Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Metadona

Classificaçāo

Analgésico Opióide

Receita

Receita Amarela ou A

Espécies

Cães e Gatos

INFORMAÇÕES AO CLIENTE

Em felinos, o uso de opióides para tratamentos crônicos causa midríase e ficam mais susceptíveis a queda tanto pela sedação, como pelo distpurbio visual.

Não faça uso deste medicamento sem orientação Médica. Opioides são hipnoanalgésicos e o uso indevido pode causar dependência química.

ARMAZENAMENTO

Conservar em local seco, entre 15°C e 30°C, ao abrigo da luz solar direta e fora do alcance de crianças e animais domésticos.

Apresentações e concentrações

Apresentações e concentrações

  • - Metadona 10 mg/mL, solução injetável
  • - Mytedom 10 mg/mL, solução injetável

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

A metadona é indicada para analgesia de curta duração, na sedação e como adjuvante anestésico. É compatível com a maioria dos anestésicos e pode ser usada como parte de abordagens multimodais analgésicas ou anestésicas.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

É contraindicado a pacientes com hipersensibilidade conhecida ao princípio ativo, pacientes com histórico de função respiratória comprometida. Uso cauteloso em pacientes com insuficiência cardíaca, idosos, hepatopatias.

EFEITOS ADVERSOS

Entre os efeitos adversos mais observados encontram-se sedação, depressão respiratória, bradicardia, retenção urinária e alguns efeitos gastrointestinais, como vômito, náusea, constipação, sialorreia.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

O uso seguro durante a gestação e lactação não foi estabelecido, embora não existam relatos de problemas fetais relacionados. A avaliação do clínico quanto aos benefícios e riscos do tratamento é fundamental.

SUPERDOSAGEM

A superdosagem ou o uso frequente de opióides pode aumentar os efeitos adversos, colocando em risco a vida do paciente quando há depressão respiratória, hipotensão ou bradicardia; pode haver também sonolência e alterações de comportamento.

Administração e doses

Via(s)

IM

EV

IV

SC

Epidural

Videos da(s) via(s)

FREQUÊNCIA DE UTILIZAÇÃO

4/4 horas

6/6 horas

IM, SC (pré-anestésico) (VIANA, 2014)

Cães

Cães

0,2 - 0,5 mg / kg

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Gatos

Gatos

0,1 - 0,2 mg / kg

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EV, IM, SC (analgésico 4-6 h) (VIANA, 2014)

Cães

Cães

0,5 - 1 mg / kg

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Gatos

Gatos

0,1 - 0,2 mg / kg

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IM, IV, SC (analgésico 6-6 h) (JERICÓ, ANDRADE NETO, KOGIKA, 2017)

Cães e Gatos

Cães e Gatos

0,1 - 0,5 mg / kg

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IV, SC (GÓRNIAK, 2011)

Cães

Cães

1 mg / kg

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Epidural (GÓRNIAK, 2011)

Cães

Cães

0,3 mg / kg

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Gatos

Gatos

0,3 mg / kg

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IV, SC, IM (GÓRNIAK, 2011)

Gatos

Gatos

0,1 mg / kg

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OBSERVAÇÕES

A literatura indica uma grande variação de doses, de 0,1 - 1,0 mg/kg, dependendo muito mais da via de aplicação (por exemplo, a via epidural necessita de uma dose menor - em torno de 0,3 mg/kg) do que de fato a finalidade. Há ainda alguns estudos com doses maiores de 1,5 - 2,0 mg/kg, porém a grande maioria dos experimentos utilizam a dose de 0,5 - 1,0 mg/kg para cães. Em gatos, a dose utilizada deve ser menor, no intervalo de 0,05 - 0,5 mg/kg.

Interações medicamentosas

Barbitúricos

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido da Metadona

Mecanismo de Ação

Desconhecido

Conduta

Ajustar dose

Benzodiazepínicos

Grau de Interação

Grave

Efeito Clínico

Depressão respiratória

Mecanismo de Ação

Os efeitos de opióides e benzodiazepínicos são sinérgicos

Conduta

Incompatível

Cimetidina

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Grave

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido da Metadona

Mecanismo de Ação

Diminuição do metabolismo do analgésico opióide pela cimetidina

Conduta

Evitar o uso

Fenitoína

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido da Metadona

Mecanismo de Ação

Aumento da depuração metabólica de metadona

Conduta

Ajustar dose

Rifampicina

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido da Metadona

Mecanismo de Ação

Aumento do metabolismo hepático e intestinal de metadona

Conduta

Ajustar dose

* Aviso Legal - Interações Medicamentosas - O Aplicativo Vet Smart contém informações de interação medicamentosas em geral, que foram levantadas por pesquisa realizada pelo próprio Vet Smart, de modo que as informações médicas e sobre medicamentos não é um aconselhamento médico veterinário e não deve ser tratado como tal. Portanto, a Vet Smart não garante nem declara que a informação sobre tratamentos médicos veterinários ou interações medicamentosas do Aplicativo Vet Smart: (A) estará constantemente disponível, ou disponíveis a todos; ou (B) são verdadeiras, precisas, completas, atuais ou não enganosas.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

O efeito de um determinado opióide depende da afinidade que este possui pelo receptor específico; agentes com afinidade a diferentes receptores produzem vários efeitos clínicos. Conhecem-se 4 receptores opióides: um, kappa, sigma e delta. Assim a ligação ao receptor mu desencadeia analgesia, depressão respiratória, diminuição da motilidade do trato gastro intestinal, sedação e bradicardia; a ligação do receptor kappa desencadeia sobretudo, analgesia, sedação e inibição do hormônio antidiurético. A excitação deve-se provavelmente à ligação ao receptor sigma; os efeitos do receptor delta ainda não estão esclarecidos (FANTONI & CORTOPASSI, 2008). Os opióides atuam na maioria das células nervosas, promovendo hiperpolarização, inibição da deflagração do potencial de ação e inibição pré-sináptica da liberação de neurotransmissor. Verifica-se em alguns neurônios despolarização, mas provavelmente este efeito seria indireto, através da supressão de uma determinada via inibitória. A ativação do receptor opióide causa a inibição da adenil-ciclase (GÓRNIAK, 2006).

FARMACOCINÉTICA

Após a absorção os opióides se distribuem pelos diferentes tecidos, em particular, atinge o SNC, fígado, rins, músculos, pulmões. São metabolizados no fígado e excretados em grande parte pelos rins, com pequena excreção nas fezes através da bile.

EFEITOS ADVERSOS

Entre os efeitos adversos mais observados encontram-se sedação, depressão respiratória, bradicardia, retenção urinária e alguns efeitos gastrointestinais, como vômito, náusea, constipação, sialorreia.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

O uso seguro durante a gestação e lactação não foi estabelecido, embora não existam relatos de problemas fetais relacionados. A avaliação do clínico quanto aos benefícios e riscos do tratamento é fundamental.

SUPERDOSAGEM

A superdosagem ou o uso frequente de opióides pode aumentar os efeitos adversos, colocando em risco a vida do paciente quando há depressão respiratória, hipotensão ou bradicardia; pode haver também sonolência e alterações de comportamento.

MONITORAMENTO

Pacientes submetidos a terapia com opióides, devem ser monitorados quanto a frequência cardíaca, frequência respiratória pressão arterial, temperatura corporal e motilidade intestinal.

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Referências Bibliográficas

CAMPAGNOL, D. Farmacologia clínica da metadona peridural e intravenosa em cães. Tese (doutorado), Universidade Estadual Paulista, Botucatu, 2011.

CROSIGNANI, N. Estudo farmacocinético da metadona por via oral em cães. Dissertação (mestrado), Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2010.

FANTONI, D. T.; CORTOPASSI, S. R. G. Hipnoanalgésicos.In: Andrade SF. Manual de terapêutica veterinária. 3. ed. São Paulo: Roca, 2008.

GÓRNIAK, S. L. Hipnoanalgésicos e Neuroleptoanalgesia. In: SPINOSA H. S. et al. Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária. 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011.

JERICÓ, M. M.; ANDRANDE NETO, J. P.; KOGIKA, M. M. Tratado de Medicina Interna de Cães e Gatos, volume 1, 1 ed. Rio de Janeiro: Editora Roca, 2017.

MAIANTE, A. A. Efeitos sedativos e cardiorrespiratórios da metadona em cães: Estudo comparativo com a morfina. Dissertação (mestrado), Universidade Estadual Paulista, Botucatu, 2007

RIBEIRO S. et al. O Uso de Opióides no Tratamento da Dor Crônica Não Oncológica: O Papel da Metadona. Rev Bras Anestesiol 2002; 52: 5: 644 - 651

VIANA, F. A. B. Guia Terapêutico Veterinário. 3 ed. Minas Gerais: Editora CEM, 2014. 560 p.