Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Tiopental

Classificaçāo

Anestésico Geral

Receita

Receita Azul ou B

Espécies

Bovinos e Equinos

COMPOSIÇÃO

Cada frasco-ampola contém: 0,5 g

tiopental sódico 0,5 g

carbonato de sódio 0,03 g


Cada frasco-ampola contém: 1,0 g

tiopental sódico 1,0 g

carbonato de sódio 0,06 g

ARMAZENAMENTO

O pó para solução injetável deve ser conservado à temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C), protegido da luz, e a solução reconstituída em refrigerador (entre 2°C e 8°C) por 24 horas.

Apresentações e concentrações

Este produto ainda não tem informações de Apresentações e concentrações

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

Barbitúrico usado indução de anestesia ou para anestesia de curta duração (procedimentos de 10-15 minutos).

Pode ser administrado por via intravenosa, com pré-medicação ou outros adjuvantes anestésicos, como tranquilizantes e sedativos (p. ex., alfa2-agonistas, fenotiazínicos e opiáceos).

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

Usar com cautela em pacientes com doença respiratória ou cardíaca.

EFEITOS ADVERSOS

Pode promover arritmias cardíacas, depressão do miocárdio, depressão respiratória com apneia transitória; pode desencadear hipotermia, vasodilatação periférica e depressão do centro da termorregulação.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

O uso seguro durante a gestação e lactação não foi estabelecido, embora não existam relatos de problemas fetais relacionados. A avaliação do clínico quanto aos benefícios e riscos do tratamento é fundamental.

SUPERDOSAGEM

Altas doses aumentam os efeitos tóxicos do princípio ativo e podem colocar em risco a vida do paciente.

Administração e doses

Via(s)

IV

Bovinos

Recomendado

Bovinos

8,2 - 10 mg / kg

calcular

Equinos - Equinos

c/ pré- anestesia

6 - 13 mg / kg

calcular

s/ pré anestesia

9 - 15,5 mg / kg

calcular

manutenção

10 - 15 mg / kg

calcular

OBSERVAÇÕES

Só usar se houver possibilidade de monitorar e manter a respiração do paciente.

Interações medicamentosas

Anticoagulantes

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Grave

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido dos anticoagulantes

Mecanismo de Ação

Aumento da eliminação hepática dos anticoagulantes, provavelmente causado pela indução das enzimas

Conduta

Ajustar dose

Antidepressivos tricíclicos

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido dos Antidepressivos

Mecanismo de Ação

Desconhecido

Conduta

Ajustar dose

Betametasona

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido da aminofilina

Mecanismo de Ação

Estimulação do metabolismo da teofilina com consequente aumento de sua excreção

Conduta

Ajustar dose

Carbamazepina

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido da carbamazepina

Mecanismo de Ação

Indução de seu metabolismo hepático

Conduta

Ajustar dose

Cetamina

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido dos barbitúricos

Mecanismo de Ação

Desconhecido

Conduta

Ajustar dose

Ciclofosfamida

Tipo de Interação

Toxicidade

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Aumento da atividade leucopênica da Ciclofosfamida

Conduta

Evitar o uso

Ciclosporina

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido da Ciclosporina

Mecanismo de Ação

Aumento da biotransformação e da eliminação da Ciclosporina

Conduta

Ajustar dose

Citrato de Fentanila

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Depressão do SNC

Conduta

Ajustar dose

Clonazepam

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Perda da eficácia do Clonazepam

Mecanismo de Ação

Indução do metabolismo hepático

Conduta

Ajustar dose

Cloranfenicol

Tipo de Interação

Sinergismo/Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico aumentado ou diminuido do Cloranfenicol

Cloreto de Pralidoxima

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico aumentado da Pralidoxima

Conduta

Ajustar dose

Clorfentramida

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Potencialização do efeito sedativo da Clorfentramida

Conduta

Ajustar dose

Cloridrato de Prometazina

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido de ambas as subst.

Mecanismo de Ação

Estimulação das enzimas microssomais hepáticas

Conduta

Ajustar dose

Cloridrato de Xilazina

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeitos depressores

Conduta

Ajustar dose

Clorpromazina

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido de ambas as subst.

Mecanismo de Ação

Estimulação das enzimas microssomais hepáticas

Conduta

Ajustar dose

Contraceptivos

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Grave

Efeito Clínico

Inibição dos efeitos terapêuticos dos contraceptivos

Mecanismo de Ação

Redução das concentrações efetivas dos contraceptivos

Conduta

Evitar o uso

Desclorfeniramina

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Potencialização do efeito sedativo da Dexclorfeniramina

Conduta

Ajustar dose

Dexametasona

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido da Dexametasona

Mecanismo de Ação

Aumento do metabolismo hepático da Dexametasona

Conduta

Evitar o uso

Dietilestilbestrol

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido do Dietilestilbestrol

Mecanismo de Ação

Indução das enzimas que metabolizam o Dietilestilbestrol no fígado

Conduta

Evitar o uso

Doxiciclina

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido da Doxiciclina

Mecanismo de Ação

Aumento do metabolismo hepático da Doxiciclina

Conduta

Ajustar dose

Estradiol

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido do Estradiol

Mecanismo de Ação

Indução das enzimas que metabolizam o Estradiol no fígado

Conduta

Evitar o uso

Fenotiazinas

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido de ambas as subst.

Mecanismo de Ação

Estimulação das enzimas microssomais hepáticas

Conduta

Ajustar dose

Heparina Sódica

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Grave

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido dos anticoagulantes

Mecanismo de Ação

Aumento da eliminação hepática dos anticoagulantes, provavelmente causado pela indução das enzimas

Conduta

Ajustar dose

Hidroxizine

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico aumentado do Hidroxizine

Conduta

Ajustar dose

Imipramina

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Potencialização da depressao do SNC

Conduta

Incompatível

Metadona

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido da Metadona

Mecanismo de Ação

Desconhecido

Conduta

Ajustar dose

Metilprednisolona

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico do metilprednisolona diminuido

Mecanismo de Ação

Aumento do clearance hepático

Conduta

Ajustar dose

Paracetamol

Tipo de Interação

Toxicidade

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Aumento da toxicidade do Paracetamol

Mecanismo de Ação

Aumento do metabolismo do Paracetamol, que leva ao aumento de suas hepatotoxinas

Conduta

Ajustar dose

Prednisona

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido da Prednisolona

Mecanismo de Ação

stimulação do metabolismo do Corticosteróide secundária a indução das enzimas hepáticas pelos Barbitúricos

Conduta

Evitar o uso

Progesterona

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido da Progesterona

Conduta

Ajustar dose

Quinidina

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido das Quinidinas

Mecanismo de Ação

Aumento da eliminação hepática da Quinidina

Conduta

Ajustar dose

Teofilinas

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido das Teofilinas

Mecanismo de Ação

Aumento do metabolismo de Teofilina, aumentando o clearence

Conduta

Ajustar dose

Vitamina C

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido da Vitamina C

Mecanismo de Ação

Aumento da excreção urinária da Vitamina C

Conduta

Ajustar dose

Ácido Acetilsalicílico

Tipo de Interação

Toxicidade

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Barbitúricos podem mascarar os sintomas respiratórios da superdosagem com ácido acetilsalicílico e aumento de sua toxicidade

Conduta

Evitar o uso

Ácido Ascórbico

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuído do ácido ascórbico

Mecanismo de Ação

Aumento da excreção urinária do ácido ascórbico

Conduta

Ajustar dose

Ácido Ursodexocílico

Tipo de Interação

Urolitíase biliar

Grau de Interação

Grave

Efeito Clínico

Urolitíase biliar

Conduta

Incompatível

Ácido Valpróico

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico aumentado do Fenobarbital

Mecanismo de Ação

Diminuição da eliminação hepática do Barbitúrico

Conduta

Ajustar dose

* Aviso Legal - Interações Medicamentosas - O Aplicativo Vet Smart contém informações de interação medicamentosas em geral, que foram levantadas por pesquisa realizada pelo próprio Vet Smart, de modo que as informações médicas e sobre medicamentos não é um aconselhamento médico veterinário e não deve ser tratado como tal. Portanto, a Vet Smart não garante nem declara que a informação sobre tratamentos médicos veterinários ou interações medicamentosas do Aplicativo Vet Smart: (A) estará constantemente disponível, ou disponíveis a todos; ou (B) são verdadeiras, precisas, completas, atuais ou não enganosas.

Farmacologia

COMPATIBILIDADE

O propofol é misturado ao tiopental sódico em mistura 1:1 e a mistura é física e quimicamente compatível, se usada de imediato.

FARMACODINÂMICA

A ação é ultracurta. O mecanismo de ação dos barbitúricos é complexo; eles alteram a condutividade iônica de diversos íons e interagem com o complexo receptor do GABA, aumentando o tempo de abertura dos canais de cloro e hiperpolarizando a membrana pós-sináptica.

FARMACOCINÉTICA

A lipossolubilidade é provavelmente a característica mais importante dos tiobarbitúricos. Os fármacos altamente solúveis nos lipídeos são rapidamente captados por todos os tecidos e inclusive atravessam rapidamente pelo SNC e placenta.

A indução e a recuperação da anestesia são dependentes da redistribuição do agente nos tecidos

São biotransformados no fígado e os metabólitos excretados na urina.

EFEITOS ADVERSOS

Pode promover arritmias cardíacas, depressão do miocárdio, depressão respiratória com apneia transitória; pode desencadear hipotermia, vasodilatação periférica e depressão do centro da termorregulação.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

O uso seguro durante a gestação e lactação não foi estabelecido, embora não existam relatos de problemas fetais relacionados. A avaliação do clínico quanto aos benefícios e riscos do tratamento é fundamental.

SUPERDOSAGEM

Altas doses aumentam os efeitos tóxicos do princípio ativo e podem colocar em risco a vida do paciente.

MONITORAMENTO

Monitorar as funções cardiovascular e respiratória durante a anestesia com tiopental.

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Referências Bibliográficas

ANDRADE, S. F. Princípios ativos, apresentações e doses para ruminantes, equinos e suínos. In: ANDRADE, S. F. Manual de terapêutica Veterinária, 3 ed. São Paulo:

Editora Roca, 2008

FANTONI, D. T.; CORTOPASSI, S. R. G. Anestésicos intravenos. In: Andrade SF. Manual de terapêutica veterinária. 3. ed. São Paulo: Roca, 2008.

GUEDES, A. G. P.; NATALINI, C. C. Anestesia em equinos com síndrome cólica - análise de 48 casos e revisão de literatura. Ciência Rural, Santa Maria, v.32, n.3, p.535-542, 2002

PAPICH, M. G. Manual Saunders de terapia veterinária. 3ª ed. Elsevier, Rio de Janeiro, 2012]