Nome da Raça

Árabe

Altura na Cernelha

1,49 m

Temperamento

Resistente, sóbrio, dócil, inteligente.

Introdução

Origem

Muitas são as lendas a respeito da raça Puro-sangue Árabe, por inúmeros historiadores considerada a mais antiga do mundo. Seus relatos mais antigos datam do ano 1600 a.C., ou seja há mais de 3.500 anos, em afrescos do Antigo Egito.

Em uma das lendas, conta-se que Maomé, depois de uma longa caminhada, mandou que soltassem os animais para beberem água. A seguir, chamou-os de volta e apenas cinco éguas o atenderam. Então, Maomé abençoou essas éguas e delas descendem as cincos linhagens famosas que compõem os criatórios da raça.

A raça Árabe foi introduzida no Brasil na década de 1920, em criatórios no Rio Grande do Sul, porém a história registra diversas importações desde o século XIX. Também foi grande importador o Departamento Animal de São Carlos, interior de São Paulo. Inicialmente, foi muito utilizada como melhorador do plantel de equinos de fazendeiros da região.

A Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Árabe foi fundada em 1964, por Aluysio Faria.

Lendas à parte, devido às suas características obtidas pela seleção como cavalo do deserto, o cavalo Árabe possui excelente resistência e rusticidade. Muito utilizado para guerras, é um cavalo de coragem e inteligência acima da média.

País de origem

Brasil

Curiosidades

O cavalo Árabe, por sua prepotência genética (alta capacidade de transmitir características a seus filhos), é muito utilizado para mestiçagem, transmitindo e melhorando características para cavalos de trabalho e esporte.

A raça Árabe foi muito utilizada na história equestre mundial como formadora de outras raças, por exemplo, Quarto-de-milha, Puro-sangue Inglês, Hanoveriano, Trakehner, Orloff, Sela Francês, entre muitos outros.

Características gerais

Aspectos raciais

Pequena estatura de 1,42m a 1,58m, porém com amplo perímetro torácico de 170 a 180 cm, cabeça pequena, perfil direito, ou com uma ligeira depressão entre a fronte espaçosa, chanfro curto e largo, terminado por um belo focinho, com narinas abertas, grandes e espaçosas, as orelhas são curtas, afastadas e atentas, e olhos proeminentes e vivos.

O pescoço é piramidal, o peito amplo e musculoso, o costado redondo, a cernelha alta, dorso e lombo curtos e musculosos, garupa grande e horizontal e cauda mantida alta. Os membros possuem aprumos perfeitos e boas articulações, terminados por bons cascos resistentes.

Peso: entre 360 a 460kg.

Pelagem

Castanha, alazã, tordilha, baia e preta e suas variações. Pampa é permitido para o Cruza Árabe, mas não para o Puro.

Aptidões

Entre as principais utilizações do cavalo Árabe no Brasil, destacam-se as provas de conformação, Performance (montarias em vários estilos, como Western pleasure, English pleasure, prova de tração, traje típico, trail horse e monter pleasure), corridas, enduro, hipismo clássico e rural, CCE, laço, rédeas e vaquejadas (principalmente no Estado do Ceará).

Comportamento e cuidados

Vacinação e vermifugação

As vacinas previnem e/ou minimizam a ação de agentes que possam vir a causar doenças e gerar grandes perdas econômicas. Todos os equinos de uma mesma propriedade devem ser vacinados com o mesmo programa de vacinação. Os programas variam de acordo com a região em que o animal vive ou para qual será transportado.

As vacinas mais utilizadas em equinocultura são a contra influenza, tétano e encefalomielite equina. Em casos de propriedades com problemas de aborto equino a vírus, as éguas prenhas devem receber reforço adicional no 5º, 7º e 9º meses de gestação. Nos equinos os endoparasitas podem causar cólicas, anemias, diarréias, constipações e retardos no crescimento.

Programas de vermifugação devem ser implantados de acordo com o número de animais, extensão da propriedade, sendo importante a alternância do princípio ativo para evitar resistência parasitária e atingir todos os tipos de vermes.

Manejo

Alimentar

O alimento natural dos equinos são os volumosos. Os volumosos são ricos em fibras como as pastagens e as forragens que suprem parcialmente as necessidades nutricionais dos equinos.

Devido às maiores exigências decorrentes do esporte, concentrados enérgicos e/ou protéicos (rações, grãos), foram adicionados à dieta como complemento do volumoso, com quantidade oferecida de acordo com a categoria do animal. O aumento de consumo de concentrados pode causar diversas enfermidades graves como miopatia de esforço, laminite ou cólicas.

Adotar uma periodicidade do horário de alimentar os equinos, evitando longos períodos em jejum. Devidos as perdas constantes de minerais, a suplementação com sal é importante para evitar deficiências.

Casqueamento e ferrageamento

Os cascos de um cavalo devem ser limpos diariamente, principalmente antes do exercício. Um bom casqueamento e ferrageamento nos cascos dos equinos, previne o aparecimento de afecções no aparelho locomotor e oferece proteção do casco dos impactos com o solo, respectivamente.

Confinamento

Água limpa, fresca e a vontade deve estar sempre ao alcance do animal. Manter cavalos em baias é antinatural. Um cavalo chega a se deslocar por dia a distância de 9 a 12 quilômetros. Oferecer baias grandes com ventilação adequada, boa cama, cochos e bebedouros com altura adequada são fundamentais.

Odontológico

As alterações dentárias influenciam na mastigação e digestão dos alimentos, causando menor aproveitamento dos nutrientes, perda de peso, queda de desempenho e problemas no trato gastrointestinal. Os cavalos devem passar por manejo odontológico com um médico veterinário capacitado a cada 6 meses.

Vacinação e vermifugação

As vacinas previnem e/ou minimizam a ação de agentes que possam vir a causar doenças e gerar grandes perdas econômicas. Todos os equinos de uma mesma propriedade devem ser vacinados com o mesmo programa de vacinação. Os programas variam de acordo com a região em que o animal vive ou para qual será transportado.

As vacinas mais utilizadas em equinocultura são a contra influenza, tétano e encefalomielite equina. Em casos de propriedades com problemas de aborto equino a vírus, as éguas prenhas devem receber reforço adicional no 5º, 7º e 9º meses de gestação. Nos equinos os endoparasitas podem causar cólicas, anemias, diarréias, constipações e retardos no crescimento.

Programas de vermifugação devem ser implantados de acordo com o número de animais, extensão da propriedade, sendo importante a alternância do princípio ativo para evitar resistência parasitária e atingir todos os tipos de vermes.

Referências bibliográficas

CINTRA, A. G. de C. O Cavalo: Características, Manejo e Alimentação. Editora ROCA. 2014.

TORRES, A. P.; JARDIM, W.R. Criação do cavalo e de outros eqüinos. Livraria Nobel. 1987.

ABCCA. Nossa raça. Origem do Cavalo Árabe. Disponível em: <http://www.abcca.com.br/raca/abcca_raca_psa.asp>. Acesso em: 05 Dez. 2017.

Imagem disponível em: http://www.abcca.com.br/raca/abcca_galeria_fotos.asp