Sobre

Aviso

Este medicamento é de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Florfenicol

Classificaçāo

Antimicrobiano

Receita

Receita Simples

Espécies

Bovinos

Apresentações e concentrações

Opções veterinárias

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

O florfenicol foi desenvolvido para utilização em bovinos, a partir da necessidade de utilização de um medicamento que não causasse efeitos colaterais graves em humanos, como é o caso do cloranfenicol. É utilizado para o tratamento de infecções respiratórias e diarreias, sendo efetivo contra bactérias gram-positivas e gram-negativas. Por apresentar alta concentração no leite, pode ser utilizado para tratamento sistêmico de mastites em vacas lactantes (PAES, 2012).

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

Não deve ser utilizado po via IV.

EFEITOS ADVERSOS

O florfenicol tem se mostrado seguro para uso em animais produtores de alimentos por não apresentar os efeitos adversos em humanos associados ao cloranfenicol.

SUPERDOSAGEM

Em estudos onde foram aplicadas doses elevadas de florfenicol, observaram-se efeitos como a diminuição no consumo de alimentos e água, redução da atividade rumenal, amolecimento de fezes e perda de peso (PAES, 2012; VARMA, 1997).

Administração e doses

Via(s)

SC

IM

Interações medicamentosas

Esse produto não contém interações, pois não há referências sobre ou ainda não foi preenchida por nossa equipe técnica.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

O florfenicol age de maneira semelhante ao seu precursor, o cloranfenicol, inibindo a síntese proteica microbiana através da interação com a peptidiltransferase. O florfenicol se liga as subunidades 30S e 50S do ribossomo bacteriano, o que impede a ligação com o substrato aminoácido, inibindo a ligação peptídica. (PAPICH e RIVIERE, 2013; PAES, 2012).

FARMACOCINÉTICA

Em bovinos o florfenicol apresenta absorção lenta por via IM, com meia vida de 18 horas, demonstrando vantagem quanto ao manejo da terapia animal. Tem sido sugerido para o tratamento de meningocefalites bacterianas em ruminantes por apresentar boa capacidade de penetração na barreira hematoencefálica agindo de maneira similar ao cloranfenicol. Foi demonstrado concentração suficiente no líquido cefalorraquidiano de bovino para inibir Haemophillus somnus. A maior parte da droga é excretada pelos rins de bovinos sem sofrer metabolização (CRAENE, 1997; PAES, 2012).

EFEITOS ADVERSOS

O florfenicol tem se mostrado seguro para uso em animais produtores de alimentos por não apresentar os efeitos adversos em humanos associados ao cloranfenicol.

SUPERDOSAGEM

Em estudos onde foram aplicadas doses elevadas de florfenicol, observaram-se efeitos como a diminuição no consumo de alimentos e água, redução da atividade rumenal, amolecimento de fezes e perda de peso (PAES, 2012; VARMA, 1997).

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Referências Bibliográficas

CRAENE, B. A. et al. Pharmacokinetics of florfenicol in cerebrospinal fluid and plasma of calves. Antimicrobial agents and chemotherapy, v. 41, n. 9, p. 1991-1995, 1997.

PAES, A.C. Cloranfenicol. In: BARROS, C. M. e DI STASI, L. C. Farmacologia veterinária. Manole. Barueri-SP, 2012.

PAPICH, M. G. e RIVIERE J. Cloranfenicol e derivados, macrolídeos, lincosamidas e antimicrobianos diversos. In: ADAMS, H. Richard. Farmacologia e terapêutica em veterinária / editoria de H. Richard Adams; [tradução Cid Figueiredo]. - Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013.

VARMA, K. J. Microbiology, pharmacokinetic disposition and safety of florfenicol in cattle. Hora Veterinaria (Brazil), 1997.