Nome da Raça

Morgan

Altura na Cernelha

1,60 m

Temperamento

Docilidade, excelente índole, resistência, agilidade e elegância.

Introdução

Origem

A raça Morgan surgiu nos Estados Unidos no final do século XVIII, originária do cruzamento de Puro-sangue Inglês com uma égua mestiça de raça selvagem e provavelmente Hackney (raça de atrelagem leve).

Aparentemente, foi um cruzamento acidental realizado por Justin Morgan, que deu o nome de “Figure” ao potro nascido deste cruzamento.

O cavalo cresceu, tornou-se um animal adulto, musculoso, peito aberto e com excelente ossatura. Figure possuía ótima estrutura, força e velocidade. Com esses atributos, o cavalo mostrava sua capacidade em realizar todos os trabalhos na pequena fazenda de Justin Morgan.

Mais tarde, disputando uma carreira, “Figure” saiu-se vencedor. Ou seja, além de prestar excelentes serviços como animal de tração, “Figure” também era um excelente cavalo de sela tanto em horas de lazer como em horas de trabalho, apresentando sempre sua enorme resistência e docilidade, características notáveis da raça.

Por conta dessas qualidades, os amigos de Justin também quiseram tirar uma cria e, constatou-se que “Figure” imprimia todas as suas características em seus descendentes.

Introduzida no final da década de 1920, a raça Morgan chegou ao Brasil por meio de duas importações: uma feita pelo Ministério da Agricultura e, outra, por Manuel Luiz Osório, neto do General Osório, com o propósito de melhorar o planteI da Cavalaria do Exército Brasileiro. Para tanto, foi constituído um núcleo de cavalos Morgan na capital do Estado do Rio Grande do Sul.

País de origem

Estados Unidos

Características gerais

Aspectos raciais

O Morgan moderno tende a ser mais esguio que seus antepassados, com pescoço mais longo e menos musculoso e possui maior inclinação das espáduas e quartelas. O dorso é bastante curto e poderoso (5 vértebras lombares) e a garupa muito musculada, horizontal ou inclinada. Aprumos e articulações excelentes.

Peso médio entre 360 e 600kg.

Pelagem

As pelagens predominantes são o castanho, o zaino, o negro e o alazão, sendo frequentes as particularidades brancas da cabeça e extremidades dos membros. As malhas acima do joelho ou do jarrete desqualificam o animal.

Aptidões

É considerado um cavalo de tiro leve, apto à sela e atrelagem de competição e lazer.

Contribui para a formação de diversas raças de cavalo de sela americanas. No Oeste é utilizado pelos vaqueiros, e nos Estados Centrais para os mais variados propósitos: equitação, esporte, até serviços rurais.

Seu andamento é o trote.

Comportamento e cuidados

Vacinação e vermifugação

As vacinas previnem e/ou minimizam a ação de agentes que possam vir a causar doenças e gerar grandes perdas econômicas. Todos os equinos de uma mesma propriedade devem ser vacinados com o mesmo programa de vacinação. Os programas variam de acordo com a região em que o animal vive ou para qual será transportado.

As vacinas mais utilizadas em equinocultura são a contra influenza, tétano e encefalomielite equina. Em casos de propriedades com problemas de aborto equino a vírus, as éguas prenhas devem receber reforço adicional no 5º, 7º e 9º meses de gestação. Nos equinos os endoparasitas podem causar cólicas, anemias, diarréias, constipações e retardos no crescimento.

Programas de vermifugação devem ser implantados de acordo com o número de animais, extensão da propriedade, sendo importante a alternância do princípio ativo para evitar resistência parasitária e atingir todos os tipos de vermes.

Manejo

Alimentar

O alimento natural dos equinos são os volumosos. Os volumosos são ricos em fibras como as pastagens e as forragens que suprem parcialmente as necessidades nutricionais dos equinos.

Devido às maiores exigências decorrentes do esporte, concentrados enérgicos e/ou protéicos (rações, grãos), foram adicionados à dieta como complemento do volumoso, com quantidade oferecida de acordo com a categoria do animal. O aumento de consumo de concentrados pode causar diversas enfermidades graves como miopatia de esforço, laminite ou cólicas.

Adotar uma periodicidade do horário de alimentar os equinos, evitando longos períodos em jejum. Devidos as perdas constantes de minerais, a suplementação com sal é importante para evitar deficiências.

Casqueamento e ferrageamento

Os cascos de um cavalo devem ser limpos diariamente, principalmente antes do exercício. Um bom casqueamento e ferrageamento nos cascos dos equinos, previne o aparecimento de afecções no aparelho locomotor e oferece proteção do casco dos impactos com o solo, respectivamente.

Confinamento

Água limpa, fresca e a vontade deve estar sempre ao alcance do animal. Manter cavalos em baias é antinatural. Um cavalo chega a se deslocar por dia a distância de 9 a 12 quilômetros. Oferecer baias grandes com ventilação adequada, boa cama, cochos e bebedouros com altura adequada são fundamentais.

Odontológico

As alterações dentárias influenciam na mastigação e digestão dos alimentos, causando menor aproveitamento dos nutrientes, perda de peso, queda de desempenho e problemas no trato gastrointestinal. Os cavalos devem passar por manejo odontológico com um médico veterinário capacitado a cada 6 meses.

Vacinação e vermifugação

As vacinas previnem e/ou minimizam a ação de agentes que possam vir a causar doenças e gerar grandes perdas econômicas. Todos os equinos de uma mesma propriedade devem ser vacinados com o mesmo programa de vacinação. Os programas variam de acordo com a região em que o animal vive ou para qual será transportado.

As vacinas mais utilizadas em equinocultura são a contra influenza, tétano e encefalomielite equina. Em casos de propriedades com problemas de aborto equino a vírus, as éguas prenhas devem receber reforço adicional no 5º, 7º e 9º meses de gestação. Nos equinos os endoparasitas podem causar cólicas, anemias, diarréias, constipações e retardos no crescimento.

Programas de vermifugação devem ser implantados de acordo com o número de animais, extensão da propriedade, sendo importante a alternância do princípio ativo para evitar resistência parasitária e atingir todos os tipos de vermes.

Referências bibliográficas

CINTRA, A. G. de C. O Cavalo: Características, Manejo e Alimentação. Editora ROCA. 2014.

TORRES, A. P.; JARDIM, W.R. Criação do cavalo e de outros eqüinos. Livraria Nobel. 1987.

Cavalos Morgan - Piratininga. Conheça o Cavalo Morgan. Origens do Cavalo Morgan. Disponível em: <http://www.cavalosmorgan.com.br>. Acesso em: 07 Dez. 2017.

Cavalos Morgan - Piratininga. O Morgan no Brasil. Disponível em: <http://www.cavalosmorgan.com.br>. Acesso em: 07 Dez. 2017.

Imagem disponível em: http://www.cavalosmorgan.com.br