Dermatofitose: Desafio ao clínico e ao proprietário

Empresa

Agener União

Data de Publicação

16/03/2016

PDF

Produtos Relacionados

M.V. Karin Denise Botteon

Departamento Técnico Pet Agener União


- Graduada pela Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Estadual de Londrina.
- Residência em Clínica Médica de Pequenos Animais pela FMVZ/UNESP – Campus de Botucatu.
- Mestrado pelo Depto de Cirurgia e Anestesiologia na área de Banco de Sangue na FMVZ/USP

Dra. Ana Claudia Balda

Coordenadora do curso de Méd.Veterinária da FMUProfª Clínica Médica de Animais de pequeno Porte da FMU


- Graduada pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ/USP).
- Atendimento em dermatologia no CVAL (Consultórios Veterinários Alto da Lapa).
- Mestrado pelo Depto de Clínica Veterinária na FMVZ/USP.
- Doutorado pelo Depto de Clínica Veterinária FMVZ/USP.

DERMAFITOSE: Desafio ao clínico e ao proprietário

INTRODUÇÃO

A Dermatofitose é uma infecção comum dos tecidos queratinizados e semi-queratinizados (estrato córneo da pele, unha e pelo), caracterizada por alopecia multifocal, descamação e lesões de distintas configurações. Os bolores que causam essa infecção são conhecidos como dermatófitos. Esses organismos que parasitam o tecido queratinizado são classificados em três gêneros: Microsporum, Trichophyton e Epidermophyton.

Mais de 20 espécies diferentes de dermatófitos já foram identificadas como causadoras de sintomatologia clínica em cães e gatos, entretanto, o Microsporum gypseum, Trichophyton Mentagrophytes e principalmente o Microporum canis, são os patógenos mais comumente isolados dos animais acometidos pela doença. Por ser o patógeno mais prevalente, no presente texto, o Microsporum canis será o dermatófito foco da discussão neste boletim técnico. A transmissão da dermatofitose ocorre pelo contato direto com os esporos, que são as formas infectantes do fungo.

Além do contato direto com animais contaminados, há a possibilidade de transmissão pelos esporos presentes no ambiente ou em fômites como escovas, caminhas, recipientes de alimentação caixas sanitárias, arranhadores e etc.

No caso da transmissão através do contato com animais contaminados, temos que levar em consideração que alguns cães ou gatos podem ser portadores assintomáticos do fungo, isto é, eles possuem o fungo e esporos mas não manifestam clinicamente a doença. Desse modo, estes animais servem como reservatórios da doença e participam ativamente no processo de contaminação do ambiente e demais contactantes, devendo ser considerados ao estabelecer o protocolo de tratamento.

Quando falamos em dermatofitose, causadas pelo Microsporum canis, devemos lembrar que se trata de uma Zoonose importante. Nas últimas décadas os cães e gatos passaram a fazer parte das famílias e não mais se restringem aos quintais e às funções de guarda por exemplo. Eles estão mais próximos aos seus proprietários e dividem os espaços mais íntimos da casa, além da estreita relação de carinho que se foi estabelecida. Devido a este contato mais próximo a possibilidade de contágio dos proprietários, em especial crianças, idosos e pessoas com algum tipo de imunossupressão se torna muito maior e a partir deste momento o papel do médico veterinário passa a ser de extrema relevância no campo da saúde pública. O médico veterinário tem a tarefa fundamental de alertar aos proprietários de cães e gatos sobre todos riscos de contágio e reforçar a importância do tratamento dos animais, sejam eles portadores sintomáticos ou assintomáticos, assim como orientar quanto a realização do controle adequado sobre a presença dos esporos no ambiente e fômites. Sabe-se que os esporos são extremamente resistentes e podem sobreviver por períodos superiores a um ano no ambiente ou em fômites, o que torna a dermatofitose uma doença considerada de elevado contágio.

Assim, tratar os animais não basta para conter a doença, tem-se que ter em mente que o tratamento simultâneo na tentativa de diminuir a contaminação ambiental requer os mesmos esforços e atenção do veterinário e cooperação do proprietário.

Esse quadro infeccioso se torna um problema ainda maior quando no ambiente encontram-se elevadas concentrações de cães e gatos, como gatis, canis e abrigos.

Quanto à prevalência da doença entre os cães e gatos, embora ela independa da idade, sexo, raça ou porte dos animais, observa-se que animais idosos, filhotes ou imunossuprimidos são bastante acometidos. Já com relação à incidência, há uma variação geográfica da doença, podendo sofrer diferenças de acordo com as condições climáticas, já que calor e umidade são fatores que influenciam o desenvolvimento do fungo. Em regiões de climas mais quentes e úmidos, observa-se uma incidência maior da doença quando comparada a climas secos e frios.

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

Animais doentes podem apresentar lesões alopécicas, muitas vezes circulares, eritema, querions e crostas (Figura 1). Alguns animais podem apresentar prurido, que pode variar de grau leve a severo. Gatos podem apresentar lesões que variam de descamação, crostas, alopecia focal até alopecia generalizada e dermatite miliar. Outra apresentação bastante rara mas possível é o pseudomicetoma, quando ocorre formação de um granuloma pela invasão do fungo a camadas profundas da derme e do subcutâneo (Figura 2).

Em cães a dermatofitose é menos comum do que em gatos, mas sua apresentação clínica é frequentemente confundida com outras dermatopatias como demodicose e piodermites, podendo manifestar-se com lesões alopécicas, eritematosas e até nodulares, devendo ser sempre considerada como diagnóstico diferencial na espécie.

A dermatofitose pode ocasionar lesões semelhantes a diversas outras dermatopatias e portanto deve sempre ser considerada como diagnóstico diferencial em animais com problemas de pele.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico definitivo é baseado na cultura fúngica. Porém, diversos exames podem funcionar como triagem até que o diagnóstico definitivo esteja disponível.

O exame com a Lâmpada de Wood é uma boa ferramenta de triagem já que os pelos contaminados com o Microsporum canis, fluorescem com a exposição a esta lâmpada (Figura 3). Porém, deve-se levar em consideração que resultados negativos não excluem a infecção e resultados positivos por si só não são suficientes para se estabelecer um diagnóstico definitivo, já que outras substâncias também podem fluorescer com a lâmpada: como sabões, produtos de uso tópico contendo conservantes a base de petróleo e bactérias como Pseudomonas aeroginosa. O exame microscópico de pelos também pode ser um exame utilizado, já que hifas e artrósporos podem ser identificados. Existem alguns testes rápidos de cultura baseados em mudança da coloração para dermatófitos, entretanto, a identificação microscópica das colônias do fungo deve ser feita para confirmação do diagnóstico (Figura 4).

A cultura de pelos e crostas/material descamativo em ágar dextrose Sabouraud é considerado o exame padrão ouro para o diagnóstico definitivo da dermatofitose até porque é o único exame que permite a identificação do dermatófito causador da doença. A amostra geralmente demonstra crescimento entre 10-14 dias. Entretanto pode demorar um período maior para se obter um resultado definitivo, sendo esse um ponto desfavorável para o método diagnóstico.

Exame histopatológico de pele coletados por biopsia, geralmente são desnecessários e tem uma baixa sensibilidade diagnóstica quando comparadas à cultura fúngica em casos de dermatofitose. Sua indicação se restringe aos casos em que há suspeita de outras dermatopatias associadas ou de processos granulomatosos como o pseudomicetoma, situação em que a cultura fúngica poderá dar um resultado falso-negativo.

TRATAMENTO

combinação dos tratamentos tópicos e sistê- micos bem como o rígido controle ambiental e de contactantes são indispensáveis para a resolução da doença devido a forma de contágio e infecção do fungo como apresentado anteriormente. É importante lembrar que casas e outros ambientes com grandes populações de animais, o controle se da doença se torna ainda mais difícil e para evitar a ocorrência de falhas terapêuticas, medidas como controle de entrada e saída de animais, quarentena para novos animais e tratamento ambiental rigoroso devem ser adotas afim de aumentar as chances de sucesso e controle da doença.

Terapia sistêmica:

A terapia sistêmica mais utilizada é com o antifúngico itraconazol, mas outros princípios ativos como griseofulvina e a terbinafina também podem ser indicados. A terapia sistêmica pode durar entre 40 – 70 dias, podendo ser prolongada na dependência do fármaco escolhido e do controle tópico e ambiental, já que reinfecções podem acontecer.

O itraconazol é o antifúngico oral mais comumente utilizado e considerado o fármaco de primeira escolha, devido à sua maior segurança quando comparado a outros antifúngicos, com poucos efeitos adversos relatados (anorexia). A dose recomendada é de 10mg/kg a cada 24 horas.

O cetoconazol na dose de 2,5 – 5mg/kg a cada 12 horas é uma medicação ainda frequentemente utilizada por muitos clínicos. Entretanto alteração hepática, êmese e diarreia são efeitos colaterais bastante frequentes, principalmente na espécie felina, o que se faz rever a sua indicação.

A griseofulvina pode ser utilizada nas doses entre 25-50mg/kg a cada 12 ou 24 horas. Essa medicação é contra-indicada em filhotes com idade inferior a 6 semanas e em fêmeas prenhes devido ao potencial teratogênico. Efeitos adversos incluem: anorexia, vômito e diarreia. A terbinafina, administrada na dose de 30-40mg/kg, a cada 24 horas, também é uma opção de terapia sistêmica. Prurido facial e vômito são reações adversas relatadas com o uso deste princípio ativo.

Sabe-se que o tratamento sistêmico com uso de antifúngicos orais de maneira geral é feito por um período prolongado e, diante dos vários efeitos colaterais e secundários destes medicamentos, recomenda-se acompanhamento clínico e laboratorial do animal ao longo de todo o tratamento através de avaliações da função hepática periodicamente, e com atenção especial à espécie felina devido à sua maior susceptibilidade aos efeitos indesejados do uso de antifúngicos orais.

O médico veterinário deve ter sempre em mente que o tratamento oral não deve ser interrompido e as doses administradas ao paciente pelo proprietário devem estar corretas. A dificuldade de administração de comprimidos durante um tempo prolongado é um importante fator que pode diminuir a adesão do proprietário de cães e principalmente de gatos, ao tratamento sistêmico com medicação oral.

Para que se tenha uma boa resposta ao tratamento da dermatofitose, recomenda-se que o tratamento sistêmico ocorra em conjunto com o tratamento tópico. A descontaminação ambiental também é importante, já que os esporos do fungo podem permanecer viáveis períodos tão longos quanto 18 meses no ambiente.

Terapia tópica:

Diversas formulações antifúngicas para uso tópico estão disponíveis para uso veterinário. Estudos tem demonstrado que a terapia tópica associada à terapia sistêmica, além de acelerar a resolução da sintomatologia clínica também auxilia na cura micológica. Entre os princípios ativos citados na literatura estão o enilconazol, cetoconazol, clorexidine, miconazol ou a combinação de clorexidine e miconazol. Formulações contendo somente o clorexidine em concentrações de 2% ou inferiores, mostraram falhas em diversos estudos. Apesar do cetoconazol também ser uma opção terapêutica, as formulações de xampus contendo miconazol sozinho ou associado ao clorexidine são mais seguras e eficazes, uma vez que o miconazol tem baixíssima absorção pela via oral, caso ingestão acidental ocorra ou simplesmente caso o animal se lamba. Em um trabalho realizado por Mason e colaboradores2 (2000), foi demonstrado que o uso do clorexidine em combinação com o miconazol (ambos 2% de concentração) resultou em melhores resultados quando comparado as formulações de miconazol (concentração 2%) sozinho. Neste mesmo estudo, o clorexide (concentração 2%) como terapia tópica solo, teve resultados semelhantes aos animais controle que utilizaram placebo, ou seja foi considerado ineficaz. Recomenda-se a terapia tópica com banhos 2-3 vezes por semana juntamente com a terapia sistê- mica. Devido à dificuldade de muitos proprietários em banhar os animais com uma maior frequência, existe ainda a possibilidade de produtos em spray, solução aerosol ou creme com formulações antifúngicas como o próprio miconazol, comumente utilizado nestas apresentações.

Tratamento vacinal:

O uso de vacina inativada com Microsporum Canis (Biocan M) é uma ótima alternativa terapêutica e embora os estudos sejam escassos no que diz respeito a cura micológica e a profilaxia contra infecções futuras, a maioria dos autores concordam que a vacina pode ser uma alternativa terapêutica em detrimento aos tratamentos via oral, especialmente para animais que não toleram o mesmo. Além disso, a praticidade e segurança da vacina são pontos favoráveis em relação aos tratamentos via oral com antifúngicos, dada a baixa aderência por parte dos proprietários a estes protocolos devido ao longo curso de tratamento e aos riscos relacionados ao uso prolongado desta categoria de medicações.

Três pontos devem ser considerados pelo médico veterinário:

  1. O tratamento conjunto do ambiente e o tratamento tópico no animal são recomendados já que são fundamentais na prevenção de reinfecções – cuidado válido tanto para o tratamento sistêmico com antifúngico oral quanto para o tratamento com vacina inativada.
  2. A vacina é destinada às dermatofitoses provocadas pelo Microsporum canis, e embora haja relatos clínicos de eficácia cruzada, ainda não há comprovação científica de ação contra outros dermatófitos.
  3. O protocolo de tratamento com a vacina inativada com Microsporum canis (Biocan M) deve ser seguido rigorosamente nos intervalos pré-estabelecidos pelo fabricante. O protocolo de tratamento consiste em 3 aplicações da vacina conforme tabela 1

Diversos estudos foram publicados sobre o uso do lufenuron para o controle da dermatofitose. O lufenuron é uma medicação pertencente ao grupo das benzofeniluréias, utilizada como reguladora de crescimento de insetos, tendo como principal indicação o controle de pulgas. A dose utilizada é de 80-100mg/kg a cada 2 semanas até que se obtenha cura micológica. No entanto, os resultados com a medicação são controversos e embora alguns autores tenham conseguido sucesso com esse protocolo, a maioria dos estudos falharam em obter a cura micológica.

Como mencionado antes, os esporos do Microsporum canis são bastante resistentes no ambiente, podendo sobreviver por períodos superiores a um ano. Portanto, para se evitar contaminações futuras, a atenção deve ser dada ao controle ambiental tanto quanto ao tratamento do animal.

O produto de escolha para o controle ambiental é o hipoclorito de sódio na diluição de 1:10. O produto deve ser utilizado em todo o ambiente, gaiolas, camas e potes de alimentação ou sanitários. De forma geral, recomenda-se que fômites de tecido (camas, tapetes, carpetes ou arranhadores) sejam descartados. Também se deve levar em consideração que o hipoclorito de sódio pode ser corrosivo para muitas superfícies e deve ser utilizado com cautela, pois pode ser agressivo à pele. Idealmente, os animais também devem ser retirados do ambiente enquanto a limpeza está sendo executada.

Considerando-se as desvantagens relacionadas ao hipoclorito de sódio, diversos estudos foram publicados com amônias quaternárias para o controle ambiental do Microsporum canis. A maioria dos estudos tinha um pobre delineamento e só mostrava eficá- cia contra micélias do fungo e não contra esporos que são as unidades infectantes.

Entretanto, em um estudo mais recente realizado por Moriello e colaboradores em 2013, os autores demonstraram que a amônia quaternária, em concentrações 0,22% e 0,3% quando mantidas em contato com os esporos por 10 minutos, foi eficaz em inativar o mesmo. Deve-se levar em consideração que as amônias quaternárias são inativadas por matéria orgânica e por sabões e detergentes, tendo sua eficácia comprometida. A amônia quaternária não substitui o uso do hipoclorito de sódio, mas pode ser um auxiliar na limpeza ambiental ou em locais onde não é possí- vel o uso do hipoclorito.

Cura da dermatofitose:

Idealmente os animais com dermatofitose devem ser tratados até que a cura micológica ocorra. Preferencialmente deve-se obter dois resultados negativos de cultura fúngica com intervalos de 2 ou 3 semanas entre eles.

CONCLUSÃO

A dermatofitose é a doença fúngica mais comum em pequenos animais. Apesar de ser uma doença infecciosa altamente contagiosa e de difícil controle, raramente constitui ameaça à vida do animal. A chave do sucesso para obtenção da cura da dermatofitose é a aderência do proprietário ao tratamento. Portanto uma boa explicação por parte do veterinário sobre o caráter zoonótico da doença, é necessária, bem como preveni-lo de que o controle ambiental é difícil demandando tempo e rigidez no processo. O proprietário deve ser informado ainda que o tratamento do animal pode ser oneroso e longo, exigindo paciência e perseverança. O clínico por sua vez, além de ser claro em ressaltar esses pontos ao proprietário do animal, deverá seguir os padrões de diagnóstico adequados, já que doenças dermatológicas podem se manifestar com lesões similares entre si. A falta de um diagnóstico adequado poderá resultar em falhas terapêuticas.

Pontos chave:

  • A dermatofitose, geralmente causada pelo Microsporum canis, é a dermatopatia fúngica infecciosa mais comum em cães e gatos;
  • Trata-se de uma zoonose: proprietários devem ser orientados pelo médico veterinário sobre a importância do tratamento e encaminhados a um médico dermatologista caso apresentem lesões.
  • O Microsporum canis produz esporos que podem permanecer no ambiente por longos períodos, além de ser facilmente transmitidos por contato direto ou fômites;
  • Lesões circulares e alopécicas são comuns, porém eritema, descamação e lesões com características mais generalizadas e multifocal podem ocorrer. Prurido pode ou não estar presente;
  • O diagnóstico definitivo e portanto considerado padrão ouro se dá pela cultura fúngica em agar Sabouraud.
  • Para o tratamento oral, o itraconazol é o fármaco de escolha.
  • A utilização de vacina inativada com Microsporum canis (Biocan M) também é uma boa escolha de tratamento pela sua segurança e praticidade.
  • O tratamento tópico com xampu contendo miconazol associado ao clorexidine é considerado o protocolo mais eficaz e seguro juntamente ao tratamento sistêmico, auxiliando a cura clínica e micológica mais rápida. O uso de spray a base de miconazol também pode ser incluído como adjuvante no tratamento tópico.
  • O controle ambiental com hipoclorito de sódio na diluição de 1:10 é indicado para inativação do esporo do fungo e deve ser utilizado em todas as superfícies e fômites, no entanto pode ser tóxico para os aninais e corrosivo para tecidos, superfícies metálicas e etc. Desinfetantes à base de amônia quartenária em concentrações maiores se torna uma opção segura e eficaz para auxiliar a limpeza ambiental.
  • A dermatofitose é uma doença fúngica altamente contagiosa, porém raramente oferece risco à vida dos animais. Um diagnóstico adequado aliado a terapia rigorosa, bem como a aderência do proprietário ao processo são a chave do sucesso para que o animal obtenha a cura clínica e micológica.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. Paterson, S. Miconazole/Chlorexidine shampoo as adjunct to systemic therapy in controlling dermatophytosis in cats. Journal of Small Animal Practice 1999; 40.163-166.

2. Mason, K.V., Frost, A., O’Boyle, D., Connole, M.D. Treatment of a Microsporum canis infection in a colony of Persian cats with griseofulvin and a shampoo containing 2% miconazole, 2% chlorhexidine, 2% miconazole and 2% chlorhexidine or placebo. Veterinary Dermatology, 2000; 12 (Suppl. 1): 55.

3. Scott, D.W., Miller, W.H., Griffin, C.E., eds. Fungal skin diseases. In: Muller and Kirk’s Small Animal Dermatology, 6th edn. Philadelphia: W.B. Saunders, 2001: 336–61..

4. Moriello, K. Treatment of dermatophytosis in dogs and cats: review of published studies. Veterinary Dermatology, 2004; 15 , 99–107.

5. Frymus et al. Dermatophytosis in Cats: ABCD guidelines on prevention and management. Journal of Feline Medicine and Surgery 2013; 15, 598–604.

6. Moriello, K.A.; Kunder, D.; Hondzo, H. Efficacy of eight commercial disinfectants against Microsporum canis and Trichophyton spp. Infective spores on an experimentally contaminated textile surface. Veterinary Dermatology 2013; 24, issue 6, 621–e152.

7. Moriello, K. Feline dermatophytosis: Aspects pertinent to disease management in single and multiple cat situations. Journal of Feline Medicine and Surgery 2014; 16: 419.

SOLUÇÕES AGENER UNIÃO PARA DERMAFITOSE