Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Quinidina

Classificaçāo

Antiarrítmico

Receita

Receita Simples

Espécies

Bovinos e Equinos

ARMAZENAMENTO

Armazenar ao abrigo de luz e calor.

Os sais de quinidina quando se apresentarem escurecidos (degradação por exposição à luz) não devem ser usados.

Apresentações e concentrações

Este produto ainda não tem informações de Apresentações e concentrações

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

Bloqueador de canais de cálcio antiarrítmico (classe 1A).

Utilizada para a reversão da fibrilação atrial.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

Não usar em portadores de miastenia, bloqueios atrioventriculares ou intoxicação digitálica;

Usar com cautela em hepatopatas, nefropatas ou portadores de desequilíbrios hidroeletrolíticos.

EFEITOS ADVERSOS

Pode provocar anorexia, diarréia, hipotensão, taquiarritmias, bloqueio cardíaco e convulsões.

Em equídeos ainda pode cauasr cólica, laminite, parafimose, urticária e broncoespasmo.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Não é indicado para lactantes. Utilizar com cautela em gestantes.

SUPERDOSAGEM

A sobredosagem pode provocar principalmente taquicardia, hipotensão além dos efeitos adversos listados.

Administração e doses

Via(s)

Oral

IV

FREQUÊNCIA DE UTILIZAÇÃO

24 / 24 horas

IV

Recomendado

Bovinos

40 mg / kg

calcular

Sonda nasogástrica

Recomendado

Equinos

20 - 22 mg / kg

calcular

OBSERVAÇÕES

Pode ser usada em equinos pela via intravenosa em doses de 1 a 1,5 mg/kg a cada 10-15 minutos, até a conversão para ritmo sinusal.

A administração concomitante com Acetazolamida, acidificantes urinários, alcalinizantes urinários, amiodarona, anti-depressivos tricíclicos, anti-hipertensivos, antiácidos, antiarrítmicos, aurotioglucose, bloqueadores neuromusculares, cetoconazol, cimetidina, cisaprida, colchicina, dexametasona, digoxina, diltiazem, fenitoína, fenobarbital, fenotiazínicos, fluconazol, fluoroquinolonas, itraconazol, neostigmina, piridostigmina, reserpina, varfarina e verapamil podem modificar a absorção dessas substâncias e causar efeitos adversos.

Interações medicamentosas

Acetazolamida

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Aumento do grau e duração dos efeitos da quinidina

Mecanismo de Ação

Diminuição da excreção renal da quinidina

Conduta

Ajustar dose

Besilato de Atracúrio

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Potencialização do bloqueio neuromuscular

Mecanismo de Ação

Possível sinergismo farmacológico

Conduta

Ajustar dose

Betanecol

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido do betanecol

Conduta

Evitar o uso

Brometo de Rocurônio

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terpêutico aumentado do brometo de rocurônio

Conduta

Ajustar dose

Ciprofloxacino

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Grave

Efeito Clínico

Arritmia cardíaca grave, taquicardia ventricular e fibrilação

Mecanismo de Ação

Efeito aditivo no prolongamento do intervalo QT

Conduta

Incompatível

Cisaprida

Tipo de Interação

Toxicidade

Grau de Interação

Grave

Efeito Clínico

Aumento do risco de arritmias cardíacas

Mecanismo de Ação

Efeito aditivo do prolongamento do intervalo QT

Conduta

Incompatível

Citrato de Sódio

Conduta

Evitar o uso

Cloridrato de Amitriptilina

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico aumentado do Cloridrato de Amitriptilina

Conduta

Ajustar dose

Cloridrato de Loperamida

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Aumento dos níveis do Cloridrato de Loperamida

Conduta

Ajustar dose

Cloridrato de Verapamil

Grau de Interação

Grave

Efeito Clínico

Hipotensão, bradicardia, taquicardia ventricular e bloqueio AV

Mecanismo de Ação

Além dos efeitos farmacológicos sinérgicos o verapamil parece interferir com a eliminação da quinidina e prolongar seu tempo de meia-vida

Conduta

Evitar o uso

Codeína

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Diminuição dos efeitos analgésicos da codeína

Mecanismo de Ação

Interferência com a biotransformação de Codeína em Morfina

Conduta

Considerar outra terapia analgésica

Digitoxina

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico aumentado da Digitoxina

Conduta

Ajustar dose

Digoxina

Tipo de Interação

Toxicidade

Grau de Interação

Grave

Efeito Clínico

Efeito terapêutico aumentado da Digoxina , resultando em toxicidade

Mecanismo de Ação

Redução da eliminação renal e da excreção biliar e do volume de distribuição da Digoxina

Conduta

Ajustar dose

Escopolamina

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Aumento da ação anticolinérgica

Conduta

Evitar o uso

Fenobarbital

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido das Quinidinas

Mecanismo de Ação

Aumento da eliminação hepática da Quinidina

Conduta

Ajustar dose

Hidróxido de Alumínio

Tipo de Interação

Toxicidade

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Arritmias ventriculares, exacerbada hipotensão e insuficiência cardíaca

Mecanismo de Ação

Diminuição da excreção urinária de quinidina pois a reabsorção é aumentada se o pH urinário for maior do que 6,5

Conduta

IncompatívelObservações:

Imipramina

Grau de Interação

Moderado

Conduta

Incompatível

Mexiletina

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico aumentado da Mexiletina

Conduta

Ajustar dose

Pirimetamina

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido da Pirimetamina

Conduta

Evitar o uso

Rifampicina

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido da Quinidina

Conduta

Ajustar dose

Tiopental

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido das Quinidinas

Mecanismo de Ação

Aumento da eliminação hepática da Quinidina

Conduta

Ajustar dose

Varfarina

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico aumentado da Varfarina

Conduta

Evitar o uso

* Aviso Legal - Interações Medicamentosas - O Aplicativo Vet Smart contém informações de interação medicamentosas em geral, que foram levantadas por pesquisa realizada pelo próprio Vet Smart, de modo que as informações médicas e sobre medicamentos não é um aconselhamento médico veterinário e não deve ser tratado como tal. Portanto, a Vet Smart não garante nem declara que a informação sobre tratamentos médicos veterinários ou interações medicamentosas do Aplicativo Vet Smart: (A) estará constantemente disponível, ou disponíveis a todos; ou (B) são verdadeiras, precisas, completas, atuais ou não enganosas.

Farmacologia

COMPATIBILIDADE

É fracamente solúvel em água.

FARMACODINÂMICA

A quinidina inibe o influxo de sódio para a célula cardíaca através do bloqueio dos canais de sódio.

FARMACOCINÉTICA

Em bovinos não é bem absorvida pela via oral, devendo ser utilizada a via intravenosa.

É transformada no fígado em metabólitos que podem ser inativos e alguns com atividade cardíaca.

Seus metabólitos são excretados pelos rins.

EFEITOS ADVERSOS

Pode provocar anorexia, diarréia, hipotensão, taquiarritmias, bloqueio cardíaco e convulsões.

Em equídeos ainda pode cauasr cólica, laminite, parafimose, urticária e broncoespasmo.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Não é indicado para lactantes. Utilizar com cautela em gestantes.

SUPERDOSAGEM

A sobredosagem pode provocar principalmente taquicardia, hipotensão além dos efeitos adversos listados.

MONITORAMENTO

Monitorar concentrações plasmáticas no uso prolongado.

Se possível realizar acompanhamento com ECG. Monitorar pressão sanguínea.

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Referências Bibliográficas

ALMEIDA, M.R. e ALMEIDA, R.M. Complicações anestésicas em eqüinos – revisão de literatura. PUBVET, V.2, N.27, Art#273, Jul2, 2008.

PAPICH, M. G. Manual Saunders de terapia veterinária. 3ª ed. Elsevier, Rio de Janeiro, 2012.

TÁRRAGA, K. M. Medicamentos Antiarrítmicos. In: SPINOSA H. S. et al. Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011.