Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Morfina

Classificaçāo

Analgésico Opióide

Receita

Receita Amarela ou A

Espécies

Cães e Gatos

INFORMAÇÕES AO CLIENTE

Em felinos, o uso de opióides para tratamentos crônicos causa midríase e ficam mais susceptíveis a queda tanto pela sedação, como pelo distpurbio visual.

Não faça uso deste medicamento sem orientação Médica. Opioides são hipnoanalgésicos e o uso indevido pode causar dependência química.

ARMAZENAMENTO

Conservar em local seco, entre 15°C e 30°C, ao abrigo da luz solar direta e fora do alcance de crianças e animais domésticos.

Apresentações e concentrações

Apresentações e concentrações

  • - Morfina 100 mg, cápsula
  • - Morfina 30 mg, cápsula
  • - Morfina 10 mg/mL, solução injetável
  • - Morfina 10 mg, comprimido
  • - Morfina 1 mg/mL, solução injetável
  • - Morfina 60 mg, cápsula
  • - Morfina 0,5 mg/mL, solução injetável
  • - Morfina 30 mg, comprimido
  • - Dimorf 0,5 mg/mL, solução injetável
  • - Dimorf 1 mg/mL, solução injetável
  • - Dimorf 10 mg/mL, solução injetável
  • - Dimorf 10 mg, comprimido
  • - Dimorf 30 mg, comprimido
  • - Dimorf 30 mg, cápsula
  • - Dimorf 60 mg, cápsula
  • - Dimorf 100 mg, cápsula

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

Dentre os hipnoanalgésicos, a morfina é a droga-padrão, pois embora inúmeras drogas analgésicas tenham sido sintetizadas nestes últimos anos, até o momento nenhuma delas provou ser mais eficaz no alívio da dor grave. A morfina é utilizada como medicação pré-anestésica em associação com outros fármacos, no controle da dor trans-operatória e também no controle da dor oncológica (GÓRNIAK, 2006; FANTONI & CORTOPASSI, 2008)

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

É contraindicado a pacientes com hipersensibilidade conhecida ao princípio ativo, pacientes com histórico de função respiratória comprometida. Uso cauteloso em pacientes com insuficiência cardíaca, idosos, hepatopatias.

EFEITOS ADVERSOS

Entre os efeitos adversos mais observados encontram-se sedação, depressão respiratória, bradicardia, retenção urinária e alguns efeitos gastrointestinais, como vômito, náusea, constipação, sialorreia. Devido a liberação de histamina, a morfina pode causar sinais de alergia, desde urticária e pruridos locais, como broncoespasmo e hipotensão.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

O uso seguro durante a gestação e lactação não foi estabelecido, embora não existam relatos de problemas fetais relacionados. A avaliação do clínico quanto aos benefícios e riscos do tratamento é fundamental.

SUPERDOSAGEM

A superdosagem ou o uso frequente de opióides pode aumentar os efeitos adversos, colocando em risco a vida do paciente quando há depressão respiratória, hipotensão ou bradicardia; pode haver também sonolência e alterações de comportamento.

Administração e doses

Via(s)

IM

SC

IV

Epidural

Videos da(s) via(s)

FREQUÊNCIA DE UTILIZAÇÃO

- Caninos: 3 / 3 - 4 / 4 horas;

- Felinos: 3 / 3 - 6 / 6 horas.

DURAÇÃO DO TRATAMENTO

De acordo com protocolo médico.

Canino - Cães

Via epidural

0,1 mg / kg

calcular

Outras vias

0,5 - 1 mg / kg

calcular

Felino

Outras vias

Gatos

0,05 - 0,1 mg / kg

calcular

OBSERVAÇÕES

A literatura é bem ampla em relação as doses indicadas para o uso da morfina, recomenda-se que quando utiliza-la em felinos, associar a um tranquilizante para diminuir a disforia produzida por ela. Aplicadas pela via epidural, a morfina promove analgesia isenta de depressão respiratória, hipomotilidade, hipertermia ou alterações locomotoras (MUIR III, 1991). A administração IV deve ser feita de maneira lenta, seguindo os procedimentos de assepsia e utilização de seringas e agulhas descartáveis.

Interações medicamentosas

Cimetidina

Tipo de Interação

Toxicidade

Grau de Interação

Grave

Efeito Clínico

Efeito terapêutico aumentado da Morfina, levando a toxicidade

Mecanismo de Ação

Diminuição do metabolismo do analgésico opióide pela cimetidina

Conduta

Evitar o uso

Cisaprida

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico aumentado da Morfina

Conduta

Ajustar dose

Clorpirifós

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Hipotensão e fibrilação cardíaca

Conduta

Incompatível

Observações da interação

Antídoto: Sulfato de Atropina, pelas vias IM ou IV: 1 a 6 mg a cada 5 a 30 minutos, até atropinização leve

Clortiazida

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido dos Diuréticos

Mecanismo de Ação

Indução da liberação de hormônios antidiuréticos

Conduta

Evitar o uso

Diazinon

Grau de Interação

Grave

Conduta

Incompatível

Diuréticos

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido dos Diuréticos

Mecanismo de Ação

Indução da liberação de hormônios antidiuréticos

Conduta

Evitar o uso

Doxapram

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Convulsão

Conduta

Ajustar dose

Esmolol

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico aumentado do Esmolol

Conduta

Ajustar dose

Metoclopramida

Tipo de Interação

Sinergismo/Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Metoclopramida potencializa a depressão do SNC causada pela morfina. O efeito da metoclopramida sobre a motilidade gástrica é reduzido pela morfina

Conduta

Evitar o uso

Midazolam

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Aumento do efeito sedativo dos Benzodiazepínicos

Mecanismo de Ação

Efeito aditivo entre as subst.

Conduta

Ajustar dose

Rifampicina

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido da Morfina

Mecanismo de Ação

Desconhecido

Conduta

Considerar outra terapiaObservações:

* Aviso Legal - Interações Medicamentosas - O Aplicativo Vet Smart contém informações de interação medicamentosas em geral, que foram levantadas por pesquisa realizada pelo próprio Vet Smart, de modo que as informações médicas e sobre medicamentos não é um aconselhamento médico veterinário e não deve ser tratado como tal. Portanto, a Vet Smart não garante nem declara que a informação sobre tratamentos médicos veterinários ou interações medicamentosas do Aplicativo Vet Smart: (A) estará constantemente disponível, ou disponíveis a todos; ou (B) são verdadeiras, precisas, completas, atuais ou não enganosas.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

O efeito de um determinado opióide depende da afinidade que este possui pelo receptor específico; agentes com afinidade a diferentes receptores produzem vários efeitos clínicos. Conhecem-se 4 receptores opióides: um, kappa, sigma e delta. Assim a ligação ao receptor mu desencadeia analgesia, depressão respiratória, diminuição da motilidade do trato gastro intestinal, sedação e bradicardia; a ligação do receptor kappa desencadeia sobretudo, analgesia, sedação e inibição do hormônio antidiurético. A excitação deve-se provavelmente à ligação ao receptor sigma; os efeitos do receptor delta ainda não estão esclarecidos (FANTONI & CORTOPASSI, 2008). Os opióides atuam na maioria das células nervosas, promovendo hiperpolarização, inibição da deflagração do potencial de ação e inibição pré-sináptica da liberação de neurotransmissor. Verifica-se em alguns neurônios despolarização, mas provavelmente este efeito seria indireto, através da supressão de uma determinada via inibitória. A ativação do receptor opióide causa a inibição da adenil-ciclase (GÓRNIAK, 2006).

FARMACOCINÉTICA

Após a absorção os opióides se distribuem pelos diferentes tecidos, em particular, atinge o SNC, fígado, rins, músculos, pulmões. São metabolizados no fígado e excretados em grande parte pelos rins, com pequena excreção nas fezes através da bile.

A morfina é hidrossolúvel, atravessa lentamente as membranas, possuindo uma latência mais lenta. Pela via intravenosa tem duração em torno de 4 horas pela via epidural pode se prolongar por até 24 horas.

CONSIDERAÇÕES LABORATORIAIS

Há relatos de aumento da secreção de hormônio antiduirético; em humanos pode haver inibição do hormônio liberador de gonadodrofina e aumento do nível sérico de prolactina.

EFEITOS ADVERSOS

Entre os efeitos adversos mais observados encontram-se sedação, depressão respiratória, bradicardia, retenção urinária e alguns efeitos gastrointestinais, como vômito, náusea, constipação, sialorreia. Devido a liberação de histamina, a morfina pode causar sinais de alergia, desde urticária e pruridos locais, como broncoespasmo e hipotensão.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

O uso seguro durante a gestação e lactação não foi estabelecido, embora não existam relatos de problemas fetais relacionados. A avaliação do clínico quanto aos benefícios e riscos do tratamento é fundamental.

SUPERDOSAGEM

A superdosagem ou o uso frequente de opióides pode aumentar os efeitos adversos, colocando em risco a vida do paciente quando há depressão respiratória, hipotensão ou bradicardia; pode haver também sonolência e alterações de comportamento.

MONITORAMENTO

Pacientes submetidos a terapia com opióides, devem ser monitorados quanto a frequência cardíaca, frequência respiratória pressão arterial, temperatura corporal e motilidade intestinal.

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Referências Bibliográficas

AMARAL, K. A. S. Eficácia do uso da morfina, tramadol e butorfanol associados ou não a lidocaína pela via epidural em cães. Dissertação (mestrado) - Ciência animal. Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro, 2012

CRUZ, F. S. F. da. Efeitos fisiológicos e sedativo da associação de buprenorfina e xilazina em equinos. Dissertação (mestrado) - Neuropsicofarmacologia. Universidade Federal de Santa Maria, 2008.

FANTONI, D. T.; CORTOPASSI, S. R. G. Hipnoanalgésicos.In: Andrade SF. Manual de terapêutica veterinária. 3. ed. São Paulo: Roca, 2008.

GÓRNIAK, S. L. Hipnoanalgésicos e Neuroleptoanalgesia. In: SPINOSA H. S. et al. Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.

MUIR III, W.W. Standing chemical restraint in horses. In: MUIR, W.W.; HUBBELL, J.A.E. Monitoring and emergency therapy. St. Louis: Mosby Year Book, 1991. p.247-280.