hepático dos salicilatos, aumentando sua eliminação renal

Conduta

Ajustar dose

Subs. Hipoglicemiantes

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito hipoglicemiante diminuído

Conduta

Monitorar glicemia, ajustar dose

Ácido Acetilsalicílico

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido dos salicitados

Mecanismo de Ação

Betametasona estimula o metabolismo hepático dos salicilatos, aumentando sua eliminação renal

Conduta

Ajustar dose

* Aviso Legal - Interações Medicamentosas - O Aplicativo Vet Smart contém informações de interação medicamentosas em geral, que foram levantadas por pesquisa realizada pelo próprio Vet Smart, de modo que as informações médicas e sobre medicamentos não é um aconselhamento médico veterinário e não deve ser tratado como tal. Portanto, a Vet Smart não garante nem declara que a informação sobre tratamentos médicos veterinários ou interações medicamentosas do Aplicativo Vet Smart: (A) estará constantemente disponível, ou disponíveis a todos; ou (B) são verdadeiras, precisas, completas, atuais ou não enganosas.

Farmacologia

COMPATIBILIDADE

Quando associada a outras soluções, usar no máximo em quatro horas.

FARMACODINÂMICA

Os hormônios esteroides se difundem facilmente através da membrana celular por serem lipossolúveis e seus efeitos podem ser observados em quase todo o organismo (MACEDO e OLIVEIRA, 2010; ROCHA e JOAQUIM, 2012). Se ligam aos receptores dentro da célula, formando um complexo no citoplasma e modificando a conformação da molécula no receptor. Após penetração no núcleo da célula a regulação da transcrição do RNA passa a ser mediada por alterações na atividade do gene promotor (MACEDO e OLIVEIRA, 2010).

FARMACOCINÉTICA

Os glicocorticoides são bem absorvidos quando administradas por via oral. As preparações intravenosas geralmente contêm sais fosfatos e succinatos sódicos, o que torna altamente solúvel em água e proporciona rápido início da ação do glicocorticoide (ROCHA e JOAQUIM, 2012). Os efeitos dos glicocorticoides no organismo ocorrem em média em 2 horas, porém alguns efeitos já podem ser observados em 10 a 30 minutos e duram horas ou dias após o desaparecimento do composto do sangue (MACEDO e OLIVEIRA, 2010). Aproximadamente 90% do glicocorticoide encontra-se na circulação sanguínea ligado às proteínas plasmáticas, de modo reversível após a absorção e sua metabolização geralmente ocorre no fígado. A betametasona pode ser utilizadatambém por via intra-articular em equinos para controle da dor.

CONSIDERAÇÕES LABORATORIAIS

Pode interferir em exames de colesterol sérico, glicosúria, hormônios tireoidianos, potássio sérico e testes alérgicos. Não há interferência nas dosagens de cortisol sérico.

EFEITOS ADVERSOS

A retirada abrupta do tratamento com glicocorticoides pode ocasionar efeitos como febre, mialgia e artralgia, podendo ser confundidos com a exacerbação dos sintomas prévios da doença tratada (MACEDO e OLIVEIRA, 2010). Os glicocorticoides podem causar diversos efeitos adversos, que podem porém, ser controlados com o ajuste adequado da dose durante o tratamento, dentre eles estão: Distúrbios eletrolíticos como retenção de sódio e edema (poliúria), excreção aumentada de potássio (polidipsia), excreção aumentada de cálcio (polifagia), náuseas, vômitos, úlcera péptica, esofagite, pancreatite, hipercortisolismo, insuficiência suprarrenal secundária, diabete melito, hipertensão arterial, tromboembolismo, glaucoma, fraqueza muscular, fraturas ósseas, necrose asséptica da cabeça do fêmur, neutrofilia, eosinopenia, linfopenia, monocitopenia e púrpuras (ROCHA e JOAQUIM, 2012). Em equinos pode aumentar as chances de cocorrência de laminite.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Utilizar com cautela em lactantes. Não recomendado para gestantes. Pode induzir o parto prematuro.

SUPERDOSAGEM

Quando utilizado em doses maiores do que o recomendado para a espécie pode causar aumento dos efeitos adversos listados.

MONITORAMENTO

Infecções secundárias podem ocorrer durante o tratamento, o médico veterinário deve estar atento e constantemente monitorando o paciente pois os sinais de infecção podem ser ocultados pelo uso do medicamento. O paciente também deve ser monitorado quanto a perda de peso ou de apetite e ainda avaliar constantemente o desenvolvimento do animal quando utilizado em animais jovens.

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Referências Bibliográficas

MACEDO J. M. S. e OLIVEIRA I. R. Corticosteroides. In: SILVA, P., 1921. Farmacologia/Penildon Silva – 8 ed. [Reimpr.]. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010.

ROCHA N. P. e JOAQUIM J. G. F. Glicocorticoides: atividades metabólicas, anti-inflamatórias e imunossupressoras. In: BARROS, C. M. e DI STASI, L. C. Farmacologia veterinária. Manole. Barueri-SP, 2012.