Sobre

Aviso

Este medicamento é de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Sulfato de Tobramicina

Classificaçāo

Antibiótico (grupo Aminoglicosídeos)

Receita

Controle Especial - Humano

Espécies

Equinos

INFORMAÇÕES AO CLIENTE

Medicamentos parenterais devem ser bem inspecionados visualmente antes da administração, para se detectar alterações de coloração ou presença de partículas sempre que o recipiente e a solução assim o permitirem.

Informe ao Médico Veterinário a ocorrência de gestação ou lactação durante ou logo após o tratamento.

A interrupção do tratamento e a modificação de dose não devem ser feitas sem a orientação do Médico Veterinário. Os microrganismos são capazes de desenvolver resistência nos casos de subdosagem.

O medicamento só deve ser prescrito por um Médico Veterinário. O uso indiscriminado de antimicrobianos pode ser perigoso para a saúde dos animais.

ARMAZENAMENTO

Conservar em local seco, entre 15°C e 30°C, ao abrigo da luz solar direta e fora do alcance de crianças e animais domésticos.

Apresentações e concentrações

Este produto ainda não tem informações de Apresentações e concentrações

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

É indicada no tratamento a curto prazo de infecções graves causadas por cepas sensíveis de bactérias gram-negativas. Pode ser utilizada topicamente em infecções bacterianas em ouvido e olhos.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

Utilizar com cautela em pacientes neonatos, geriátricos e portadores de insuficiência renal, desordens neuromusculares, febre intensa e desidratação.

EFEITOS ADVERSOS

A tobramicina (aminoglicosídeo mais moderno) possui maior índice terapêutico, diminuindo os riscos de ototoxicidade e nefrotoxicidade, porém eles poderão ocorrer, bem como bloqueio neuromuscular, erupções cutâneas e alterações hematológicas. Em animais com nefropatia, há o aumento dos efeitos tóxicos, uma vez que há grandes níveis do antimicrobiano na circulação.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Não recomenda-se o uso em fêmeas gestantes ou lactantes.

SUPERDOSAGEM

O tratamento prolongado ou em altas doses com aminoglicosídeos pode provocar necrose tubular aguda, bloqueio neuromuscular, apnéia em casos de injeções intravenosas rápidas e síndrome de neurite óptica reversível.

Administração e doses

Via(s)

Tópica

IV

IM

FREQUÊNCIA DE UTILIZAÇÃO

8/8 horas

Doses

Recomendado

Equinos

4 mg / kg

calcular

OBSERVAÇÕES

Devem ser realizados exames bacteriológicos para a identificação do agente causal e sua sensibilidade à tobramicina.

Interações medicamentosas

Ampicilina

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Grave

Efeito Clínico

Inativação da ampicilina

Mecanismo de Ação

Inativação química

Conduta

Incompatível

Besilato de Atracúrio

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Grave

Efeito Clínico

Depressão respiratória prolongada

Mecanismo de Ação

Possível sinergismo farmacológico

Conduta

Incompatível

Brometo de Rocurônio

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terpêutico aumentado do brometo de rocurônio

Mecanismo de Ação

Sinergismo farmacológico

Conduta

Ajustar dose

Carboplatina

Tipo de Interação

Toxicidade

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Aumento do efeito nefrotóxico dos aminoglicosídeos

Conduta

Evitar o uso

Cefalosporina

Tipo de Interação

Toxicidade

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Aumento da nefrotoxicidade

Mecanismo de Ação

Potencialização dos efeitos adversos

Conduta

Incompatível

Cefalotina

Tipo de Interação

Toxicidade

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Aumento da nefrotoxicidade

Conduta

Evitar o uso

Cefazolina

Tipo de Interação

Toxicidade

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Aumento da nefrotoxicidade da cefazolina

Mecanismo de Ação

Potencialização dos efeitos adversos

Conduta

Evitar o uso

Cefoxitina

Tipo de Interação

Toxicidade

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito nefrotóxico aumentado

Conduta

Evitar o uso

Cisplatina

Tipo de Interação

Toxicidade

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Aumento da toxicidade dos Aminoglicosídeos

Conduta

Evitar o uso

Cloridrato de Vancomicina

Tipo de Interação

Toxicidade

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Aumento da nefrotoxicidade

Mecanismo de Ação

Toxicidade combinada

Conduta

Evitar o uso

Furosemida

Tipo de Interação

Toxicidade

Grau de Interação

Grave

Efeito Clínico

Aumento da ototoxicidade

Mecanismo de Ação

Possivelmente toxicidade auditiva sinérgica entre ambas as subst.

Conduta

Incompatível

Neostigmina

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido da Neostigmina

Conduta

Ajustar dose

Penicilina

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido dos Aminoglicosídeos

Mecanismo de Ação

Inativação química

Conduta

Administrar em local diferente e com intervalo

* Aviso Legal - Interações Medicamentosas - O Aplicativo Vet Smart contém informações de interação medicamentosas em geral, que foram levantadas por pesquisa realizada pelo próprio Vet Smart, de modo que as informações médicas e sobre medicamentos não é um aconselhamento médico veterinário e não deve ser tratado como tal. Portanto, a Vet Smart não garante nem declara que a informação sobre tratamentos médicos veterinários ou interações medicamentosas do Aplicativo Vet Smart: (A) estará constantemente disponível, ou disponíveis a todos; ou (B) são verdadeiras, precisas, completas, atuais ou não enganosas.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

Estes antibióticos interferem na síntese proteica bacteriana, promovendo a formação de proteínas defeituosas. Os aminoglicosídeos ligam-se à subunidade 30 S do ribossoma, provocando a leitura incorreta do códifo genético e, consequentemente, permitem a incorporação de aminoácidos incorretos na cadeia polipeptidica que está sendo formada no ribossoma. a proteína defeituosa é fundamental para o metabolismo da bactéria, levando à morte celular (SPINOSA, 2006).

FARMACOCINÉTICA

A absorção dos aminoglicosídeos no trato digestivo é desprezível, porém são ativos na luz intestinal, quando administrados via oral. Para o tratamento de infecções sistêmicas recomenda-se o uso da via parenteral. Em geral, estes antibióticos ligam-se pouco às proteínas plasmáticas e não são biotransformados de maneira significante no organismo do animal. A eliminação renal do agente na sua forma ativa ocorre por filtração glomerular; a ocorrência de nefropatia pode provocar níveis altos de aminoglicosídeos na circulação, favorecendo o aparecimento de efeitos tóxicos.

EFEITOS ADVERSOS

A tobramicina (aminoglicosídeo mais moderno) possui maior índice terapêutico, diminuindo os riscos de ototoxicidade e nefrotoxicidade, porém eles poderão ocorrer, bem como bloqueio neuromuscular, erupções cutâneas e alterações hematológicas. Em animais com nefropatia, há o aumento dos efeitos tóxicos, uma vez que há grandes níveis do antimicrobiano na circulação.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Não recomenda-se o uso em fêmeas gestantes ou lactantes.

SUPERDOSAGEM

O tratamento prolongado ou em altas doses com aminoglicosídeos pode provocar necrose tubular aguda, bloqueio neuromuscular, apnéia em casos de injeções intravenosas rápidas e síndrome de neurite óptica reversível.

MONITORAMENTO

Em tratamentos orais e parenterais com aminoglicosídeos, deve ser avaliada com frequência a função renal (uréia, creatinina) do paciente, bem como a densidade de urina, aumento da excreção de proteína e a presença de cilindros ou células, através da urinálise

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Referências Bibliográficas

ANDRADE, S.F. et al. Quimioterápicos, antimicrobianos e quimioterápicos. In: ANDRADE, S. F. Manual de terapêutica Veterinária, 3 ed. São Paulo:

Editora Roca, 2008

ANDRADE, S. F. Princípios ativos, apresentações e doses para ruminantes, equinos e suínos. In: ANDRADE, S. F. Manual de terapêutica Veterinária, 3 ed. São Paulo:

Editora Roca, 2008

SPINOSA, H. S. Antibióticos: aminoglicosídeos, polimixinas, bacitracina e vancomicina. SPINOSA H. S. et al. Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.

VIEIRA, F. C.; PINHEIRO, V. A. Monografias farmacêuticas. In: VIEIRA, F. C.; PINHEIRO, V. A. Formulário veterinário farmacêutico. 1. ed. São Paulo: Pharmabooks, 2004