Sobre

Aviso

Este medicamento é de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Fluconazol

Classificaçāo

Antifúngico

Receita

Receita Simples

Espécies

Equinos

COMPOSIÇÃO

Cada cápsula de Zoltec® 50 ou 100 mg contém o equivalente a 50 mg ou 100 mg de fluconazol, respectivamente.

Cada cápsula de Zoltec® 150 contém o equivalente a 150 mg de fluconazol.

Excipientes: lactose monoidratada, amido de milho, dióxido de silício coloidal, estearato de magnésio e laurilsulfato de sódio.


Cada mL da solução para infusão intravenosa de Zoltec® contém o equivalente a 2 mg de fluconazol.

Excipientes: cloreto de sódio e água para injeção.

INFORMAÇÕES AO CLIENTE

Informe ao Médico Veterinário a ocorrência de gestação ou lactação durante ou logo após o tratamento.

A interrupção do tratamento e a modificação de dose não devem ser feitas sem a orientação do Médico Veterinário. Os microrganismos são capazes de desenvolver resistência nos casos de subdosagem.

O medicamento só deve ser prescrito por um Médico Veterinário. O uso indiscriminado de antifúngicos pode ser perigoso para a saúde dos animais.

ARMAZENAMENTO

Conservar em local seco, entre 15°C e 30°C, ao abrigo da luz solar direta e fora do alcance de crianças e animais domésticos.

Apresentações e concentrações

Este produto ainda não tem informações de Apresentações e concentrações

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

O fluconasol demonstrou eficácia contra leveduras, sendo eficaz em casos de malasseziose, candidíase, criptococose, histoplasmose, blastomicose, e coccidiomicose. É a medicação de eleição em pacientes com infecções micóticas de trato urinário (FARIAS & GIUFFRIDA, 2008).

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

Não é recomendado para pacientes que apresentem hipersensibilidade conhecida ao princípio ativo. Deve ser usado com cautela em animais com hepatopatias e nefropatias.

EFEITOS ADVERSOS

Seus efeitos colaterais são esporádicos e não diferem daquele observados com outros derivados imidazóis ou triazóis.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Não deve ser utilizada em pacientes gestantes, lactantes ou em período fértil.

SUPERDOSAGEM

Há registros de insuficiência hepática e icterícia.

Administração e doses

Via(s)

Oral

IV

FREQUÊNCIA DE UTILIZAÇÃO

12/12 horas

24/24 horas

DURAÇÃO DO TRATAMENTO

4 semanas após a cura clínica em casos de infecções micóticas superficiais e por 8 semanas em casos de infecções cutâneas subcutâneas ou sistêmicas.

Doses

Recomendado

Equinos

10 mg / kg

calcular

Interações medicamentosas

Alprazolam

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Aumento do efeito sedativo do Alprazolam, com aumento da depressão do SNC prolongada e disfunção psicomotora

Mecanismo de Ação

Inibição do metabolismo oxidativo do Alprazolam

Conduta

Incompatível

Anticoagulantes

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Grave

Efeito Clínico

Efeito terapêutico aumentado dos anticoagulantes com risco de sangramento

Mecanismo de Ação

Inibição do metabolismo hepático dos Anticoagulantes

Conduta

Evitar o uso

Astemizol

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico aumentado do astemizol

Mecanismo de Ação

Diminuição do metabolismo do astemizol

Conduta

Evitar o uso

Buspirona

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico aumentado da buspirona

Mecanismo de Ação

Diminuição do metabolismo hepático da buspirona

Conduta

Ajustar dose

Carbamazepina

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico aumentado da carbamazepina, com possível reações adversas

Mecanismo de Ação

Inibição do metabolismo da carbamazepina

Conduta

Ajustar dose

Ciclosporina

Tipo de Interação

Toxicidade

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico aumentado da Ciclosporina, levando a toxicidade

Mecanismo de Ação

Inibição do metabolismo hepático e intestinal da Ciclosporina

Conduta

Ajustar dose

Cimetidina

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido do Itraconazol

Mecanismo de Ação

Desconhecido

Conduta

Ajustar dose

Cisaprida

Tipo de Interação

Toxicidade

Grau de Interação

Grave

Efeito Clínico

Efeito terapêutico aumentado da Cisaprida, levando a cardiotoxicidade

Mecanismo de Ação

Inibição do metabolismo hepático da Cisaprida

Conduta

Incompatível

Citrato de Fentanila

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico aumentado do Fentanil

Conduta

Ajustar dose

Clonazepam

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Aumento da depressão do SNC e disfunção psicomotora

Mecanismo de Ação

Inibição do metabolismo oxidativo do Clonazepam

Conduta

Incompatível

Cloridrato de Ranitidina

Tipo de Interação

Sinergismo/Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido dos Antifúngicos e aumentado da Ranitidina

Mecanismo de Ação

Inibição da secreção tubular renal

Conduta

Administrar com intervalo de 2 horas

Contraceptivos

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido dos Contraceptivos

Mecanismo de Ação

Desconhecido

Conduta

Evitar o uso

Dexametasona

Tipo de Interação

Toxicidade

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico aumentado da Dexametasona, levando a toxicidade

Mecanismo de Ação

Inibição do metabolismo da Dexametasona e diminuição da sua eliminação

Conduta

Ajustar doseObservações:

Famotidina

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido do Cetoconazol

Mecanismo de Ação

Diminuição da biodisponibilidade de Antifúngico Azol causada pela diminuição da sua solubilidade em Phs aumentados

Conduta

Evitar o uso

Fenitoína

Tipo de Interação

Toxicidade

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico aumentado da Fenitoína, levando a toxicidade

Mecanismo de Ação

Inibição do metabolismo hepático da Fenitoína

Conduta

Ajustar dose

Glipizida

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Hipoglicemia

Conduta

Monitorar glicemia, ajustar dose

Hidroclorotiazida

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico aumentado do Fluconazol

Conduta

Ajustar dose

Midazolam

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Aumento do efeito sedativo do Midazolam

Mecanismo de Ação

Inibição do metabolismo oxidativo de certos benzodiazepínicos

Conduta

Ajustar dose

Nevirapina

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido do cetoconazol

Mecanismo de Ação

Aumento do metabolismo hepático do Cetoconazol

Conduta

Evitar o uso

Pimozide

Grau de Interação

Grave

Efeito Clínico

Arritmia cardíaca grave

Mecanismo de Ação

Inibição do metabolismo da Pimozida

Conduta

Incompatível

Rifampicina

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terpêutico diminuido de ambas as substâncias

Mecanismo de Ação

Rifampicina induzir as enzimas hepáticas e o metabolismo do Cetoconazol. Cetoconazol interferi com a absorção da Rifampicina

Conduta

Ajustar dose

Teofilinas

Tipo de Interação

Toxicidade

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Aumento da toxicidade das Teofilinas

Conduta

Ajustar dose

Triazolam

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Aumento do efeito sedativo do Triazolam, com aumento da depressão do SNC prolongada e disfunção psicomotora

Mecanismo de Ação

Inibição do metabolismo oxidativo do Triazolam

Conduta

Incompatível

Varfarina

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico aumentado da Varfarina

Conduta

Evitar o uso

Vimblastina

Tipo de Interação

Toxicidade

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Aumento da toxicidade

Mecanismo de Ação

Inibição do metabolismo da Vimblastina

Conduta

Evitar o uso

* Aviso Legal - Interações Medicamentosas - O Aplicativo Vet Smart contém informações de interação medicamentosas em geral, que foram levantadas por pesquisa realizada pelo próprio Vet Smart, de modo que as informações médicas e sobre medicamentos não é um aconselhamento médico veterinário e não deve ser tratado como tal. Portanto, a Vet Smart não garante nem declara que a informação sobre tratamentos médicos veterinários ou interações medicamentosas do Aplicativo Vet Smart: (A) estará constantemente disponível, ou disponíveis a todos; ou (B) são verdadeiras, precisas, completas, atuais ou não enganosas.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

Os triazóis interferem na síntese do ergosterol na membrana celular fúngica, inibindo a desmetilação do lanosterol, que é um precursor do esterol. O acúmulo deste altera vários sistemas enzimáticos e a permeabilidade da membrana , conduzindo à difusão de potássio intracelular e à morte celular. Adicionalmente, esses compostos interferem na síntese de ácidos graxos, triglicerídeos e ácidos nucléicos , além de inibirem enzimas oxidativas e o citocromo c peroxidativo, o que leva a um aumento intracelular da geração de produtos de rivados do oxigênio. Quando em baixas doses, essas drogas são fungistáticas, porém quando em alta concentração, elas da nificam rapidamente a membrana celular fúngica, possuindo efeito fungicida (FARIAS & GIUFFRIDA, 2008).

FARMACOCINÉTICA

Possui excelente absorção gastroentérica, não se observando alterações de sua biodisponibilidade por modificações do pH gástrico. Por ser hidrosolúvel , somente 11% do fármaco é conjugado à albumina plasmática, o que permite sua difusão e alta concentração em inúmeros tecidos e líquidos corporais. Apresenta boa penetração na pele, unhas, glândula salivar, sistema respiratório, urinário e reprodutor. Distribui-se amplamente pelos tecidos oculares e no sistema nervoso central. 90% do fármaco é eliminado de forma inalterada na urina.

CONSIDERAÇÕES LABORATORIAIS

O uso de triazóis pode causar aumento das aminotransferases, ureia e fosfatase alcalina.

EFEITOS ADVERSOS

Seus efeitos colaterais são esporádicos e não diferem daquele observados com outros derivados imidazóis ou triazóis.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Não deve ser utilizada em pacientes gestantes, lactantes ou em período fértil.

SUPERDOSAGEM

Há registros de insuficiência hepática e icterícia.

MONITORAMENTO

Monitorar a eficácia do tratamento e possível aparição ou aumento de efeitos adversos.

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Referências Bibliográficas

BOCARDO, M. et al. Antifúngicos na oftalmologia em equinos. Revista Científica Eletrônica de Medicina Veterinária é uma publicação semestral da Faculdade de

Medicina Veterinária e Zootecnia de Garça FAMED/FAEF e Editora FAEF. Ano VI – Número 11 – Julho de 2008 – Periódicos Semestral

COSTA, E. O.; GÓRNIAK, S. L. Agentes antifúngicos e antivirais. In: SPINOSA H. S. et al. Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.

FARIAS, M. R.; GIUFFRIDA, R. Antifúngicos. In: ANDRADE, S. F. Manual de terapêutica Veterinária, 3 ed. São Paulo: Editora Roca, 2008, 912 p.

MORCIRA, M. J. A. et al. Tratamento da aspergilose pulmonar com itraconazol em um equino.Braz J vet Res anim Sei v.41 (supl) 2004

NOBRE, M. O. et al. Drogas antifúngicas para pequenos e grandes animais. Ciência Rural, Santa Maria, v.32, n.1, p.175-184, 2002