Sobre

Aviso

Este medicamento é de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Espironolactona

Classificaçāo

Diurético Poupador de Potássio

Receita

Receita Simples

Espécies

Cães e Gatos

ARMAZENAMENTO

Deve ser armazenado em temperatura ambiente (15°C a 30°C).

Apresentações e concentrações

Apresentações e concentrações

  • - Espironolactona 25 mg, comprimido
  • - Espironolactona 100 mg, comprimido
  • - Espironolactona 50 mg, comprimido
  • - Aldactone 25 mg, comprimido
  • - Aldactone 50 mg, comprimido
  • - Aldactone 100 mg, comprimido

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

É indicada na hipertensão essencial, distúrbios edematosos, tais como: edema e ascite da insuficiência cardíaca congestiva; cirrose hepática; síndrome nefrótica; edema idiopático; hipocalemia.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

Deve ser usada com cautela em pacientes que recebem inibidores da ECA ou suplementação desse elemento. Contraindicada para pacientes hipercalêmicos ou com insuficiência renal aguda.

EFEITOS ADVERSOS

Os efeitos adversos estão relacionados a reteção excessiva de potássio e distúrbios gastrointestinais.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Não deve ser usada em fêmeas gestantes ou lactantes

SUPERDOSAGEM

A administração imprópria pode acarretar alterações sistêmicas, hemodinâmicas, eletrolíticas ou ácido-básicas que podem piorar o estado clínico do animal.

Administração e doses

Via(s)

Oral

Videos da(s) via(s)

FREQUÊNCIA DE UTILIZAÇÃO

12 / 12 - 24/ 24 horas

DURAÇÃO DO TRATAMENTO

De acordo com o quadro clínico do paciente

Doses

Recomendado

Cães

0,5 - 2 mg / kg

calcular

Gatos

0,5 - 1 mg / kg

calcular

OBSERVAÇÕES

Pode reduzir a depuração da digoxina

Interações medicamentosas

Citrato de Potássio

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Hipercalemia

Conduta

Ajustar dose

Cloreto de Potássio

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Grave

Efeito Clínico

Hipercalemia grave

Mecanismo de Ação

Diminuição da secreção de aldosterona, resultando em retenção de potássio

Conduta

Incompatível

Cloridrato de Benazepril

Grau de Interação

Grave

Efeito Clínico

Hipercalemia

Mecanismo de Ação

Desconhecido

Conduta

Evitar o uso

Digoxina

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico aumentado da Digoxina

Mecanismo de Ação

Diminuição da secreção tubular renal da Digoxina, reduzindo sua eliminação

Conduta

Ajustar dose

Inibidor da ECA

Grau de Interação

Grave

Efeito Clínico

Hipercalemia

Mecanismo de Ação

Desconhecido

Conduta

Evitar o uso

Morfina

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido dos Diuréticos

Mecanismo de Ação

Indução da liberação de hormônios antidiuréticos

Conduta

Evitar o uso

Nimesulida

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido dos Diuréticos

Conduta

Ajustar dose

Ácido acetilsalicílico

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido da Espironolactona

Mecanismo de Ação

Diminuição da secreção tubular renal da Espironolactona, reduzindo sua eliminação

Conduta

Ajustar dose

* Aviso Legal - Interações Medicamentosas - O Aplicativo Vet Smart contém informações de interação medicamentosas em geral, que foram levantadas por pesquisa realizada pelo próprio Vet Smart, de modo que as informações médicas e sobre medicamentos não é um aconselhamento médico veterinário e não deve ser tratado como tal. Portanto, a Vet Smart não garante nem declara que a informação sobre tratamentos médicos veterinários ou interações medicamentosas do Aplicativo Vet Smart: (A) estará constantemente disponível, ou disponíveis a todos; ou (B) são verdadeiras, precisas, completas, atuais ou não enganosas.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

A espironolactona inibe competitivamente a ligação da aldosterona ao seu receptor citoplasmático no final do túbulo distal e sistema renal coletor. Consequentemente, a aldosterona ligada a este receptor é incapaz de penetrar no núcleo da célula, assim prevenindo a síntese da chamada aldosterona induzida por proteínas que abrem os canais de sódio na membrana celular luminal. Isto resulta na redução de reabsorção de sódio e redução da excreção de potássio.

FARMACOCINÉTICA

O efeito diurético da espironolactona é geralmente de início tardio. O pico de ação é registrado cerca de 2 a 3 dias depois do início do tratamento, e a ação diminui novamente aproximadamente no mesmo período após o medicamento ter sido descontinuado. A espironolactona é rapidamente eliminada (meia-vida plasmática aproximadamente de 1,5 horas); seus metabólitos são eliminados mais lentamente. A eliminação ocorre predominantemente na urina e em menor quantidade na bile.

EFEITOS ADVERSOS

Os efeitos adversos estão relacionados a reteção excessiva de potássio e distúrbios gastrointestinais.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Não deve ser usada em fêmeas gestantes ou lactantes

SUPERDOSAGEM

A administração imprópria pode acarretar alterações sistêmicas, hemodinâmicas, eletrolíticas ou ácido-básicas que podem piorar o estado clínico do animal.

MONITORAMENTO

O tratamento requer monitorização de potássio, sódio, creatinina e glicose sanguíneos. Particularmente é recomendada restrita monitorização em pacientes com alto risco de desenvolver desequilíbrio eletrolítico ou nos casos de significativa perda de fluído adicional.

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Referências Bibliográficas

FRANCO, R. P. et al. Utilização do maleato de enalapril, furosemida, espironolactona e suas associações em cães com doença degenerativa mixomatosa da válvula mitral. ARS VETERINARIA, Jaboticabal, SP, v.27, n.2, 085-093, 2011.

KOGIKA, M. M.; YAMATO, R. J. Diuréticos. In: SPINOSA H. S. et al. Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.

WARE, W. A. Doenças do sistema cardiovascular. In: Medicina Interna de Pequenos Animais. 4ª edição, 2010.