Sobre

Aviso

Este medicamento é de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Gentamicina

Classificaçāo

Antibiótico (grupo Aminoglicosídeos)

Receita

Controle Especial - Humano

Espécies

Cães e Gatos

INFORMAÇÕES AO CLIENTE

Informe ao Médico Veterinário a ocorrência de gestação ou lactação durante ou logo após o tratamento.

ARMAZENAMENTO

Conservar em temperatura ambiente, protegido de luz e umidade. Manter fora do alcance de crianças e animais domésticos.

Apresentações e concentrações

Apresentações e concentrações

  • - Gentamicina 280 mg, ampola (2 mL)
  • - Gentamicina 80 mg, ampola (2 mL)
  • - Gentamicina 60 mg, ampola (2 mL)
  • - Gentamicina 40 mg, ampola (1 mL)
  • - Gentamicina 20 mg, ampola (1 mL)
  • - Gentamicina 10 mg, ampola (1 mL)
  • - Gentamicina 160 mg, ampola (2 mL)
  • - Gentamicina Colírio 10 mg, ampola (1 mL)
  • - Gentamicina Colírio 20 mg, ampola (1 mL)
  • - Gentamicina Colírio 40 mg, ampola (1 mL)
  • - Gentamicina Colírio 60 mg, ampola (2 mL)
  • - Gentamicina Colírio 80 mg, ampola (2 mL)
  • - Gentamicina Colírio 160 mg, ampola (2 mL)
  • - Gentamicina Colírio 280 mg, ampola (2 mL)

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

A gentamicina possui ação rápida e é indicada para infecções agudas sérias causadas por bacilos gram-negativos, principalmente enterobactérias (VIEIRA & PINHEIRO, 2004). Pode ser utilizada topicamente em infecções bacterianas em ouvido e olhos.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

Utilizar com cautela em pacientes neonatos, geriátricos e portadores de insuficiência renal, desordens neuromusculares, febre intensa e desidratação.

EFEITOS ADVERSOS

Poderão ocorrer como efeitos adversos nefrotoxidade, ototoxidade, bloqueio neuromuscular, erupções cutâneas e alterações hematológicas. Em animais com nefropatia, há o aumento dos efeitos tóxicos, uma vez que há grandes níveis do antimicrobiano na circulação.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Não recomenda-se o uso em fêmeas gestantes ou lactantes.

SUPERDOSAGEM

O tratamento prolongado ou em altas doses com aminoglicosídeos pode provocar necrose tubular aguda, bloqueio neuromuscular, apnéia em casos de injeções intravenosas rápidas e síndrome de neurite óptica reversível.

Administração e doses

Via(s)

IM

Oral

IV

Tópica

Videos da(s) via(s)

FREQUÊNCIA DE UTILIZAÇÃO

6/6 horas

8/8 horas

12/12 horas

DURAÇÃO DO TRATAMENTO

De acordo com protocolo médico.

Doses

Recomendado

Cães e Gatos

2 - 4 mg / kg

calcular

OBSERVAÇÕES

Devem ser realizados exames bacteriológicos para a identificação do agente causal e sua sensibilidade à gentamicina.

Interações medicamentosas

Ampicilina

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Grave

Efeito Clínico

Inativação da ampicilina

Mecanismo de Ação

Inativação química

Conduta

Incompatível

Besilato de Atracúrio

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Grave

Efeito Clínico

Depressão respiratória prolongada

Mecanismo de Ação

Possível sinergismo farmacológico

Conduta

Incompatível

Brometo de Rocurônio

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terpêutico aumentado do brometo de rocurônio

Conduta

Ajustar dose

Carboplatina

Tipo de Interação

Toxicidade

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Aumento do efeito nefrotóxico dos aminoglicosídeos

Conduta

Evitar o uso

Cefalotina

Tipo de Interação

Toxicidade

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Aumento da nefrotoxicidade

Conduta

Evitar o uso

Cefazolina

Tipo de Interação

Toxicidade

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Aumento da nefrotoxicidade da cefazolina

Mecanismo de Ação

Potencialização dos efeitos adversos

Conduta

Evitar o uso

Cefoxitina

Tipo de Interação

Toxicidade

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito nefrotóxico aumentado

Conduta

Evitar o uso

Ciclosporina

Tipo de Interação

Toxicidade

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Nefrotoxicidade

Mecanismo de Ação

Efeito aditivo ou nefrotoxicidade sinérgica

Conduta

Evitar o uso

Cisplatina

Tipo de Interação

Toxicidade

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Aumento da toxicidade dos Aminoglicosídeos

Conduta

Evitar o uso

Cloridrato de Vancomicina

Tipo de Interação

Toxicidade

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Aumento da nefrotoxicidade

Mecanismo de Ação

Toxicidade combinada

Conduta

Evitar o uso

Furosemida

Tipo de Interação

Toxicidade

Grau de Interação

Grave

Efeito Clínico

Ototoxicidade grave

Mecanismo de Ação

Toxicidade auditiva sinérgica entre as drogas envolvidas

Conduta

Incompatível

Indometacina

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico aumentado da Gentamicina

Mecanismo de Ação

Os antiinflamatórios podem reduzir a taxe de filtração glomerular e levar ao acúmulo de aminoglicosídeos

Conduta

Evitar o uso

Neostigmina

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido da Neostigmina

Conduta

Ajustar dose

Penicilina

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido dos Aminoglicosídeos

Mecanismo de Ação

Inativação química

Conduta

Administrar em local diferente e com intervalo

Succinilcolina

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico aumentado da Succinilcolina

Mecanismo de Ação

Possível sinergismo farmacológico

Conduta

Evitar o uso

* Aviso Legal - Interações Medicamentosas - O Aplicativo Vet Smart contém informações de interação medicamentosas em geral, que foram levantadas por pesquisa realizada pelo próprio Vet Smart, de modo que as informações médicas e sobre medicamentos não é um aconselhamento médico veterinário e não deve ser tratado como tal. Portanto, a Vet Smart não garante nem declara que a informação sobre tratamentos médicos veterinários ou interações medicamentosas do Aplicativo Vet Smart: (A) estará constantemente disponível, ou disponíveis a todos; ou (B) são verdadeiras, precisas, completas, atuais ou não enganosas.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

Estes antibióticos interferem na síntese proteica bacteriana, promovendo a formação de proteínas defeituosas. Os aminoglicosídeos ligam-se à subunidade 30 S do ribossoma, provocando a leitura incorreta do códifo genético e, consequentemente, permitem a incorporação de aminoácidos incorretos na cadeia polipeptidica que está sendo formada no ribossoma. a proteína defeituosa é fundamental para o metabolismo da bactéria, levando à morte celular (SPINOSA, 2006).

FARMACOCINÉTICA

A absorção dos aminoglicosídeos no trato digestivo é desprezível, porém são ativos na luz intestinal, quando administrados via oral. Para o tratamento de infecções sistêmicas recomenda-se o uso da via parenteral. Em geral, estes antibióticos ligam-se pouco às proteínas plasmáticas e não são biotransformados de maneira significante no organismo do animal. A eliminação renal do agente na sua forma ativa ocorre por filtração glomerular; a ocorrência de nefropatia pode provocar níveis altos de aminoglicosídeos na circulação, favorecendo o aparecimento de efeitos tóxicos.

EFEITOS ADVERSOS

Poderão ocorrer como efeitos adversos nefrotoxidade, ototoxidade, bloqueio neuromuscular, erupções cutâneas e alterações hematológicas. Em animais com nefropatia, há o aumento dos efeitos tóxicos, uma vez que há grandes níveis do antimicrobiano na circulação.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Não recomenda-se o uso em fêmeas gestantes ou lactantes.

SUPERDOSAGEM

O tratamento prolongado ou em altas doses com aminoglicosídeos pode provocar necrose tubular aguda, bloqueio neuromuscular, apnéia em casos de injeções intravenosas rápidas e síndrome de neurite óptica reversível.

MONITORAMENTO

Em tratamentos orais e parenterais com aminoglicosídeos, deve ser avaliada com frequência a função renal (uréia, creatinina) do paciente, bem como a densidade de urina, aumento da excreção de proteína e a presença de cilindros ou células, através da urinálise

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Referências Bibliográficas

LAPPIN, M. R. Doenças infecciosas. In: NELSON, R. W.; COUTO, C. G. Medicina interna de pequenos animais. Tradução: Aline Santana da Hora. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010

SCARTEZZINI, M. et al. Diagnóstico bacteriológico de diversas patologias de cães e gatos e verificação da suscetibilidade a antimicrobianos.Veterinária em Foco, v.8, n.2, jan./jun. 2011

SPINOSA, H. S. Antibióticos: aminoglicosídeos, polimixinas, bacitracina e vancomicina. SPINOSA H. S. et al. Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.

VIEIRA, F. C.; PINHEIRO, V. A. Monografias farmacêuticas. In: VIEIRA, F. C.; PINHEIRO, V. A. Formulário veterinário farmacêutico. 1. ed. São Paulo: Pharmabooks, 2004

WILLARD, M. D. Distúrbios do sistema digestório. In: NELSON, R. W.; COUTO, C. G. Medicina interna de pequenos animais. Tradução: Aline Santana da Hora. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010