Informações

Aviso

Este medicamento é de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Substância(s) Ativa(s)

Butorfanol

Tipo

Analgésico Opióide

Apresentações e concentrações

  • - Butorfanol 10 mg/mL, solução injetável

INDICAÇÕES

É um agente opióide do tipo agonista-antagonista, sendo o efeito agonista nos receptores kappa, promovendo analgesia, e efeito antagonista no receptor mu, podendo antagonizar os efeitos de mu-agonistas. Promove menor depressão respiratória, porém o efeito analgésico é menos intenso. Além disso, possui custo elevado o que restringe o seu uso a situações nas quais a sedação é o objetivo principal (FANTONI & CORTOPASSI, 2008). O butorfanol é utilizado em cães, para o alívio de tosse não produtiva; em cães e gatos, na medicação pré-anestésica; e também como antiemético no uso prévio ao medicamento antitumoral cisplatina (GÓRNIAK, 2006).

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

É contraindicado a pacientes com hipersensibilidade conhecida ao princípio ativo, pacientes com histórico de função respiratória comprometida. Uso cauteloso em pacientes com insuficiência cardíaca, idosos, hepatopatias.

Espécie de animal

Canino, Felino

Interações

Subst. Analgésicas

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeitos aditivos

Conduta

Ajustar dose

Subst. sedativas

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeitos aditivos

Conduta

Ajustar dose

* Aviso Legal - Interações Medicamentosas - O Aplicativo Vet Smart contém informações de interação medicamentosas em geral, que foram levantadas por pesquisa realizada pelo próprio Vet Smart, de modo que as informações médicas e sobre medicamentos não é um aconselhamento médico veterinário e não deve ser tratado como tal. Portanto, a Vet Smart não garante nem declara que a informação sobre tratamentos médicos veterinários ou interações medicamentosas do Aplicativo Vet Smart: (A) estará constantemente disponível, ou disponíveis a todos; ou (B) são verdadeiras, precisas, completas, atuais ou não enganosas.

Utilização

Via

IV, IM

FREQUÊNCIA DE UTILIZAÇÃO

8 / 8 - 12 / 12 horas

DURAÇÃO DO TRATAMENTO

De acordo com protocolo médico.

OBSERVAÇÕES

CÃES:

- Para analgesia: Faixa de dose: 0,2 a 0,3 mg de Butorfanol/kg. O produto deve ser administrado antes do término da anestesia, para promover analgesia na fase de recuperação. Efeitos analgésicos são observados em até 15 minutos. Para contínua analgesia, a dose deve ser repetida.

- Para sedação: em combinação com Medetomidina HCl, o produto deve ser administrado na dose de 0,1 mg de Butorfanol/kg, juntamente com 10 a 25 mg de Medetomidina/kg, dependendo do grau de sedação requerido (a aplicação pode ser realizada tanto por via intramuscular quanto intravenosa). A reversão com 50 a 125 mg de Atipamezole/kg resulta em decúbito esternal, aproximadamente 5 minutos após, e posição de estação/recuperação aproximadamente 2 minutos após.

- Como pré-anestésico: a dose do produto para pré-anestesia deve ser reduzida de 0,1 a 0,2 mg de Butorfanol/kg, aplicados 15 minutos antes da indução.

- Para anestesia: em combinação com Medetomidina e Cetamina, administrar o produto a 0,1 mg de Butorfanol/kg, juntamente com 25 mg de Medetomidina/kg por via intramuscular.

GATOS:

- Butorfanol deve ser administrado em gatos por via subcutânea, na dosagem de 0,4 mg/kg de peso vivo. A dosagem pode ser repetida até 4 vezes ao dia, durante 2 dias.

- Para analgesia pré-operatória: 0,4 mg de Butorfanol/kg, pode ser administrado tanto por via intramuscular quanto subcutânea. Estudos clínicos demonstram que a administração de Butorfanol 5 minutos antes da indução com Acepromazina e Cetamina ou Xilazina e Cetamina, administradas por via intramuscular, produzirá analgesia ao início da cirurgia. O tempo de recuperação não é significativamente alterado. Com agentes indutores intravenosos, o Butorfanol deve ser administrado 15 a 30 minutos antes da administração do anestésico. Estudos clínicos em gatos demonstraram que o efeito analgésico de Butorfanol é observado em até 20 minutos após aplicação, e persiste na maioria dos gatos de 3 a 6 horas após aplicação subcutânea (ver Farmacologia em Felinos).

- Para analgesia pós-operatória: 0,4 mg de Butorfanol/kg pode ser administrada tanto por via intramuscular quanto subcutânea, antes da recuperação. Alternativamente, 0,25 mL para cada 5 kg (equivalente a 0,1 mg de Butorfanol/kg), pode ser utilizado por via intravenosa.

- Para sedação: em combinação com Medetomidina HCl - Butorfanol pode ser administrado a 0,4 mg de Butorfanol/kg, juntamente com 50 mg de Medetomidina/kg, tanto por via intramuscular quanto subcutânea. A infiltração local anestésica deve ser utilizada para suturas. Reversão com 125 mg/kg de atipamezole resulta em decúbito esternal aproximadamente 4 minutos após e posição de estação/recuperação 1 minuto após.

- Para anestesia: em combinação com Medetomidina e Cetamina:

• Intramuscular: Administrar Butorfanol a 0,4 mg de Butorfanol/kg, 80 mg de Medetomidina/kg e 5 mg de Cetamina/kg. Os gatos entram em decúbito em 2 a 3 minutos após injeção. A perda de reflexos digitais ocorre 3 minutos após a injeção. Reversão com 200 mg/kg de atipamezole resulta em recuperação dos reflexos interdigitais após 2 minutos, decúbito esternal após 6 minutos e posição de estação/recuperação após 31 minutos.

• Intravenoso: Administrar Butorfanol a 0,1 mg de Butorfanol/kg, 40 mg de Medetomidina/kg e dependendo da profundidade da anestesia requerida, 1,25 a 2,5 mg de Cetamina/kg por via intravenosa. Reversão com 100 mg/kg de atipamezole resulta em retorno de reflexos interdigitais 4 minutos após, decúbito esternal 7 minutos após e estação 18 minutos após.

ARMAZENAMENTO

Conservar em local seco, entre 15°C e 30°C, ao abrigo da luz solar direta e fora do alcance de crianças e animais domésticos.

INFORMAÇÕES AO CLIENTE

Em felinos, o uso de opióides para tratamentos crônicos causa midríase e ficam mais susceptíveis a queda tanto pela sedação, como pelo distpurbio visual. Não faça uso deste medicamento sem orientação Médica. Opioides são hipnoanalgésicos e o uso indevido pode causar dependência química.

Cães (detalhes nas Observações) - Cães

Analgesia

0,2 - 0,3 mg / kg

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Sedação

0,1 mg / kg

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Pré-anestésico

0,1 - 0,2 mg / kg

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Anestesia

0,1 mg / kg

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Gatos (detalhes nas Observações) - Gatos

Subcutânea

0,4 mg / kg

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Analgesia pré-operatória

0,4 mg / kg

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Analgesia pós-operatória (IM/SC)

0,4 mg / kg

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Analgesia pós-operatória (IV)

0,1 mg / kg

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Sedação

0,4 mg / kg

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Anestesia (IM)

0,4 mg / kg

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Anestesia (IV)

0,1 mg / kg

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Farmacologia

FARMACODINÂMICA

O efeito de um determinado opióide depende da afinidade que este possui pelo receptor específico; agentes com afinidade a diferentes receptores produzem vários efeitos clínicos. Conhecem-se 4 receptores opióides: um, kappa, sigma e delta. Assim a ligação ao receptor mu desencadeia analgesia, depressão respiratória, diminuição da motilidade do trato gastro intestinal, sedação e bradicardia; a ligação do receptor kappa desencadeia sobretudo, analgesia, sedação e inibição do hormônio antidiurético. A excitação deve-se provavelmente à ligação ao receptor sigma; os efeitos do receptor delta ainda não estão esclarecidos (FANTONI & CORTOPASSI, 2008). Os opióides atuam na maioria das células nervosas, promovendo hiperpolarização, inibição da deflagração do potencial de ação e inibição pré-sináptica da liberação de neurotransmissor. Verifica-se em alguns neurônios despolarização, mas provavelmente este efeito seria indireto, através da supressão de uma determinada via inibitória. A ativação do receptor opióide causa a inibição da adenil-ciclase (GÓRNIAK, 2006).

FARMACOCINÉTICA

O butorfanol se distribui por todos os tecidos, em órgãos excretores, tecidos com grande perfusão e tecido gorduroso, com pico plasmático de 30 a 60 minutos após administração parenteral. A metabolização acontece no fígado e a excreção se dá por filtração glomerular (AMARAL, 2012).

EFEITOS ADVERSOS

Entre os efeitos adversos mais observados encontram-se sedação, depressão respiratória, bradicardia, retenção urinária e alguns efeitos gastrointestinais, como vômito, náusea, constipação, sialorreia.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

O uso seguro durante a gestação e lactação não foi estabelecido, embora não existam relatos de problemas fetais relacionados. A avaliação do clínico quanto aos benefícios e riscos do tratamento é fundamental. O butorfanol é mais lipossolúvel e pode atingir concentrações mais elevadas no feto.

SUPERDOSAGEM

A superdosagem ou o uso frequente de opióides pode aumentar os efeitos adversos, colocando em risco a vida do paciente quando há depressão respiratória, hipotensão ou bradicardia; pode haver também sonolência e alterações de comportamento.

CONSIDERAÇÕES LABORATORIAIS

Já foi observado redução no hematócrito e na concentração de hemoglobina resultados da sedação geral e anestesia pelo seqüestro de células na circulação esplênica

MONITORAMENTO

Vários estudos demonstraram que sua ação analgésica é inferior à dos anti-inflamatórios não-esteroidais, tanto para o tratamento da dor pós-cirúrgica de animais submetidos a procedimentos abdominais ou ortopédicos. Assim como a buprenorfina, também apresenta efeito teto.

Referências Bibliográficas

AMARAL, K. A. S. Eficácia do uso da morfina, tramadol e butorfanol associados ou não a lidocaína pela via epidural em cães. Dissertação (mestrado) - Ciência animal. Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro, 2012

CRUZ, F. S. F. da. Efeitos fisiológicos e sedativo da associação de buprenorfina e xilazina em equinos. Dissertação (mestrado) - Neuropsicofarmacologia. Universidade Federal de Santa Maria, 2008.GÓRNIAK, S. L. Hipnoanalgésicos e Neuroleptoanalgesia. In: SPINOSA H. S. et al. Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.

FANTONI, D. T.; CORTOPASSI, S. R. G. Hipnoanalgésicos.In: Andrade SF. Manual de terapêutica veterinária. 3. ed. São Paulo: Roca, 2008.

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