Nome da Raça

Puro Sangue Lusitano

Altura na Cernelha

Média de 1,55 m (fêmeas) e 1,60 m (machos).

Temperamento

Nobre, generoso e ardente, mas sempre dócil

Introdução

Origem

Considerado o cavalo de sela mais antigo do mundo Ocidental, o Puro Sangue Lusitano se originou dos cavalos da Península Ibérica do período Paleolítico. Domesticados a partir do II milênio a.C., estes animais passaram a ser cruzados com os cavalos berberes que chegaram à região do Norte da África, quando ainda existia terra no estreito de Gibraltar, ligando os dois continentes.

Depois deste intercâmbio pré-histórico se registrou um significativo aumento da saída de equinos da Península Ibérica, especialmente durante o Império Romano.

Apesar de os primeiros animais terem chegado ao Brasil por volta de 1540, a criação nacional melhorou muito com a vinda da corte real para o Brasil, no início do século XIX, quando D. João VI trouxe diversos animais da Coudelaria de Alter, que eram Lusitanos criados pelo rei, então chamados Alter Real.

Após a independência do Brasil, a raça foi praticamente extinta no Brasil, sobrevivendo apenas seu sangue nas raças nacionais a que deu origem.

Em meados do século XX, diversas tentativas de reintroduzir animais dessa raça foram feitas sem o devido sucesso, até o ano de 1966, quando um toureiro espanhol se estabeleceu em Teresópolis, RJ, dando origem ao primeiro criatório oficial da raça.

País de origem

Península Ibérica

Características gerais

Aspectos raciais

Cabeça bem proporcionada, de comprimento médio, delgada, face relativamente comprida, de perfil levemente subconvexo, fronte levemente abaulada, olhos grandes e vivos, as orelhas são de comprimentos médio, finas, delgadas e expressivas.

Pescoço de comprimento médio, rodado, de crineira delgada. Peitoral de amplitude média, profundo e musculoso. Garupa forte e arredondada, bem proporcionada, ligeiramente oblíqua, e pontas das ancas pouco evidentes, conferindo à garupa uma secção transversal elíptica. Cauda saindo no seguimento da curvatura da garupa, de crinas sedosas, longas e abundantes.

Membros anteriores bem musculado, harmoniosamente inclinado. Curvilhão largo e forte. Os membros posteriores apresentam ângulos relativamente fechados.

Peso: cerca de 500kg.

Pelagem

Tordilha, castanha, alazã, preta, baia e todas as suas variações.

Aptidões

É um cavalo utilizado para touradas na Espanha e em Portugal, devido à sua extrema inteligência, sendo um ótimo animal também para sela, adestramento e equitação de trabalho, além de ser utilizado para salto, atrelagem, enduro e volteio.

Seu andamento é ágil e elevado, projetando-se para frente, suave e de grande comodidade para o cavaleiro.

Comportamento e cuidados

Vacinação e vermifugação

As vacinas previnem e/ou minimizam a ação de agentes que possam vir a causar doenças e gerar grandes perdas econômicas. Todos os equinos de uma mesma propriedade devem ser vacinados com o mesmo programa de vacinação. Os programas variam de acordo com a região em que o animal vive ou para qual será transportado.

As vacinas mais utilizadas em equinocultura são a contra influenza, tétano e encefalomielite equina. Em casos de propriedades com problemas de aborto equino a vírus, as éguas prenhas devem receber reforço adicional no 5º, 7º e 9º meses de gestação. Nos equinos os endoparasitas podem causar cólicas, anemias, diarréias, constipações e retardos no crescimento.

Programas de vermifugação devem ser implantados de acordo com o número de animais, extensão da propriedade, sendo importante a alternância do princípio ativo para evitar resistência parasitária e atingir todos os tipos de vermes.

Manejo

Alimentar

O alimento natural dos equinos são os volumosos. Os volumosos são ricos em fibras como as pastagens e as forragens que suprem parcialmente as necessidades nutricionais dos equinos.

Devido às maiores exigências decorrentes do esporte, concentrados enérgicos e/ou protéicos (rações, grãos), foram adicionados à dieta como complemento do volumoso, com quantidade oferecida de acordo com a categoria do animal. O aumento de consumo de concentrados pode causar diversas enfermidades graves como miopatia de esforço, laminite ou cólicas.

Adotar uma periodicidade do horário de alimentar os equinos, evitando longos períodos em jejum. Devidos as perdas constantes de minerais, a suplementação com sal é importante para evitar deficiências.

Casqueamento e ferrageamento

Os cascos de um cavalo devem ser limpos diariamente, principalmente antes do exercício. Um bom casqueamento e ferrageamento nos cascos dos equinos, previne o aparecimento de afecções no aparelho locomotor e oferece proteção do casco dos impactos com o solo, respectivamente.

Confinamento

Água limpa, fresca e a vontade deve estar sempre ao alcance do animal. Manter cavalos em baias é antinatural. Um cavalo chega a se deslocar por dia a distância de 9 a 12 quilômetros. Oferecer baias grandes com ventilação adequada, boa cama, cochos e bebedouros com altura adequada são fundamentais.

Odontológico

As alterações dentárias influenciam na mastigação e digestão dos alimentos, causando menor aproveitamento dos nutrientes, perda de peso, queda de desempenho e problemas no trato gastrointestinal. Os cavalos devem passar por manejo odontológico com um médico veterinário capacitado a cada 6 meses.

Vacinação e vermifugação

As vacinas previnem e/ou minimizam a ação de agentes que possam vir a causar doenças e gerar grandes perdas econômicas. Todos os equinos de uma mesma propriedade devem ser vacinados com o mesmo programa de vacinação. Os programas variam de acordo com a região em que o animal vive ou para qual será transportado.

As vacinas mais utilizadas em equinocultura são a contra influenza, tétano e encefalomielite equina. Em casos de propriedades com problemas de aborto equino a vírus, as éguas prenhas devem receber reforço adicional no 5º, 7º e 9º meses de gestação. Nos equinos os endoparasitas podem causar cólicas, anemias, diarréias, constipações e retardos no crescimento.

Programas de vermifugação devem ser implantados de acordo com o número de animais, extensão da propriedade, sendo importante a alternância do princípio ativo para evitar resistência parasitária e atingir todos os tipos de vermes.

Referências bibliográficas

CINTRA, A. G. de C. O Cavalo: Características, Manejo e Alimentação. Editora ROCA. 2014.

TORRES, A. P.; JARDIM, W.R. Criação do cavalo e de outros eqüinos. Livraria Nobel. 1987.

ABPSL. PSL. Padrão Racial. Disponível em: http://www.associacaolusitano.com.br/site/n/nlus_conteudo.asp?op=8>. Acesso em: 07 Dez. 2017.

Imagem disponível em: https://www.vortexmag.net/puro-sangue-lusitano-o-mais-belo-cavalo-do-mundo2/