Nome da Raça

Akhal-Teke

Altura na Cernelha

Média de 1,57 m

Temperamento

Agressivo

Introdução

Origem

Para alguns estudiosos, esse cavalo já era criado no Turcomenistão durante a Antiguidade, por volta de 500 a.C. Montaria predileta dos nômades das estepes da Ásia Central, o Akhal-Teke se adaptou a condições climáticas extremas, enfrentando sem sacrifício o calor mais tórrido e o frio mais gélido.

Sua resistência e simplicidade são lendárias. Conta-se que, em 1935, alguns cavaleiros atravessaram com seus Akhal-Tekes mais de 4300 quilômetros, partindo de Ashkhabad para chegar a Moscou. Em menos de três dias, percorreram, mais de 300 quilômetros de deserto sem água. Os cavalos turcomenos, em especial o Akhal-Teke, são considerados os ancestrais do árabe.

A raça contribuiu para o aperfeiçoamento de muitas outras sem ser influenciada por nenhuma. Os turcomanos tinham o Akhal-Teke como cavalo de corridas, preparando-o para isso com extremo cuidado: dieta de alfafa, bolas de gordura de carneiro, ovos, cevada e bolos de farinha. Para defendê-los do calor e do frio, esses corredores eram envolvidos pelos seus criadores em mantas de feltro.

País de origem

Turcomenistão

Curiosidades

Em 1935, após uma tentativa frustrada de aumentar a estatura da raça a partir do cruzamento com exemplares de Puro Sangue Inglês, cavaleiros turcomenos quiseram provar a estamina de seus cavalos com uma extraordinária cavalgada de Ashkabat (capital do Turcomenistão) até Moscou.

A jornada de 4100 km durou 84 dias, dos quais 3 foram atravessando o deserto. Com quantidades mínimas de água e comida, os Akhal-Tekes realizaram um feito ainda não repetido por nenhuma outra raça, passando esses 4100 km em 84 dias.

Características gerais

Aspectos raciais

O Akhal-Teke é um cavalo de estatura mediana, quase sempre de pelagem dourada, com um físico mais longo do que encorpado.

Olhos grandes, narinas bem abertas. Pernas longas e magras, com juntas altas em relação ao solo, corpo longo, estreito. Cabeça elegante de perfil retilíneo, pescoço comprido e fino, posto muito alto e levado quase verticalmente ao corpo. A ganacha é desproporcionalmente larga em relação ao focinho e as orelhas são grandes. A cernelha é acentuada e a garupa é caída, com a resultante inserção baixa da cauda.

Pouca profundidade à altura da barrigueira, devido ao comprimento excepcional das pernas.

Tem todas as características do cavalo do deserto: magro de pele fina, resistente ao calor.

Pelagem

Predominantemente alazã dourada, mas há incidência de castanhos e tordilhos e ocasionais pintas brancas sobre a pelagem básica.  Apresenta pelos com reflexos prateados.

Aptidões

Atualmente os usos mais comuns desta raça são o salto e a doma. O Akhal-Teke não se ajusta aos padrões ocidentais. O cavalo tem robustez e resistência sem limites, e seu desempenho, cobrindo distâncias imensas em condições desérticas, é excepcional.

Comportamento e cuidados

Vacinação e vermifugação

As vacinas previnem e/ou minimizam a ação de agentes que possam vir a causar doenças e gerar grandes perdas econômicas. Todos os equinos de uma mesma propriedade devem ser vacinados com o mesmo programa de vacinação. Os programas variam de acordo com a região em que o animal vive ou para qual será transportado. As vacinas mais utilizadas em equinocultura são a contra influenza, tétano e encefalomielite equina.

Em casos de propriedades com problemas de aborto equino a vírus, as éguas prenhas devem receber reforço adicional no 5º, 7º e 9º meses de gestação. Nos equinos os endoparasitas podem causar cólicas, anemias, diarréias, constipações e retardos no crescimento.

Programas de vermifugação devem ser implantados de acordo com o número de animais, extensão da propriedade, sendo importante a alternância do princípio ativo para evitar resistência parasitária e atingir todos os tipos de vermes.

Manejo

Específico da raça

De um modo geral, esta raça exibe permanente agressividade, com as orelhas para trás, achatadas contra a cabeça, e dentes à mostra.

São cavalos inteligentes, porém, requerem um treino maciço e consciente, pois não reagem bem a punições.

Alimentar

O alimento natural dos equinos são os volumosos. Os volumosos são ricos em fibras como as pastagens e as forragens que suprem parcialmente as necessidades nutricionais dos equinos.

Devido às maiores exigências decorrentes do esporte, concentrados enérgicos e/ou protéicos (rações, grãos), foram adicionados à dieta como complemento do volumoso, com quantidade oferecida de acordo com a categoria do animal. O aumento de consumo de concentrados pode causar diversas enfermidades graves como miopatia de esforço, laminite ou cólicas.

Adotar uma periodicidade do horário de alimentar os equinos, evitando longos períodos em jejum. Devidos as perdas constantes de minerais, a suplementação com sal é importante para evitar deficiências.

Casqueamento e ferrageamento

Os cascos de um cavalo devem ser limpos diariamente, principalmente antes do exercício. Um bom casqueamento e ferrageamento nos cascos dos equinos, previne o aparecimento de afecções no aparelho locomotor e oferece proteção do casco dos impactos com o solo, respectivamente.

Confinamento

Água limpa, fresca e a vontade deve estar sempre ao alcance do animal. Manter cavalos em baias é antinatural. Um cavalo chega a se deslocar por dia a distância de 9 a 12 quilômetros. Oferecer baias grandes com ventilação adequada, boa cama, cochos e bebedouros com altura adequada são fundamentais.

Odontológico

As alterações dentárias influenciam na mastigação e digestão dos alimentos, causando menor aproveitamento dos nutrientes, perda de peso, queda de desempenho e problemas no trato gastrointestinal. Os cavalos devem passar por manejo odontológico com um médico veterinário capacitado a cada 6 meses.

Vacinação e vermifugação

As vacinas previnem e/ou minimizam a ação de agentes que possam vir a causar doenças e gerar grandes perdas econômicas. Todos os equinos de uma mesma propriedade devem ser vacinados com o mesmo programa de vacinação. Os programas variam de acordo com a região em que o animal vive ou para qual será transportado. As vacinas mais utilizadas em equinocultura são a contra influenza, tétano e encefalomielite equina.

Em casos de propriedades com problemas de aborto equino a vírus, as éguas prenhas devem receber reforço adicional no 5º, 7º e 9º meses de gestação. Nos equinos os endoparasitas podem causar cólicas, anemias, diarréias, constipações e retardos no crescimento.

Programas de vermifugação devem ser implantados de acordo com o número de animais, extensão da propriedade, sendo importante a alternância do princípio ativo para evitar resistência parasitária e atingir todos os tipos de vermes.

Referências bibliográficas

CINTRA, A. G. de C. O Cavalo: Características, Manejo e Alimentação. Editora ROCA. 2014.

TORRES, A. P.; JARDIM, W.R. Criação do cavalo e de outros eqüinos. Livraria Nobel. 1987.

Equinocultura. Equinocultura: Raça Akhal-Teke. Disponível em: http://www.equinocultura.com.br/2014/09/raca-akhal-teke.html

Saúde Animal. Akhal-Teke- Saúde Animal. Disponível em: http://www.saudeanimal.com.br/2015/11/17/akhal-teke/

Guia Animal. Guia Animal: Akhal-Teke. Disponível em: http://guiaanimal.blogspot.com.br/2012/12/akhal-teke.html

Raças-Cavalos. Cavalos Akhal-Teke. Disponível em: http://www.racas-cavalos.com/cavalos-akhal-teke

Imagem disponível em: https://www.horsetalk.co.nz/2013/08/06/akhal-teke-golden-horse-desert/