Nome da Raça

Marajoara

Altura na Cernelha

Média ente 1,35 m e 1,55 m

Temperamento

Bom

Introdução

Origem

Raça desenvolvida na Ilha de Marajó, no Estado do Pará, oriunda de uma seleção natural que ocorreu na Ilha de cavalos nativos da Península Ibérica e Berbere que ali chegaram no século XVII.

O cavalo Marajoara adaptou-se muito bem às condições adversas da Ilha, com excesso de umidade o ano todo e clima muito quente e úmido, procriando-se aos milhares, estimando-se em mais de 1.000.000 de cabeças ao final do século XIX, além de necessidades locais da Ilha, a tal ponto que teve seu abate estimulado pelo governo local por trazer prejuízos às outras atividades agropecuárias.

Em 1979, foi fundada a Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Marajoara, com sede em Belém (PA), com instalação de um Posto de Fomento para preservação e divulgação dessa raça, muito rústica e útil ao serviço nas condições rústicas e adversas do ambiente local. Estima-se haver mais de 150.000 exemplares do cavalo Marajoara que povoam algumas regiões do norte do Brasil, a maioria mestiçada com Mangalarga, Puro-sangue Inglês e Puro-sangue Árabe.

País de origem

Brasil

Características gerais

Aspectos raciais

Machos: mínima de 1,35 cm e máxima de 1,56 cm.

Fêmeas: mínima de 1,30 cm e máxima de 1,50 cm.

Peso médio de 350 kg.

Andamento: trote em todas modalidades, andamento com apoio, bipedal diagonalizado.

Pelagem

Qualquer pelagem, exceto pampa e albina.

Aptidões

É muito utilizada como animal de serviço na lida com búfalos e gado bovino na Ilha de Marajó, além de hoje ser muito utilizada como cavalo de esporte, em festas tradicionais da Ilha, como competições de resistência, prova de argola e prova de velocidade, que ocorrem em diversas cidades no festival do cavalo Marajoara.

Comportamento e cuidados

Vacinação e vermifugação

As vacinas previnem e/ou minimizam a ação de agentes que possam vir a causar doenças e gerar grandes perdas econômicas. Todos os equinos de uma mesma propriedade devem ser vacinados com o mesmo programa de vacinação. Os programas variam de acordo com a região em que o animal vive ou para qual será transportado.

As vacinas mais utilizadas em equinocultura são a contra influenza, tétano e encefalomielite equina. Em casos de propriedades com problemas de aborto equino a vírus, as éguas prenhas devem receber reforço adicional no 5º, 7º e 9º meses de gestação. Nos equinos os endoparasitas podem causar cólicas, anemias, diarréias, constipações e retardos no crescimento.

Programas de vermifugação devem ser implantados de acordo com o número de animais, extensão da propriedade, sendo importante a alternância do princípio ativo para evitar resistência parasitária e atingir todos os tipos de vermes.

Manejo

Alimentar

O alimento natural dos equinos são os volumosos. Os volumosos são ricos em fibras como as pastagens e as forragens que suprem parcialmente as necessidades nutricionais dos equinos.

Devido às maiores exigências decorrentes do esporte, concentrados enérgicos e/ou protéicos (rações, grãos), foram adicionados à dieta como complemento do volumoso, com quantidade oferecida de acordo com a categoria do animal. O aumento de consumo de concentrados pode causar diversas enfermidades graves como miopatia de esforço, laminite ou cólicas.

Adotar uma periodicidade do horário de alimentar os equinos, evitando longos períodos em jejum. Devidos as perdas constantes de minerais, a suplementação com sal é importante para evitar deficiências.

Casqueamento e ferrageamento

Os cascos de um cavalo devem ser limpos diariamente, principalmente antes do exercício. Um bom casqueamento e ferrageamento nos cascos dos equinos, previne o aparecimento de afecções no aparelho locomotor e oferece proteção do casco dos impactos com o solo, respectivamente.

Confinamento

Água limpa, fresca e a vontade deve estar sempre ao alcance do animal. Manter cavalos em baias é antinatural. Um cavalo chega a se deslocar por dia a distância de 9 a 12 quilômetros. Oferecer baias grandes com ventilação adequada, boa cama, cochos e bebedouros com altura adequada são fundamentais.

Odontológico

As alterações dentárias influenciam na mastigação e digestão dos alimentos, causando menor aproveitamento dos nutrientes, perda de peso, queda de desempenho e problemas no trato gastrointestinal. Os cavalos devem passar por manejo odontológico com um médico veterinário capacitado a cada 6 meses.

Vacinação e vermifugação

As vacinas previnem e/ou minimizam a ação de agentes que possam vir a causar doenças e gerar grandes perdas econômicas. Todos os equinos de uma mesma propriedade devem ser vacinados com o mesmo programa de vacinação. Os programas variam de acordo com a região em que o animal vive ou para qual será transportado.

As vacinas mais utilizadas em equinocultura são a contra influenza, tétano e encefalomielite equina. Em casos de propriedades com problemas de aborto equino a vírus, as éguas prenhas devem receber reforço adicional no 5º, 7º e 9º meses de gestação. Nos equinos os endoparasitas podem causar cólicas, anemias, diarréias, constipações e retardos no crescimento.

Programas de vermifugação devem ser implantados de acordo com o número de animais, extensão da propriedade, sendo importante a alternância do princípio ativo para evitar resistência parasitária e atingir todos os tipos de vermes.

Referências bibliográficas

CINTRA, A. G. de C. O Cavalo: Características, Manejo e Alimentação. Editora ROCA. 2014.

TORRES, A. P.; JARDIM, W.R. Criação do cavalo e de outros eqüinos. Livraria Nobel. 1987.

Imagem disponível em: http://cavalosexoticos.blogspot.com.br/2013/05/marajoara.html