Nome da Raça

Anglo-Árabe

Altura na Cernelha

Entre 1,50 m e 1,65 m

Temperamento

Inteligente, enérgico, ágil, dócil

Introdução

Origem

Por meio de uma criteriosa seleção entre cruzamentos de cavalos Puro-sangue Árabe (PSA) e Puro-sangue Inglês (PSI), surge na primeira metade do século XIX, na França, mais precisamente no Haras Pompadour, a raça Anglo-Árabe (RAA).

A intenção era aliar resistência e coragem à velocidade e ao porte atlético, criando-se um cavalo com excelente aptidão esportiva.

Foi introduzida no Brasil no final da década 1940, pela Coudelaria de Colina, interior de São Paulo, hoje Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios- Polo Regional (APTA Regional), mas o controle oficial da raça deu-se somente a partir do início da década de 1970, pela Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Árabe.

Hoje, a raça conta com mais de 4.000 cavalos registrados no Stud Book.

País de origem

França

Curiosidades

São permitidos ainda hoje cruzamentos diretos de cavalos da raça Árabe e Puro-sangue Inglês ou descendentes diretos de Anglo-árabe para registros, não podendo o percentual de sangue árabe ser superior a 75% nem inferior a 25%.

Características gerais

Aspectos raciais

O tipo resultante adquiriu um tamanho intermediário (1,52 cm a 1,60cm) e uma conformação geral mais parecida com a do Árabe. Exceto quanto à sua garupa mais ou menos diferente das duas raças, mais curta e inclinada, apesar de musculada, nos demais caracteres observa-se uma grande variação.

Assim tanto pode apresentar uma cabeça de Árabe, como do P.S.I., como intermediária, e o mesmo se pode dizer, com relação a qualquer outra região do corpo. Desta forma é fácil confundir-se um exemplar isolado com qualquer das raças que lhe deram origem.

Peso médio de 500 kg.

Pelagem

As pelagens dominantes são a castanha, a alazã e a tordilha.

Aptidões

É uma excelente raça para sela em todos os sentidos: animal nobre, inteligente, enérgico, ágil, sóbrio, dócil, resistente, bom saltador, encontra boa aplicação como cavalo de esportes e militar. São utilizados principalmente em provas de conformação, concurso completo de equitação (CCE), enduro, salto e hipismo rural.

Comportamento e cuidados

Vacinação e vermifugação

As vacinas previnem e/ou minimizam a ação de agentes que possam vir a causar doenças e gerar grandes perdas econômicas. Todos os equinos de uma mesma propriedade devem ser vacinados com o mesmo programa de vacinação. Os programas variam de acordo com a região em que o animal vive ou para qual será transportado.

As vacinas mais utilizadas em equinocultura são a contra influenza, tétano e encefalomielite equina. Em casos de propriedades com problemas de aborto equino a vírus, as éguas prenhas devem receber reforço adicional no 5º, 7º e 9º meses de gestação. Nos equinos os endoparasitas podem causar cólicas, anemias, diarréias, constipações e retardos no crescimento.

Programas de vermifugação devem ser implantados de acordo com o número de animais, extensão da propriedade, sendo importante a alternância do princípio ativo para evitar resistência parasitária e atingir todos os tipos de vermes.

Manejo

Alimentar

O alimento natural dos equinos são os volumosos. Os volumosos são ricos em fibras como as pastagens e as forragens que suprem parcialmente as necessidades nutricionais dos equinos.

Devido às maiores exigências decorrentes do esporte, concentrados enérgicos e/ou protéicos (rações, grãos), foram adicionados à dieta como complemento do volumoso, com quantidade oferecida de acordo com a categoria do animal. O aumento de consumo de concentrados pode causar diversas enfermidades graves como miopatia de esforço, laminite ou cólicas.

Adotar uma periodicidade do horário de alimentar os equinos, evitando longos períodos em jejum. Devidos as perdas constantes de minerais, a suplementação com sal é importante para evitar deficiências.

Casqueamento e ferrageamento

Os cascos de um cavalo devem ser limpos diariamente, principalmente antes do exercício. Um bom casqueamento e ferrageamento nos cascos dos equinos, previne o aparecimento de afecções no aparelho locomotor e oferece proteção do casco dos impactos com o solo, respectivamente.

Confinamento

Água limpa, fresca e a vontade deve estar sempre ao alcance do animal. Manter cavalos em baias é antinatural. Um cavalo chega a se deslocar por dia a distância de 9 a 12 quilômetros. Oferecer baias grandes com ventilação adequada, boa cama, cochos e bebedouros com altura adequada são fundamentais.

Odontológico

As alterações dentárias influenciam na mastigação e digestão dos alimentos, causando menor aproveitamento dos nutrientes, perda de peso, queda de desempenho e problemas no trato gastrointestinal. Os cavalos devem passar por manejo odontológico com um médico veterinário capacitado a cada 6 meses.

Vacinação e vermifugação

As vacinas previnem e/ou minimizam a ação de agentes que possam vir a causar doenças e gerar grandes perdas econômicas. Todos os equinos de uma mesma propriedade devem ser vacinados com o mesmo programa de vacinação. Os programas variam de acordo com a região em que o animal vive ou para qual será transportado.

As vacinas mais utilizadas em equinocultura são a contra influenza, tétano e encefalomielite equina. Em casos de propriedades com problemas de aborto equino a vírus, as éguas prenhas devem receber reforço adicional no 5º, 7º e 9º meses de gestação. Nos equinos os endoparasitas podem causar cólicas, anemias, diarréias, constipações e retardos no crescimento.

Programas de vermifugação devem ser implantados de acordo com o número de animais, extensão da propriedade, sendo importante a alternância do princípio ativo para evitar resistência parasitária e atingir todos os tipos de vermes.

Referências bibliográficas

CINTRA, A. G. de C. O Cavalo: Características, Manejo e Alimentação. Editora ROCA. 2014.

TORRES, A. P.; JARDIM, W.R. Criação do cavalo e de outros eqüinos. Livraria Nobel. 1987.

Imagem disponível em: https://meiorural.com.br/andrecintra/2016/08/04/racas-de-cavalos-criadas-no-brasil/

ABCCA. Nossa raça. Origem da Raça Anglo-Árabe. Disponível em: http://www.abcca.com.br/raca/abcca_raca_raa.asp