Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Dexametasona

Classificaçāo

Anti-inflamatório

Receita

Receita Simples

Espécies

Bovinos e Equinos

INFORMAÇÕES AO CLIENTE

A indução do parto deve ser acompanhada por um médico veterinário, pois podem ocorrer complicações durante ou após o procedimento.

A idade gestacional e riscos associados devem ser avaliados antes de usar este medicamento em fêmeas prenhes.

Informe o médico veterinário responsável sobre qualquer efeito adverso observado.

Apresentações e concentrações

Opções veterinárias

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

A dexametasona possui efeitos aintiinflamatórios e imunossupressores. Dentre os glicocorticoides, é mais frequentemente utilizada para grandes animais por questões de custo e potência do fármaco (GROSS, 2013). Glicocorticoides podem também, ser utilizados para indução do parto em bovinos (ANTONIAZZI, 2009; THOMPSON, 2013). A dexametasona nas concentrações de 20 ou 30mg, utilizada por via IM se mostra até 90% eficaz na indução do parto, que ocorre entre 24 e 72 horas após a aplicação (THOMPSON, 2013). Ainda pode ser utilizada como indutor de lactação em vacas subférteis.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

O uso de glicocorticoides de modo sistêmico é contraindicado em casos de infecções sistêmicas por fungos e trombocitopenia idiopática. Usar com maior atenção em animais que possuem função renal diminuída. Quando se instituir a terapêutica por longo período, é recomendável não interromper o tratamento abruptamente e sim usar-se um esquema regressivo de dosagens. Não recomendado para animais portadores de diabetes mellitus, insuficiência renal, osteoporose e verminoses graves.

EFEITOS ADVERSOS

A retirada abrupta do tratamento com glicocorticoides pode ocasionar efeitos como febre, mialgia e artralgia, podendo ser confundidos com a exacerbação dos sintomas prévios da doença tratada (MACEDO e OLIVEIRA, 2010). Os glicocorticoides causam diversos efeitos adversos, que podem porém, ser controlados com o ajuste adequado da dose durante o tratamento. Dentre eles estão: Distúrbios eletrolíticos como retenção de sódio e edema (poliúria), excreção aumentada de potássio (polidipsia), excreção aumentada de cálcio (polifagia), náuseas, vômitos, úlcera péptica, esofagite, pancreatite, hipercortisolismo, insuficiência suprarrenal secundária, diabete melito, hipertensão arterial, tromboembolismo, glaucoma, fraqueza muscular, fraturas ósseas, necrose asséptica da cabeça do fêmur, neutrofilia, eosinopenia, linfopenia, monocitopenia e púrpuras (ROCHA e JOAQUIM, 2012). Como os glicocorticoides dificultam a deposição de fibrina e a proliferação de fibroblastos acabam por retardar o processo de cicatrização (MACEDO e OLIVEIRA, 2010). Em equinos as doses elevadas de glicocorticóides podem induzir ou exacerbar a laminite (FERGUSON e HOENIG, 2013) além de causar sonolência e letargia.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Os corticosteróides podem induzir o aparecimento de sinais de parto ou o parto, principalmente se aplicados nas últimas fases de gestação, portanto se não se tem essa intenção, não deve ser utilizado em fêmeas prenhes. Os glicocorticóides ainda podem apresentar efeitos teratogênicos quando utilizados durante o início da prenhez, devendo ser evitados em animais de reprodução (FERGUSON e HOENIG, 2013).

Quando usado de maneira crônica pode resultar em infertilidade temporária, modificação do ciclo estral das fêmeas e distúrbios de libido e capacidade de fecundação nos machos. Esses efeitos podem ser revertidos suspendendo o uso do glicocorticoide (ROCHA e JOAQUIM, 2012).

A retenção de membranas placentárias é frequente quando se utiliza glicocorticoides como indutores de parto e quando a dexametasona é utilizada para indução da lactação, deve-se levar em consideração que pode acontecer o bloqueio da função ovariana e consequente aumento do período do estro (THOMPSON, 2013).

SUPERDOSAGEM

Os principais efeitos de doses altas de glicocorticoides são infecções secundárias quando utilizados com finalidade de imunossupressão, porém todos os efeitos adversos listados podem ser exacerbados.

Administração e doses

Via(s)

Intra-articular

Oral

SC

IV

IM

Tópica

Oftálmica

FREQUÊNCIA DE UTILIZAÇÃO

1 vez ao dia

Antiinflamatório/antialérgico IV ou IM (FERGUSON e HOENIG, 2013)

Recomendado

Bovinos

5 - 40 mg / animal

Equinos

0,05 - 0,2 mg / kg

calcular

Interações medicamentosas

Anfotericina B

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Hipocalemia

Conduta

Evitar o uso

Anticoagulantes

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido dos Anticoagulantes

Mecanismo de Ação

Desconhecido

Conduta

Evitar o uso

Antifúngicos Azóis

Tipo de Interação

Toxicidade

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico aumentado da Dexametasona, levando a toxicidade

Mecanismo de Ação

Inibição do metabolismo da Dexametasona e diminuição da sua eliminação

Conduta

Ajustar dose

Barbitúricos

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido da Dexametasona

Mecanismo de Ação

Aumento do metabolismo hepático da Dexametasona

Conduta

Evitar o uso

Carprofeno

Tipo de Interação

Toxicidade

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Úlceras gastrintestinais e toxicidade renal

Conduta

Evitar o uso

Ciprofloxacina

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Aumenta o risco de ruptura de tendão

Mecanismo de Ação

Desconhecido

Conduta

Evitar o uso

Decanoato de Nandrolona

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Aumento da formação de edema

Conduta

Evitar o uso

Doxapram

Grau de Interação

Grave

Conduta

Incompatível

Fenitoína

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido da Dexametasona

Mecanismo de Ação

Aumento do metabolismo da Dexametasona, aumentando sua eliminação hepática

Conduta

Ajustar dose

Hidróxido de Alumínio

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido dos Corticosteróides

Mecanismo de Ação

Desconhecido

Conduta

Evitar o uso

Praziquantel

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido do Praziquantel

Conduta

Ajustar dose

Rifampicina

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido da Dexametasona

Mecanismo de Ação

Aumento do metabolismo hepático da Dexametasona

Conduta

Evitar o uso

Salicilatos

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido dos salicitados

Mecanismo de Ação

Aumento do metabolismo hepático dos Salicilatos, aumentando sua eliminação renal

Conduta

Ajustar dose

* Aviso Legal - Interações Medicamentosas - O Aplicativo Vet Smart contém informações de interação medicamentosas em geral, que foram levantadas por pesquisa realizada pelo próprio Vet Smart, de modo que as informações médicas e sobre medicamentos não é um aconselhamento médico veterinário e não deve ser tratado como tal. Portanto, a Vet Smart não garante nem declara que a informação sobre tratamentos médicos veterinários ou interações medicamentosas do Aplicativo Vet Smart: (A) estará constantemente disponível, ou disponíveis a todos; ou (B) são verdadeiras, precisas, completas, atuais ou não enganosas.

Farmacologia

COMPATIBILIDADE

A dexametasona pode ser compatível com sulfato de amicacina, aminofilina e cimetidina, porém a compatibilidade é dependente da apresentação e proporção utilizada.

FARMACODINÂMICA

Os hormônios esteroides se difundem facilmente através da membrana celular por serem lipossolúveis e seus efeitos podem ser observados em quase todo o organismo (MACEDO e OLIVEIRA, 2010; ROCHA e JOAQUIM, 2012). Se ligam aos receptores dentro da célula, formando um complexo no citoplasma e modificando a conformação da molécula no receptor. Após penetração no núcleo da célula a regulação da transcrição do RNA passa a ser mediada por alterações na atividade do gene promotor (MACEDO e OLIVEIRA, 2010; FERGUSON e HOENIG, 2013). O uso de glicocorticoides interfere bloqueando ou diminuindo as etapas do processo inflamatório. A supressão da formação de edema se dá pela redução da permeabilidade do endotélio capilar que diminuição do extravasamento de líquidos e proteínas dos capilares. A migração de células fica diminuída, reduzindo a quantidade leucócitos (por até 12 horas após dose única) e neutrófilos no local da inflamação (DAMIANI, 2001; MACEDO e OLIVEIRA, 2010). Também ocorre a redução da proliferação e sobrevivência dos eosinófilos, linfócitos T e bloqueio da oferta de diversas citoquinas (DAMIANI, 2001; ROCHA e JOAQUIM, 2012) e principalmente do ácido araquidônico (MACEDO e OLIVEIRA, 2010).

FARMACOCINÉTICA

Os corticosteroides tópicos podem ser absorvidos através da pele saudável e intacta. A extensão da absorção percutânea de corticosteroides tópicos é determinada por vários fatores, incluindo o veículo da formulação e a integridade da barreira epidérmica. Curativos oclusivos, inflamações e/ou outros processos patológicos da pele também podem aumentar a absorção percutânea. Uma vez absorvidos através da pele, os corticosteroides tópicos têm farmacocinética similar aos corticosteroides administrados sistemicamente. Os glicocorticoides são bem absorvidos quando administradas por via oral. As preparações intravenosas geralmente contêm sais fosfatos e succinatos sódicos, o que torna altamente solúvel em água e proporciona rápido início da ação do glicocorticoide (ROCHA e JOAQUIM, 2012). Os efeitos dos glicocorticoides no organismo ocorrem em média em 2 horas, porém alguns efeitos já podem ser observados em 10 a 30 minutos e duram horas ou dias após o desaparecimento do composto do sangue (MACEDO e OLIVEIRA, 2010). Aproximadamente 90% do glicocorticoide encontra-se na circulação sanguínea ligado às proteínas plasmáticas, de modo reversível após a absorção e sua metabolização geralmente ocorre no fígado.

CONSIDERAÇÕES LABORATORIAIS

Glicocorticoides podem interferir em testes de potássio sérico e glicose urinária e causar neutrofilia durante seu uso.

Em equinos provocam também alterações nos níveis séricos da T4 (FERGUSON, 2013).

A dexametasona pode interferir em testes de ACTH e não interfere em testes de cortisol.

EFEITOS ADVERSOS

A retirada abrupta do tratamento com glicocorticoides pode ocasionar efeitos como febre, mialgia e artralgia, podendo ser confundidos com a exacerbação dos sintomas prévios da doença tratada (MACEDO e OLIVEIRA, 2010). Os glicocorticoides causam diversos efeitos adversos, que podem porém, ser controlados com o ajuste adequado da dose durante o tratamento. Dentre eles estão: Distúrbios eletrolíticos como retenção de sódio e edema (poliúria), excreção aumentada de potássio (polidipsia), excreção aumentada de cálcio (polifagia), náuseas, vômitos, úlcera péptica, esofagite, pancreatite, hipercortisolismo, insuficiência suprarrenal secundária, diabete melito, hipertensão arterial, tromboembolismo, glaucoma, fraqueza muscular, fraturas ósseas, necrose asséptica da cabeça do fêmur, neutrofilia, eosinopenia, linfopenia, monocitopenia e púrpuras (ROCHA e JOAQUIM, 2012). Como os glicocorticoides dificultam a deposição de fibrina e a proliferação de fibroblastos acabam por retardar o processo de cicatrização (MACEDO e OLIVEIRA, 2010). Em equinos as doses elevadas de glicocorticóides podem induzir ou exacerbar a laminite (FERGUSON e HOENIG, 2013) além de causar sonolência e letargia.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Os corticosteróides podem induzir o aparecimento de sinais de parto ou o parto, principalmente se aplicados nas últimas fases de gestação, portanto se não se tem essa intenção, não deve ser utilizado em fêmeas prenhes. Os glicocorticóides ainda podem apresentar efeitos teratogênicos quando utilizados durante o início da prenhez, devendo ser evitados em animais de reprodução (FERGUSON e HOENIG, 2013).

Quando usado de maneira crônica pode resultar em infertilidade temporária, modificação do ciclo estral das fêmeas e distúrbios de libido e capacidade de fecundação nos machos. Esses efeitos podem ser revertidos suspendendo o uso do glicocorticoide (ROCHA e JOAQUIM, 2012).

A retenção de membranas placentárias é frequente quando se utiliza glicocorticoides como indutores de parto e quando a dexametasona é utilizada para indução da lactação, deve-se levar em consideração que pode acontecer o bloqueio da função ovariana e consequente aumento do período do estro (THOMPSON, 2013).

SUPERDOSAGEM

Os principais efeitos de doses altas de glicocorticoides são infecções secundárias quando utilizados com finalidade de imunossupressão, porém todos os efeitos adversos listados podem ser exacerbados.

MONITORAMENTO

Infecções secundárias podem ocorrer durante o tratamento, o médico veterinário deve estar atento e constantemente monitorando o paciente pois os sinais de infecção podem ser ocultados pelo uso do medicamento.

O paciente também deve ser monitorado quanto a perda de peso e desenvolvimento normal quando utilizado em animais jovens.

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Referências Bibliográficas

ANTONIAZZI, Alfredo Quites et al. Indução do parto de bovinos aos 270 dias de gestação com a utilização prévia de glicocorticoide de longa ação e a transferência de imunidade passiva. Acta Scientiarum. Animal Sciences, v. 31, n. 1, p. 103-109, 2009.

DAMIANI, Durval et al. Corticoterapia e suas repercussões: a relação custo-benefício. Pediatria (São Paulo), v. 23, p. 71-82, 2001.

FERGUSON D. C. Hormônios tireóideos e fármacos antitireóideos. In: ADAMS, H. R. Farmacologia e terapêutica em veterinária / editoria de H. Richard Adams; [tradução Cid Figueiredo]. - Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013.

FERGUSON D. C. e HOENIG M. Glicocorticóides, Mineralocorticóides e Inibidores da síntese de esteróides. In: ADAMS, H. R. Farmacologia e terapêutica em veterinária / editoria de H. Richard Adams; [tradução Cid Figueiredo]. - Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013.

MACEDO J. M. S. e OLIVEIRA I. R. Corticosteroides. In: SILVA, P., 1921. Farmacologia/Penildon Silva – 8 ed. [Reimpr.]. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010.

ROCHA N. P. e JOAQUIM J. G. F. Glicocorticoides: atividades metabólicas, anti-inflamatórias e imunossupressoras. In: BARROS, C. M. e DI STASI, L. C. Farmacologia veterinária. Manole. Barueri-SP, 2012.

THOMPSON F. N. Hormônios que afetam a reprodução. In: ADAMS, H. R. Farmacologia e terapêutica em veterinária / editoria de H. Richard Adams; [tradução Cid Figueiredo]. - Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013.