Linha Antipulgas - Dermatite Alérgica à Picada de Pulgas

Empresa

Ibasa

Data de Publicação

20/03/2019

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Dermatite Alérgica à Picada de Pulgas

As infecções parasitárias da pele respondem pela maior parte das doenças da pele dos pequenos animais. A dermatite alérgica à picada de pulgas é de longe, a doença cutânea alérgica mais comum observada em cães e gatos.

A dermatite alérgica à picada de pulgas (DAAP) resulta de uma reação de hipersensibilidade a um ou mais componentes da pulga, especialmente alérgenos presentes na sua saliva.

A pulga e o parasita mais frequente, tanto no cão como no gato, sendo as mais frequentes a do gato (Ctenoceohalides felis) e a pulga do cão (Ctenocephalides canis). Ambas se caracterizam por se alimentarem do sangue do animal que serve de seu hospedeiro picando-o. Por serem tão pequenas, as pulgas não são de fácil visualização, além de possuírem uma capacidade de reprodução extraordinária, produzindo mais de 100 ovos diários dois quais nascem larvas que em poucas semanas tornam-se adultas (CHT, 2019).

A maioria dos animais que habita uma região endêmica para pulgas inicia a manifestação dos sintomas entre o primeiro e quarto ano de vida. Menos comumente observam-se animais com DAPP antes de seis meses de idade.

As pulgas são, preferencialmente, encontradas em locais de clima úmido e quente, sendo os sintomas em cães e gatos normalmente sazonais (meses quentes e durante o outono). Contudo, em grande parte do Brasil, por ser o clima quente e úmido em boa parte do ano, a doença pode ser considerada não sazonal, com agravamento no verão.

Com relação aos sinais clínicos, o prurido é o principal, em que o proprietário pode observar o animal com sinais como mastigação (como se comesse milho do sabugo), esfregação, rolamento ou arranhaduras. O mordiscar ou a lambedura constante levam à discromia pilar, modificando a cor do pelame.

De acordo com Salzo (2016), a localização clássica das lesões permite a denominação de “triângulo da DAPP” (Figura 1) com um dos vértices assestando-se na região correspondente à coluna toraco-lombar e a base junto à região lombossacral.

Figura 1. Rarefação pilosa e eritema em região toracolombar de canino com DAPP, com configuração triangular.

Fonte: SALZO, 2016.

Com a cronificação das lesões, evidencia-se hiperpigmentação, hiperqueratose e liquenificação, com manutenção e até mesmo, agravamento da alopecia. Frequentemente são observadas comorbidades, como a piodermite bacteriana secundária superficial ou profunda, malasseziose, disqueratinização e quadros recidivantes de dermatite úmida aguda.

As populações de pulgas e carrapatos adultos que se encontram nos animais representam apenas 5 % do total da população, os demais 95 % estão no ambiente.

Em gatos, comumente se manifesta como dermatite miliar pruriginosa com escoriações, crostas e alopecia secundárias no pescoço, região lombossacral dorsal, face caudomedial da coxa e região ventral do abdômen. Outros sintomas incluem alopecia simétrica secundária a atitudes de grooming excessivas e lesões do complexo granuloma eosinofílico.

Ao contrário do cão, o gato com DAPP raramente apresenta infecções bacterianas secundárias. Como os gatos “limpam-se” constantemente, através de lambedura, dificilmente há sucesso na evidenciação de pulgas e/ou de seus dejetos.

A DAPP é mais bem tratada mediante a prevenção à exposição ao alérgeno da pulga (isto é, com controle efetivo de pulgas). Quando se utiliza um programa de controle de pulgas completo, mais que 90 % dos casos podem ser controlados sem tratamento adicional.

As populações de pulgas e carrapatos adultos que se encontram nos animais representam apenas 5 % do total da população, os demais 95 % estão no ambiente em formas de ovos ou larvas de pulgas; ou ovos, larvas ou ninfas de carrapato. Para controlar esses parasitas são necessários certos medicamentos e profilaxias: aplicações de ectoparasiticidas, uso de carrapaticidas: aplicar nos canis, casinha dos cães, em plantas e canteiros, atentando para frestas nas paredes ou pisos e ralos.

Pulgas e carrapatos são extremamente resistentes, inclusive quando instaladas no ambiente em lugares como pisos, madeiras e carpetes. Devidos à resistência desses ectoparasitas no ambiente, o tratamento somente dos cães não é eficaz para o combate e controle. Como parte de seu ciclo de vida ocorre no ambiente, este também deve ser tratado para combater os ectoparasitas indesejáveis.

As principais falhas no controle de pulgas incluem a falta de tratamento de todos os animais contactantes, o uso indevido dos produtos antipulgas, a não manutenção do uso dos inseticidas, a ausência de controle do ambiente e o uso de produtos ineficazes.

Linha Antipulgas Ibasa

Forma Farmacêutica e Apresentação

Shampoo Antipulgas – Frascos plásticos contendo 200mL ou 5L de produto na forma de xampu.

Shampoo Condicionador Antipulgas – Frasco plástico de 200mL de produto na forma de xampu.

Spray Antipulgas e Carrapatos – Frascos plásticos de 100mL e 200mL de produto na forma de solução de uso tópico.

Talco Antipulgas – Frasco plástico de 100g de produto contendo pó de uso tópico.

Sabonete Antipulgas e Carrapatos – Cartucho de 80g de produto contendo sabonete em barra.

Fórmula

- Shampoo Antipulgas, Shampoo Condicionador Antipulgas, Spray Antipulgas:

Cada 100mL do produto contém:

  • Triclosan ........................ 0,2g
  • Permetrina ..................... 1,0g
  • Butóxido de Piperonila .. 1,0g
  • Veículo q.s.p. ................. 100,0mL

- Talco Antipulgas:

Cada 100g do produto contém:

  • Triclosan ......................... 0,2g
  • Permetrina ...................... 1,0g
  • Butóxido de Piperonila ... 1,0g
  • Veículo q.s.p. .................. 100,0g

- Sabonete Antipulgas e Carrapatos:

Cada 80g do produto contém:

  • Triclosan .......................... 1,0g
  • Permetrina ....................... 1,0g
  • Butóxido de Piperonila .... 1,0g
  • Veículo q.s.p. ................... 100,0g

O sabonete contém também em sua fórmula óleo de coco babaçu, que possui ação hidratante.

Informação Técnica

A Linha Antipulgas Ibasa contém em sua fórmula a associação da permetrina, um inseticida, e do triclosan, um antisséptico potente. O butóxido de piperonila é um sinergista que aumenta a eficácia do produto.

  • Permetrina

É um piretróide ectoparasiticida indicado para cães a partir de 4 semanas de idade na prevenção e controle das infestações por pulgas, carrapatos e mosquitos flebótomos.

Os piretróides possuem propriedades lipofílicas que facilitam a sua penetração nos artrópodes através de sua cutícula rica em lipídios.

Os insetos expostos a piretroides apresentam hiperatividade, incoordenação e dificuldade de movimentos associada a hipersecreção, tremores, convulsão e, finalmente, o knock-down (“queda”).

  • Triclosan

É um antisséptico não iônico, bacteriostático, possuindo largo espectro de ação (efetivo contra bactérias Gram negativas, bem como Gram positivas). Possui ação contra fungos e bolores e é utilizado também como conservante em cosméticos e medicamentos.

  • Butóxido de Piperonila

Usado como sinergista, ou seja, aumenta a potênica de certos pesticidas, como piretrinas, piretróides, carbamatos e rotenona. Os sinergistas potencializam a atividade dos ingredientes ativos e estendem o seu período de ação. 

Indicações

Recomendado para cães e gatos (com exceção do Spray e Talco Antipulgas) no combate a pulgas, sob orientação do médico veterinário

Modo de Uso

Somente uso externo

Shampoo / Shampoo Condicionador Antipulgas: molhar o animal e aplicar o shampoo a partir da cabeça em direção à cauda, evitando que o produto entre em contato com os olhos, boca e focinho do animal. Friccionar bem os pelos, deixar o produto agir durante alguns minutos e enxaguar bem.

Spray Antipulgas e Carrapatos: aspergir após o banho ou na impossibilidade do mesmo, começando no dorso, nas patas e cauda, friccionando bem os pelos. Em filhotes, fêmeas prenhas e lactantes ou animais idosos, aplicar pequenas porções com chumaço de algodão ou esfregar o produto somente sobre o dorso.

Talco Antipulgas: aplicar no dorso do animal, evitando que o produto atinja os olhos, boca e focinho. Esfregar até que o pó entre em contato com a pele. Retirar o excesso de talco com o auxílio de uma escova. A aplicação do produto deve ser feita em local ventilado.

Sabonete Antipulgas e Carrapatos: aplicar no pelo dos animais previamente molhados começando por trás das orelhas em direção à cauda. Esfregar bem e deixar a espuma agir por alguns minutos. Enxaguar e repetir o procedimento. O intervalo entre os banhos é de 14 dias, podendo ser alterado pelo médico veterinário.

Precauções De Uso

Evitar que o animal venha a lamber a pelagem no local da aplicação. Utilizar luvas ao manusear o produto. Produto tóxico para peixes, abelhas e pássaros. Não reutilizar a embalagem vazia. Descartar com segurança evitando a contaminação do meio ambiente. Para evitar reinfestações e controlar efetivamente as pulgas, é importante tratar também o ambiente onde vivem os animais, usando produtos adequados para esse fim. Não guardar ou aplicar junto de alimentos, bebidas, medicamentos, produtos de higiene e de uso doméstico.

Contraindicações

Animais que apresentam hipersensibilidade a algum dos constituintes da fórmula ou lesões que comprometem a integridade da pele.

Efeitos Adversos

Estão relacionados a reações alérgicas individuais que podem se manifestar como dermatites.

Conservação

Conservar em local seco e fresco ao abrigo da luz solar, fora do alcance de crianças e animais.

Estudo de Eficácia dos Produtos

Com o objetivo de avaliar a eficácia contra pulgas e a segurança dos produtos da Linha Antipulgas Ibasa, testes clínicos foram conduzidos e demonstrados que todos os produtos da linha apresentaram-se inócuos e seguros. O Shampoo / Shampoo Condicionador, Spray e Talco Antipulgas tiveram indicação de aplicação semanal. Já o Sabonete Antipulgas e Carrapatos possui indicação de banhos a 14 dias. Estas indicações podem variar de acordo com o Médico Veterinário.

Referências Bibliográficas

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CHT – Centro Hospitalar Veterinário. Dermatite alérgica à picada de pulga. Disponível em: https://www.chv.pt/pt/unidades/dermatologia/dapp/detalhe.html. Acesso em Fevereiro, 2019.

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OLIVEIRA, I.M.S. et al. 2017. A importância do endoparasiticidas e ectoparasiticidas em animais domésticos: Revisão. PUBVET, 10(3):281-284.

OLIVEIRA, T.B. et al., 2018. O uso da Lippia no tratamento das doenças periodontais. J. Dent. Pub. H., 9(3):227-237.

SARTOR, I.F.; SAKATE, M.; SANTARÉM, V.A. Agentes empregados no controle de ectoparasitos. In: SPINOSA, H.S.; GÓRNIAK, S.L.; BERNARDI, M.M. Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária, 5 ed., Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 2011.

SALZO, P.S. Dermatite Alérgica à Picada de Pulgas. In: LARSSON, C.E.; LUCAS, R. Tratado de Medicina Externa – Dermatologia Veterinária. São Caetano do Sul: InterBook, 2016.

WILKISON, G.T.; HARVEY, R.G. Atlas colorido de dermatologia dos pequenos animais: guia para o diagnóstico. Manole Ltda., São Paulo, 1997.