Sobre

Aviso

Este medicamento é de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Amicacina

Classificaçāo

Antibiótico (grupo Aminoglicosídeos)

Receita

Controle Especial - Humano

Espécies

Bovinos e Equinos

INFORMAÇÕES AO CLIENTE

Medicamentos parenterais devem ser bem inspecionados visualmente antes da administração, para se detectar alterações de coloração ou presença de partículas sempre que o recipiente e a solução assim o permitirem. Sulfato de amicacina apresenta-se como uma solução estéril, límpida e incolor. Após diluição, a solução apresenta-se límpida e incolor.

ARMAZENAMENTO

Após aberto, utilizar imediatamente. Após diluição conservar sob refrigeração por até 60 dias.

Apresentações e concentrações

Este produto ainda não tem informações de Apresentações e concentrações

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

Antibiótico contra gram negativos e alguns Staphylococcus. A amicacina se mostrou eficiente contra microrganismos isolados de diversos pacientes ortopédicos estudados por SNYDER (1987).

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

Usar com cautela em neonatos, geriátricos e portadores de insuficiência renal, desordens neuromusculares, febre intensa e desidratação.

EFEITOS ADVERSOS

Os aminoglicosídeos podem causar efeitos adversos como nefrotoxidade (associada ao tratamento prolongado e concentrações plasmáticas elevadas), ototoxidade, bloqueio neuromuscular, paralisia flácida e apneia. Em animais com nefropatia a dose deve ser ajustada cuidadosamente pois há o aumento dos efeitos tóxicos (PRESCOTT, 2016).

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Não recomenda-se o uso em fêmeas gestantes. Em humanos pode causar toxicidade do oitado nervo do feto, portanto seu uso deve ser pautado na relação risco/benefício para o paciente (SILVA, 2010). A amicacina é excretada no leite porém apresenta fraca absorção por via oral.

SUPERDOSAGEM

A superdosagem de aminoglicosídeos pode provocar grau mais elevado de nefrotoxicidade, ototoxicidade. Bem como apnéia em casos de injeções intravenosas rápidas.

Administração e doses

Via(s)

IV

IM

Intra-articular

Videos da(s) via(s)

FREQUÊNCIA DE UTILIZAÇÃO

12 horas

Doses

Recomendado

Bovinos e Equinos

10 mg / kg

calcular

Interações medicamentosas

Esse produto não contém interações, pois não há referências sobre ou ainda não foi preenchida por nossa equipe técnica.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

Interfere na síntese protéica bacteriana, promovendo a formação de proteínas defeituosas. Ligam-se à subunidade 30 S do ribossoma, provocando a leitura incorreta do código genético e, consequentemente , permitem a incorporação de aminoácidos incorretos na cadeia polipeptídica. Esta proteína defeituosa é essencial ao metabolismo da bactéria, levando a morte celular (SPINOSA, 2006)

FARMACOCINÉTICA

A absorção pelo trato gastrointestinal é insignificante, porém por via parenteral se distribui em vários tecidos. A amicacina pouco se liga às proteínas plasmáticas e não são biotransformadas de maneira significante no organismo (SPINOSA, 2006). Orsini (1985) estudou o uso da amicacina contra diversas infecções em equinos e concluiu que nas dose de 4,4 e 6,6 mg/kg o medicamento pode ser usado de duas a três vezes ao dia para atingir a concentração mínima inibitória. Através de aplicação intramuscular apresentou pico médio de concentração de 13,3 a 23 μg/mL (dependente das doses 4,4 e 6,6 mg/kg respectivamente) após 1 hora da aplicação. A eliminação da amicacina acontece majoritariamente por meio de excreção renal e a forma inalterada do fármaco pode ser encontrada na urina (PRESCOTT, 2016). A amicacina também pode ser utilizada através de infiltração articular na concentração de 250 mg/ml na velocidade de infusão de 0.4vml/h (ADAMS, 2000) e ainda pode ser administrada por perfusão regional intravenosa.

CONSIDERAÇÕES LABORATORIAIS

Pode causar alterações hematológicas.

EFEITOS ADVERSOS

Os aminoglicosídeos podem causar efeitos adversos como nefrotoxidade (associada ao tratamento prolongado e concentrações plasmáticas elevadas), ototoxidade, bloqueio neuromuscular, paralisia flácida e apneia. Em animais com nefropatia a dose deve ser ajustada cuidadosamente pois há o aumento dos efeitos tóxicos (PRESCOTT, 2016).

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Não recomenda-se o uso em fêmeas gestantes. Em humanos pode causar toxicidade do oitado nervo do feto, portanto seu uso deve ser pautado na relação risco/benefício para o paciente (SILVA, 2010). A amicacina é excretada no leite porém apresenta fraca absorção por via oral.

SUPERDOSAGEM

A superdosagem de aminoglicosídeos pode provocar grau mais elevado de nefrotoxicidade, ototoxicidade. Bem como apnéia em casos de injeções intravenosas rápidas.

MONITORAMENTO

Deve ser avaliada com frequência a função renal (uréia, creatinina) do paciente, bem como a densidade de urina, aumento da excreção de proteína e a presença de cilindros ou células, através da urinálise.

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Referências Bibliográficas

ADAMS, Stephen B.; LESCUN, Timothy B. How to treat septic joints with constant intra-articular infusion of gentamicin or amikacin. In: AAEP Proc. 2000.

ORSINI, J. A. et al. Pharmacokinetics of amikacin in the horse following intravenous and intramuscular administration. Journal of veterinary pharmacology and therapeutics, v. 8, n. 2, p. 194-201, 1985.

PRESCOTT, J. F. Quimioterapia antimicrobiana. In: MCVEY, D. S. et al. Microbiologia veterinária. - 3. ed. [tradução José Jurandir Fagliari.] - Rio de Janeiro : Guanabara Koogan, 2016.

SILVA, P. Conceitos Básicos da Antibioticoterapia. In: SILVA, P., 1921. Farmacologia/Penildon Silva – 8 ed. [Reimpr.]. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010.

SNYDER, JACK R.; PASCOE, JOHN R.; HIRSH, DWIGHT C. Antimicrobial susceptibility of microorganisms isolated from equine orthopedic patients. Veterinary Surgery, v. 16, n. 3, p. 197-201, 1987.

SPINOSA H. S. Antibióticos que Interferem na Síntese de Ácidos Nucleicos (Rifamicinas e Novobiocina) e Antibióticos Bactericidas que Interferem na Síntese Proteica (Aminoglicosídios) In: SPINOSA H. S. et al. Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária. 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011.