Tumores Mamários em Cadelas e Gatas: Novas Perspectivas e Desafios

Empresa

Agener União

Data de Publicação

17/10/2017

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ASPECTOS GERAIS DOS NEOPLASMAS MAMÁRIOS

Os tumores de mama são os neoplasmas mais frequentes em fêmeas caninas e representam um sério problema de saúde em cães no mundo todo(1–7), enquanto em gatas é o terceiro tipo de tumor mais diagnosticado(8–10). Machos caninos e felinos raramente apresentam esse neoplasma (em torno de 1%)(5,11,12).

A etiologia dos neoplasmas mamários é multifatorial, estando envolvidos fatores genéticos, ambientais, nutricionais e hormonais(3,13–23).

Cadelas de meia idade a idosas e gatas com idades entre 10 a 12 anos são mais predispostas ao desenvolvimento desse neoplasma(3–5,33,34). Dentre as raças caninas mais acometidas destacam-se Poodle, Shih Tzu, Dachshund, Yorkshire Terrier, Maltês, Cocker Spaniel, Pastor Alemão, Boxer, Pointer, Fox Terrier, além de cães sem raça definida, enquanto que em felinos, a raça siamesa apresenta uma maior ocorrência dos neoplasmas mamários(3,5,33,35,36).

A incidência de tumores malignos nas fêmeas caninas é de aproximadamente 70% e os carcinomas de diversos subtipos são os tumores mais prevalentes(3,4,27,37,38). Nas gatas, cerca de 80 a 90% dos tumores são malignos(3,37,39–41) e dentre os tipos histológicos destacam-se os carcinomas tubular, papilar, tubulopapilar, sólido e cribriformes(3,42). Quando malignos, os tumores em cadelas podem se disseminar para sítios metastáticos como linfonodos regionais e pulmão e, com menor frequência para fígado, rins, osso, pele, cérebro e glândula adrenal(3,5,43). Metástases em felinos ocorrem em cerca de 50 a 90% dos casos e os locais mais afetados são os linfonodos regionais, pulmão, fígado e pleura(42,44,45).

Clinicamente, os tumores mamários apresentam-se como nódulos de tamanhos variados, estando ou não associados a ulcerações cutâneas, reação inflamatória local e invasão linfática( 3–5). A presença de múltiplos tumores, acometendo uma ou várias glândulas mamárias é frequente em fêmeas caninas (>70% dos casos)(46). Os tumores benignos geralmente são pequenos (< 3 cm), bem circunscritos, de crescimento lento e firmes à palpação, enquanto os neoplasmas malignos tendem a ser maiores e podem ser irregulares e apresentar ulcerações cutâneas e aderência a planos musculares profundos(3,5,38). As glândulas mamárias inguinais (M5) e abdominais caudais (M4) são as mais acometidas, possivelmente pela maior quantidade de tecido mamário presente nessas mamas (Figura 1)(5).

Os tumores mamários devem ser estadiados de acordo com o sistema modificado estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), também conhecido como Sistema tumor- -linfonodo-metástase (Tabelas 1 e 2)(3,5).

Tabela 1. Estádio clínico de tumores mamários em fêmeas caninas (Adaptado de Sorenmo et al., 2013)(3).

Tabela 2. Estádio clínico de tumores mamários em fêmeas felinas (Adaptado de Sorenmo et al., 2013)(3).

DIAGNÓSTICO DOS NEOPLASMAS MAMÁRIOS

O exame radiográfico de tórax em três projeções (lateral direita e esquerda e ventrodorsal) e a ultrassonografia abdominal são imprescindíveis para detecção de metástases à distância e determinação do estadiamento clínico. Tomografia computadorizada é indicada sempre que possível para detecção precoce de nódulos pulmonares. O exame histopatológico é fundamental para determinação do diagnóstico definitivo e avaliação do grau tumoral. Exames citopatológicos são mais indicados para triagem e diferenciação de outras afecções das glândulas mamárias como mastite e hiperplasia mamária e de tumores cutâneos localizados próximos às mamas (lipoma, mastocitoma), uma vez que o tratamento recomendado dos tumores mamários benignos e malignos é o mesmo(3–5,9,47).

Tabela 3. Drenagem linfática das glândulas mamárias de cadelas (Adaptado de Sorenmo et al., 2011(46).

TRATAMENTO DOS NEOPLASMAS MAMÁRIOS

MASTECTOMIA

O tratamento cirúrgico é o tratamento de eleição dos neoplasmas mamários(3–5), com exceção do carcinoma inflamatório, o qual é um tipo tumoral incomum que se caracteriza pela presença de sinais clínicos de inflamação e de êmbolos tumorais em vasos linfáticos da derme e, está relacionado com prognóstico ruim e baixa sobrevida(3,4,48,49).

A ressecção cirúrgica pode ser curativa em muitas fêmeas caninas com tumores mamários, permite o diagnóstico histopatológico e em determinados pacientes é utilizada como tratamento paliativo para promover melhora na qualidade de vida(43,50).

A escolha da técnica deve ser baseada no tamanho tumoral, estadiamento clínico, drenagem linfática e localização do tumor, podendo ser realizada mastectomia simples, mastectomia 7 regional e mastectomia radical uni ou bilateral. A mastectomia simples consiste na remoção de uma única mama, quando o tumor apresenta localização central na mama, sendo considerada margens de 2 a 3 cm e profundidade até a fáscia da musculatura abdominal, a indicação dessa técnica é bastante limitada, uma vez que a presença de múltiplos tumores é comum. A mastectomia regional é realizada em blocos, considerando a anatomia linfática e venosa das glândulas mamárias, assim para tumores localizados em mamas torácicas, são removidas as mamas M1, M2 e M3, enquanto para os tumores presentes nas mamas abdominais e inguinais, removem-se as mamas M3, M4 e M5. A mastectomia radical unilateral consiste na remoção de toda a cadeia mamária(3,5,43).

Na presença de tumores em ambas as cadeias mamárias, pode-se realizar a mastectomia radical bilateral ou unilateral em duas etapas, sendo que o segundo procedimento para remoção da cadeia mamária contralateral deve ser realizado após quatro semanas da primeira cirurgia( 5,36,43). A incisão da região torácica é feita em formato de “V” para facilitar oclusão da ferida cirúrgica. Antes da incisão, recomenda-se a ligadura prévia das artérias mais calibrosas que nutrem a cadeia mamária, a artéria pudenda externa e a epigástrica superficial cranial, a fim de diminuir significantemente a hemorragia no transoperatório e como prevenção da disseminação de células tumorais pela manipulação cirúrgica. A artéria pudenda externa é encontrada por meio da incisão da pele e subcutâneo, próximo ao linfonodo inguinal, enquanto a artéria epigástrica superficial cranial está localizada na linha média ventral, entre as mamas torácica caudal e abdominal cranial (Figuras 2 e 3). O fechamento da ferida proveniente da mastectomia radical bilateral é obtido através da divulsão ampla do subcutâneo, seguido da aproximação deste tecido e aposição cutânea, porém, em alguns pacientes, técnicas reconstrutivas são necessárias(43).

Nas cadelas, a escolha do tipo de cirurgia mais adequado ainda é controverso, não existem estudos que comprovem o benefício da mastectomia radical em relação à mastectomia simples, desde que uma margem de 2 a 3 cm seja considerada(51). Segundo alguns autores, uma vez que se consiga remover completamente o tecido neoplásico, o objetivo da cirurgia será atingido independentemente da técnica(50,51). A mastectomia radical por sua vez, poderia ser empregada como uma medida profilática, visando diminuir a incidência de novos tumores mamários uma vez que a incidência de múltiplos tumores em cadelas é bastante comum(46,52).

Em gatas, devido a maior agressividade dos tumores mamários, recomenda-se a realização da mastectomia radical bilateral ou a realização da mastectomia radical unilateral em dois tempos cirúrgicos(5,33,53).

Durante a mastectomia, preconiza-se cuidadosa manipulação dos tumores e lavagem da ferida cirúrgica após remoção do neoplasma. Apesar de não ter sido comprovado que haja remoção de células neoplásicas pela lavagem da ferida, esse procedimento é útil na eliminação de coágulos, material estranho, fragmentos de tecido necrótico e, possivelmente, de células neoplásicas esfoliadas(54,55).

COMO PROCEDER COM OS GRANDES NEOPLASMAS?

Em casos de tumores grandes ou presentes em ambas cadeias mamárias ou quando as suturas aposicionais simples não promovem completa oclusão da ferida cirúrgica ou criam uma tensão excessiva na pele, indica-se a realização de cirurgias reconstrutivas(56). Amplas margens são recomendadas para que se obtenha bordas cirúrgicas livres de células neoplásicas, em torno de 2 a 3 cm de cada lado e também em profundidade, atingindo a fáscia da musculatura abdominal(5,55,57). Para correta remoção desses neoplasmas, é importante que o cirurgião tenha domínio dos princípios de cirurgias geral, oncológica e reconstrutiva. Um bom planejamento cirúrgico requer avaliação da ferida cirúrgica, elasticidade do tecido adjacente, suprimento sanguíneo regional e características do leito da ferida(58). Quando não planejada adequadamente, mesmo realizando grandes excisões, células neoplásicas podem permanecer na região(59). Caneta de marcação dermográfica são utilizadas para auxiliar no planejamento cirúrgico.

Uma das técnicas indicadas para aliviar a tensão, no momento da síntese e facilitar a aproximação das bordas da pele, é realizar ampla divulsão do subcutâneo presente nas laterais do parênquima mamário. Separa-se a pele do tecido subjacente, preservando o plexo subdérmico e vasos cutâneos. A divulsão do subcutâneo vai proporcionar mobilidade para a pele permitindo a oclusão da ferida cirúrgica com menor tensão tecidual (Figura 4)(43).

A síntese cirúrgica de amplas feridas pode ser realizada com a utilização da walking suture ou walking suture modificada, permitindo a mobilização de pele das laterais para o centro da ferida cirúrgica, ao mesmo tempo que promove a redução do espaço morto. Assim, são realizados pontos simples interrompidos entre a derme e a fáscia da musculatura, ao longo de toda a ferida cirúrgica. Enquanto, na walking suture modificada utiliza-se sutura em “X” (Sultan) ao invés de ponto simples separado. A utilização da walking suture modificada permite diminuir o tempo de transoperatório, pois esse padrão de sutura promove o fechamento mais rápido da ferida cirúrgica (Figura 5). Outras vantagens da utilização desta técnica de síntese são menor incidência de seroma e deiscência de pontos no pós-operatório(55,60).

Tumores mamários localizados na região torácica requerem maior cuidado na escolha da técnica cirúrgica, uma vez que a falta de mobilidade da pele nessa região dificulta o fechamento da ferida. Uma das técnicas reconstrutivas recomendada é o emprego do retalho de padrão subdérmico da prega axilar, em que o paciente deve permanecer em decúbito dorsal e o tamanho do defeito e a quantidade de pele necessária para o fechamento da ferida devem ser cuidadosamente avaliados. Duas linhas devem ser traçadas ao redor da prega axilar e imediatamente abaixo da articulação do cotovelo. Na sequência a pele é incisada, o subcutâneo divulsionado, permitindo a transposição da prega axilar para recobrir a ferida cirúrgica decorrente da mastectomia na região ventral do tórax. O leito doador do retalho é fechado, com a redução do subcutâneo e síntese da pele e na sequência deve ser realizada a síntese da prega axilar na pele presente ao redor da ferida cirúrgica. Dependendo do tamanho da ferida cirúrgica, é possível utilizar a prega axilar bilateral para completa oclusão da lesão (Figura 6).

As feridas cirúrgicas provenientes da remoção de neoplasmas mamários localizados na região abdominal caudal e inguinal por sua vez são mais fáceis de serem aproximadas, podendo ser fechadas com retalhos subdérmicos da prega do inguinal. O paciente é posicionado em decúbito dorsal e duas linhas são traçadas ao redor da prega inguinal, tendo-se o cuidado de não ultrapassar a articulação do joelho. O retalho é obtido através de cuidadosa incisão da pele e divulsão do subcutâneo, permitindo desta forma, mobilidade para a prega inguinal e o seu emprego para cobrir a ferida cirúrgica presente na região inguinal. Utilizando-se o mesmo material e tipo de sutura que a técnica anterior, o retalho é suturado na borda ferida, bem como o leito doador do retalho. Retalhos subdérmicos da prega inguinal podem ser necessários para a completa oclusão da ferida cirúrgica em determinados casos (Figura 7).

As principais complicações da mastectomia incluem dor, inflamação, hemorragia, deiscência, seroma, infecção, isquemia, necrose, edema de membros pélvicos e recidiva(43).

Pacientes que apresentam tumores pequenos e bem diferenciados possuem bom prognóstico após a ressecção cirúrgica, enquanto na presença de neoplasmas em estádios avançados e com alto grau de malignidade, a chance de recidiva e de desenvolvimento de metástases são maiores, sendo necessário a associação de terapias adjuvantes(3–5).

LINFONODOS SENTINELAS – QUANDO REMOVÊ-LOS?

O linfonodo sentinela corresponde ao linfonodo responsável pela drenagem linfática da cadeia mamária e na presença de neoplasmas mamários, fará a drenagem linfática do tumor, sendo de maior risco para o aparecimento de metástases(61). Portanto, como medida profilática, recomenda-se sua remoção durante a mastectomia, tanto nas cadelas quanto nas gatas(4,5,53).

Os linfonodos inguinais são facilmente removidos juntamente com as glândulas mamárias inguinais, estando localizados dorsalmente a estas. Enquanto, os linfonodos axilares apresentam acesso mais difícil e, por isso, requerem maior cuidado em sua remoção, podendo ser removido, preferencialmente, antes da mastectomia.

O uso de corantes como azul de metileno e azul patente auxiliam na localização desses linfonodos, uma vez que permitem o mapeamento da drenagem linfática(39,61–65). Em cadelas são frequentemente utilizados o azul de metileno a 1% (0,5 a 1 mL até 15 kg e 1 a 2 mL acima de 15 kg) e o azul patente 2,5% (2mg/kg), por via intradérmica, peritumoral, enquanto em gatas, o azul patente pode ser empregado sem risco de toxicidade, na mesma dose, concentração e via de aplicação que em cadelas. Outra alternativa é administrar o corante por via intradérmica, próximo à região axilar ou ao redor da primeira mama. Os corantes devem ser aplicados em torno de 20 a 30 minutos antes da realização do início do procedimento cirúrgico (Figura 8).

TERAPIAS ADJUVANTES – QUANDO DEVO UTILIZAR?

TERAPIA HORMONAL

Terapias antiestrogênicas são amplamente utilizadas por mulheres com câncer de mama com resultados satisfatórios, no entanto, o citrato de tamoxifeno na dose de 0,8 mg/Kg/dia, administrado por via oral, por pelo menos 120 dias, já foi avaliado em cadelas e seu uso foi implicado em uma série de efeitos adversos como edema vulvar, secreção vaginal purulenta, piometra, características permanentes de estro, incontinência urinária e retinite. Além disso, devido ao reduzido número de estudos, utilizando essa terapia, não se sabe ao certo os reais benefícios em relação as recidivas tumorais e sobrevida dos pacientes, embora, acredita-se que possa ser benéfica em cadelas que apresentam tumores mamários ou metástases positivas para receptores hormonais, confirmadas pela positividade de receptores de estrógeno (RE) pela imuno-histoquímica, no entanto, mais estudos são necessários para sua confirmação. Em virtude do alto risco de desenvolvimento de piometra, as cadelas tratadas com terapias hormonais devem ser castradas previamente. Até que se tenha comprovação da eficácia das terapias hormonais, a ovariohisterectomia continua sendo a melhor opção para o controle hormonal(4,51,66,67).

OVARIOHISTERECTOMIA

A castração associada com a cirurgia foi relacionada com um impacto positivo por reduzir em torno de 50% o aparecimento de novos tumores em cadelas com neoplasmas benignos(68,69). Enquanto que em gatas, os benefícios reais da ovariohisterectomia, juntamente com a remoção cirúrgica, é controversa(70,71). A castração deve ser realizada antes da mastectomia para evitar a implantação de células neoplásicas no interior da cavidade abdominal(5).

QUIMIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA CONVENCIONAL

Apesar de não existir muitos estudos comprovando o impacto positivo da quimioterapia antineoplásica em relação ao tempo livre de doença, aparecimento de metástases e sobrevida de cadelas e gatas com neoplasmas mamários e sua eficácia ainda ser controversa, seu uso é indicado em pacientes que apresentam tumores malignos, principalmente relacionado com tumores grandes, elevado grau de malignidade e tipos histológicos (carcinomas anaplásico, sólido grau III, micropapilar e carcinossarcoma) mais agressivos(4,18,37,51). Não existem estudos clínicos que demonstrem qual o melhor protocolo quimioterápico a ser utilizado, uma vez que a heterogeneidade dos neoplasmas mamários dificulta essa determinação(51). Dentre os quimioterápicos mais utilizados estão a doxorrubicina associada ou não a carboplatina ou ciclofosfamida, carboplatina associada ou não a gencitabina, mitoxantrone e 5-fluoracil em combinação com a ciclofosfamida.

Em felinos, o uso de doxorrubicina em associação com a mastectomia, demonstrou sobrevida superior em relação ao grupo tratado apenas com cirurgia (1998 dias versus 414 dias, respectivamente)( 73). Outra opção terapêutica que pode ser utilizada nessa espécie é a mitoxantrona (6mg/m2/IV lento, a cada 21 dias, quatro a seis sessões). Neste trabalho observou-se tempo médio livre de doença de 360 dias e 480 dias de sobrevida, no entanto, efeitos adversos como anorexia, vômito, leucopenia e azotemia foram verificados, demonstrando que a mitoxantrona poderia ser uma opção em pacientes que não podem ser tratados com doxorrubicina, porém, devem ser monitorados quanto a manifestação de efeitos adversos(36).

QUIMIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA METRONÔMICA

Protocolos de quimioterapia metronômica baseiam-se na utilização de fármacos antineoplásicos tradicionalmente empregados em quimioterapia convencional, administrados por via oral, em baixas doses, intervalos curtos e regulares (Figura 9).

O conceito de quimioterapia metronômica considera que os fármacos antineoplásicos alteram o microambiente tumoral mediante efeitos antiangiogênicos e imunomoduladores, além dos efeitos citotóxicos que exercem sobre as células neoplásicas (Figura 10). O baixo custo, a facilidade de administração e o menor tempo de permanência em ambiente hospitalar também representam importantes vantagens deste protocolo terapêutico.

A ciclofosfamida tem sido o fármaco mais investigado em protocolos de quimioterapia metronômica. Em medicina veterinária também foram conduzidos estudos clínicos com inibidores de ciclooxigenase-2 (COX-2) associados ao emprego da quimioterapia no sistema metronômico.

INIBIDORES DE COX-2

Aumento da enzima COX-2 já foi demonstrada em tumores mamários de fêmeas caninas e felinas, estando principalmente associado com tumores mais agressivos e de pior prognóstico( 4,74–80). Portanto, acredita-se que o uso de inibidores de COX-2 seja benéfico e pode ou não ser associado a quimioterapia(75). Elevada expressão de COX-2 também foi verificada em carcinomas inflamatórios e melhora nos sinais clínicos e na sobrevida foram associados aos pacientes tratados com inibidor de COX-2(48).

Em gatas foi observado aumento da sobrevida com neoplasma mamário quando tratadas com cirurgia, doxorrubicina, associada ou não à vincristina e/ou ciclofosfamida e, meloxicam na dose de 0,2mg/Kg/ via subcutânea no momento da cirurgia, seguida por 0,1mg/Kg/ a cada 24 horas, por via oral, durante cinco dias e posteriormente, 0,025mg/Kg/ a cada 24 horas, por via oral, até o fim do tratamento(80).

INIBIDORES DE TIROSINA QUINASE

Estudos com inibidores de tirosina quinase vêm sendo realizados em gatas, uma vez que fármacos como Imatinib e Masitinib são bem tolerados nessa espécie, mas sua real eficácia ainda não foi demonstrada(81,82). Mais estudos ainda precisam ser realizados em cadelas para confirmação dos benefícios dessa terapia em neoplasmas mamários, assim como observado em outros tumores.

IMPORTÂNCIA DO TRATAMENTO DA DOR

A dor oncológica não tratada causa alterações nos sistemas cardiovascular, imunológico, respiratório e gastrointestinal, ocasionando impacto negativo no tempo de sobrevida e na resposta ao tratamento, além de diminuir de forma importante a qualidade de vida dos pacientes.

Sabe-se que a dor produz efeitos sistêmicos negativos sobre a homeostase. A liberação de catecolaminas estimula o sistema simpático, aumentando o trabalho cardíaco e o consumo de oxigênio do miocárdio. Além disso, a elevação dos níveis de cortisol, devido ao estresse neurogênico, retarda a reparação tecidual e deprime o sistema imune podendo aumentar a incidência de metástases. Page et al. (1998), em importante estudo, correlacionaram a presença de analgesia e o desenvolvimento de metástases. Dois grupos de ratos com adenocarcinoma mamário foram submetidos à cirurgia, um grupo recebeu opioide e o outro não. Os animais que receberam opioide tiveram 70% menos metástases. Assim sendo, recomenda-se que o controle da dor seja corretamente estabelecido para pacientes com tumores mamários, associando o emprego de opioides, como por exemplo, o tramadol, na dose de 2 a 4 mg/kg, a cada 8 horas.

O QUE HÁ DE NOVO NA TERAPÊUTICA DOS TUMORES MAMÁRIOS?

Uma nova formulação de nanopartículas de paclitaxel foi desenvolvida apresentando menor risco de hipersensibilidade (Paccal Vet-CA1), sendo indicada no tratamento de tumores mamários irressecáveis de estádio III, IV e V(83), contudo, este fármaco ainda não é comercializado no Brasil.

A desmopressina, análogo peptídico da vasopressina, usado para o controle de distúrbios hematológicos durante cirurgias, mostrou ser um excelente tratamento adjuvante de carcinomas mamários de alto grau de malignidade em cadelas, acarretando no aumento da sobrevida de pacientes tratadas com essa medicação(84).

Estudos in vitro, utilizando vírus recombinante, como o vírus do sarampo, vêm sendo testado em linhagens celulares de tumores mamários caninos com resultados promissores(85).

Outra modalidade que vem sendo estudada e apresentando bons resultados no tratamento de tumores mamários de fêmeas caninas e felinas é a terapia fototérmica plasmática tumoral que consiste na aplicação de nanorods de ouro no tumor seguida pela aplicação de luz de infravermelho próximo ao tumor com objetivo de causar morte celular local através de indução de apoptose; segundo um estudo, utilizando três sessões com baixa dose da terapia com intervalos de duas semanas, observou-se completa remissão tumoral após a última sessão e durante o seguimento clínico de um ano, não foi verificada recidiva tumoral e nem sinais de toxicidade(86).

O uso de altas doses de talidomida, 20mg/Kg/ dia, durante três meses, seguida pela dose de 10 mg/Kg/ dia por mais três meses, em cadelas com tumores mamários foi testada e verificou- -se baixa incidência de efeitos adversos. No entanto, a eficácia dessa terapia sobre os neoplasmas mamários ainda precisa ser melhor avaliado(42).

PROGNÓSTICO DOS NEOPLASMAS MAMÁRIOS

Os parâmetros clínicos dos tumores mamários são importantes para determinação do prognóstico dessa enfermidade, sendo influenciado pelo tamanho tumoral, ulceração cutânea, tempo de evolução, tipo histológico, grau do tumor e estágio clínico. Assim, cães com tumores de estágio I (<3 cm e ausência de metástases regional e a distância) e grau I, normalmente têm uma sobrevida favorável a longo prazo quando tratados apenas com cirurgia(3–5,18,38,46). Enquanto, doença metastática está altamente relacionada com o óbito de cães e gatos e frequentemente, associada com estágio avançado da doença ou presença de tumores de alto grau(10,29,80,87,88). Margens adequadas de incisão cirúrgica podem diminuir a incidência de recidiva local(88).

Em gatas, o prognóstico dos neoplasmas mamários é desfavorável em virtude da elevada frequência de invasão em vasos linfáticos e presença de metástases no momento do diagnóstico. A sobrevida média de gatas após o diagnóstico é de 12 meses quando não tratadas, podendo variar, dependendo das características clínicas do tumor e da remoção cirúrgica do tumor(44).

Marcadores moleculares também podem ser utilizados para melhor determinação do prognóstico dos tumores mamários, como os receptores hormonais, Ki-67 (marcador de proliferação celular), E-caderina (molécula de adesão celular), fator de crescimento epidermal (EGFR) e COX-2. Assim, a negatividade dos receptores hormonais, o aumento de expressão do EGFR, o aumento da taxa proliferativa, o aumento de COX-2 e a diminuição da E-caderina estão frequentemente associados com neoplasmas mamários mais agressivos(3,5,44,45,89).


INDICAÇÕES

  • Xampu antisséptico para cães e gatos, indicado no controle e tratamento das piodermites, limpeza de feridas e regiões contaminadas (abscessos, miíases, feridas por mordeduras) e banhos pré-cirúrgicos.
  • Limpeza de patas após passeios, antissepsia pré-cirúrgica e lavagem das mãos.

APRESENTAÇÃO

Frasco com válvula pump contendo 125mL e 1L.

POSOLOGIA

  • Cães e gatos: Banhos pré-cirúrgicos e limpeza de feridas e regiões contaminadas.
    • – Aplicar o produto em quantidade suficiente para fazer espuma.
    • – Deixar agir por 10 minutos antes de enxaguar.
    • – Pode ser utilizado na forma de banho ou lavagem local.

CARACTERÍSTICAS E BENEFÍCIOS

  • A Clorexidina é um antisséptico de largo espectro de ação, com alta tolerabilidade.
  • A concentração a 1% não é irritante e nem resseca a pele.
  • Tem a vantagem de não ser inativado por sangue ou matéria orgânica, além de não descolorir a pele.
  • Pode ser utilizado durante banhos, mesmo antes do xampu Cloresten (ambos possuem Clorexidina).

INDICAÇÕES

  • Anti-inflamatório e analgésico para cães e gatos.

APRESENTAÇÃO

  • 0,5 mg, 2 mg e 0,2 mg: cartuchos com 10 comprimidos palatáveis e bissulcados.
  • 0,5 mg, 2 mg e 0,2 mg: display com 05 blísteres contendo 10 comprimidos palatáveis e bissulcados.

POSOLOGIA

  • Cães: 0,5 mg e 2 mg: 0,2 mg / kg / primeiro dia / VO / a cada 24 horas e 0,1 mg / kg / a partir do segundo dia / VO / a cada 24 horas / até 35 dias ou a critério do médico veterinário.
  • Gatos: 0,2 mg: 0,1 mg / kg / primeiro dia / VO / a cada 24 horas e 0,05 mg / kg / a partir do segundo dia / VO / a cada 24 horas / até 21 dias ou a critério do médico veterinário.

CARACTERÍSTICAS E BENEFÍCIOS

  • Eficácia comprovada no tratamento da dor e inflamação em cães e gatos.
  • Apresentação exclusiva de 0,2 mg para gatos.
  • Fácil administração: comprimidos palatáveis e bissulcados.
  • Conveniência: além de palatável, pode ser administrado com a alimentação.
  • Segurança na dosificação: comprimidos bissulcados que garantem a dosificação com precisão.

INDICAÇÕES

Analgésico opioide indicado para o alívio da dor nos quadros agudos e crônicos e no protocolo pré e pós-cirúrgico.

APRESENTAÇÃO

12 mg / 40 mg / 80 mg: cartuchos com 10 comprimidos palatáveis e bissulcados.

Cronidor injetável 2%: frasco ampola com 20ml.



  • Cães e gatos: 12 mg / 40mg / 80mg: 1 a 2 mg / kg / VO / a cada 6 – 8 horas ou a critério do médico veterinário.
    • Cronidor injetável 2%:
    • Cães: 1ml / 10kg/ IM / a cada 6 horas ou a critério do médico veterinário.
    • Gatos: 1ml / 10kg/ IM / a cada 8 horas ou a critério do médico veterinário.

CARACTERÍSTICAS E BENEFÍCIOS

  • Potente efeito analgésico, comparado ao da morfina em doses equipotentes.
  • Potencializa o efeito analgésico dos anti-inflamatórios.
  • Fácil administração: comprimidos palatáveis e bissulcados.
  • Segurança na dosificação: comprimidos bissulcados que garantem a dosificação com precisão.
  • Rápida ação: início de ação em aproximadamente 01 hora após a administração.
  • Proporciona melhora na qualidade de recuperação dos pacientes.
  • Apresentação injetável conveniente na rotina clínica: com concentração adequada até mesmo para animais pequenos.

INDICAÇÕES

  • Anti-inflamatório, analgésico e antitérmico para cães.

APRESENTAÇÃO

25 mg, 75 mg e 100 mg: cartuchos com 14 comprimidos palatáveis e bissulcados.


POSOLOGIA

  • Cães:
    • 25 mg:
    • 1 cp. / 10 kg / VO / a cada 12 horas ou 1 cp. / 6 kg / VO / a cada 24 horas / 14 dias ou a critério do médico veterinário.
    • 75 mg:
    • 1 cp. / 30 kg / VO / a cada 12 horas ou 1 cp. / 17 kg / VO / a cada 24 horas / 14 dias ou a critério do médico veterinário.
    • 100 mg:
    • 1 cp. / 40 kg / VO/ a cada 12 horas ou 1 cp. / 22 kg / VO / a cada 24 horas / 14 dias ou a critério do médico veterinário.

CARACTERÍSTICAS E BENEFÍCIOS

  • Rapidez de ação: com pico de concentração sanguínea entre 1 e 3 horas após a administração.
  • Segurança comprovada para uso prolongado.
  • Fácil administração: comprimidos palatáveis e bissulcados.
  • Segurança na dosificação: comprimidos bissulcados que garantem a dosificação com precisão. Excelente efeito em processos degenerativos das articulações e em neoplasias.


INDICAÇÕES

Antibiótico de amplo espectro indicado no tratamento de infecções causadas por microrganismos gram-negativos, gram-positivos: Escherichia coli, Klebsiella spp., Proteus spp., Staphylococcus spp., Streptococcus, Pasteurella multocida, Salmonella spp., Leptospira spp., Bordetella bronchiseptica, Bacteroides fragilis, Clostridium e outros microrganismos anaeróbios.

  • Infecções do trato urinário
  • Piodermites
  • Infecções de tecidos moles
  • Infecções respiratórias
  • Infecções de cavidade oral/periodontais
  • Infecções hepatobiliares
  • Infecções gastrointestinais
  • Osteomielites
  • Pós-operatório

APRESENTAÇÃO

  • 50 mg e 250 mg: cartuchos com 10 comprimidos palatáveis e bissulcados.

POSOLOGIA

  • 50 mg: 1 cp. / 4 kg / VO / a cada 12 horas.
  • 250 mg: 1 cp. / 20 kg / VO / a cada 12 horas.

Além de palatável, pode ser oferecido com o alimento.

CARACTERÍSTICAS E BENEFÍCIOS

  • Associação de amplo espectro de ação, muito segura e eficaz.
  • Segurança: baixa toxicidade no uso em cães e gatos, com baixa ocorrência de efeitos gastrointestinais indesejáveis.
  • Estável nos fluidos gástricos: confere boa absorção por via oral tendo pouca interferência na ingestão de comida.
  • Fácil administração: comprimidos palatáveis e bissulcados.
  • Conveniência: além de palatável, pode ser administrado com a alimentação.
  • Segurança na dosificação: comprimidos bissulcados que garantem a dosificação com precisão.
  • Excelente distribuição: indicado na grande maioria das infecções bacterianas, nos mais diversos tecidos.
  • Rápida ação: pico de concentração plasmática da associação ocorre entre 1 e 2 horas.

INDICAÇÕES

Antibiótico de amplo espectro indicado no tratamento de infecções causadas por bactérias gram-negativas e gram-positivas, além de micoplasmas e espiroquetas sensíveis à enrofloxacina: Escherichia coli, Streptococcus spp., Proteus spp, Pseudomonas spp., Enterobacter spp., Brucella spp., Mycoplasma spp., Klebsiella spp. e Staphylococcus spp, entre outras.

  • Infecções geniturinárias
  • Infecções dérmicas (piodermites)
  • Otites
  • Infecções respiratórias
  • Infecções pós-operatórias
  • Lesões traumáticas

APRESENTAÇÃO

50 mg e 150 mg: cartuchos com 12 comprimidos palatáveis e bissulcados.

POSOLOGIA

  • 50 mg: 1 cp. / 10 kg / VO / a cada 24 horas.
  • 150 mg: 1 cp. / 30 kg / VO / a cada 24 horas.

Recomenda-se manutenção do tratamento por pelo menos 2 dias após o desaparecimento dos sintomas.

CARACTERÍSTICAS E BENEFÍCIOS

  • Antibiótico de amplo espectro de ação, portanto indicado na maioria das infecções causadas por bactérias.
  • Alta concentração nos tecidos: rins, brônquios, fígado e endométrio – 3 a 5 vezes maior que no soro.
  • Ação antimicrobiana persistente: grande concentração em macrófagos.
  • Rápida ação: pico de concentração plasmática em até uma hora após administração.
  • Fácil administração: comprimidos palatáveis e bissulcados.
  • Segurança na dosificação: comprimidos bissulcados que garantem a dosificação com precisão.

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